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Manifestantes invadem prédio da Câmara no DF

Manifestantes invadem prédio da Câmara no DF

Redação

23/04/2010 - 07h37
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Brasília

Cerca de 70 manifestantes invadiram a nova sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal para protestar contra o novo governador Rogério Rosso (PMDB) na noite de anteontem, quando Brasília completou 50 anos. Ainda na tarde de ontem, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal determinou a reintegração de posse do local, que ainda não é usado pelos deputados. A ordem não havia sido cumprida até o fechamento desta matéria.

Na liminar para reintegração, o juiz Marco Antônio Lemos, da terceira Vara de Fazenda Pública, determinou que  dois oficiais de Justiça seguissem para o local, com reforço policial,  para cumprir a desocupação do prédio. O magistrado também determina que a polícia militar fizesse a segurança do local até a inauguração da nova sede, ainda sem data para ocorrer.

Segundo o movimento “Fora Arruda e toda máfia”, Rosso não tem legitimidade para governar Brasília. Ele foi eleito no último sábado por 13 deputados distritais, sendo que oito são suspeitos de terem participado do mensalão do DEM. “Ocupamos a Câmara para protestar contra a eleição de Rogério Rosso, que foi eleito por deputados mensaleiros. Só saímos daqui quando ele sair do governo”, disse o estudante de Química da Universidade de Brasília, João Pedro Machado.

Assim como o grupo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, considerou a eleição ilegítima e defende a intervenção federal como única solução.

Invasão
Os manifestantes ocupavam ontem o prédio principal da nova Câmara Legislativa do DF, que deve ser inaugurada nos próximos meses. Do lado de fora, eles colocaram faixa com os dizeres “poder popular”. A obra ainda não está concluída. A ocupação foi pacífica durante o decorrer do dia. Segurança contratados pela construtora vigiavam o local. 

A Polícia Federal investiga se o governo de José Roberto Arruda (sem partido) cobrava 2,5% de propina sobre o valor repassado para conclusão da nova sede da Câmara Legislativa do Distrito Federal. O mesmo grupo que está na nova sede já havia ocupado a Câmara Legislativa do DF.
Ainda ontem, Roberto Gurgel, afirmou que a eleição indireta promovida pela Câmara Distrital, que escolheu Rogério Rosso como governador, apenas “agravou” a crise política local e reforça a necessidade de uma intervenção federal.

carência

Justiça suspende cobranças do Fies a médico residente de Campo Grande

Homem teve 83% do curso de Medicina financiado pelo Fies e iniciou residência médica no Hospital Regional, tendo concedida a extensão do prazo de carência

15/04/2026 18h30

Homem terá carência do Fies durante período de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul

Homem terá carência do Fies durante período de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Divulgação

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Um médico conseguiu na Justiça o direito à prorrogação do prazo de carência do contrato do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) durante o período da residência em Clínica Médica. A decisão é do juiz federal Rodrigo Vaslin Diniz, da 1ª Vara Federal de Campo Grande.

O magistrado determinou ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) a suspensão da cobrança das parcelas enquanto durar a especialização.

Conforme a Justiça Federal, o homem se formou Medicina em 2022, tendo cerca de 83% do curso financiado pelo Fies, e ingressou em programa de residência médica no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS).

Apesar de atender aos requisitos legais, ele relatou dificuldades técnicas para efetivar o pedido administrativo de extensão da carência, e recorreu ao Judiciário. 

Ao analisar o mérito, o juiz federal ressaltou que a legislação assegura a extensão da carência do Fies aos graduados em Medicina que ingressam em programas de residência médica nas especialidades consideradas prioritárias pelo Ministério da Saúde.

“Verifica-se que a parte autora preenche os requisitos instituídos pela Lei nº 10.260/2001, visto que está inscrita no Programa SisFies, possui graduação em Medicina e ingressou em programa de residência médica em especialidade prioritária”, afirmou o magistrado. 

A sentença também afastou a tese de que o benefício só poderia ser concedido a contratos em fase de carência.

Para o juiz federal, não há base legal para impedir a concessão do direito quando o financiamento está em fase de amortização. 

Além disso, o magistrado destacou o caráter social do Fies e a finalidade pública da norma, que busca incentivar a formação de médicos em áreas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS). 

“Trata-se de benefício vigente no sistema jurídico, instituído em favor de estudantes de Medicina que, ao ingressarem em programa de residência médica classificado como prioritário, fazem jus à dilação do período de carência para amortização do financiamento estudantil”, concluiu. 

Assim, a Justiça Federal julgou o pedido procedente e reconheceu o direito à suspensão das cobranças do contrato Fies durante todo o período da residência em Clínica Médica, prorrogando o prazo de carência.

 

Fogo controlado

Ar-condicionado pega fogo e causa incêndio em bloco da UFMS

Incidente ocorreu por volta das 16h50, em uma sala localizada na saída para a Avenida Costa e Silva

15/04/2026 17h55

Foto: Reprodução / Corpo de Bombeiros

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Um princípio de incêndio atingiu o Complexo Multiuso 2 da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul na tarde desta terça-feira (15), em Campo Grande. O fogo, que teria começado em um aparelho de ar-condicionado em uma das salas do bloco, foi controlado rapidamente por equipes da instituição e pelo Corpo de Bombeiros, sem registro de feridos.

De acordo com informações apuradas, o incidente ocorreu por volta das 16h50, em uma sala localizada na saída para a Avenida Costa e Silva. A situação gerou tumulto momentâneo, com alunos deixando o local às pressas assim que perceberam a fumaça.

A equipe da Prefeitura Universitária da UFMS iniciou o controle das chamas ainda nos primeiros minutos, enquanto o Corpo de Bombeiros foi acionado conforme o Plano de Contingência da instituição. A rápida atuação evitou que o fogo se espalhasse para outras áreas do prédio, destacou a universidade.

Foto: Reprodução 

“Foi um instante de tumulto, os alunos saíram rapidamente da sala, e foi muito bom que o fogo foi controlado rapidamente pelo Corpo de Bombeiros”, relatou um estudante de psicologia, que preferiu não se identificar.

As causas do incêndio ainda devem ser apuradas. A universidade não informou, até o fechamento desta matéria, se haverá interdição do espaço ou suspensão das atividades no bloco afetado. 

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