Cidades

7 de Setembro

Manifesto do Grito dos Excluídos em Campo Grande acontece após confusão com a polícia

O grupo se reuniu às 7 horas no centro para seguir em direção a Praça Ary Coelho

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Com o tema neste ano "Você tem fome e sede de quê?", a tradicional manifestação nacional do Grito dos Excluídos acontece após o desfile militar em Campo Grande. No entanto, no momento da saída do grupo, houve uma confusão com a Polícia Militar (PM).

Ao fim do desfile da Independência, os manifestantes que estavam em cima de um carro elétrico liderados pela CUT, estava a caminho da avenida Afonso Pena, na esquina com a 13 de maio, quando foram barrados de transitarem pela cavalaria da PM.

Houveram protestos por parte dos manifestantes, de um possivel boicote ao Grito dos Excluidos, quando a PM tentou impedir a passagem do grupo, porém o tumulto durou alguns minutos após a liberação do cercado, pela própria polícia, para que os manifestantes seguissem o seu trajeto normalmente.

Após a tentativa de barragem, a assessoria do deputado estadual Pedro Kemp informou à reportagem que o secretário Eduardo Rocha, da Casa Civil, ligou pedindo desculpas pelo ocorrido em nome do governador, Eduardo Riedel. O parlamentar fez um pronunciamento em suas redes sociais, alegando que a Polícia Militar tentou impedir que os manifestantes passassem em frente ao palanque onde se encontrava as autoridades presentes no desfile. 

O conjunto de manifestações que ocorrem no Brasil desde 1995, especialmente no dia da independencia, acontecem para lembrar a população sobre as pautas de injustiça social e econômica no país.

O grupo se reuniu às 7 horas para estar presente no desfile do dia da independência, e seguiram após a celebração em direção a Praça Ary Coelho.

Em entrevista para o Correio do Estado, o presidente do diretório municipal do Patido dos Trabalhadores(PT) em Campo Grande, Agamenon do Prado, informou que os manifestos do Grito dos Excluidos têm como objetivo levar uma reflexão social a população no dia da independência.

"Estamos buscando que a população do país reflita sobre a situação socio-econômica do Brasil, a questão do desemprego, miséria, altos juros que o banco central insiste em cobrar, e que cobrem das autoridades estas pautas", declarou Agamenon.

O Grito dos Excluídos e das Excluídas, chega à sua 29ª edição em 2023 com a organização e participação de várias entidades dos movimentos populares e sindical, entre elas, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra(MST) e a Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Adufms).

"A importância da CUT marcar presença é trazer ao desfile a reflexão que nós tenhamos uma patria que realmente dialoge com a classe trabalhadora. Nós queremos que os nosso direitos sejam validados, que a vida humana seja valorizada através do aumento do salário mínimo. Neste 7 de setembro estava dizendo não a tudo aquilo que vem a retirar a democracia", disse Dilma Gomes, Secretária Geral da CUT - MS.

Nas suas redes sociais, a vereadora Luiza Ribeiro(PT) convidou os seus seguidores para comparecer no desfile da independência, e logo após a celebração, continuarem no local para participarem do movimento Grito dos Excluidos.

"Hoje é dia de comemorar a independência do Brasil. Mas, também é dia de participar do Grito dos Excluídos e Excluídas, para lembrar que ainda somos um país com muita injustiça social e econômica, e que ainda temos muito preconseito e discriminação. É preciso alertar para construimos um Brasil diferente daqui para frente, um Brasil que tenha o bem viver para todos nós", disse a veredado Luiza nas redes sociais.

As manifestações do Grito dos Excluidos também acontece no interior do Estado, segundo informações da CUT, em Dourados, a concentração acontece em frente à Escola Abigail Borralho, na rua Marcelino Pires.

Cercado foi posto pela Policia Militar na avenida afonso pena, barrando momentaneamente os manifestantes Foto: Marcelo Victor

 

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Astronomia

Eclipse vai encobrir 96% da Lua nesta quinta e poderá ser visto em MS

Fenômeno começa às 21h24 no Estado e chega ao ponto máximo à 0h13 de sexta-feira; observação poderá ser feita a olho nu e não exige equipamentos especiais

25/08/2026 20h08

Eclipse lunar parcial encobrirá 96% do disco da Lua e poderá ser observado em Mato Grosso do Sul na noite desta quinta-feira (27).

Eclipse lunar parcial encobrirá 96% do disco da Lua e poderá ser observado em Mato Grosso do Sul na noite desta quinta-feira (27). Foto: Reprodução.

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Quem olhar para o céu de Mato Grosso do Sul na noite desta quinta-feira (27) poderá acompanhar um dos fenômenos astronômicos mais marcantes do ano. Um eclipse lunar parcial vai encobrir 96,2% do disco da Lua, deixando apenas uma pequena faixa do satélite fora da região mais escura da sombra projetada pela Terra.

Apesar de tecnicamente classificado como parcial, o eclipse será tão profundo que terá aparência próxima à de um fenômeno total.

O espetáculo atravessará a madrugada de sexta-feira (28) e poderá ser acompanhado de qualquer ponto de Mato Grosso do Sul, desde que as condições do tempo permitam a visualização do céu. 

Para os sul-mato-grossenses, é preciso atenção aos horários divulgados nacionalmente, já que o Estado está uma hora atrás do horário de Brasília.

Em MS, o fenômeno começa às 21h24 de quinta-feira, quando a Lua entra na penumbra, região mais clara da sombra da Terra. Nessa primeira etapa, a alteração no brilho ainda será discreta.

A transformação ficará muito mais evidente a partir das 22h34, quando começa a fase parcial propriamente dita. A Lua passará progressivamente pela umbra, a parte mais escura da sombra terrestre, dando a impressão de que uma grande "mordida" avança sobre o disco lunar. 

O ponto alto está previsto para 0h13 de sexta-feira, no horário de Mato Grosso do Sul. Nesse momento, 96,2% da Lua estará encoberta pela sombra da Terra, restando apenas uma estreita porção diretamente iluminada pelo Sol.

Depois do auge, o processo será invertido e o satélite começará gradualmente a deixar a sombra terrestre. 

Por que a Lua muda de aparência?

O eclipse lunar acontece quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados, com o planeta posicionado entre o Sol e o satélite natural. A Terra bloqueia parte da luz solar que normalmente ilumina a Lua e projeta sua própria sombra sobre ela.

Essa sombra é dividida em duas regiões. A penumbra é a parte mais clara, responsável por uma redução mais sutil do brilho. Já a umbra é a região mais escura e provoca o encobrimento facilmente perceptível durante a fase parcial.

Durante os momentos de maior cobertura, grande parte da Lua também poderá adquirir tonalidades avermelhadas ou alaranjadas. Isso acontece porque uma pequena parcela da luz do Sol atravessa a atmosfera terrestre antes de chegar à superfície lunar.

Nesse percurso, os comprimentos de onda azulados são mais dispersados, enquanto tons avermelhados conseguem atravessar a atmosfera e alcançar a Lua. 

É um efeito semelhante ao responsável pelos tons avermelhados observados no céu durante o nascer e o pôr do sol.

Como quase toda a Lua estará dentro da umbra nesta quinta-feira, a mudança de coloração poderá ficar especialmente evidente próximo ao momento máximo do eclipse.

Não é preciso proteção para os olhos

Ao contrário de um eclipse solar, o fenômeno desta quinta-feira pode ser observado diretamente e não representa risco à visão. Não será necessário utilizar óculos especiais, filtros ou qualquer outro equipamento de proteção.

Também não é preciso ter telescópio ou binóculo. O eclipse poderá ser acompanhado a olho nu, embora instrumentos de aproximação permitam observar com mais detalhes as mudanças de luminosidade e coloração na superfície lunar. 

Para melhorar a experiência, a recomendação é procurar um ponto com boa visão do céu e, de preferência, afastado de iluminação artificial intensa. O principal fator que poderá atrapalhar a observação será a presença de nuvens.

Quem não conseguir acompanhar diretamente ainda terá outra alternativa. O Observatório Nacional fará uma transmissão ao vivo do eclipse pela internet, permitindo acompanhar o fenômeno mesmo em regiões onde o tempo não colaborar. 

Quase total

O que torna o eclipse desta semana especialmente chamativo é justamente a dimensão da cobertura. Com 96,2% do disco lunar obscurecido, apenas uma pequena parte ficará fora da umbra terrestre no auge do evento.

É essa pequena diferença que impede que o fenômeno seja oficialmente classificado como eclipse lunar total. Visualmente, porém, a proximidade com os 100% fará com que a Lua apresente uma aparência muito semelhante à observada em uma totalidade.

O fenômeno também marca uma mudança de cenário para os observadores brasileiros neste mês. Em 12 de agosto ocorreu um eclipse solar total, mas ele não pôde ser observado do Brasil.

Desta vez, a situação será diferente: o eclipse lunar poderá ser acompanhado diretamente no País e todas as suas fases serão visíveis no território brasileiro, segundo o Observatório Nacional.

Em Mato Grosso do Sul, portanto, o espetáculo começa ainda na noite de quinta-feira, ganha força pouco antes das 23h e reserva seu principal momento para quem estiver disposto a atravessar a meia-noite olhando para o céu.

Pagamentos

Renegociação de dívidas do Fies pode ser feita até 16 de setembro

Adesão deve ser feita junto ao banco responsável pelo contrato

25/08/2026 19h00

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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A renegociação de dívidas do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), com descontos e condições facilitadas pelo programa Desenrola Fies 2026 pode ser feita até o dia 16 de setembro.  

A adesão à renegociação de dívidas da graduação deve ser firmada diretamente com a instituição financeira responsável pelo contrato do Fies: o Banco do Brasil ou a Caixa, por meio de seus canais digitais.

As condições de renegociação de dívidas variam de acordo com a situação de cada contrato. 

O Fies oferece financiamento para quem deseja estudar em uma instituição privada de ensino superior. Após a formatura, o estudante precisa devolver o montante financiado pelo governo com juros baixos e condições facilitadas de pagamento, respeitando o limite da renda do ex-estudante.

Quem pode renegociar?

A iniciativa é voltada para estudantes com contratos do Fies firmados até 2017 que estavam na fase de amortização em 4 de maio de 2026, período em que o estudante começa a pagar o valor principal do financiamento estudantil e os juros acumulados para quitar a dívida após terminar a faculdade. A renegociação contempla contratos adimplentes e inadimplentes.

Também podem participar do Desenrola Fies 2026 os estudantes com o nome inscrito em cadastros de inadimplentes por atraso neste financiamento estudantil. Após a formalização da renegociação e o pagamento da parcela de entrada, ocorre a retirada do nome do estudante e dos fiadores desses cadastros, quando aplicável.

Não estão aptos à renegociação os estudantes que contrataram o Fies a partir de 1º de janeiro de 2018, assim como aqueles com contratos nas fases de uso do financiamento ou de carência.

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