Cidades

AVISO

Manutenção na parte elétrica suspende visitas no Hospital Regional neste domingo

A suspensão é válida por um período de 12h. Todo trabalho de comunicação necessário será feito por meio de celulares e rádio comunicadores

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Devido à manutenção da cabine de força elétrica do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, pacientes internados no hospital não poderão receber visitas, exceto aqueles que estão no Centro de Terapia Intensiva (CTI). As visitas técnicas também serão suspensas, tendo em vista que para a vistoria da parte elétrica do prédio ser realizada a rede de energia precisa ser desligada. 

O início da manutenção está previsto para iniciar às 7h30 e terá o período máximo de 12h para execução. Em nota, o hospital afirma que todo cuidado foi pensado, desde o nível de circulação de pessoas no prédio até o aumento na segurança para realização desta manutenção.

Por conta do desligamento da rede, serão utilizados geradores de energia para suprir a demanda de atendimento aos casos excepcionais e emergenciais, sendo que serão mantidos os serviços essenciais para suporte à vida. A rede de computadores, lavanderias e demais equipamentos não funcionarão no período da manutenção.

Foi montado também um plano de eventualidades e um Gabinete de Incidentes para este dia, norteando os procedimentos realizados para que a assistência aos pacientes não seja prejudicada.

A nota ainda informa que a manutenção é de extrema necessidade, pois a estrutura elétrica da instituição, além de antiga, já não suporta a quantidade de energia gerada pelo hospital, que nos últimos dois anos trabalhou além de sua capacidade operacional. .

Alguns dos benefícios dessa ampliação será a capacidade de fazer a climatização de enfermarias, aumento do parque tecnológico e a instalação do novo equipamento de ressonância magnética. 

O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul atualmente tem uma média de 350 pacientes internados, adultos e pediátricos. Destes, aproximadamente 70 precisam de equipamentos eletrônicos para sobreviver.

Os demais hospitais de Campo Grande foram alertados e solicitados para darem apoio na recepção dos pacientes que precisarem, durante esse período, caso haja necessidade.

A instituição declara também que nos últimos 10 dias, vários testes foram feitos com os geradores, e todos obtiveram êxito. Além disso, a equipe pede para que os cidadãos não fiquem circulando nos arredores do HR e que não façam imagens aéreas com drones, bem como mantenham livre as vias de acesso para os trabalhadores.

Para a manutenção e composição do Gabinete de Comando de Incidentes, contarão com o apoio e a colaboração do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Brigadistas do HRMS, Concessionária de energia, SAMU e demais setores técnicos, que estão prontos para a realização dessa manutenção. 

 

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COLAPSO FINANCEIRO

Balanço põe em dúvida a "capacidade de continuidade" da Santa Casa

Déficit diário é de R$ 341 mil, mas a direção do hospital alega que tem mais de R$ 714 milhões a receber do poder público

06/07/2026 17h05

Mesmo que toda a Santa Casa fosse vendida, ainda sobrariam dívidas de R$ 640 milhões, aponta balanço do próprio hospital

Mesmo que toda a Santa Casa fosse vendida, ainda sobrariam dívidas de R$ 640 milhões, aponta balanço do próprio hospital Mes

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A Santa Casa de Campo Grande fechou 2025 com déficit de R$ 124,582 milhões, o que equivale a um prejuízo diário da ordem de R$ 341 mil. Ao mesmo tempo, conforme números do balanço anual publicado nesta segunda-feira, diz ter nada menos que R$ 714,259 milhões a receber da prefeitura de Campo Grande do Governo do Estado e do Governo federal.

Mesmo assim, por conda das dívidas, os auditores que assinam o balanço do hospital apontam que a Santa Casa não tem mais condições de operar. 

Mas, em meio a déficits seguidos e dívidas astronômicas, a direção Santa Casa diz que ganhou na Justiça o direito a uma indenização de R$ 275,593 milhões relativos ao reequilíbrio financeiro referente ao período compreendido entre 07 de outubro de 2011 e maio de 2018. Atualizando este montante, alega a direção do hopistal, o crédito já chega R$ 667,87 milhões, em valores atualizados até dezembro do ano passado. 

Além disso, o hospital também recorreu à Justiça e obteve ganho de causa para receber outros R$ 46,381 milhões. A ação é relativa a uma lei federal de abril de 2020, durante a pandemia. Esta lei determinou o pagamento integral dos valores dos tetos de produção. O município, porém, emitiu uma portaria contrariando o descrito na lei e efetuou pagamento através de médias históricas, diz a direção do hospital na publicação feita nesta segunda-feira no diário oficial da prefeitura de Campo Grande.

E, na esperança de receber estes mais de R$ 714 milhões, a direção do hospital vai acumulando empréstimo após empréstimo. Eles somam mais de R$ 261,7 milhões e a taxa de juros chega a 1,85% ao mês.

Somente com o banco Daycoval, que nasceu no Líbano mas que opera principalmene no Brasil, foram três empréstimos, todos para pagamento em cinco anos. Eles somam R$ 17 milhões. Os juros variam de 1,56% a 1,85%. Com estas taxas, são mais de R$ 250 mil em juros por mês somente com esta instituição bancária.

Na Caixa Econômica Federal, onde o hospital tomou R$ 248 milhões em janeiro de 2024, a taxa de juros é de 1,36%. Mas, a melhor taxa é relativa a um empréstimo de R$ 10 milhões tomado no Sicob em novembro de 2019. A cooperativa de crédito cobra apenas 0,55% ao mês. 

E estes juros ajudam a explicar o constante endividamento e os seguidos déficits do maior hospital do Estado. Em 2024, por exemplo, o déficit havia sido da ordem de R$ 98,3 milhões. O déficit acumulado, segundo o balanço do hospital, supera os R$ 544 milhões. Somente os impostos em atraso, todos parcelados, somam R$ 189,817 milhões. 

SEM CAPACIDADE

Em meio a esta série de números negativos, os audidores fazem um alerta preocupante: "chamamos a atenção para a Nota Explicativa nº 1, que indica que a Entidade, em 31 de dezembro de  2025, apresentava o passivo circulante excedente ao seu ativo circulante em R$ 227,215 milhões e patrimônio líquido negativo em R$ 639,469 milhões. Essas condições indicam a existência de incerteza relevante, que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da Entidade". 

Ou seja, as dívidas e obrigações de curto prazo superam os recursos financeiros e direitos que a empresa consegue converter em dinheiro rapidamente, indicando alto risco de insolvência e dificuldade para honrar compromissos imediatos. 

De acordo com os números do balanço, mesmo que a Santa Casa vendesse todo o seu patrimônio, ainda ficaria devendo quase R$ 640 milhões. E, se fosse uma empresa qualquer, isso significa que está falida.

"Essas condições indicam a existência de incerteza relevante, que pode levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da Entidade", dizem os auditores.

Porém, destacam, não cabe a eles dizer se o hospital tem condições de continuar ou não operando. Isso cabe à administração, que, segundo eles, "é responsável pela avaliação da capacidade de a Entidade continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações contábeis individuais e consolidadas, a não ser que a Administração pretenda liquidar a Entidade ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações", diz o texto do contador José Martins Alves, da BDO RCS Auditores Independentes. 

TACURU (MS)

Acidente entre carro e caminhão mata idosa na MS-295

Esposo da idosa teve ferimentos graves e foi encaminhado ao hospital

06/07/2026 16h50

Caminhão capotado após acidente na MS-295

Caminhão capotado após acidente na MS-295 Foto: Reprodução

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Idosa, de 61 anos, morreu em acidente entre carro e caminhão, na manhã desta segunda-feira (6), na MS-295, entre Tacuru e Ivinhema, trecho localizado a 427 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, marido e mulher seguiam em um Fiat Doblo no sentido Tacuru-Iguatemi. 

Já o motorista do caminhão seguia pela rodovia no sentido contrário, Iguatemi-Tacuru.

Por motivos desconhecidos, ambos colidiram de frente e, em seguida, o caminhão saiu da pista e capotou. 

O carro, ocupado pelo casal, teve a parte frontal danificada. A mulher, que estava no banco do passageiro da Doblo, morreu na hora. O esposo, motorista, teve ferimentos e foi encaminhado ao hospital.

Não sei se sabe o estado de saúde do condutor do caminhão. As causas do acidente serão apuradas pelas autoridades competentes.

ACIDENTES FATAIS

Acidente de trânsito é uma das principais causas de morte em todo o mundo.

Acidente de carro, moto, bicicleta ou atropelamento, nas cidades ou em rodovias, são tragédias que acontecem toda semana em Mato Grosso do Sul.

As principais causas são excesso de velocidade, falha em ceder a passagem, dirigir sob efeito de álcool, distrações, sonolência e condições climáticas adversas, como chuva forte.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) traz algumas orientações ao condutor no trânsito. Confira:

  • Não dirija caso consuma bebida alcoólica
  • Não dirija cansado ou com sono
  • Use cinto de segurança
  • Respeite a sinalização
  • Respeite o limite de velocidade da via
  • Porte documentos oficiais com fotos, os quais devem estar quitados
  • Realize revisão do carro: pneus, limpadores de para-brisa, freios, nível de óleo, bateria, lâmpadas, lanterna e extintor
 

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