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INVSTIMENTO

Mato Grosso do Sul atinge universalização do esgoto 7 anos antes da meta nacional

Estado caminha para ser a primeira unidade federativa do Brasil a atingir os 90% de cobertura de saneamento básico

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Mato Grosso do Sul está na expectativa de ser o primeiro estado do País a atingir os 90% de cobertura de esgotamento sanitário ainda este ano, conquistando a universalização do serviço sete anos antes da meta nacional disposta no Marco Legal do Saneamento.

De acordo com informações enviadas ao Correio do Estado, Mato Grosso do Sul tinha apenas 60% de cobertura de esgoto em 2021, ano que marca o início da operação da Aegea Saneamento, após vencer a parceria público-privada (PPP) por meio da concessionária Ambiental MS Pantanal, em parceria com a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul).

Depois de bilhões de reais investidos pelas empresas responsáveis, é esperado que Mato Grosso do Sul conquiste a universalização este ano, o que representaria um salto de 30% após a PPP ter sido firmada.

Ademais, a previsão é de que todos os municípios atendidos terão cerca de 98% dos serviços concluídos, beneficiando milhares de famílias sul-mato-grossenses.

O governador Eduardo Riedel (PP) exaltou os números atingidos pelo Estado, afirmando que tudo começou no dia 5 de fevereiro de 2021, quando ocorreu a assinatura do contrato para os serviços de coleta e tratamento de esgoto.

“Com quase R$ 4 bilhões em investimentos, estamos antecipando em décadas a meta do Marco Legal do Saneamento. O que levaria cerca de 40 anos será realizado em aproximadamente 10 anos, colocando Mato Grosso do Sul no caminho para ser o primeiro estado do Brasil a universalizar o saneamento”, explica.

“A parceria entre Sanesul e MS Pantanal já mostra resultados: o abastecimento de água tratada está universalizado nos municípios atendidos pela Sanesul e dezenas de obras de ampliação da rede de esgoto estão em andamento em todo o Estado. Os próximos anos serão de grandes conquistas, consolidando Mato Grosso do Sul entre os estados com melhor qualidade de vida do Brasil”, complementa Riedel.

Diretor-presidente da Ambiental MS Pantanal e da Águas Guariroba, Gabriel Buim destacou que a universalização sanitária é fruto de investimentos em infraestrutura e modernização operacional, como a implantação de 1.290 quilômetros de redes coletoras nos últimos dois anos, além da construção de novas estações de tratamento de esgoto (ETEs) e estações elevatórias de esgoto (EEEs), o que ampliou a capacidade instalada e garantiu maior segurança hidráulica ao sistema.

Buim também comenta que, em dezembro do ano passado, a Aegea concluiu a assinatura de um financiamento de R$ 700 milhões com o banco Sumitomo Mitsui Banking Corporation (SMBC) e a Japan International Cooperation Agency (Jica), justamente com o objetivo de acelerar a universalização sanitária em Mato Grosso do Sul em conjunto com a PPP.

“A Aegea Saneamento compreendeu essa estratégia e implementou, por meio das concessões que atende em Mato Grosso do Sul, um modelo de excelência em gestão, voltado à padronização de processos, controle rigoroso de indicadores e tomada de decisão orientada a desempenho, com compromisso socioambiental e visão de longo prazo”, afirma o diretor-presidente.

Por fim, Buim reforça que o planejamento seguido pelo governo do Estado e pelas empresas deverá servir de referência para outros estados brasileiros que querem avançar na cobertura de saneamento, já que hoje Mato Grosso do Sul lidera a lista no Brasil.

“Mais do que um arranjo contratual, o que se observa é uma diretriz clara: em Mato Grosso do Sul, a pauta do saneamento básico, da inclusão sanitária e da sustentabilidade tornou-se prioridade de governo. Há compreensão de que investir nesses pilares gera reflexos diretos na saúde pública, na redução de desigualdades, na valorização imobiliária, na preservação ambiental e na promoção do desenvolvimento econômico”, conclui.

CAMPO GRANDE

Por ser a capital e ter um terço da população do Estado, Campo Grande também é referência quando o assunto é cobertura de esgoto. Desde 2010, a Aegea Saneamento administra a empresa Águas Guariroba, responsável pelos serviços de água e esgoto em Campo Grande.

No início, a Capital tinha apenas 19,8% de cobertura sanitária e, hoje, já conta com 94% da população com acesso à coleta e ao tratamento de esgoto e 99% dos habitantes com acesso à água de qualidade.

Os resultados refletem o investimento de R$ 2,5 bilhões ao longo desses anos, que resultaram no avanço significativo no setor.

“Campo Grande conseguiu antecipar a meta nacional de universalização do saneamento por conta de um conjunto de decisões estratégicas adotadas ao longo dos últimos anos, com foco em planejamento de longo prazo, segurança jurídica e responsabilidade na gestão pública. Nós priorizamos investimentos estruturantes e fortalecemos parcerias, garantindo a ampliação contínua da rede de água e esgoto”, destaca a prefeita Adriane Lopes (PP).

Para este ano, Buim diz que há vários planos em andamento para que o desenvolvimento sanitário na Capital continue. Em especial, o diretor-presidente citou a intensificação das obras estruturantes em 22 bairros, com mais de 200 km de novas redes, que trarão benefício direto para mais de 100 mil pessoas.

Assim como Mato Grosso do Sul, Campo Grande também é referência como uma das cidades mais avançadas na cobertura de esgotamento sanitário, principalmente entre as capitais brasileiras. Portanto, Adriane Lopes espera que o planejamento feito e realizado na cidade seja replicado em outros municípios pelo território nacional.

“O foco na inclusão sanitária é inclusão social. Garantir acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário significa promover saúde pública, reduzir desigualdades, proteger o meio ambiente e assegurar dignidade para a população. Quando investimos em saneamento, melhoramos os indicadores de saúde, de desenvolvimento social e econômico e impactamos diretamente a vida das pessoas”, finaliza a prefeita.

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Aos 96 anos

Morre Tarsila Barros de Souza, artista que participou da criação dos símbolos de MS

Artista plástica e professora dedicou mais de três décadas ao ensino e teve obras marcantes na história cultural do Estado

13/04/2026 19h15

Foto: Arquivo Pessoal

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Figura importante na construção do Estado, morreu nesta segunda-feira (13), aos 96 anos, a artista plástica Tarsila Barros de Souza, única mulher entre as mentes que pensaram a criação dos símbolos oficiais de Mato Grosso do Sul.

Com Alzheimer há 16 anos, ela estava há seis meses no Hospital São Julião, na Capital e morreu em razão de uma infecção generalizada. Ela deixa um legado na formação de artistas e na produção cultural do Estado.

Tarsila integrou o processo de escolha dos símbolos oficiais (brasão, bandeira e hino) sul-mato-grossense durante a divisão do Estado, oficializada pela Lei Complementar nº 31/1977, separação oficializada em 1º de janeiro de 1979.

Natural de Campo Grande, a artista (também conhecida como Sila Passarelli), iniciou seu interesse pela pintura aos 15 anos. Com o apoio da mãe, teve aulas com Elga Barone e, posteriormente, com Ignês Corrêa da Costa. Um dos marcos de sua carreira foi a pintura de uma criança de mãos juntas, exibida na loja Casa Moderna, em 1950.

Ao longo de 35 anos, a artista se dedicou ao ensino de artes plásticas. Durante esse período, incentivou a formação de novos talentos e fazia questão de incluir obras de suas alunas em exposições, como destacou ao Correio do Estado sua filha Deborah Passarelli.

"Minha mãe foi uma figura muito importante na construção do Estado, se tem uma coisa que eu sou grata é sobre a maneira como Mato Grosso do Sul reconhece e homenageia o trabalho dos meus familiares", disse Déborah, filha do poeta e escritor Germano de Barros Souza, membro fundador da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.

As obras de Tarsila foram exibidas em diversos espaços da Capital, além de cidades como Cuiabá, São Paulo, Rio de Janeiro e Ponta Porã. Um de seus trabalhos integra o acervo do Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul (Marco).

Além da pintura em tela, ela também se destacou na pintura em porcelana. Foi responsável por pintar os ladrilhos da Igreja São João Bosco.

Integra, entre tantos nomes, o livro “Mato Grosso do Sul – Criação e Instalação 30 anos”, publicado em 2010, documento histórico sobre a história do Estado com base no acervo fotográfico do jornalista Roberto Higa.

Saiba*

O velório da artista plástica acontece das 8h às 14h no cemitério Jardim das Palmeiras, em Campo Grande.

 

tempo

Temporal causa alagamentos e previsão indica mais chuvas durante a semana

Chuvas rápidas e fortes devem ocorrer pelo menos até quinta-feira em Mato Grosso do Sul

13/04/2026 18h30

Água invadiu a calçada em vários pontos da região central

Água invadiu a calçada em vários pontos da região central Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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As chuvas que caíram em Campo Grande na tarde desta segunda-feira (13) causaram alagamentos em alguns pontos da cidade. Durante o temporal, os ventos chegaram a quase 50 km/h e mais de 650 raios caíram sobre a Capital.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, o maior acumulado de chuva foi na região central, com 47,3 mm, seguido pelas regiões do Shopping Campo Grande e Carandá, onde choveu 47,3 mm.

Ainda segundo o meteorologista, choveu 5,8 mm na região sul da cidade, e 3,8 mm na região do Jardim Panamá.

Na Avenida Fernando Correa da Costa, esquina com a Avenida Calógeras, a água tomou conta da rua e também invadiu a calçada em alguns pontos. 

A mesma situação ocorreu em outros pontos do centro, onde ruas viraram rios, com água da chuva quase entrando em comércios.

Conforme vídeos publicados nas redes sociais, houve alagamento em trechos da Rua Rui Barbosa e da Avenida Salgado Filho. Na região sul, há relatos de transtornos do tipo na Rua da Divisão.

As chuvas fortes já estavam previstas para esta segunda-feira, conforme alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que segue vigente também para a terça-feira (14) e quarta-feira (15).

Mais chuva

O alerta vigente do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de perigo potencial de tempestades para diversos municípios, incluindo Campo Grande.

Conforme o alerta, a previsão é de chuva entre 20 e 30 mm/h ou 50 mm/dia, ventos intensos entre 40 e 60 km/h, e queda de granizo. Devido à estas condições, há risco de queda de galhos de árvores e alagamentos.

Previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), na terça-feira (14) deve haver sol e variação de nebulosidade em todo o Estado.

As temperaturas seguem em elevação, com máximas previstas entre 32°C e 35°C.

Entre quarta (15) e quinta-feira (16), há possibilidade de aumento de nuvens, com ocorrência de chuva e tempestades que podem ser acompanhadas de raios e rajadas de vento.

Essa condição meteorológica é favorecida pela atuação de um centro de baixa pressão atmosférica que terá origem no nordeste da Argentina. Além disso, o intenso transporte de calor e umidade, aliado ao deslocamento de cavados, contribui para a formação de instabilidades em Mato Grosso do Sul.

Para o período, são previstos acumulados significativos de chuva, acima de 30 mm/24h, especialmente nas regiões oeste, sudoeste, sul e sudeste do estado.

Por outro lado, na região nordeste do estado o tempo deverá ficar mais firme, com
temperaturas que podem atingir os 36°C.

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