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Segurança Pública

MS registra queda na criminalidade, mas insegurança ainda preocupa

Redução de homicídios, roubos e crimes sexuais marca início de 2026, porém números ainda expõem fragilidades na segurança pública

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Mato Grosso do Sul registrou queda nos principais indicadores criminais entre janeiro e maio de 2026, segundo dados do Observatório de Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

A redução atinge crimes contra o patrimônio, homicídios e crimes sexuais, tanto em Campo Grande quanto no interior do Estado, refletindo o impacto das ações integradas das forças de segurança.

Em Campo Grande, os homicídios dolosos caíram de 71 para 51 casos em comparação com o mesmo período de 2025, uma redução de 28,2%.

Os registros de estupro também apresentaram queda, passando de 295 para 246 ocorrências (-16,6%), enquanto os casos de estupro de vulnerável recuaram de 245 para 179 (-26,9%).

Os crimes patrimoniais seguem a mesma tendência. Os roubos diminuíram 23%, passando de 691 para 532 registros. Já os furtos tiveram redução mais tímida, de 6,1%, com 6.324 ocorrências neste ano contra 6.735 no período anterior. Nos furtos em residência, a queda foi praticamente simbólica: apenas 0,3%.

No cenário estadual, os dados mantêm o mesmo comportamento. Os casos de estupro caíram 14,4%, de 1.014 para 868 registros, e os estupros de vulnerável tiveram redução de 16,4%.

Os roubos registraram uma das quedas mais expressivas, com recuo de 21,7%, passando de 1.175 para 920 casos. Os furtos diminuíram 6,5%, enquanto os registros de violência doméstica apresentaram leve retração de 2,7%.

Apesar dos números positivos, vale alertam que a redução não significa, necessariamente, uma melhora perceptível na sensação de segurança da população.

Crimes como furtos, que ainda somam milhares de ocorrências, e a violência doméstica, que permanece com índices elevados, mostram que a criminalidade continua presente no dia a dia.

Além disso, há preocupação com possíveis subnotificações, especialmente em crimes sensíveis como estupro e violência doméstica, onde muitas vítimas ainda não procuram as autoridades.

Outro ponto é que quedas percentuais, embora relevantes, partem de bases historicamente altas, o que exige cautela na leitura dos dados.

Na prática, para grande parte da população, a rotina ainda é marcada pelo medo, pela insegurança e pela percepção de que os avanços, apesar de reais, ainda estão longe de representar uma mudança estrutural no cenário da segurança pública.

Enfrentamento ao tráfico de drogas

Outro ponto de destaque é o combate ao tráfico de drogas. Entre janeiro e maio de 2026, foram apreendidas 238,5 toneladas de entorpecentes no Estado, um aumento de 21,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Em Campo Grande, o crescimento foi ainda maior: 25,6%, com cerca de 27 toneladas recolhidas.

As apreensões reforçam o papel estratégico de Mato Grosso do Sul como corredor do tráfico internacional, especialmente por sua extensa faixa de fronteira.

No entanto, o aumento no volume de drogas apreendidas também levanta um alerta: quanto maior a apreensão, maior pode ser o fluxo tentando atravessar o Estado.

O governo estadual atribui os resultados às ações integradas da segurança pública. Ainda assim, os dados revelam que, embora haja avanços, a criminalidade segue presente no cotidiano da população e a redução estatística, por si só, não garante tranquilidade nas ruas.

Tempo

Campo Grande deve ter novo fim de semana de chuva e temporais

Instabilidade deve aumentar entre a noite deste sábado e o domingo, com possibilidade de chuva forte, ventos e trovoadas em quase todo o Estado

12/09/2026 18h30

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Campo Grande ainda contabiliza os estragos provocados pelo temporal de quinta-feira (10), mas o tempo instável deve continuar neste fim de semana. A previsão indica aumento das condições para chuva e tempestades entre a noite deste sábado (12) e o domingo (13), com possibilidade de trovoadas, rajadas de vento e chuva forte em pontos de Mato Grosso do Sul.

Para este sábado, o cenário permanece instável. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta a atuação de um sistema associado a um ciclone extratropical que mantém condições favoráveis à ocorrência de chuva e tempestades em partes do Centro-Oeste. O instituto também chama atenção para a possibilidade de granizo em áreas de MS.

Na Capital, a previsão indica muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas. O alerta da Defesa Civil reforça o risco justamente durante a noite, período em que podem ocorrer novas ocorrências relacionadas a vento, chuva intensa e descargas elétricas.

Domingo

Para domingo (13), o Inmet prevê em Campo Grande mínima de 18°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A combinação de calor e umidade mantém a possibilidade de instabilidade ao longo do dia.

No interior, a instabilidade também deve atingir diferentes regiões do Estado, mas com variação nas temperaturas. Dourados, Ponta Porã, Três Lagoas, Corumbá e Aquidauana estão entre as cidades que devem ter mudança nas condições ao longo do domingo, com possibilidade de chuva associada à atuação da frente fria e das áreas de instabilidade.

Em Dourados, a estação meteorológica da Embrapa Agropecuária Oeste registrou 25 milímetros de chuva entre sexta-feira (11) e sábado, elevando o acumulado de setembro para mais de 72 milímetros.

 

 

Rescaldo

Quase 48 horas após temporal, Prefeitura ainda remove árvores das ruas de Campo Grande

Equipes estão mobilizadas nas sete regiões da Capital para desobstruir vias, retirar destroços e reparar pontos afetados pela tempestade

12/09/2026 18h00

Paulo Ribas

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Quase 48 horas após o temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), árvores e galhos derrubados pelo vento ainda ocupam trechos de algumas vias da Capital. Neste sábado (12), a Prefeitura mantém equipes mobilizadas nas sete regiões da cidade para retirar as estruturas, liberar ruas e atender outros pontos afetados pela tempestade.

Em levantamento realizado pelo Correio do Estado neste sábado, uma árvore ainda ocupava aproximadamente metade da pista da Avenida Euler de Azevedo, perto da Rua 13 de Maio. Na Rua Filinto Müller, galhos de grande porte permaneciam sobre parte da via. Na região central, galhos já cortados também continuavam acumulados em um trecho da Rua 13 de Maio.

Segundo a Prefeitura, as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) atuam principalmente na retirada de árvores e galhos, limpeza, remoção de destroços e manutenção da iluminação pública, incluindo a substituição de luminárias.

Mais de 100 ocorrências

O temporal provocou mais de 100 registros de árvores caídas, além de quedas de postes, vias interditadas, danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia. A dimensão dos estragos levou a Prefeitura a decretar situação de emergência por 180 dias. O Decreto nº 16.735, publicado em edição extra do Diogrande neste sábado, prevê a mobilização dos órgãos municipais para ações de resposta e recuperação dos pontos atingidos.

O decreto também determina um levantamento detalhado dos danos provocados pela tempestade, incluindo impactos na infraestrutura urbana, arborização, iluminação pública, vias, unidades municipais e prejuízos decorrentes da falta de energia.

A força-tarefa municipal começou ainda na noite de quinta-feira e chegou a contar com 20 equipes concentradas principalmente na liberação de vias bloqueadas por árvores e galhos. Além da Sisep, participam das ações órgãos como Defesa Civil, Agetran, Guarda Civil Metropolitana e SAS, com apoio de Corpo de Bombeiros, Energisa e Solurb.

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