Cidades

OPERAÇÃO JANUS

Megaoperação em Três Lagoas prende 14 pessoas ligadas a facções criminosas

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, 12 de prisão e uma internação de adolescente

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Uma megaoperação, denominada operação “Janus”, foi deflagrada na manhã desta quinta-feira (9), em Três Lagoas, com o objetivo de desarticular e prender integrantes de organizações criminosas envolvidas em crimes de homicídio e tentativas de homicídio registrados recentemente no município.

Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, 12 de prisão e um de internação de adolescente, além de uma prisão em flagrante por posse irregular de arma de fogo.

As 'batidas' ocorreram de forma simultânea nos municípios de Três Lagoas (MS), Paranaíba (MS), Rondonópolis (MT) e Cuiabá (MT), além de diligências feitas no interior de presídios.  A ação contou com o emprego de uma aeronave da Coordenadoria-Geral de Policiamento Aéreo (CGPA), da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP).

A operação “Janus” investiga os crimes de homicídio, tentativa de homicídio e roubos atribuídos a integrantes de duas facções criminosas.

Após manifestação favorável do Ministério Público, as medidas cautelares foram deferidas pelos juízos da Vara do Juiz das Garantias, do Tribunal do Júri e Execução Penal, e da Vara da Infância, da Adolescência e da Violência Doméstica e Familiar da Comarca de Três Lagoas.

Ao longo da ação, foram apreendidas substâncias entorpecentes e dezenas de aparelhos celulares.

A operação foi desenvolvida por equipes de todas as unidades da Polícia Civil que compõem a Delegacia Regional de Três Lagoas, em ação conjunta com a Seção de Investigações Gerais (SIG) de Paranaíba, da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS), da Policia Civil do Estado de Mato Grosso, do 2º Batalhão da Polícia Militar e da 3ª Companhia da Polícia Militar Ambiental de Três Lagoas.

A ação contou ainda com apoio logístico do Departamento de Polícia do Interior (DPI) e do Departamento de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil do Estado de Mato Grosso do Sul.

O nome da operação faz alusão ao deus romano Janus, que apresenta duas faces, representando o combate aos dois lados da guerra entre facções criminosas.

Justiça

Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo caso Master

Ele atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República

11/09/2026 19h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master. 

Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma "ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida. 

A divulgação de todo o material já havia sido requerida na noite de quinta-feira (9) por Fachin. Mendonça atendeu ao pedido horas depois, divulgando 15 procedimentos de investigação derivados da Compliance Zero. 

Relator do caso no Supremo, Mendonça manteve, contudo, o sigilo sobre algumas linhas de investigação, o que motivou a PGR a pedir acesso à integralidade dos documentos. 

Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo. 

A ordem de Fachin para a retirada do sigilo sobre a investigação ocorre na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação mútuos protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. 

Fachin determinou a remessa de todo o material para os gabinetes dos demais ministros, para que possam analisar os documentos e provas antes de julgar, na próxima terça-feira (15), outro pedido da PGR, dessa vez para que um relatório da PF ligando Vorcaro a Moraes seja anulado. 

Neste relatório, cujo sigilo foi levantado por Mendonça, constam dezenas de mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra ter relação de proximidade com o ministro. 

Mendonça pediu ao plenário que decida sobre investigar ou não Moraes. A PGR, contudo, alega que o ministro já avançou irregularmente nas investigações, sem a autorização do plenário, o que tornaria nulo o material. 

Sigilo

Entre as apurações mantidas sob sigilo por Mendonça está a que diz respeito ao suposto repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PF, há suspeita de que o dinheiro tenha sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Outra investigação mantida sob segredo de Justiça envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o advogado Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. 

Cultura & Lazer

Grupo de 14 bailarinas de Campo Grande participa de festival de flamenco em SP

Programação inclui aulas e apresentação em São José dos Campos

11/09/2026 18h15

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Quatorze bailarinas do Grupo Embrujos de España, de Campo Grande, embarcam nesta sexta-feira (11) para São José dos Campos (SP), onde participam do 21º Festival Internacional de Flamenco. O evento reúne bailarinos, professores e grupos de diferentes regiões do país entre os dias 11 e 13 de setembro.

A programação inclui a participação das bailarinas campo-grandenses nos Workshops Nacionais, voltados à formação e ao aprimoramento na dança flamenca. O grupo também estará no palco da Mostra Aberta Nacional de Dança Flamenca, marcada para sábado (12), no Teatro Municipal de São José dos Campos.

Além das bailarinas, a delegação de Mato Grosso do Sul terá a participação da coreógrafa e professora Maria Helena Pettengill, que integra a programação dos workshops. Ela ministrará uma aula sobre Tango, um dos palos do flamenco, caracterizado por ritmo e formas de expressão próprias.

Segundo Maria Helena, a participação no festival permite que as bailarinas tenham contato com profissionais e grupos de outras regiões e também apresentem o trabalho desenvolvido em Campo Grande.

“Participar de um festival dessa dimensão é uma oportunidade muito importante para nossas bailarinas. Elas estarão ali para aprender, trocar experiências e também mostrar que em Campo Grande existe um trabalho sério e apaixonado de formação e divulgação do flamenco”, afirmou.

Na Mostra Aberta, o Embrujos de España apresentará o trabalho desenvolvido pelo grupo na Capital. A participação coloca as bailarinas sul-mato-grossenses em contato com artistas de diferentes localidades e amplia a presença do grupo em eventos nacionais da modalidade.

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