Cidades

Ponta Porã

Meia tonelada de maconha que saiu de MS é apreendida em SP

Condutor, passageiro e entorpecente foram encaminhados a PF São José do Rio Preto

Danielle Valentim

26/08/2015 - 11h38
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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu na noite de terça-feira (25) na BR-153, em José Bonifácio (SP), 531 quilos de maconha no interior de um Honda Civic. A droga teria saído de Mato Grosso do Sul e teria como destino a cidade de Ribeirão Preto (SP).

De acordo com o site Dourado News, durante a abordagem o condutor e o passageiro – que não tiveram a identidade divulgada – alegaram que receberam o veículo já preparado no município de Ponta Porã para levar o interior paulista.

Dentro do carro os policiais encontraram um par de placas de Dourados. Após o flagrante, os ocupantes e o veículo foram encaminhados para a Polícia Federal em São José do Rio Preto (SP).

DINHEIRO PÚBLICO

Prefeituras de MS fecham contrato milionário com suspeita de fraude

Com o dono declarado réu pelo TJMT dois meses antes, a Centro América Tecnologia assinou contratos com Chapadão do Sul e Brasilândia pelo mesmo mecanismo das fraudes investigadas

26/05/2026 08h00

A prefeitura de Chapadão do Sul fechou contrato por meio de ata de registro de preço com a empresa

A prefeitura de Chapadão do Sul fechou contrato por meio de ata de registro de preço com a empresa Divulgação

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Quando a prefeitura de Brasilândia assinou o Contrato nº 008/2026, em 16 de abril deste ano, a empresa contratada estava há dois meses sentada no banco dos réus do Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJMT).

Uma semana antes, Chapadão do Sul havia fechado três contratos com a mesma empresa, pelo mesmo mecanismo de taxa administrativa zero. Os municípios assinaram contratos no total de R$ 20,4 milhões com a Centro América Comércio, Serviço, Gestão Tecnológica Ltda., sediada em Chapada dos Guimarães (MT).

A empresa é alvo do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) desde novembro de 2024, quando a Operação Gomorra desbaratou um esquema que desviou cerca de R$ 1,8 bilhão dos cofres de mais de 100 municípios.

Em 5 de fevereiro deste ano, o TJMT recebeu a denúncia criminal e declarou Edézio Corrêa, apontado como o verdadeiro controlador da empresa, réu por fraude em licitações e contratação direta ilegal. Ele já havia sido denunciado, em 2017, na Operação Sodoma.

RASTRO DA EMPRESA

Antes da Operação Gomorra, a Centro América operava quase que exclusivamente em Mato Grosso. Depois de novembro de 2024, os contratos no Mato Grosso do Sul começaram a aparecer.

Até agora, aderiram à ata os municípios de Juti, Amambai, Paranaíba, Bonito, Pedro Gomes, Sonora, Miranda, Jaraguari, Terenos, Antônio João, Inocência, Água Clara, Anaurilândia, Ivinhema, Jardim, Rio Verde de Mato Grosso e Bela Vista, além de Brasilândia e Chapadão do Sul.

A maioria das portas de entrada foi sempre a mesma: a adesão a atas de registro de preços de outros entes, o chamado “carona”. 

O mecanismo permite assinar contrato sem abrir licitação própria, desde que haja uma ata vigente de outro município ou consórcio. 

Neste caso, a ata é do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário dos Municípios do Extremo Sul de Minas Gerais (Cimesmi). O mesmo pregão, o nº 31/2024, está na base dos contratos de Brasilândia e Chapadão do Sul.

OPERAÇÃO GOMORRA

O esquema revelado pelo MPMT guarda semelhanças com o mesmo modelo presente nos contratos de Chapadão do Sul e Brasilândia.

A investigação do MPMT mapeou orçamentos fictícios para simular disputa em licitações; pregões com participante único ou com empresas da mesma família; e cobrança de combustível 39,80% acima da tabela da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Este último dado foi confirmado judicialmente no caso de Barão de Melgaço, no Mato Grosso.

Ou seja, para cada R$ 100 em combustível declarado pela empresa, o município pagava R$ 139,80. A diferença não aparecia em lugar nenhum do contrato, estava escondida atrás do zero da taxa administrativa, que fazia o negócio parecer vantajoso.

Em Brasilândia, o item combustível do Contrato nº 008/2026 soma R$ 3,89 milhões. Em Chapadão do Sul, R$ 4,3 milhões. Se o mesmo sobrepreço se repetir, e não há nenhuma cláusula nesses contratos que o impeça, o rombo potencial só nesses dois municípios passa de R$ 3,2 milhões.

O SÓCIO QUE ASSINA

Nos contratos de Chapadão do Sul e de Brasilândia, quem coloca a assinatura pela empresa é Jânio Corrêa da Silva, sócio formal desde 2007. Edézio Corrêa, tio de Jânio, apontado pelo MPMT como líder do esquema e agora réu, não aparece em nenhum papel.

A colaboração premiada que Edézio fechou com o MP esclarece essa divisão: Jânio era o laranja. Assinava o que precisava ser assinado, mas não participava das decisões. Foi exatamente esse depoimento que levou o TJMT a rejeitar a denúncia contra Jânio por falta de provas.

Rejeição não é absolvição. A investigação segue aberta. O que a decisão deixa claro é que a empresa tem um controlador de fato, Edézio, agora réu, que nunca precisou aparecer diante de nenhuma prefeitura sul-mato-grossense para assinar nada.

No mesmo mês em que o TJMT declarou Edézio réu, o MP obteve autorização para investigar dois prefeitos mato-grossenses com contratos com a empresa: Manoel Loureiro Neto (MDB), de Diamantino, e Kalil Baracat (MDB), de Várzea Grande. 

O caso de Várzea Grande interessa diretamente a Mato Grosso do Sul: o Pregão nº 28/2022 daquele município é apontado como origem da cadeia de atas que alimentou as contratações posteriores da empresa em outros estados. 

CONTRATAÇÃO

Procuradas pela reportagem, a assessoria da prefeitura de Chapadão solicitou que os questionamentos fossem enviados para a Ouvidoria do Município. A prefeitura de Brasilândia não retornou aos contatos.

O CNPJ 09.179.444/0001-00 é o mesmo investigado no MT. O nome Edézio Corrêa aparece em dezenas de reportagens sobre a Operação Gomorra, todas publicadas em novembro de 2024, cinco meses antes dos contratos de MS. A decisão do TJMT está disponível publicamente, acessível a qualquer setor de compliance ou controladoria.

O “carona” tem uma brecha estrutural que explica parte disso. Quando um município adere à ata de outro ente, não abre licitação própria e não produz edital e, com isso, não existe o momento formal em que antecedentes seriam checados. Fica a cargo da administração local fazer essa triagem.

*Saiba

Os contratos de Chapadão do Sul e Brasilândia com a Centro América Comércio, Serviço, Gestão Tecnológica Ltda. são referentes a fornecimento de combustível e manutenção da frota por meio de ata de registro de preço.

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Acidentes

Motoqueiros de 20 a 39 anos são as principais vítimas do trânsito em Campo Grande

Neste ano, condutores de motos representam 16 das 25 mortes em Campo Grande, o que corresponde a 65% das ocorrências

26/05/2026 08h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Os motoqueiros de 20 a 39 anos são as principais vítimas de acidentes nas ruas de Campo Grande, concentrando mais da metade das ocorrências fatais.

De acordo com dados enviados pelo Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran), Campo Grande concentra 4.976 acidentes neste ano (até o dia 20 deste mês), desses, 1.652 sinistros de trânsito tiveram feridos e 25 acidentes foram fatais. Dessas vítimas, 16 eram motociclistas, quatro pedestres, três condutores de automóveis e dois ciclistas.

Na divisão por faixa etária dos óbitos, a maior incidência está nos adultos jovens de 20 a 29 anos, com oito ocorrências, seguido pelo intervalo de idade de 30 a 39 anos, com cinco mortos. As outras mortes estão divididas nas faixas de 40 a 49 anos (4), 50 a 59 anos (3) e idosos (4).

Além disso, 8 a cada 10 vítimas de acidentes fatais no trânsito campo-grandense são homens, enquanto o restante é mulher. Em números absolutos, 20 óbitos neste ano ocorreu com homens e cinco com mulheres. 

Destrinchando também os acidentes que não tiveram vítimas de acidentes fatais, apenas feridos, a alta predominância de motociclistas ainda perdura, seguido pelos motoristas de automóveis e, por último, motonetas (veículos automotores de duas rodas onde o condutor pilota sentado, com as pernas juntas e apoiadas em uma plataforma, e não montado como em uma moto tradicional).

Ainda sobre as características dos envolvidos, geralmente são homens de 21 a 40 anos, que apresentam lesões leves pelo corpo após o acidente.

O principal fator que leva aos acidentes é a falta de atenção. De acordo com estudos, desviar o olhar por apenas 2 ou 3 segundos é suficiente para colidir ou atropelar alguém. Além disso, é considerado infração leve pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), que gera multa no valor de R$ 88,38 e a adição de três pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Em seguida, aparecem como fatores determinantes para os acidentes em Campo Grande: desobediência à sinalização; não guardar distância; e uso de álcool. Vale destacar que todos os três motivos citados são considerados infrações e podem acarretar multas e pontos no documento.

Por fim, o órgão de trânsito da Polícia Militar detalha os acidentes sem feridos ou mortos, do qual eles afirmam que homens adultos, mais especificamente de 31 a 40 anos, são os de maior incidência. 

A BPMTran também informa que “os registros demonstram maior concentração entre condutores adultos economicamente ativos”. 

ANOS ANTERIORES

Segundo a tabela de estatísticas que consta no portal da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), que se baseia nos dados do Grupo de Gestão Integrada de Trânsito (GGIT), Campo Grande registrou 58 vítimas de acidentes fatais no trânsito em 2025. Desses, 43 eram motociclistas, 12 eram pedestres, dois eram condutores de automóveis e um era passageiro.

Do total, 34 morreram ainda no local do acidente e outros 24 morreram enquanto estavam sendo socorridos ou internados no hospital – neste caso, são considerados os óbitos que ocorreram em até 30 dias depois do sinistro.

Em 2024, os números foram consideravelmente maiores, já que a Capital registrou 74 vítimas de acidentes fatais: 52 motociclistas, seis ciclistas, sete pedestres, quatro condutores e quatro passageiros, além de uma morte com a condição não identificada.

Do montante final, 40 faleceram no local e 34 em hospitais ou enquanto recebiam atendimento médico.

Ainda conforme a Agetran, o total de óbitos se refere aos óbitos cujos sinistros ocorreram na área urbana de Campo Grande e região periurbana, não incluídos as rodovias.

INFRAÇÕES

De acordo com o portal Detran em Números e conforme veiculado pelo Correio do Estado há alguns meses, 2025 registrou um recorde no números de infrações aplicadas, com cerca de 1,1 milhão, o que corresponde a um aumento de 36,5% em relação ao aplicado em 2024, que teve 802,4 mil multas no Estado inteiro. 

A tendência de crescimento também acompanha os anos anteriores, já que em 2023 e 2022 foram registradas 630,6 mil e 542,5 infrações, respectivamente. Enquanto isso, em apenas cinco meses, este ano já passou do meio milhão de multas e deve bater um novo recorde.

* Saiba

Criado em maio de 2011, o Maio Amarelo é um movimento internacional de conscientização para a redução de acidentes e mortes no trânsito.

A cor amarela foi escolhida justamente por simbolizar atenção e sinalização de advertência, semelhante ao semáforo, como um lembrete para que todos tenham mais cuidado e prudência.

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