Cidades

Animais Peçonhentos

Menina de 4 anos morre após picada de escorpião; MS tem 3,5 mil acidentes

Criança chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu; número de acidentes com escorpiões acende alerta em Mato Grosso do Sul.

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Uma menina de apenas 4 anos morreu neste domingo (1º), em Três Lagoas, após ser picada por um escorpião. A morte da criança acende um alerta para os riscos representados por esses animais peçonhentos em Mato Grosso do Sul, que registrou 3.572 acidentes com escorpiões entre janeiro e setembro de 2026.

Conforme informações médicas, a menina recebeu os primeiros atendimentos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município e, posteriormente, foi encaminhada ao Hospital Auxiliadora. Apesar dos esforços da equipe médica, a criança não resistiu.

O corpo da criança foi sepultado na manhã desta segunda-feira (2), no cemitério municipal de Três Lagoas. As circunstâncias da picada e a espécie de escorpião envolvida no acidente não foram informadas.

A tragédia ocorre em meio a milhares de notificações desses acidentes no Estado, principalmente em áreas urbanas, onde os animais encontram abrigo em ralos, redes de esgoto, entulhos e materiais de construção.

MS registra mais de 3,5 mil acidentes em nove meses

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) apontam que Mato Grosso do Sul contabilizou 4.779 acidentes envolvendo animais peçonhentos entre janeiro e setembro de 2026. Desse total, 3.572 foram provocados por escorpiões, responsáveis por aproximadamente 75% das notificações.

Os números demonstram que as picadas de escorpião representam a principal causa de acidentes com animais peçonhentos no Estado, superando ocorrências envolvendo serpentes, aranhas, abelhas e lagartas.

Em Campo Grande, a situação também preocupa. Conforme levantamento da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), divulgado pelo Correio do Estado em outubro, a Capital registrou 1.008 acidentes com escorpiões entre janeiro e setembro deste ano.

No mesmo período, foram contabilizadas 1.192 ocorrências envolvendo diferentes animais peçonhentos na cidade. Isso significa que os escorpiões foram responsáveis por aproximadamente 85% desses acidentes.

As regiões do Anhanduizinho e da Lagoa estão entre as áreas que exigem atenção, especialmente pela existência de ambientes que podem favorecer a presença desses animais.

Três Lagoas acumula mais de 3,1 mil acidentes

No município onde ocorreu a morte da menina, os registros também chamam a atenção. Um levantamento do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), divulgado em setembro, revelou que Três Lagoas acumulou 3.188 acidentes com escorpiões desde 2021.

Somente entre janeiro e agosto de 2026, foram contabilizadas 600 ocorrências, o que representa uma média de 75 acidentes por mês no município durante o período analisado.

Outro dado preocupante envolve a presença desses animais dentro das residências. Nos últimos três anos, o CCZ recebeu 1.937 ligações de moradores relatando o aparecimento de escorpiões em suas casas.

O período chuvoso favorece o aparecimento de escorpiões nas residências, principalmente em locais com frestas, ralos desprotegidos, entulhos e acúmulo de resíduos, onde encontram abrigo e alimento.

Crianças correm maior risco de complicações graves

De acordo com o Ministério da Saúde, crianças pequenas estão entre os grupos mais vulneráveis ao envenenamento provocado por picadas de escorpião.

Isso ocorre porque a ação do veneno pode provocar manifestações sistêmicas graves, especialmente em crianças menores de 7 anos, exigindo atendimento médico imediato.

Embora muitos acidentes provoquem apenas dor intensa e alterações no local da picada, os quadros mais graves podem apresentar vômitos, suor excessivo, agitação, alterações cardíacas e dificuldades respiratórias.

Dependendo da gravidade, o paciente pode precisar de internação e administração de soro antiescorpiônico. A necessidade do antiveneno deve ser avaliada por profissionais de saúde.

A SES orienta que qualquer pessoa picada por escorpião procure imediatamente uma unidade de atendimento, sem aguardar o aparecimento de sintomas mais graves.

Saiba como evitar acidentes

A principal forma de prevenção é reduzir os locais onde os escorpiões podem encontrar abrigo e alimento.

Entre as recomendações das autoridades de saúde estão manter quintais e terrenos limpos, evitar o acúmulo de lixo e entulhos, instalar telas em ralos e vedar frestas em portas e paredes.

Também é importante verificar roupas, sapatos, toalhas e roupas de cama antes da utilização, principalmente em imóveis onde já houve aparecimento desses animais.

Em caso de picada, a orientação é lavar o local com água e sabão e procurar atendimento médico imediatamente. Não se deve fazer torniquetes, cortar a pele, tentar sugar o veneno ou utilizar medicamentos caseiros.

 

BUSCAS NO RIO

Caminhonete com casal cai no Rio Ivinhema e mobiliza equipe de resgate

Veículo teria afundado na noite de domingo (1), em Angélica; bombeiros de Campo Grande foram acionados para reforçar as buscas na região

02/11/2026 11h16

Equipe especializada do Corpo de Bombeiros foi mobilizada para auxiliar nas buscas por caminhonete que teria caído no Rio Ivinhema, em Angélica

Equipe especializada do Corpo de Bombeiros foi mobilizada para auxiliar nas buscas por caminhonete que teria caído no Rio Ivinhema, em Angélica Divulgação/Ivinotícia

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Uma caminhonete Chevrolet S10 branca, que estaria ocupada por um homem e uma mulher, desapareceu nas águas do Rio Ivinhema, na região dos ranchos, no município de Angélica, em Mato Grosso do Sul. A ocorrência foi registrada na noite de domingo (1°), nas proximidades da rodovia MS-141.

De acordo com informações divulgadas pelo site Ivinotícias, o Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 21h, após receber relatos de que o veículo teria caído no rio com o casal em seu interior.

Diante da gravidade da situação e das dificuldades envolvidas na operação, uma equipe especializada em busca, resgare e salvamento aquático foi deslocada de Campo Grande para auxiliar os militares que atendem à ocorrência na região.

Até o momento, não há informações confirmadas sobre as circunstâncias que levaram a caminhonete a cair no rio, nem sobre o paradeiro dos ocupantes.

Também não foram divulgadas as identidades do homem e da mulher que estariam no veículo.

Veja vídeo: 

Cidades

Tradição leva fiéis aos cemitérios no Dia de Finados, mas visitantes relatam abandono

A visita nesta data é uma oportunidade de prestar homenagens aos que faleceram

02/11/2026 10h00

Fiéis no Cemitério Cruzeiro, na região norte de Campo Grande

Fiéis no Cemitério Cruzeiro, na região norte de Campo Grande Marcelo Victor, Correio do Estado

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Familiares, amigos e fiéis foram aos cemitérios de Campo Grande nesta segunda-feira (2), Dia de Finados, para prestar homenagens aos entes queridos que já faleceram. Para os católicos, a data é dedicada à memória dos mortos e também à oração pelas almas, uma tradição que reforça a fé na vida eterna.

Servidora pública, Jaria Toledo, de 64 anos, conta que, de acordo com a doutrina católica, a orientação é rezar pelos falecidos entre os dias 1º e 8 de novembro. "Então eu venho todos esses dias", relata. Para ela, a visita é uma forma de demonstrar carinho por aqueles que já se foram.

Os pais de Jaria são falecidos, mas estão enterrados em outro cemitério. Nesta segunda-feira, ela esteve no Cemitério São Sebastião, conhecido como Cruzeiro, na região norte de Campo Grande.

No mesmo cemitério, Maria Oliveira, servidora municipal aposentada de 77 anos, também passou para visitar os túmulos de familiares. Ela conta que costuma ir ao local em diferentes épocas do ano.

Na visita desta segunda-feira, porém, lamentou as condições do cemitério, que, segundo ela, está sem os devidos cuidados. "Só tem sujeira, vandalismo. Arrancaram as portas, até as fotografias tiraram. A prefeitura tem que cuidar disso", reclamou.

Fiéis no Cemitério Cruzeiro, na região norte de Campo Grande

"Aqueles que têm saudade visitam", afirmou Regina Lúcia, de 72 anos. Ela esteve no Cemitério Santo Amaro, na região oeste da cidade, e conta que mantém esse hábito há 40 anos. Para ela, o Dia de Finados é uma ocasião especial para rezar pelos entes queridos. "Temos que visitar, fazer orações e pedir bastante luz", diz.

Regina também chamou a atenção para a falta de manutenção no local. "A gente fica triste de chegar num lugar desse e estar assim. Que cobrassem uma taxa pequena, mas mantivessem o local limpo, sem sujeira espalhada", lamenta.

Para o pedreiro José Carlos Silva, de 60 anos, a visita é uma oportunidade de prestar homenagens ao pai e à irmã, que já faleceram e estão enterrados no Cemitério Santo Amaro. Ele também criticou as condições do local. "Tem que melhorar muito. Primeiramente, fazer ruas mais adequadas, não tem meio-fio, está difícil até de achar a quadra. Parece que está abandonado", afirma.

Quem ainda pretende ir aos cemitérios públicos pode fazer a visita até às 17h desta segunda-feira. Na Capital, além do Cruzeiro e Santo Amaro, tem o Cemitério Santo Antônio. 

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