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Tradição leva fiéis aos cemitérios no Dia de Finados, mas visitantes relatam abandono

A visita nesta data é uma oportunidade de prestar homenagens aos que faleceram

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Familiares, amigos e fiéis foram aos cemitérios de Campo Grande nesta segunda-feira (2), Dia de Finados, para prestar homenagens aos entes queridos que já faleceram. Para os católicos, a data é dedicada à memória dos mortos e também à oração pelas almas, uma tradição que reforça a fé na vida eterna.

Servidora pública, Jaria Toledo, de 64 anos, conta que, de acordo com a doutrina católica, a orientação é rezar pelos falecidos entre os dias 1º e 8 de novembro. "Então eu venho todos esses dias", relata. Para ela, a visita é uma forma de demonstrar carinho por aqueles que já se foram.

Os pais de Jaria são falecidos, mas estão enterrados em outro cemitério. Nesta segunda-feira, ela esteve no Cemitério São Sebastião, conhecido como Cruzeiro, na região norte de Campo Grande.

No mesmo cemitério, Maria Oliveira, servidora municipal aposentada de 77 anos, também passou para visitar os túmulos de familiares. Ela conta que costuma ir ao local em diferentes épocas do ano.

Na visita desta segunda-feira, porém, lamentou as condições do cemitério, que, segundo ela, está sem os devidos cuidados. "Só tem sujeira, vandalismo. Arrancaram as portas, até as fotografias tiraram. A prefeitura tem que cuidar disso", reclamou.

"Aqueles que têm saudade visitam", afirmou Regina Lúcia, de 72 anos. Ela esteve no Cemitério Santo Amaro, na região oeste da cidade, e conta que mantém esse hábito há 40 anos. Para ela, o Dia de Finados é uma ocasião especial para rezar pelos entes queridos. "Temos que visitar, fazer orações e pedir bastante luz", diz.

Regina também chamou a atenção para a falta de manutenção no local. "A gente fica triste de chegar num lugar desse e estar assim. Que cobrassem uma taxa pequena, mas mantivessem o local limpo, sem sujeira espalhada", lamenta.

Para o pedreiro José Carlos Silva, de 60 anos, a visita é uma oportunidade de prestar homenagens ao pai e à irmã, que já faleceram e estão enterrados no Cemitério Santo Amaro. Ele também criticou as condições do local. "Tem que melhorar muito. Primeiramente, fazer ruas mais adequadas, não tem meio-fio, está difícil até de achar a quadra. Parece que está abandonado", afirma.

Quem ainda pretende ir aos cemitérios públicos pode fazer a visita até às 17h desta segunda-feira. Na Capital, além do Cruzeiro e Santo Amaro, tem o Cemitério Santo Antônio. 

tempo

Outubro termina com recorde histórico de chuva na Capital

Segundo dados do Inmet, o acumulado foi de 254 milímetros, o segundo maior do ano e o maior para o período na série histórica, que começa em 2001

02/11/2026 07h50

A previsão para hoje em Campo Grande indica possibilidade de chuva. A temperatura varia de 21°C a 29°C, de acordo com o Cemtec-MS

A previsão para hoje em Campo Grande indica possibilidade de chuva. A temperatura varia de 21°C a 29°C, de acordo com o Cemtec-MS Paulo Ribas

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Campo Grande fechou outubro com um acumulado de 254 milímetros de chuva, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Este volume é o maior já registrado na Capital em toda a série histórica do Inmet, que começa em 2001.

Antes disso, o ano com o maior acumulado no mês era 2017, quando a Capital registrou 228,6 mm.
O volume recorde também é quase o dobro (68,6%) do esperado para outubro deste ano, que era de 150,6 mm, de acordo com a média do mês.

O Correio do Estado já havia mostrado que, em apenas 15 dias do mês, o acumulado de chuva havia ultrapassado o esperado para os 30 dias. No recorte da primeira quinzena era possível perceber que o mês apresentaria volume recorde.

Outubro acabou se tornando, até agora, o segundo mês mais chuvoso deste ano, ficando atrás apenas de fevereiro, quando choveu 265 mm, de acordo com dados do Inmet.

CHUVA CONTINUA

O acumulado acima da média para outubro era esperado pelos meteorologistas, porém, a atuação do El Niño de alta intensidade pode ter contribuído para que esse aumento tenha sido muito acima do esperado.

No próximo trimestre (novembro/dezembro/janeiro), segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), as chuvas devem continuar, no entanto, devem vir acompanhadas de altas temperaturas e ondas de calor em todo o Estado, com maior probabilidade nas regiões central (Campo Grande) e sul.

“A análise climática para o trimestre novembro, dezembro e janeiro indica tendência de precipitação com acumulados acima da média histórica em Mato Grosso do Sul (com destaque para a região centro-sul), acompanhada por temperaturas acima da média e risco de ondas de calor. Como período de transição, a primavera combina o forte aquecimento diurno ao retorno gradual da umidade amazônica, gerando instabilidade e favorecendo tempestades severas de curta duração com chuvas intensas, vendavais, raios e queda de granizo”, traz o Cemtec-MS em previsão do tempo.

Isso poderá ser observado na primeira semana deste mês, quando há previsão de chuva e também de altas temperaturas na Capital e no restante de Mato Grosso do Sul.

PREVISÃO

Para hoje, o Cemtec-MS prevê que o intenso transporte de ar quente e úmido, associado à atuação de áreas de baixa pressão atmosférica, contribuirá para o aumento da nebulosidade e a ocorrência de chuvas em Mato Grosso do Sul.

A combinação desses fatores com a passagem de cavados favorecerá a formação de tempestades, resultando em chuvas de intensidade moderada a forte, acompanhadas de raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo.

São esperados acumulados significativos de chuva, acima de 40 mm em 24 horas, principalmente nas regiões sul, sudoeste e sudeste do Estado. Os maiores volumes de chuva do período são esperados para hoje.

Amanhã, a tendência é de tempo firme, sobretudo nas regiões pantaneira, central e norte de Mato Grosso do Sul, onde as temperaturas voltam a subir.

As maiores temperaturas são esperados no Pantanal, com máximas entre 36°C e 39°C. Nas demais regiões, o tempo permanece instável, com possibilidade de chuvas intensas e tempestades pontuais.

Diante dos elevados acumulados de chuva previstos, o Cemtec-MS alerta para o risco de alagamentos, enxurradas e rápida elevação do nível de rios e córregos, especialmente nas áreas mais suscetíveis.

Os ventos predominam do quadrante norte, com velocidades entre 50 km/h e 60 km/h, podendo ocorrer, pontualmente, rajadas superiores a 70 km/h e 80 km/h. 

CHUVA

Precipitação acumulada em outubro em Campo Grande de 2026 a 2001 (em milímetros)

A previsão para hoje em Campo Grande indica possibilidade de chuva. A temperatura varia de 21°C a 29°C, de acordo com o Cemtec-MS

TEMPO

Campo Grande

A previsão para hoje em Campo Grande indica possibilidade de chuva. A temperatura varia de 21°C a 29°C, de acordo com o Cemtec-MS. Já em Corumbá a máxima poderá ser de 36°C e não há previsão de chuva.

QUEROSENE

Petrobras reajusta combustível de aviação em R$ 0,45 por litro

Novos preços para distribuidoras começam a valer neste domingo

01/11/2026 22h00

Em outubro, o combustível utilizado em aviões e helicópteros já havia sofrido reajuste médio de 11,76%

Em outubro, o combustível utilizado em aviões e helicópteros já havia sofrido reajuste médio de 11,76% RAFA NEDDERMEYER/AGÊNCIA BRASIL

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A Petrobras anunciou reajuste médio de 7,2% no querosene de aviação vendido às distribuidoras, a partir deste domingo (1°). Isso corresponde a um aumento de R$ 0,45 por litro em relação ao mês anterior.Em outubro, o combustível utilizado em aviões e helicópteros já havia sofrido reajuste médio de 11,76%Em outubro, o combustível utilizado em aviões e helicópteros já havia sofrido reajuste médio de 11,76%

Em outubro, o combustível utilizado em aviões e helicópteros já havia sofrido reajuste médio de 11,76%, ou 0,65 centavos por litro.

A estatal tem participação de cerca de 85% na produção do QAV nacional, mas o mercado é aberto à livre concorrência, sem restrições para outras empresas atuarem como produtoras ou importadoras.

De acordo com a companhia, o reajuste se deve ao aumento da cotação internacional do combustível, "em um cenário de intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio e de redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em decorrência do conflito entre os dois países." 

A Petrobras ressalvou, em nota, que as variações acumuladas no Brasil são menores do que as observadas no mercado internacional, onde os reajustes chegam a ser diários, desde o início do conflito no Oriente Médio. Aqui, o valor é reajustado mensalmente. 

A companhia disse também que segue uma "fórmula paramétrica prevista em contrato", que vem amortecendo as oscilações de curto prazo, "resultando em reajustes mais moderados do que os observados internacionalmente." 

Apesar disso, de acordo com a Associação Brasileira de Empresas Aéreas, a participação do QAV nos custos operacionais das companhias brasileiras subiu de 30% para mais de 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio. 

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