Cidades

Processo

Ministério Público de MS pede condenação milionária à Unimed por negar tratamento a autistas

Promotora acusa plano de saúde de Campo Grande de negar tratamento de equoterapia a autistas

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul ajuizou uma ação civil pública contra a Unimed Campo Grande por negar cobertura ao tratamento de equoterapia a beneficiários com Transtorno do Espectro Autista (TEA). 

A promotora de Justiça Luciana do Amaral Rabelo, da 25ª Promotoria de Justiça do Consumidor, pede que a cooperativa seja condenada ao pagamento de indenização por danos morais coletivos em valor não inferior a R$ 3 milhões, além da imposição de multa diária de R$ 80 mil caso descumpra eventual decisão judicial que determine a autorização e o custeio do tratamento.

A ação foi protocolada após apuração de inquérito civil instaurado pelo MP para investigar a negativa da Unimed em autorizar o tratamento de equoterapia a pacientes autistas sob a justificativa de que o procedimento não consta no rol de cobertura obrigatória da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Para a promotora, a argumentação é ilegal, uma vez que o rol da ANS é apenas exemplificativo, conforme a Lei nº 14.454/2022 e a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Na petição, Luciana Rabelo afirma que a postura da operadora é abusiva e viola princípios constitucionais, como o direito à saúde e a dignidade da pessoa humana, além de contrariar o Estatuto da Pessoa com Deficiência e o Código de Defesa do Consumidor.

“Negar cobertura a um tratamento essencial, reconhecido cientificamente e prescrito por profissional de saúde, representa discriminação e afronta direta à Constituição”, escreveu.

A promotora também pede que a Unimed seja obrigada, em caráter liminar, a autorizar e custear o tratamento de equoterapia para todos os beneficiários que apresentem prescrição médica, sob pena da multa de R$ 80 mil por dia de descumprimento.

O pedido inclui a notificação dos consumidores que tiveram a cobertura negada, para que passem a ter o tratamento garantido pela operadora.

O caso

O caso teve origem em denúncia feita por uma mãe de criança autista, de sete anos, que teve o tratamento recusado. Segundo o MP, a Unimed manteve a negativa mesmo após tentativas de acordo extrajudicial, como a proposta de assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), rejeitado pela empresa.

No documento, a promotora cita que a equoterapia é reconhecida como método terapêutico eficaz por entidades como o Conselho Federal de Medicina (CFM), o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito) e o Conselho Federal de Psicologia (CFP), além de estar regulamentada pela Lei nº 13.830/2019.

“A interrupção ou a negação desse tratamento compromete o desenvolvimento cognitivo, motor e social de crianças com TEA, muitas vezes de forma irreversível”, argumenta.

Para o Ministério Público, a recusa da Unimed afronta não apenas a legislação para o consumidor, mas o próprio princípio da função social do contrato.

“A operadora não pode invocar normas administrativas para negar cobertura a tratamentos necessários e prescritos, sob pena de violar direitos fundamentais e de transformar a saúde suplementar em instrumento de exclusão”, sustenta a promotora.

Além da indenização mínima de R$ 3 milhões e da multa diária, o MP requer que a condenação inclua o reembolso em dobro de todos os valores pagos por consumidores que arcaram, por conta própria, com a equoterapia.

O valor da indenização, segundo a promotora, deverá ser revertido ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor.

Luciana Rabelo finaliza a ação civil pública pedindo que o Judiciário “faça cessar de imediato uma prática reiterada que prejudica pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente crianças com autismo, que necessitam de terapias contínuas para garantir seu pleno desenvolvimento e dignidade”.

A Unimed ainda não foi intimada no processo. 

estragos

Santa Rita do Pardo decreta emergência após temporal com destelhamentos

Decreto municipal classificou o evento como desastre de nível I e estabeleceu situação de emergência por 180 dias

03/11/2026 16h00

Temporal causou vários estragos no município

Temporal causou vários estragos no município Foto: Divulgação

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A cidade de Santa Rita do Pardo, foi atingida por um forte temporal na madrugada da última segunda-feira (2). O temporal durou cerca de 15 minutos, tempo suficiente para realizar graves estragos na área urbana e rural da cidade e levou o prefeito da cidade, Dr. Lúcio Costa (PSDB), classificou o evento como “desastre de nível I”, de pequena intensidade e decretou situação de emergência válida por 180 dias.

Segundo informações do site Cenário MS, a tempestade registrou rajadas de ventos de até 109,08 km/h. Os ventos causaram diversos danos no município, como destelhamento de casas e destruição de parte da rede elétrica da cidade.  

De acordo com os dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), cerca de 1.984 imóveis estavam sem energia durante as primeiras horas da manhã. E até  às 10h, 965 unidades permaneciam sem energia. A chuva começou de madrugada e  por volta das 4h da manhã registrou seu ápice, de acordo com o decreto municipal.

Apesar de ter durado cerca de 10 a 15 minutos, foi tempo suficiente para acumular 20,2 milímetros de chuva, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Temporal causou vários estragos no município

Os estragos do temporal também afetaram a tradicional ida aos cemitério no feriado de Finados, já que há registros de quedas de eucaliptos que bloquearam a principal a via de acesso ao cemitério municipal.

Além disso, os estragos derrubaram um barracão de uma empresa instalado na cidade voltado para o tratamento de eucaliptos.  

Diversos comércios também foram afetados pela forte chuva, causando destelhamentos e quedas de toldos. Ao longo da cidade, moradores registraram quedas de árvores, postes e fios.

Na zona rural, os prejuízos econômicos envolveram a destruição de varandas, abrigos de animais e outras benfeitorias. O prefeito Dr. Lúcio, orientou aos moradores que sofreram com danos ou prejuízos causados pelo temporal, que procurem o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Os atendimentos se iniciaram na manhã desta terça-feira (3). O decreto realizado pela prefeitura, autoriza a mobilização de voluntários e campanhas para promover arrecadações de subsídios, para ajudar as famílias afetadas.

Temporal causou vários estragos no município

Obras

Interdição na Mascarenhas de Moraes muda trânsito nesta quarta-feira

Bloqueio no cruzamento com a Avenida Tamandaré será das 20h às 2h, com desvios para motoristas em diferentes sentidos

03/11/2026 15h52

Agetran - Divulgação

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O cruzamento das avenidas Mascarenhas de Moraes e Tamandaré, na região do Segredo, em Campo Grande, será interditado apartir das 20h desta quarta-feira (4) às 2h de quinta-feira (5), para execução de obras. O bloqueio exigirá mudanças no trajeto de motoristas que circulam entre a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), a região da Júlio de Castilho, a Universidade Estadual de Matpo Grosso do Sul (UEMS) e a Avenida Dom Antônio Barbosa.

A Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) orienta os condutores a redobrarem a atenção nas proximidades e respeitarem a sinalização provisória durante a interdição.

Para quem trafega pela Avenida Mascarenhas de Moraes no sentido UCDB, o desvio será pelas ruas do Sacramento e Ovídeo Serra, com acesso à Avenida Tamandaré. No sentido contrário, em direção à Júlio de Castilho, a alternativa será pelas ruas dos Passos e Avenida Euler de Azevedo, até a Tamandaré.

Os motoristas que saírem da UCDB em direção à Mascarenhas de Moraes deverão seguir pela Avenida Tamandaré, Rua Ovídeo Serra e Rua do Sacramento. Já quem seguir no sentido UEMS deverá utilizar a Avenida Tamandaré, Rua Otávio Gonçalves Gomes, Rua Olário de Oliveira França e Avenida Dom Antônio Barbosa.

Para os condutores que trafegam pela região da Júlio de Castilho em direção à UCDB, o trajeto alternativo será pelas ruas Araras, do Sacramento e Ovídeo Serra, com acesso à Avenida Tamandaré.

Quem sair da Avenida Dom Antônio Barbosa em direção à UCDB deverá seguir pela Avenida Tamandaré, Rua Araras, Rua do Sacramento e Rua Ovídeo Serra, retornando à Tamandaré.

A Agetran recomenda que os motoristas programem os deslocamentos com antecedência e sigam as orientações da sinalização no local.

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