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AGENDA

Ministra das Mulheres, Cida Gonçalves cumpre dois dias de agenda em Campo Grande

Ela, que tem domicílio em Campo Grande, participa de audiência pública, inauguração na Casa da Mulher e reunião com governador e prefeita

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A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, cumpre agenda em Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (30) e sexta-feira (31), em eventos voltados principalmente ao enfrentamento à violência contra a mulher,

Conforme a agenda oficial, nesta quinta, ao meio-dia a ministra almoça com representantes da Secretarias Estadual de Turismo, Esporte, Cultura e Cidadania (Setescc) e da Subsecretaria da Mulher, Igualdade Racial, Pessoa Idosa e Pessoa com Deficiência.

Às 13h30, Cida Golçalves concede entrevista coletiva na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

Na sequência, ela participará de audiência pública com o tema "Violência contra as Mulheres e o Feminicídio em MS: Todas e Todos no Combate à Misoginia", também na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

O evento está previsto para começar às 14h, no Plenário Deputado Júlio Maia.

A audiência foi proposta pelo deputado estadual Pedro Kemp (PT).

“Nosso objetivo é discutir com representantes da sociedade o problema da violência contra a mulher no Mato Grosso do Sul, tendo em vista a condição de destaque do Estado que, segundo dados de 2022, está em primeiro lugar no número de feminicídios e assassinatos de mulheres no Brasil”, destacou o parlamentar.

O combate ao ódio também será pauta da audiência pública.

Para a ministra, o debate é importante, pois a violência tem aumentado na sociedade, sendo disseminados vários pensamentos de ódio, especialmente contra minorias.

“É fundamental unirmos nossas forças para enfrentar a epidemia de violência contra as mulheres que existe no Brasil, principalmente a misoginia, que está na raiz do problema", disse Cida Gonçalves.

Ela disse ainda que o foco é trabalhar para o fortalecimento de políticas públicas que garantam o direito de vida digna, sem violência, a todas as mulheres.

Além de Ciga Gonçalves, devem participar do evento representantes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, Ministério Público Estadual (MPE-MS), Defensoria Pública Estadual, Coordenação da Casa da Mulher Brasileira e Subsecretaria Estadual da Mulher.

Na sexta-feira, a agenda da ministra começa às 8h, com café da manhã com o governador Eduardo Riedel (PSDB) e secretários do Estado.

Das 9h às 11h, Cida Gonçalves participa do Encontro Estadual de Gestores "Somos e Somamos", no auditório do Bioparque Pantanal, também com a presença do governador Riedel.

No período da tarde, a partir das 14h, ela inaugura sala do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) na Casa da Mulher Brasileira.

Cida Gonçalves também fará visita técnica no Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) e encerra a agenda com reuniuão com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (Patriota), às 16h.

 

 

limite aos supsersalários

Após cortar salário dos ativos, MPMS eleva renda de aposentados

Pelo menos 18% dos promotores e procuradores do Ministério Público de MS já poderiam estar aposentados

04/06/2026 12h45

Dados do site da transparência da promotoria revelam que ao menos 41 promotores e procuradores poderiam estar aposentados

Dados do site da transparência da promotoria revelam que ao menos 41 promotores e procuradores poderiam estar aposentados

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No primeiro mês de vigência das restrições aos supersalários determinada pelo Supremo Tribunal Federal em 25 de março, a folha de pagamento dos cerca de 230 promotores e procuradores da ativa do Ministério Público de Mato Grosso do SUl encolheu 68%. Por outro lado, o custo dos 62 aposentados teve alta da ordem de 44% na comparação entre abril e maio, passando de R$ 3 milhões para R$ 4,4 milhões. 

Com isso, o abismo entre o salário médio dos ativos e inativos praticamente desapareceu e pelo menos 18% dos ativos, que já poderiam estar aposentados, acabaram recebendo uma espécie de incentivo para que "pendurem as chuteiras".

Enquanto o salário bruto dos ativos relativo a maio foi da ordem de R$ 72 mil, os inativos tiveram rendimento médio de quase R$ 62 mil, já descontando o chamado extra-teto em ambos os grupos. 

Dados disponíveis no site da transparência do Ministério Público mostram que, ao contrário de meses anteriores, em maio deste ano os inativos receberam um novo penduricalho, denominado de "Parcela de Valorização por Tempo de  Antiguidade na Carreira", que garantiu R$ 14,6 mil para boa parte dos aposentados e consumiu R$ 660 mil dos cofres públicos.

E, além do salário-base (de até R$ 53,6 mil) e do auxílio-saúde (R$ 6,27 mil), os inativos receberam ainda o que o site da transparência identifica como "Parcela de irredutibilidade de vencimentos", que variou de R$ 5,7 mil a R$ 14,6 mil. 

Este penduricalho já vinha sendo pago eventualmente em meses anteriores, como ocorreu em maio do ano passado. Mesmo assim o valor total entre a folha de pagamento de maio de 2025 e maio de 2026 teve alta de quase 21%. 

Dos cerca de 230 promotores e procuradores da ativa, pelo menos 41 já preenchem os critérios para solicitarem aposentadoria. Prova disso é que estão recendo o chamado abono de permanência, de cerca de R$ 6,5 mil relativos ao  reembolso daquilo que é descontado pela previdência. 

Até o início da semana eram 42 os que recebiam este abono. A procuradora Irma Anzoatuegui, porém, pediu aposentadoria e nesta quarta-feira (3) teve seu pedido atendido, conforme publicação do diário oficial do MPMS.  Ela estava na carreira desde junho de 1987 e tinha quase 39 anos de carreira na instituição.

O Correio do Estado procurou o Ministério Público para saber sua idade, uma vez que servidor público é obrigado a se aposentar ao completar 75 anos. Porém, a instituição se limitou a informar que "quanto à idade e ao tempo de contribuição previdenciária, o MPMS informa que se tratam de dados pessoais protegidos pela legislação vigente e, por esse motivo, não são divulgados". 

O MPMS também se recusou a informar se existem outros pedidos de aposentadoria em andamento em decorrência da restrição ao pagamento dos penduricalhos. "Sobre eventuais aposentadorias de membros da Instituição, o MPMS não divulga projeções ou situações funcionais individuais, uma vez que a aposentadoria depende de manifestação pessoal do interessado e da conclusão do respectivo procedimento administrativo", informou a assessoria. 

Ao longo dos 39 anos, Irma Vieira de Santana e Anzoategui atuou nas Comarcas de Ribas do Rio Pardo, Fátima do Sul, Dourados e Campo Grande. Em outubro de 1998 foi promovida ao cargo de Procuradora de Justiça e entre maio de 2004 e maio de 2008 chegou a ocupar o cargo máximo da procuradoria. 

SALÁRIO DOS ATIVOS

Em janeiro deste ano, antes das restrições aos chamados penduricalhos imposta por decisões do Supremo Tribunal Federal, o salário bruto dos procuradores foi da ordem de R$ 200 mil. Dos 37 ativos, ao menos 29 já poderiam estar aposentados. 

Enquanto isso, o maior salário bruto pagou a um aposentado não passou de R$ 60  mil. Naquele mês, o rendimento médio líquido dos inativos foi de quase R$ 31 mil. Agora em maio, este valor saltou para R$ 52 mil. 

Exatamente a metade dos inativos é beneficiada pela isenção do pagamento do Iposto de Renda, embora todos recebam bem acima da faixa daqueles assalariados que são isentos, que é de R$ 5 mil.  Estas isenções, possivelmente, ocorrem porque todos eles têm laudo médico apontanto que têm doença que garante isenção. 

Em abril, último mês em que foi permitido o pagamento de uma série de benefícios, o salário médio dos cerca de 230 ativos foi de R$ 230 mil.  Em maio, caiu para R$ 73 mil, em média.  Em abril, a folha de pagamento somou R$ 52,9 milhões. Em maio, recuou para R$ 16,8 milhões, uma queda de 68%. 

DUODÉCIMO

Apesar desta redução, o duodécio repassado pelo Governo do Estado ao MPMS não sofreu alteração. No ano passado a promotoria estimou aumento de 8,3% as depesas em 2026 na comparação com 2025 e o orçamento anual subiu de R$ 705,5 milhões para para R$ 767,1 milhões.

Então, em tese, vai sobrar dinheiro nos cofres, já que há limites mais rígidos para o pagamento de salários aos ativos. Sendo assim, tende a sobrar dinheiro para melhorar a renda dos inativos.

INTERIOR

'Mula' é preso pela 3ª vez no tráfico com mais de 300 kg de cocaína

Em sua Scania carregada com 315 quilos de cocaína, ele transportava o carregamento de entorpecentes até o chamado Porto de Paranaguá

04/06/2026 12h12

Agentes da Defron da PRF identificaram um fundo falso especialmente preparado para transporte de entorpecentes, o popular

Agentes da Defron da PRF identificaram um fundo falso especialmente preparado para transporte de entorpecentes, o popular "mocó", onde foram localizados diversos tabletes de cocaína Reprodução/Dourados News

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Entre as "funções" dos indivíduos ligados à uma vida de criminalidade, o tráfico de drogas envolve uma série de "empregados" com funções distintas, como olheiros, batedores e as famosas "mulas", motoristas que ficam encarregados do transporte das substâncias ilícitas, como o homem preso nesta quarta-feira (03) com mais de 300 quilos de cocaína em Dourados. 

Enquanto os batedores, por exemplo, seriam aqueles pilotos do tráfico que estão sempre à frente dos caminhões carregados com drogas, e os olheiros sendo os que repassam informações sobre movimentações policiais, a "mula" em questão seria Rogério André de Vargas, de 40 anos, conforme apurado pelo portal local Dourados News.

Esse indivíduo foi preso na região do Anel Viário de Dourados, município que fica localizado aproximadamente 231 km da Capital do Mato Grosso do Sul, próximo à chamada Avenida Guaicurus, durante ação de agentes da Delegacia Especializada de Fronteira da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

Entenda

Motorista de uma Scania tipo "biçamba", que possui placas do Paraná,  o indivíduo em questão afirmou que estaria em Mato Grosso do Sul vindo da cidade onde mora, Guaíra (PR), para carregar uma carga que afirmou ser lícita no município sul-mato-grossense de Dourados. 

Da segunda maior cidade do Estado, ele afirmou que iria transportar o tal carregamento, até então, lícito, até o município paranaense de Paranaguá, entretanto a história despertou suspeitas na equipe diante de uma série de divergências das informações repassadas. 

Realizada uma inspeção no veículo, os agentes da Defron da PRF identificaram um fundo falso especialmente preparado para transporte de entorpecentes, o popular "mocó", onde foram localizados diversos tabletes de cocaína. 

Com apoio da Base da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) do Paraná, diante da descoberta das substâncias entorpecentes, o indivíduo preferiu assumir que recebeu a cocaína no município de Antônio João, que é fronteiriço com o Paraguai. 

Em sua Scania carregada com 315 quilos de cocaína, ele estava transportando o carregamento de entorpecentes até o chamado Porto de Paranaguá, considerado o maior voltado para exportação de produtos agrícolas nacionais como o grão e o farelo de soja.

Aos agentes policiais, Rogério André de Vargas assumiu que essa seria sua terceira vez como "mula", transportando substâncias ilícitas a serviço do tráfico de drogas. O indivíduo foi preso e levado para a sede da Polícia Federal em Dourados. 

 

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