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Miss Brasil pede para que desconsiderem foto nua na internet

Miss Brasil pede para que desconsiderem foto nua na internet

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Uma suposta foto na qual a representante do Rio Grande do Sul Priscila Machado apareceria fazendo topless criou polêmica após sua vitória no concurso Miss Brasil 2011, realizado na noite desse sábado (23), no HSBC Brasil, em São Paulo.

Logo que ela foi anunciada a vencedora, diversas pessoas que estavam na plateia vaiaram a escolha dos jurados. Se isso não bastasse, algumas delas ainda gritavam "pelada", "pelada". Tal manifestação se referia à imagem de Priscila seminua que teria vazado na web. O regulamento do concurso proíbe que suas candidatas tenham feito ensaios de nudez.

Após o incidente, a miss se defendeu das acusações. "Eu trabalho como modelo há 11 anos e, como todo mundo sabe, uma foto só é considerada publicada se eu autorizar, se tiver um documento assinado dizendo que eu autorizei. Então, essa foto nunca foi publicada, porque nunca autorizei a publicação dela. Eu nunca posei para essa foto, então, ela deve ser considerada inexistente".

Questionada se conhece o responsável pela divulgação da imagem, Priscila disse que não imagina quem tenha feito isso, porque "essa pessoa provavelmente se escondeu atrás de alguma falsidade ideológica". A Miss Brasil 2011 também afirmou que está despreocupada com o ocorrido porque não fez nada contra o regulamento, nada de errado. "Eu sempre fui uma pessoa muito correta, sempre fui muito focada. Se tivesse posado nua, não teria nem iniciado essa trajetória rumo ao Miss Universo, porque sou bastante ciente do que não pode ser feito. Então, essa foto tem que ser desconsiderada porque foi divulgada por pessoas de má fé".

Apesar disso, a modelo e estudante de jornalismo garantiu que não pensa em processar quem a divulgou, caso venha a descobrir sua identidade. "Imagina...eu tenho coisa muito mais importante para me preocupar", disse.

O irmão e preparador de Priscila, Thiago Costa, afirmou que a imagem polêmica foi feita há mais de um ano, durante a produção de um book fotográfico. "Já faz tempo, ela nem tinha silicone. Na sequência, aparece que ela estava de costas. Foi numa hora que estava se arrumando. Alguém do estúdio tirou e vazou. Sei lá, um estagiário. A gente confia, mas tem muita gente de má fé", completou.

Premiação

Além da coroa, Priscila ganhou R$ 200 mil em contrato de trabalho com a Gaeta Produções, uma viagem para Lisboa com acompanhante e um carro 0 km. A segunda colocada, a baiana Gabriella Rocha, foi premiada com uma viagem para Buenos Aires, também com acompanhante, e a Miss Acre, Danielle Knidel, que ficou em terceiro lugar, recebeu uma viagem para Salvador

PLANO-REAL

Há 30 anos FHC e Silvio Santos discutiam transição para o real com batom e faxina

O episódio foi relembrado nas redes sociais da Fundação FHC para marcar as três décadas da entrada em vigor da URV (Unidade Real de Valor)

01/03/2024 23h00

Em meio a uma ofensiva de comunicação para explicar a população o que era a URV, que serviria de transição para a implementação do real em julho daquele ano Crédito: Valter Campanato/Agência Brasil)

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Há 30 anos, o então ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, ia ao auditório do Programa Sílvio Santos no SBT apresentar, com exemplos corriqueiros que iam do preço de um batom ao valor da diária de uma faxineira, um ambicioso plano de estabilização econômica que acabaria com a hiperinflação no país.

O episódio foi relembrado nas redes sociais da Fundação FHC para marcar as três décadas da entrada em vigor da URV (Unidade Real de Valor), um índice de referência para o valor real de preços descontando a alta inflação do cruzeiro real, em 1º de março de 1994.

Em meio a uma ofensiva de comunicação para explicar a população o que era a URV, que serviria de transição para a implementação do real em julho daquele ano, o então ministro do governo Itamar Franco foi ao programa popular do SBT.

Logo na apresentação do ministro ao público, Silvio Santos introduz o tema pronunciando a sigla URV como uma palavra, "urvi", ao que é corrigido por FHC.

"Os meus funcionários perguntam se eles vão perder alguma coisa com a 'urvi'. O que é que o senhor acha, ministro? Eles vão perder?", questiona o apresentador.
"Olha, primeiro esse 'urvi' o nome é muito feio, né? Eu gosto de falar URV", responde o ministro, que seria eleito presidente da República no fim daquele ano.

"Hoje, como você sabe, com a inflação, a gente pensa que ganha um montão de dinheiro, mas, quando vai comprar, o montão sumiu, porque a inflação corrói o salário. É sorvete no asfalto quente, desaparece o salário. Então essa URV é uma maneira de você não perder, porque eu vou definir o salário fixo em URV", afirmou.

FHC explica, então, que o salário seria atrelado à inflação e que a população veria o preço correspondente à URV, estável em relação ao dólar, para ter uma referência do preço sem o aumento da inflação.

"Uma empregada doméstica, por exemplo, chega na minha casa, eu digo para ela: 'Olha, fulana, você vai ganhar 100 cruzeiros'. Como hoje é dia primeiro, então ela sabe que está ganhando 100. Só que, quando eu vou pagar para ela no dia 30, vou puxar uma nota de 100 e dar para ela. Acontece que aquela nota de 100, com uma inflação de 40% [ao mês] que nós estamos tendo, ela recebe os 100, mas não vale 100, vale 60. Agora, com a unidade real de valor, eu vou chegar perto da empregada e dizer: 'Olha, você vai ganhar 100 cruzeiros'. Acontece que, se a inflação for de 40%, no final do mês, ela não vai receber só os 100. Ela vai receber 140", exemplifica Silvio Santos.

Silvio usa ainda o exemplo de fabricantes de sapatos para explicar o que são oligopólios e dizer que o governo fiscalizaria aumentos abusivos de preços.


"O sapato não é oligopólio", diz FHC. "Mas vamos supor que fosse", continua, antes de dizer que fabricantes não poderiam se unir para definir em conjunto um preço acima da inflação.

Outro bem que o apresentador escolhe para exemplificar o tema é o batom, "porque a maior parte aqui do meu auditório usa batom", diz, dirigindo-se à plateia majoritariamente feminina.


"De acordo com a nossa programação, certamente, na pior das hipóteses, no segundo semestre, a inflação caiu, acaba", diz FHC, defendendo o plano. "Por que não faz já? Porque a população tem que participar, tem que entender, tem que se acostumar a calcular [os preços] de maneira fixa, estável, na URV."
Silvio encerra o programa fazendo um apelo para que a população tomasse a URV como referência para ajudar a estabilização dos preços.

"O que o ministro deseja, o que nós, brasileiros, que zelamos pela nossa pátria, desejamos, é que você nos faça um favor. Veja quanto custam as coisas, mas veja em cruzeiros e transforme imediatamente em URV. Essa é a primeira lição da cartilha. Veja quanto você está pagando por qualquer coisa, por uma gravata, por um quilo de feijão, por uma roupa, por uma saia, por um corte de cabelo. Veja quanto você está pagando em cruzeiros e transforme imediatamente em URV. Se você fizer isso, nós já passamos do primeiro para o segundo ano", conclui.

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BITCOIN

Trio furta R$ 3,6 milhões em moeda virtual de casal que mora em Campo Grande

Farsantes, dois dos três foram capturados pela polícia, eram 'amigos' das vítimas e, depois de obterem a senha, desviaram os milhões

01/03/2024 19h20

Prisões ocorreram em São Paulo e no Paraná Divulgação/Polícia Civil de MS

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Dois homens que mexem com assessoria financeira, de Campo Grande, foram presos pelo furto de R$ 3,6 milhões em criptomoedas, conhecido como Bitcoin, um tipo de moeda virtual. Vítima dos trapaceiros é um casal, também moradores da capital sul-mato-grossense, cujos nomes não foram divulgados.

A investigação foi tocada pelo Garras, braço da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, a Delegacia Especializada em Repressão a Roubas a Banco, Assaltos e Sequestros.

Denominada Verbum Clavis (palavra-chave), a operação, imposta nesta sexta-feira (1), contou com a participação do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Pelo divulgado, dois implicados no caso, Filippe Barros Sims, foi detido em Osasco, São Paulo e Jair do Lago Ferreira Júnior, capturado em Curitiba, capital paranaense.

Resta a polícia prender um terceiro envolvido, Mauro Aurélio de Sousa, que teria ido para em algum lugar da Inglaterra. O trio pode ser condenado a até oito anos de prisão.

Investigadores do caso informaram que os farsantes quebraram a relação de confiança que tinham com as vítimas. Descobriram a senha das contas e, logo tiveram o domínio acerca de dos R$ 3,6 milhões.

Na nota sobre o caso não é mencionado se o casal campo-grandense recuperou, ou não, a soma da moeda virtual.

Legislação

No Brasil, a pena para quem pratica essas condutas varia de quatro a oito anos, no caso do furto qualificado, previsto no art. 155, §4º-B, do Código Penal (CP); somado à pena de um a três anos pela associação criminosa, previsto no art. 288 também do CP. O nome da operação “Verbum Clavis” deriva da expressão em latim para “palavra-chave”

O QUE É

Criptomoeda é um sistema de pagamento digital que não depende de bancos para verificar e confirmar transações.

É um sistema ponto a ponto que permite a qualquer pessoa enviar e receber pagamentos de qualquer lugar. Em vez do dinheiro físico transportado e trocado no mundo real, os pagamentos em criptomoeda existem unicamente como valores digitais em um banco de dados online que documenta as transações específicas. Ao transferir fundos de criptomoeda, as transações são registradas em um livro contábil público. A criptomoeda é armazenada em carteiras digitais.


 

 

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