Cidades

CAIÇARA, CAMPO GRANDE (MS)

Morador denuncia buraqueira na frente de casa: "saio da garagem e caio direto no buraco"

Campo-grandenses comparam vias com "peneiras", de tantos buracos que têm

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O problema crônico dos buracos no asfalto continua em Campo Grande. Passa ano, passa mês, passa estação e a buraqueira continua.

É só dar uma volta pelas ruas da Capital que é fácil de encontrar um buraco. A situação é tão precária que moradores comparam vias com “peneiras”, de tantos buracos que têm.

O acúmulo de água associado à movimentação de carros, principalmente veículos mais pesados, facilitam as aberturas no asfalto.

O asfalto está uma “peneira” na frente da casa de Valdirene Alves, que mora na rua dos Arquitetos, bairro Caiçara, na Capital.

Segundo a moradora, o carro sai da garagem e o pneu cai direto no buraco, o que já estragou a roda. Ela teve que desembolsar R$ 150 para reparar o dano.

A cada chuva, o buraco cresce e afunda mais. Veja as fotos:

“Saio da garagem com o carro e caio direto no buraco. O pneu não vê nem o asfalto, ele vê o buraco logo de cara. Faz meses que está essa buraqueira na frente da minha casa. A cada chuva só piora. Gostaria que o serviço de tapa-buraco viesse na minha rua”, disse a moradora.

A opção que campo-grandenses têm encontrado para ‘fugir’ dos buracos é completá-los com terra, areia, pedra, ou até mesmo cimento.

Por outro lado, há quem prefere prevenir acidentes e opta por sinalizar com galhos, paus, madeiras e outros objetos.

Motoristas fazem manobras para desviar dessas aberturas e, muitas vezes, precisam invadir a contramão da via para evitar que o pneu do veículo caia dentro do orifício. Mas, neste caso, o condutor pode estar cometendo uma infração de trânsito.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a multa para quem anda na contramão em vias de sentido duplo é de R$ 195,23 e o motorista ainda leva cinco pontos na carteira devido à infração grave.

DANOS PARA O CARRO

Buracos podem causar prejuízos para o veículo. Para perceber que algo deu errado, basta perceber vibração no volante, carro puxando para um lado, barulhos ao passar em lombadas ou direção “solta”/instável.

Os principais danos são em:

Pneus

  • Estouro imediato ao cair em buracos mais profundos
  • Bolhas laterais (o pneu fica “ovulado”)
  • Corte ou desgaste irregular

Rodas (aros)

  • Amassamento ou trinca, principalmente em rodas de liga leve
  • Desbalanceamento, causando vibração ao dirigir

Suspensão

  • Danos em componentes como amortecedores, molas e bandejas
  • Folgas que geram barulhos e perda de estabilidade

Alinhamento e direção

  • Desalinhamento do carro (volante puxando para um lado)
  • Desgaste irregular dos pneus
  • Problemas na caixa de direção

Parte inferior do carro

  • Raspagem ou quebra de proteções do motor (cárter)
  • Possível dano ao próprio motor se o impacto for forte

Freios

  • Em casos mais severos, pode afetar discos ou sensores

SERVIÇO TAPA-BURACO

A Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) realiza serviço de “tapa-buracos” - operação de manutenção de vias pavimentadas - durante todo o ano. O órgão responsável pela atividade é a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (SISEP).

Porém, no verão, o serviço é desacelerado, por conta da chuva. A partir de março/abril, com fim das chuvas, o serviço é restabelecido.

Vale ressaltar que vias com passagem de transporte coletivo e ruas com intenso tráfego de veículos são os mais priorizados. 

 O Correio do Estado entrou em contato com a PMCG para saber quando o serviço passará pela rua da entrevistada, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

Para solicitar o fechamento de um buraco, a população pode acionar equipes da Sisep, através do número 156.

coxim

Foragido por descumprir medidas protetivas é encontrado morto no Rio Taquari

Homem fugiu de policiais que cumpriam mandado na terça-feira e corpo foi encontrado boiando nesta quinta

18/06/2026 18h29

Corpo foi encontrado em rio na zona rural de Coxim

Corpo foi encontrado em rio na zona rural de Coxim Foto: Divulgação / Polícia Civil

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Maycon Douglas Gama de Freitas, de 32 anos de idade, foi encontrado morto no rio, na zona rural de Coxim, nesta quinta-feira (18). Ele era considerado foragido desde o dia 3 de junho, por descumprimento de medidas protetivas de urgência no contexto de violência doméstica.

De acordo com a Polícia Civil, contra Freitas havia dois mandados de prisão preventiva, em razão da reiteração criminosa e do descumprimento das medidas protetivas.

Na última segunda-feira (15) os policiais receberam informações de que ele estaria escondido em uma chácara localizada nas proximidades da região conhecida como "Tapete Verde", a cerca de 40 quilômetros da área urbana de Coxim.

Equipes realizaram diligências no local, porém o suspeito não foi localizado.

Nova tentativa de captura foi realizada na terça-feira (16), quando policiais voltaram ao local após novas informações indicarem que o foragido permanecia na propriedade.

Por volta das 6h30, o homem foi visualizado, mas fugiu em direção à mata, às margens do rio, ao avistar os policiais. Após alguns minutos de perseguição, ele conseguiu escapar.

Outras equipes foram mobilizadas para reforçar as buscas, com a utilização também de um drone, mas o foragido não foi encontrado.

Nesta quinta-feira , a Polícia Civil foi novamente acionada, desta vez por pessoas que avistaram um corpo boiando no rio, em região que fica a aproximadamente 10 quilômetros do último local onde o foragido havia sido visto.

Policiais, acompanhados por equipe da Perícia Criminal, estiveram no local e realizaram os primeiros levantamentos.

Familiares compareceram ao local e reconheceram o corpo como sendo do homem que era procurado pela Justiça.

O corpo foi encaminhado para exame necroscópico, que irá determinar a causa da morte.

CONE SUL

Tensão entre fazendeiros e indígenas reforça efetivo da Força Nacional em MS

MPI solicitou a ampliação do efetivo da FN e o MJSP autorizou a medida

18/06/2026 18h10

Força Nacional em MS

Força Nacional em MS Arquivo - Correio do Estado

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Há anos em conflito agrário, Mato Grosso do Sul vive mais um episódio de tensão no campo entre fazendeiros x indígenas.

Em cinco dias, duas fazendas foram invadidas por indígenas no Estado:

  • São Sebastião, no dia 13 de junho, em Sidrolândia
  • Limão Verde, na data de 17 de junho em Amambai

Com isso, a Força Nacional reforçou seu efetivo no Cone Sul de MS, abrangido pelos municípios de Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Juti, Mundo Novo e Naviraí.

O agravamento da situação no campo levou o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) a realizar uma reunião de emergência, nesta quinta-feira (18), em Brasília, com representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República, do Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União, da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para acalmar a situação na área rural.

Após a reunião, o MPI solicitou a ampliação do efetivo e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) autorizou a medida.

O comando da Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) confirmou o deslocamento de uma equipe adicional. Equipes da Funai também foram designadas para acompanhar o caso in loco, prestando assistência direta aos indígenas detidos.

FAZENDA SÃO SEBASTIÃO

Fazenda São Sebastião/Terra Indígena Buriti (17,2 mil hectares) foi invadida por indígenas da Aldeia Buriti, em 13 de junho de 2026, na área rural de Sidrolândia, a 90 quilômetros de Campo Grande.

O grupo ateou fogo, derrubou árvores, instalou barricadas – para atrapalhar a chegada da polícia –, roubou maquinários, insumos agrícolas, cavalos e gado, fez ameaças de morte, rendeu com arma de fogo e manteve em cárcere os proprietários/funcionários da fazenda.

A sede foi destruída e a atividade rural foi comprometida. Com isso, o proprietário arca com prejuízos incalculáveis e a propriedade terá que ser reconstruída do zero, afirmou o presidente da FAMASUL, Marcelo Bertoni, sem falar os valores do prejuízo.

FAZENDA LIMOEIRO

Fazenda Limoeiro foi invadida por indígenas Guarani-Kaiowá, nesta quarta-feira (17), em Amambai, município localizado a 354 quilômetros de Campo Grande.

O território foi incendiado e teve objetos depredados. Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram mobilizados para a ocorrência.

A área é reivindicada pelos indígenas como parte do território tradicional Tekoha Kaa’Jari.

De acordo com o Ministério dos Povos Indígenas, nesta quinta-feira (18), a 2ª Vara Federal de Ponta Porã determinou a expedição de Mandato Probatório em favor dos ocupantes da Fazendo Limoeiro, mas esclareceu que a "decisão possui natureza exclusivamente preventiva, destinada à preservação da posse atualmente exercida pelo autor e à prevenção de novos atos de turbação ou esbulho, não constituindo autorização para remoção compulsória de pessoas eventualmente presentes na área, providência que dependerá de específica apreciação judicial".

O órgão também frisou que “nenhuma ação policial deverá ser adotada na propriedade sem decisão judicial prévia que a fundamente e sem que a operação seja acompanhada da Funai, Ministério Público Federal e da Polícia Federal, sob pena de responsabilização funcional dos agentes envolvidos”.

O MPI mantém o monitoramento contínuo da área por meio de seus órgãos competentes e está realizando articulações para consolidar Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) para a atuação das forças de segurança em territórios e com povos indígenas.

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