Uma família ficou surpresa quando chegou em casa nesta segunda-feira, por volta das 13h, e encontrou dentro da casa um cervo. A residência fica na rua Nossa Senhora da Candelária, no bairro Maria Leite, em Corumbá, perto de uma área de mata e distante em torno de 2 km do rio Paraguai.
O cervo-do-pantanal que entrou na residência estava aparentemente calmo, mas deixou os moradores da casa no mínimo surpresos com a visita. Conforme apurado, trata-se de uma fêmea e não se sabe exatamente como o animal conseguiu entrar no local.
Os Bombeiros de Corumbá foram acionados para fazer o resgate do cervo, que estava sem ferimentos e apresentava boa saúde. O local onde o animal estava não fica distante da base da corporação. Para conseguir imobilizar o bicho, foi preciso usar uma rede. Depois que ele foi capturado, a equipe foi até a Polícia Militar Ambiental na cidade para fazer a soltura.
A unidade da PMA em Corumbá está instalada às margens do canal Tamengo e ao lado há o parque Marina Gattas. O canal dá acesso ao rio Paraguai, bem como tem do outro lado da margem vegetação nativa. Logo depois de o cervo ter sido solto da rede, o animal correu em direção ao parque e desapareceu.
O cervo-do-pantanal é uma espécie classificada como vulnerável pela lista da IUCN. Um dos principais problemas que ameaçam esses animais é a perda de habitat natural, além da caça. A concentração desses animais está no Pantanal e em Tocantins, na Ilha do Bananal. Conforme dados do Onçafari, o cervo pode pesar até 130 kg e ter 2 metros de altura. Os machos possuem chifre, que caem a cada ano de vida.
No passado, o cervo-do-pantanal já habitou um território que vai do sul do rio Amazonas até o norte da Argentina, englobando Brasil, Peru, Bolívia e Paraguai. Atualmente, o Pantanal é um território onde a espécie encontra abrigo seguro para viver.
De acordo com estudos sobre o comportamento desses animais, geralmente eles concentram-se perto de rios e áreas alagadas na seca. Costumam caminhar durante o dia, especialmente no início da manhã e no final da tarde. Podem dar grandes saltos e também conseguem nadar. Sua alimentação é especialmente gramíneas e plantas aquáticas.
Os Bombeiros fazem a orientação que quando uma pessoa encontrar qualquer tipo de animal selvagem em zona urbana, deve evitar o contato direto e acionar apoio por meio do 193 ou chamar a Polícia Militar Ambiental, pelo 190.
Acidentes envolvendo motociclistas são maioria na Capital - Foto: Felipe Machado / Correio do Estado


