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Moro cobra dos estados criação de delegacias de combate à corrupção

Moro cobra dos estados criação de delegacias de combate à corrupção

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, cobrou hoje (27), dos governos estaduais, a criação de delegacias especializadas na investigação e prevenção de casos de corrupção. Ao participar, em Brasília, de um seminário realizado pela Academia Nacional de Polícia, da Polícia Federal (PF), Moro lembrou que, desde julho deste ano, a instalação de unidades dedicadas exclusivamente ao combate à corrupção é um dos critérios que o governo federal leva em conta ao calcular os percentuais do Fundo Nacional de Segurança Pública a que cada unidade da federação tem direito.

“Temos uma política que busca estimular os estados a criarem delegacias ou unidades especializadas em investigação de corrupção”, disse Moro, referindo-se à Portaria n° 631/2019, publicada no Diário Oficial da União no dia 9 de julho. “Não podemos compreender o enfrentamento da corrupção como uma tarefa exclusiva da CGU [Controladoria-Geral da União] ou da PF [Polícia Federal]. É preciso que os estados desenvolvam melhores mecanismos de controle, prevenção e repressão”, acrescentou o ministro.

A proposta de incentivar os governos dos estados e do Distrito Federal a criarem delegacias especializadas no combate à corrupção já constava do planejamento estratégico definido pelo ministério ao elencar as ações que considerava prioritárias para o período 2015-2019. A proposta ministerial é “institucionalizar e aparelhar as delegacias de Polícia Civil especializadas no combate à corrupção, de forma que elas tenha melhor estrutura e capacidade operacional de combater a corrupção nos estados”.

De acordo com a portaria, 5% do fundo serão rateados entre as unidades da federação que “fomentarem a criação e efetivo funcionamento, nas Polícias Civis, de unidades dedicadas exclusivamente ao combate à corrupção”.

“Acabamos definindo como um dos critérios de distribuição do Fundo Nacional de Segurança Pública a existência de uma unidade de enfrentamento à corrução nos estados”, destacou Moro antes de acrescentar que o governo federal também está “procurando desenvolver mecanismos para aprimorar as corregedorias das polícias de todo o país”. A Agência Brasil consultou o ministério sobre o número de unidades da federação que já contam com as unidades especializadas, mas, até a publicação desta reportagem, não recebeu a resposta. 

Além da criação das delegacias especializadas, a portaria estabelece outros sete critérios para distribuição dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública. Quinze por cento do valor total recolhido ao fundo deverão ser divididos segundo um cálculo que leve em conta o tamanho da população de cada estado, segundo um valor per capita estabelecido para cada ente da federação. Outros 15% serão rateados com base na equação entre o efetivo das forças de segurança pública estaduais e em indicadores sociais como o Índice de Vulnerabilidade Socioeconômica e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

Estados que registraram maior incidência criminal em 2016 e 2017 receberão 40% dos recursos. Já as dez unidades da federação com menores índices de criminalidade violenta ficarão com 5% dos recursos. Também deverão ser levados em conta na partilha do total o sucesso na redução das taxas de criminalidade violenta e se a unidade conta com Banco de Perfis Genéticos e já atingiram, proporcionalmente, as metas de coletas de DNA de condenados para inserções de perfis de sentenciados no banco. Além disso, os onze estados brasileiros fronteiriços (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rondônia e Roraima) dividirão, entre si, 10% do valor total do fundo. O cálculo de quanto cada um destes estados receberá levará em conta a quantidade de armas e de drogas apreendidas, e também o número de municípios considerados como área crítica.

O Fundo Nacional de Segurança Pública foi instituído por lei em 2001, com o objetivo de garantir recursos para projetos, atividades e ações nas áreas de segurança pública e de prevenção à violência, observadas as diretrizes do Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social.

MATO GROSSO DO SUL

Governo de MS confirma ampliação e voos até SP durante todo o final de semana

Aeronaves com rota entre Bonito e o aeroporto de Guarulhos operam às quartas e sábados e devem ganhar dia extra de voo dentro de quatro meses

27/06/2026 16h00

Iniciativa deve fortalecer as operações da companhia LATAM Airlines, passando a valer a partir do dia 25 de outubro

Iniciativa deve fortalecer as operações da companhia LATAM Airlines, passando a valer a partir do dia 25 de outubro Reprodução/Gov.MatoGrossoDoSul

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Após o anúncio por parte da Prefeitura de Bonito, através da Fundação de Turismo do Mato Grosso do Sul (Fundtur-MS), o Governo do Estado confirmou a ampliação de voos até São Paulo para atender todo o final de semana, medida essa que deve passar a valer dentro de até quatro meses. 

Ainda nesta semana o Executivo Municipal, distante aproximadamente 297 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, indicou ampliação dos voos entre a cidade de Bonito e o Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU) que atualmente acontecem às quartas-feiras e sábado. 

Conforme divulgado pela Fundtur, a iniciativa deve fortalecer as operações da companhia LATAM Airlines, passando a valer a partir do dia 25 de outubro, quando os voos aos domingos devem começar a acontecer. 

Cabe destacar que no ano passado o Aeroporto Regional de Bonito (BYO) registrou um crescimento de 35% na movimentação de passageiros, o que por sua vez reforça o papel estratégico do município no cenário turístico brasileiro.

Dados da Administração Aeroportuária indicam que 68.539 passageiros passaram pelo terminal do Aeroporto Regional de Bonito no ano passado. Esse índice superou o total de 50.932 que haviam sido registrados nos 12 meses imediatamente anteriores, em 2024. 

Nova etapa

Para o diretor-presidente da Fundtur, Bruno Wendling, a ampliação e o maior fluxo de voos representa diretamente um avanço na estratégia de fortalecer a malha aérea sul-mato-grossense, indicando que a medida mostra que o mercado responde de forma positiva aos investimentos para promover o turismo local. 

"O bom desempenho da taxa de ocupação dos voos comprova o protagonismo de Bonito e a confiança da companhia em ampliar sua oferta. Além de facilitar o acesso ao principal destino de ecoturismo do Brasil, essa nova frequência amplia as possibilidades de conexão com diversos destinos nacionais e internacionais via Guarulhos, tornando Mato Grosso do Sul ainda mais competitivo no mercado turístico", cita o presidente da Fundtur em nota. 

Ao ajustar a malha para operar em três dias distintos, os voos deverão obedecer os seguintes horários: 

  • às 09h30 saída de Guarulhos (GRU) , com chegada em Bonito (BYO) às 10h30, 
  • às 11h10 acontece o retorno, pousando em São Paulo às 14h05.

No último ano, a Azul Linhas Aéreas registrou aumento de 47% no número de passageiros. Quando passou a operar exclusivamente voos diretos entre Campinas (VCP) e Bonito (BYO), a companhia saltou de 21.529 para 31.618 passageiros anualmente.

Entre setembro e dezembro de 2025, a LATAM Airlines movimentou 8.234 passageiros, refletindo de forma significativa para o desempenho positivo do aeroporto.

Já sobre as demais operações, houve uma leve variação na rota entre Congonhas (CGH) e Bonito (BYO), operada pela Gol Linhas Aéreas. O número de passageiros saiu de 29.403 em 2024 para 28.687 em 2025.

 

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STF

Supremo têm maioria para liberar que penduricalhos retroativos sejam pagos

Com voto do ministro Luiz Fux em julgamento virtual neste sábado (27), o placar está 5 votos a 0 pela liberação

27/06/2026 15h30

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)

Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) Divulgação/ Agência Brasil

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Supremo Tribunal Federal, o STF formou maioria para liberar o pagamento de penduricalhos retroativos a juízes, procuradores e promotores do Ministério Público. Com o voto do ministro Luiz Fux durante julgamento virtual neste sábado (27), o placar está 5 votos a 0 pela liberação.

Os votos anteriores foram proferidos pelos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Flávio Dino, que propuseram que o pagamento das indenizações respeite um limite de 35% do teto do funcionalismo público.

Em seu voto, Fux, entretanto, defendeu que não deve haver teto para o pagamento de direitos já adquiridos, como férias e licenças não aproveitadas, argumentando que a reparação deve ser integral.

O julgamento virtual segue até a próxima terça-feira (30). Quatro ministros ainda precisam votar.

Entenda
Penduricalhos são benefícios concedidos a servidores públicos e que, somados ao salário, ultrapassam a remuneração máxima definida constitucionalmente, hoje de R$ 46,3 mil.

Em 25 de março, por unanimidade, os ministros decidiram que as indenizações adicionais, gratificações e auxílios deverão ser limitados a 35% do valor do salário dos integrantes da Corte.

Dessa forma, juízes, promotores e procuradores poderão ganhar pelo menos R$ 62,5 mil mensais, somando o teto e R$ 16,2 mil em penduricalhos.

 

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