Cidades

Não resistiu

Morre cadela que foi abandonada e teve pele arrancada

Morre cadela que foi abandonada e teve pele arrancada

ALINY MARY DIAS

11/06/2015 - 09h10
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A cadelinha Vitória, uma vira-lata que ficou conhecida nas últimas semanas depois de ter sido vítima de maus-tratos, não resistiu aos ferimentos e morreu. A informação foi confirmada na manhã desta quinta-feira (11) pela protetora que resgatou a vira-lata, Simona Zaim, em postagem em rede social.

Nos últimos dias, a cadelinha que estava internada desde que foi resgatada, no último dia 30 de maio, teve piora no estado clínico. Ela estava passando por tratamento em uma clínica veterinária depois de ter duas patas quebradas e boa parte da pele arrancada.

Na postagem, a protetora disse que de tudo foi feito pela filhote. “Nossa Vitoria virou uma estrelinha! Va em paz Guerreira, fizemos de tudo, nos desculpe.. .Vá descansar em lugar onde nao há mais sofrimento!!!”.

INVESTIGAÇÃO

A versão apresentada pela dona da cadela à polícia foi de que a vira-lata foi atropelada. Todavia, outras declarações prestadas por ela divergem com as informações apuradas por investigadores.

De acordo com a mulher, depois do acidente, ela levou a cachorrinha até uma clínica veterinária, porém, o tratamento do animal teria sido orçado em R$ 1 mil. Ela disse ainda que, sem dinheiro e desesperada, abandonou o animal em um terreno baldio.

“Com essa versão já ficou constatado o crime de maus-tratos”, garantiu, no início do mês, o delegado Wilton Vilas Boas, da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Proteção ao Turista (Decat)

Ainda de acordo com a autoridade policial, algumas informações declaradas pela empregada doméstica não coincidem com o que está sendo apurado durante a investigação da Decat.

Na delegacia, a mulher disse que não conhecia os quatro adolescentes acusados de torturar a cachorrinha Vitória e assumiu ser a única responsável pelos maus-tratos do animal. Todavia, a polícia tem a informação de que ela conhece os menores.

Programa social

Quase 70 mil beneficiários de MS têm ganho de renda e deixam o Bolsa Família

Número equivale ao total de famílias que deixaram o programa nos últimos três anos; só em maio, 2,4 mil deixaram de receber a assistência

01/06/2026 15h29

Milhares de famílias deixaram o programa em MS

Milhares de famílias deixaram o programa em MS Arquivo

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Mais de 2,4 mil famílias deixaram o programa Bolsa Família no mês de maio, informou o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde março de 2023, o total de famílias que deixaram de precisar do benefício chegou a 69,5 mil.

Atualmente, um total de 184,8 mil pessoas participa do programa social. O valor mínimo do benefício é de R$ 600, mas pode passar de R$ 1 mil conforme o total de condicionalidades aplicadas ao programa, como o número de bebês na família e de crianças na escola.

As 69,5 mil famílias que deixaram o Bolsa Família desde 2023, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o fizeram porque “saíram da pobreza por terem conseguido um emprego com carteira assinada ou por empreenderem. Esses lares tiveram renda acima do limite da Regra de Proteção ou já cumpriram o prazo previsto para permanência nessa modalidade”.

Apenas em Campo Grande, 623 famílias deixaram de receber o benefício no mês passado. A cidade é seguida por Dourados (163), Ponta Porã (90), Três Lagoas (89) e Corumbá (84).

Naviraí (72), Sidrolândia (66), Aquidauana (58), Aparecida do Taboado (57) e Amambaí (55) completam a lista dos dez municípios com mais famílias que superaram a pobreza em Mato Grosso do Sul e deixaram o Bolsa Família.

Brasil

Em todo o país, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar. Os maiores números foram registrados em São Paulo (745,6 mil), Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).

Capitais brasileiras

São Paulo é a cidade com o maior número de famílias deixando o programa por aumento da renda em maio de 2026, com 7.312 desligamentos. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (4.387), Fortaleza (3.790), Salvador (3.095) e Brasília (1.896).

Entenda as regras de proteção

Criada no novo desenho do Bolsa Família, a Regra de Proteção garante uma transição segura para famílias que aumentam a renda. Mesmo após superar o limite de R$ 218 por pessoa da família, elas podem continuar recebendo 50% do benefício por até 12 meses, desde que a renda familiar per capita permaneça abaixo de R$ 706.

“O novo modelo estimula o emprego. Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a ter um emprego ou começaram a empreender”, afirmou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.

Dados do Caged cruzados com o Cadastro Único mostram que 80% das vagas com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por inscritos no CadÚnico.

“Os números confirmam as estatísticas relacionadas à presença dos beneficiários no mercado formal e refutam afirmações infundadas de que as famílias não querem arranjar emprego”, afirmou Wellington Dias.

Estudo da FGV Social aponta ainda que a renda do trabalho das pessoas mais pobres cresceu 10,7% em 2025, acima da média nacional, impulsionada pela geração de empregos formais e pela Regra de Proteção do programa.
 

PAC | CIDADES HISTÓRICAS

MS tira mais uma reforma de prédio histórico do papel com recurso federal

Fechada há mais de duas décadas, construção atribuída ao italiano Fernando Mármore, ainda no início do século XX, contribui para a identidade visual e patrimonial da área central de Corumbá

01/06/2026 13h00

Recuperação e devidas adequações nas instalações servirão para que o espaço abrigue novas dependências públicas.

Recuperação e devidas adequações nas instalações servirão para que o espaço abrigue novas dependências públicas. Reprodução/PMC

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Através da edição do Diário Oficial Eletrônico de Mato Grosso do Sul (DOE-MS) desta segunda-feira (1° de junho), o Estado pretende tirar mais uma reforma de prédio histórico do papel com recursos federais, quase quatro milhões para o prédio do antigo Hotel Internacional, que fica na rua Frei Mariano, no Coração do Pantanal. 

Há aproximadamente duas semanas era anunciado o empenho de mais de R$5 milhões para restauração do prédio da antiga prefeitura de Corumbá, Cidade Branca, que ganha o próximo passo de outro prédio histórico prestes a ser restaurado. 

Pelo menos desde 2013 foi prometida a restauração desse antigo Hotel Internacional, da antiga Prefeitura e da Casa do Artesão no município corumbaense, tudo através do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, como confirmado pelo próprio Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O projeto de restauração do antigo Hotel Internacional havia sido aprovado pelo próprio Iphan em dezembro do ano passado, sendo liberados exatos R$3.834.292,75 para contratar empresa especializada para elaboração de projeto executivo e execução de obras de restauração do espaço. 

Pelo menor preço global, o prazo para encaminhamento das propostas abre na próxima segunda-feira (08) e encerra às 08h29min (pelo horário do Mato Grosso do Sul) do dia 22 de junho, com a sessão pública marcada para para começar às 08h30 desse mesmo dia, conduzida pela Secretaria Executiva de Licitações e Contratações, sob a gestão da Fundação de Desenvolvimento Urbano e Patrimônio Histórico (Fuphan).

Cabe esclarecer que este modelo de certame também se dará através da chamada "licitação com inversão de fases", onde basicamente acontece primeiro a etapa de julgamento das propostas para somente depois ocorrer a verificação dos documentos para habilitação da empresa.

Estabelecido através da nova lei de licitações que data de 2021, na prática é feita primeiro a publicação de edital, apresentação das propostas e disputa de lances e o julgamento, sendo somente a empresa com melhor oferta a que passará pela verificação das documentações. Em resumo, essa atualização da legislação de 93 proporciona maior agilidade e economia de tempo.

Monumento histórico

Mantendo características históricas e arquitetônicas, o prédio em questão é considerado um símbolo dentro do conjunto urbano corumbaense, com as recuperações e devidas adequações nas instalações servindo para que o espaço abrigue novas dependências públicas. 

Localizado na região central de Corumbá, esse Antigo Hotel Internacional está situado no número 38 da Rua Frei Mariano, o espaço carrega consigo a relevância histórica, urbana e estética. 

Fechada há mais de duas décadas, a construção atribuída ao italiano Fernando Mármore, ainda no início do século XX, contribui para a identidade visual e patrimonial da área central de Corumbá, próxima ao Antigo Hotel Galileo, atual sede da Fuphan. 

Entre as características arquitetônicas no centro histórico da cidade, destacam-se as semelhanças entre os elementos decorativos das fachadas; proporções volumétricas e características arquitetônicas dos edifícios. 

Originalmente servindo como hospedaria, o prédio já abrigou diversas atividades comerciais com o passar dos anos, como, por exemplo, o icônico estabelecimento administrado por José Peinado batizado de Salão Elegante, que funcionou como alfaiataria e barbearia no coração do Pantanal. 

 

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