Cidades

CENÁRIO DE GUERRA

Morre em confronto com o Choque 5° criminoso após morte de PM

O município fronteiriço de Corumbá vive um cenário de guerra nos últimos dias, após a morte do policial militar Marcelo Pimenta

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Na madrugada desta segunda-feira (6), um homem identifcado como Marlon de Souza Silva, de 42 anos, morreu após entrar em confronto com policiais militares do Batalhão de Choque, durante a Operação Jovem Guerreiro, na BR-262, nas proximidades do km 760, no município de Corumbá.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, equipes do Choque realizavam um bloqueio policial na rodovia quando visualizaram um veículo Renault Duster de cor preta. O condutor reduziu a velocidade após a sinalização dos militares, porém acelerou ao se aproximar da barreira, iniciando uma tentativa de fuga.

Após percorrer alguns quilômetros, o motorista parou o veículo no acostamento, desembarcou e correu para dentro da mata, às margens da rodovia. De acordo com os militares, mesmo após receber ordem de parada, o indivíduo disparou contra os policiais, que revidaram à agressão.

Marlon foi atingido durante o confronto. Ele ainda foi socorrido com vida e encaminhado ao Pronto-Socorro da Santa Casa de Corumbá, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade hospitalar.

Durante a ação, os policiais apreenderam um revólver calibre .38, contendo duas munições deflagradas, três picotadas e uma intacta, além de um fuzil Taurus T4 com carregador municiado com cinco cartuchos. No interior do veículo também foi localizada uma mochila contendo 3,245 quilos de maconha.

O veículo, a droga e a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do suspeito foram encaminhados à 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá. Já o armamento apreendido ficou sob responsabilidade da Polícia Judiciária Militar, que acompanhará os procedimentos legais.

A Operação Policial Jovem Guerreiro tem como foco o enfrentamento às organizações criminosas. Esta é a quarta morte em intervenção policial registrada em Corumbá desde a intensificação das operações após o assassinato do soldado Marcelo Pimenta da Silva, morto em serviço durante uma ação criminosa na cidade.

Mortes

Em Corumbá, dois bolivianos, identificados como Luis David Justiano Flores, de 29 anos, e Alixberto Vasquez Corrales, vulgo “Coiote”, de 32 anos, morreram após entrarem em confronto com o Batalhão de Choque.

Durante a Operação Jovem Guerreiro, equipes do Batalhão de Polícia Militar de Choque, em apoio ao 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM), receberam denúncia anônima informando que criminosos estariam transportando significativa quantidade de entorpecentes para Campo Grande, utilizando um veículo sedan prata, semelhante a um Toyota Corolla, com placa boliviana PSA-4649.

Após intensificação do patrulhamento, o veículo foi localizado. Durante a tentativa de abordagem, mesmo após ordem legal de parada e acionamento dos dispositivos luminosos e sonoros da viatura, os dois ocupantes desembarcaram do veículo e efetuaram disparos de arma de fogo contra os policiais militares.

Diante da injusta agressão, a equipe reagiu para cessá-la, sendo ambos os autores alvejados. Cessada a agressão, as armas de fogo foram retiradas de seu alcance e os dois autores imediatamente socorridos pela própria equipe ao Hospital Municipal de Corumbá/MS, onde evoluíram a óbito durante o atendimento médico.

A equipe ROTAC 10 permaneceu no local, realizando o isolamento e a preservação da cena. Posteriormente, foram adotadas todas as providências legais e administrativas pertinentes, com o acionamento da Polícia Judiciária Militar e da perícia oficial, comunicação ao Comando do Batalhão de Polícia Militar de Choque e preservação do local e dos vestígios para a regular apuração dos fatos.

Antes desses, Rubens Zilio Neto, de 35 anos, suposto membro do Primeiro Comando da Capital (PCC) que havia sido preso pelo envolvimento na morte do soldado da Polícia Militar, Marcelo Pimenta da Silva, também havia sido morto enquanto era transferido para o presídio de Campo Grande na tarde do último sábado (4).

Segundo as informações do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), quando o comboio policial parou em um posto de combustível para realizar a troca de um pneu de uma das viaturas, foi surpreendido por tiros de arma de fogo de grosso calibre vindos de uma área de mata. 

Rubens havia sido levado pela escolta ao banheiro, foi atingido e não resistiu ao ferimento, morrendo no local. Nenhum policial ficou ferido. O boletim de ocorrência não detalha onde o custodiado foi atingido nem se o projétil foi recolhido. 
**(Colaboraram: Karina Varjão e Naiara Camargo)
 

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Tempo Severo

Chuva passa de 69 mm em MS e Inmet alerta para novos temporais

Sidrolândia teve o maior acumulado até as 6h, enquanto Campo Grande registrou 905 raios e ventos de 53 km/h durante a madrugada deste sábado.

12/09/2026 09h39

Chuva forte deixa avenida tomada pela água em Campo Grande na manhã deste sábado (12).

Chuva forte deixa avenida tomada pela água em Campo Grande na manhã deste sábado (12). Foto: Alicia Miyashiro/Correio do Estado.

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Mato Grosso do Sul entra neste fim de semana ainda sob influência das instabilidades que provocaram chuva, ventos fortes e uma sequência de estragos nos últimos dias. Depois do temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), a previsão indica que a chuva ainda não terminou, com condições para novos temporais neste sábado (12) e nos próximos dias.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há previsão de chuva forte acompanhada de trovoadas em Mato Grosso do Sul neste sábado. Além da precipitação, as tempestades podem vir acompanhadas de rajadas de vento e queda de granizo.

A situação é mais preocupante nas áreas abrangidas pelo alerta laranja para tempestades, classificação do Inmet que indica perigo e possibilidade de fenômenos meteorológicos mais intensos, com maior risco de danos.

Outras regiões estão sob alerta amarelo, de perigo potencial. Nesse nível, as condições previstas são menos severas, mas ainda exigem atenção diante da possibilidade de chuva intensa, rajadas de vento e transtornos provocados pelo mau tempo.

Chuva passa dos 69 mm no interior

A chuva avançou pelo centro-sul de Mato Grosso do Sul durante a madrugada deste sábado e deixou acumulados expressivos em alguns municípios. Conforme levantamento repassado pelo meteorologista Natálio Abrão, os dados consideram as condições observadas até as 6h desta manhã.

O maior volume informado foi registrado em Sidrolândia, com 69,6 milímetros, onde também houve registro de enchente. Em Nova Alvorada do Sul, o acumulado chegou a 48,1 mm.

Mais ao sul, Dourados acumulou 17,4 mm, enquanto Ponta Porã registrou 17,2 mm até o início da manhã.

Os números mostram que a chuva atingiu diferentes pontos do centro-sul do Estado com intensidades distintas.

Segundo Natálio, a precipitação continuava atingindo a região nas primeiras horas deste sábado e a tendência era de manutenção das instabilidades durante a manhã.

Campo Grande registra até 21,3 mm

Em Campo Grande, a chuva também marcou a madrugada, mas os volumes variaram de uma região para outra. Conforme os dados repassados por Natálio Abrão, o maior acumulado até as 6h foi de 21,3 milímetros na região sul da cidade.

No Jardim Panamá, foram registrados 16,6 mm; no Carandá Bosque, 11,4 mm; e na região do Shopping Norte Sul Plaza, 7,4 mm.

Chuva forte deixa avenida tomada pela água em Campo Grande na manhã deste sábado (12).Lago do Amor sob chuva na manhã deste sábado (12), em Campo Grande. Foto: Alicia Miyashiro/Correio do Estado.

Além da chuva, a madrugada foi marcada por vento forte e grande quantidade de raios. Até as 6h, 905 raios haviam sido registrados na Capital. Por volta das 2h30, uma rajada de vento atingiu 53 km/h.

No mesmo horário, os termômetros marcavam 19,6°C em Campo Grande, mas a sensação térmica era de 16°C.

Os registros ocorrem apenas dois dias depois do forte temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10).

Na ocasião, rajadas chegaram a quase 84 km/h, conforme registros do Inmet, e provocaram queda de árvores, danos em imóveis, bloqueios de vias e interrupções no fornecimento de energia.

A tempestade de quinta-feira também foi marcada por intensa atividade elétrica. Em apenas 36 minutos, foram contabilizados 3.095 raios na Capital.

Quanto ainda pode chover

Mesmo depois da chuva registrada durante a madrugada, a previsão indica possibilidade de novos temporais ao longo deste sábado.

Nos locais abrangidos pelo alerta laranja do Inmet, há possibilidade de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados de 50 a 100 milímetros ao longo do dia. As tempestades também podem provocar rajadas de vento entre 60 e 100 km/h, além de queda de granizo.

Nas áreas sob alerta amarelo, os volumes previstos são menores, mas ainda significativos. O aviso considera possibilidade de 20 a 30 milímetros de chuva por hora ou até 50 milímetros no dia, com ventos entre 40 e 60 km/h.

Os volumes previstos não significam que vai chover a mesma quantidade em todos os lugares. Durante uma tempestade, a chuva pode cair com mais força em determinados pontos e em pouco tempo, fazendo com que alguns municípios ou bairros registrem acumulados maiores ou menores do que outros.

O vento também merece atenção especial depois dos estragos registrados na quinta-feira. Uma nova ocorrência de rajadas fortes pode representar risco principalmente em locais onde árvores, postes, telhados ou outras estruturas tenham ficado comprometidos pelo temporal anterior.

No Pantanal, a instabilidade também deve provocar chuva neste fim de semana. A região oeste de Mato Grosso do Sul tem possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas, principalmente neste sábado (12) e domingo (13).

A chuva pode ocorrer de forma localizada e ser acompanhada por rajadas de vento, mantendo a região sob condições de tempo instável.

Instabilidade continua no domingo

A chuva não deve terminar com o sábado. Para domingo (13), a previsão indica continuidade das instabilidades em Mato Grosso do Sul, com possibilidade de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas em diferentes regiões do Estado.

Além da chuva, as temperaturas começam a cair. Em Campo Grande, a previsão para domingo indica mínima de 18°C e máxima de 26°C.

A mudança representa uma diferença significativa em relação ao calor registrado antes da chegada das instabilidades. Na quinta-feira, por exemplo, os termômetros chegaram a 33,9°C na Capital antes da passagem do temporal.

Segunda-feira ainda terá chuva

Nem mesmo o início da próxima semana deverá representar uma mudança imediata no cenário. Na segunda-feira (14), as condições continuam favoráveis à ocorrência de chuva e trovoadas em Mato Grosso do Sul. A manutenção da umidade sobre a região deve prolongar o período de instabilidade.

Em Campo Grande, a temperatura deve cair ainda mais, com mínima prevista de 16°C e máxima de 25°C.

Com isso, Mato Grosso do Sul deve completar uma sequência de vários dias sob influência de sistemas meteorológicos capazes de produzir chuva forte, descargas elétricas e rajadas de vento.

Capital ainda contabiliza estragos

Enquanto a previsão aponta possibilidade de novos temporais, Campo Grande ainda contabiliza os danos provocados pela tempestade de quinta-feira.

A força do vento derrubou árvores, atingiu a rede elétrica e comprometeu equipamentos públicos. Somente no sistema semafórico, a Agetran chegou a contabilizar 76 semáforos apagados por falta de energia e outros 18 equipamentos danificados.

Equipes municipais foram direcionadas para diferentes regiões da cidade para retirada de árvores, limpeza e liberação das vias.

Diante da possibilidade de novos temporais, a orientação é evitar permanecer próximo a árvores, postes, placas, coberturas metálicas e estruturas que possam ser atingidas ou derrubadas pelas rajadas.

Também não é recomendado atravessar ruas ou avenidas alagadas. Em situações envolvendo árvores ou fios sobre a rede elétrica, a população não deve tentar fazer a retirada por conta própria.

Para emergências, o Corpo de Bombeiros pode ser acionado pelo 193 e a Defesa Civil pelo 199.

letalidade policial

Em 9 meses de 2026 polícia de MS já matou mais que no recorde anterior

Até agora, segundo a Sejusp, foram 134 mortes por intervenção policial, superando as 131 de 2023, ano que até então era recorde

12/09/2026 09h27

Caso mais recente de morte em confronto ocorreu em Dourados na noite desta sexta-feira. Homem morto havia furtado um Corsa

Caso mais recente de morte em confronto ocorreu em Dourados na noite desta sexta-feira. Homem morto havia furtado um Corsa

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Max Willian Araujo de Oliveira, de 26 anos, morreu vítima de um suposto confronto com policiais militares na noite desta sexta-feira (11), em Dourados. Com mais esta e outras ocorrências ao longo da semana, são pelo menos 134 mortes decorrentes de "intervenção legal de agente do Estado", superando o recorde de 2023, que até então era o ano de maior letalidade policial, com 131 registros em Mato Grosso do Sul.

Os números são da Secretaria de Justiça e Segurança Pública e foram atualizados às 11:59 horas desta sexta-feria, segundo a site da secretaria, dando a entender que a ocorrência de Dourados já faz parte da estatística oficial.

O recorde de 2023 foi superado em apenas 254 dias de 2026, o que equivale a uma morte por intervenção policial a cada 45,5 horas. Em 2023, o intervalo médio entre um registro e outro foi de 66,8 horas, conforme os dados oficiais.

Uma das explicações das forças de segurança é que os registros aumentaram por causa do combate às facções criminosas Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho, que estariam travando uma guerra silenciosa pelo domínio do narcotráfico nas diferentes regiões do Estado, segundo estimativas do Ministério Público.

Caso mais recente de morte em confronto ocorreu em Dourados na noite desta sexta-feira. Homem morto havia furtado um CorsaOs números de 2026 já são maiores que os de qualquer ano que faz parte da divulgação de dados da Sejusp

No caso desta sexta-feira à noite, segundo relatos dos policiais da Força Tárica, a ocorrência teve início após o furto de um veículo e terminou na Rua Noca Dauzaker, onde, segundo o registro policial, o suspeito teria apontado uma arma em direção aos policiais, conforme informações do site Douradosnews

E, conforme o site, a equipe realizava patrulhamento tático quando foi acionada por um homem de 33 anos, nas proximidades da Rua Eularia Pires. Ele relatou que seu Corsa Classic branco havia sido furtado. 
A vítima então passou a acompanhar o automóvel e acionou a PM, repassando as informações sobre o deslocamento. Pouco depois, a equipe visualizou o Corsa transitando em alta velocidade e com as luzes apagadas pela Rua Eularia Pires.

Os policiais iniciaram o acompanhamento tático utilizando sinais luminosos e sonoros para realizar a abordagem, mas o condutor não obedeceu às ordens e continuou a fuga, segundo relataram os policiais.
Na Rua Noca Dauzaker, a equipe conseguiu se aproximar do veículo e determinou que o motorista parasse e desembarcasse. O condutor parou o automóvel, mas permaneceu em seu interior.

Ainda segundo o registro, os policiais desembarcaram da viatura e determinaram que saísse do carro.. Quando a equipe se aproximou, o homem teria sacado uma arma e apontado em direção aos policiais, iniciando o confronto.

Após os disparos, o homem foi socorrido pela própria equipe policial, e encaminhado ao Hospital da Vida, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante a ocorrência foram recolhidas três armas de fogo. Uma delas era um revólver Rossi calibre 38, com cinco munições intactas. Também foram apreendidas uma pistola nove milímetros, com 13 munições intactas, e um fuzil Taurus T4 calibre 5,56, com 29 munições intactas. De acordo com a polícia, Max tinha registros anteriores por furto, furto qualificado, receptação, tráfico de drogas e violação de domicílio.

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