Cidades

Flagrante

Motorista de aplicativo ouve negociação de arma em Campo Grande e aciona PM

Passageiro teria combinado a compra de uma pistola por R$ 10,3 mil; suspeito foi localizado no Jardim Zé Pereira com carregador e indicou onde escondia a arma

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A atenção de um motorista de aplicativo foi determinante para que a Polícia Militar apreendesse uma pistola e prendesse um homem suspeito de comercializar armamento irregular na noite desta terça-feira (7), no bairro Jardim Zé Pereira, em Campo Grande.

O profissional ouviu parte de uma negociação durante uma corrida e decidiu procurar uma equipe policial para relatar a situação.

Conforme o boletim de ocorrência, o motorista abordou os policiais que realizavam patrulhamento na região e informou que o passageiro conversava ao telefone sobre a compra de uma pistola.

Durante o trajeto, ele teria ouvido o homem dizer que levaria R$ 5 mil em dinheiro para o pagamento inicial e que o restante do valor seria transferido por Pix.

Além de relatar o conteúdo da conversa, o motorista também indicou o endereço onde ocorreria o encontro e descreveu as características do suposto vendedor, que estaria em frente a uma residência usando casaco azul com listras amarelas e bermuda jeans.

Com as informações, os militares seguiram até o local e encontraram um homem com as mesmas características sentado na calçada. Durante a abordagem, os policiais localizaram um carregador de pistola calibre .380 no bolso do suspeito.

Questionado sobre o armamento, o homem admitiu que a pistola estava guardada em seu quarto. A mãe dele autorizou a entrada da equipe na residência e afirmou desconhecer a existência de armas no imóvel.

No quarto indicado, os policiais encontraram uma pistola Taurus PT 58 HC, calibre .380, além do carregador apreendido durante a abordagem.

Ainda conforme o registro policial, o suspeito declarou que adquiriu a arma no Paraguai pelo valor de R$ 9,8 mil e pretendia revendê-la por R$ 10,3 mil, obtendo lucro com a negociação.

Diante dos fatos, ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à delegacia, onde o caso foi registrado. A pistola e o carregador permaneceram apreendidos e ficarão à disposição da investigação.

A Polícia Civil deverá apurar a origem da arma e as circunstâncias da negociação interrompida pela denúncia do motorista de aplicativo.

em todo o país

Trabalhadores dos Correios estão em greve por tempo indeterminado

Paralisação teve início às 22h de quinta-feira (10)

11/09/2026 21h00

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Os trabalhadores dos Correios paralisaram as atividades por tempo indeterminado em todo o país. A greve teve início às 22h dessa quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), o movimento paredista foi deflagrado após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.

A decisão das assembleias dos trabalhadores ocorreu depois de sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). No Acre, a categoria deve decidir hoje sobre a greve.

Segundo a federação, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, para os trabalhadores, aposentados e suas famílias.

“A direção dos Correios insiste em alterar sua condição de mantenedora do plano, proposta que preocupa a categoria pelos riscos que pode trazer ao custeio e à garantia da assistência médica”, disse.

A Findect informou ainda que segue acompanhando o movimento e que aguarda uma resposta da direção dos Correios e do governo federal que atenda às reivindicações dos trabalhadores.

“A categoria exige uma proposta que preserve direitos, proteja o plano de saúde e respeite quem mantém a empresa funcionando diariamente em todo o Brasil”.

A reportagem da Agência Brasil pediu um posicionamento da direção dos Correios sobre a greve, mas ainda não teve resposta.

Justiça

Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo caso Master

Ele atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República

11/09/2026 19h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master. 

Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma "ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida. 

A divulgação de todo o material já havia sido requerida na noite de quinta-feira (9) por Fachin. Mendonça atendeu ao pedido horas depois, divulgando 15 procedimentos de investigação derivados da Compliance Zero. 

Relator do caso no Supremo, Mendonça manteve, contudo, o sigilo sobre algumas linhas de investigação, o que motivou a PGR a pedir acesso à integralidade dos documentos. 

Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo. 

A ordem de Fachin para a retirada do sigilo sobre a investigação ocorre na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação mútuos protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. 

Fachin determinou a remessa de todo o material para os gabinetes dos demais ministros, para que possam analisar os documentos e provas antes de julgar, na próxima terça-feira (15), outro pedido da PGR, dessa vez para que um relatório da PF ligando Vorcaro a Moraes seja anulado. 

Neste relatório, cujo sigilo foi levantado por Mendonça, constam dezenas de mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra ter relação de proximidade com o ministro. 

Mendonça pediu ao plenário que decida sobre investigar ou não Moraes. A PGR, contudo, alega que o ministro já avançou irregularmente nas investigações, sem a autorização do plenário, o que tornaria nulo o material. 

Sigilo

Entre as apurações mantidas sob sigilo por Mendonça está a que diz respeito ao suposto repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PF, há suspeita de que o dinheiro tenha sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Outra investigação mantida sob segredo de Justiça envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o advogado Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. 

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