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MP arquiva ação contra sócio do Itaú por megaincêndio no Pantanal

Família Bracher firmou um acordo com a promotoria para recuperar a área de 13,2 mil hectares de sua fazenda destruídos pelo fogo em julho de 2024

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Um ano e quatro meses depois de virarem alvo de um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul por conta de um megaincêndio florestal no Pantanal de Mato Grosso do Sul. O banqueiro Cândido Botelho Bracher e sua esposa, a ambientalista Teresa Bracher, firmaram um acordo com a promotoria e a investigação está sendo arquivada. 

A investigação envolvendo o ex-presidente do banco Itaú/Unibanco, a maior instituição financeira da América Lativa, foi aberta em maio do ano passado por conta de uma queimada que começou na Fazenda Tupanceretã, em julho de 2024, no Pantanal da Nhecolândia, no município de Aquidauana.

A fazenda, comprada da família Rondon, tem 25,6 mil hectares em torno de 13,2 mil hectares foram destruídos pelo incêndio entre os dias 23 e 31 de julho daquele ano, período de forte estiagem em toda a região pantaneira. 

O fogo, segundo a investigação, se espalhou a partir de um incêndio em um caminhão, atingiu propriedades vizinhas, queimando a vegetação em 52.940 hectares. Mas, o foco da investigação foi uma área de 267,7 hectares, na região onde o fogo teria começado. 

Conforme a Polícia Militar Ambiental, em relatório concluído em 12 de agosto de 2024, o incidente começou a partir de um caminhão que ficou atolado na areia e por conta da insistência do motorista em sair do atoleiro o veículo superaqueceu e pegou fogo.

Agora, conforme publicação do diário oficial do Ministério Público de Mato Grosso do Sul desta terça-feira (15), o casal de banqueiros firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a promotoria de Aquidauana no qual está a informação de que 15.135 hectares da fazenda de 25,6 mil hectares foram afetados pelo incêndio, dos quais 860 hectares correspondem à Área de Preservação Permanente (APP), 4.956 hectares da Reserva Legal e 1.005 hectares da Área de Vegetação Remanescente. 

Por meio deste TAC, os sócios do Itaú se comprometem a apresentar, no prazo de 90 (noventa) dias, contados da assinatura do acordo, um Plano de Recuperação de Área Degradada ou Alterada, devidamente protocolado no IMASUL. E, caso descumpram os termos, serão multados em R$ 8.320,50 (150 UFERMS). Inicialmente o MP havia proposto multa no valor de R$ 44,376 mil, mas atendeu a um pedido dos fazendeiros e reduziu o tamanho da possível punição.

Em vez de firmar acordo e arquivar a investigação, a promotoria também poderia ter aberto uma ação civil pública para exigir punição aos proprietários da fazenda. Mas, como o incêndio ocorreu em meio a uma forte estiagem em em meio a uma onda de queimadas em boa parte do Pantala, o caso está sendo engavetada, faltando somente o aval do conselho superior do Ministério Público. 

Na época, os policiais ambientais que foram ao local onde começou o incêndio destacaram que “salvo melhor juízo, não foram constatados indícios de práticas de queima com intenção que configure crime ambiental ou por omissão ao fato ocorrido na propriedade”. O caminhão havia acabado de descarregar material de construção na sede da fazenda e estava retornando para a cidade.

LAUDO PERICIAL

Porém, um laudo pericial concluído em 19 de outubro de 2024 também anexado ao inquérito diz que no local onde supostamente começou o fogo não foi encontrado qualquer indício daquilo que pode ter desencadeado o incêndio. Ou seja, o perito diz não ter encontrado nenhum resquício do caminhão. 

Essa laudo descarta ainda a possibilidade de ter iniciado a partir de um raio ou a partir de rede de energia elétrica, que não existe no local. E, diz que “este relator descarta a gênese acidental, restando, todavia, a gênese culposa e proposital como hipótese mais provável para o surgimento do fogo”. 

Na sequência, o perito destacou que o megaincêndio “destruiu espécimes vegetais, não se descartando ainda que tenha causado a mortandade de parte da fauna local e colocado em risco a vida daqueles que participaram das equipes de combate”. 

Ao fundamentar a abertura do inquérito, a promotora Angélica de Andrade Arruda deixou claro que não existia comprovação de que o incêndio tenha tido origem criminosa.  Mas, disso que era necessário “mesmo não tendo sido possível constatar, nesse momento, que houve ato intencional ou culposo na ignição do incêndio, o que a princípio inviabiliza a responsabilidade administrativa e penal, ainda subsiste a responsabilidade civil que é “objetiva e por risco integral", especialmente voltada à busca de prevenção de novos incêndios e de eventual reparação do dano”. 

GRANDES FAZENDAS

A fazenda Tupanceretã não é a única propriedade dos sócios do Itaú no Pantanal de Mato Grosso do sul. Na região da Serra do Amolar, no município de Corumbá, o banqueiro e a mulher aparecem como proprietários de mais de 64 mil hectares. 

Tanto em 2020 quanto no ano seguinte estas terras apareceram no noticiário mundial por conta das intensas queimadas.  Foi nas terras do banqueiro que foi feita a foto de um macaco bugio carbonizado que se destacou em uma série de fotos mostrando a devastação das queimadas no Pantanal em 2020. 

Imagem feita na fazenda da família Bracher rodou o mundo após a onda de queimadas em 2020

A imagem ganhou a categoria Meio Ambiente do World Press Photo, a mais importante premiação de fotojornalismo do mundo. Em 2020, o fogo teve início em uma das propriedades da família. No ano seguinte, a fazenda dos Bracher foi atingida por um foco que começou em área vizinha. 

Em meio às polêmicas, a família Bracher mantém uma atuação filantrópica na área ambiental e no combate aos incêndios no Pantanal.  Teresa é fundadora do Documenta Pantanal e do Instituto Taquari Vivo, além de integrar o conselho do Instituto Acaia, SOS Pantanal e Associação Onçafari. 

Em artigo publicado em abril de 2021, ela disse estar em “choque” com a cena do bugio carbonizado. “O que aconteceu é disruptivo e perturbador. De um bioma extremamente delicado, o Pantanal se converteu em um enigma da era da mudança climática”, escreveu.  

BANQUEIRO

Com patrimônio estimado na casa dos R$ 15 bilhões, Cândido Bracher foi CEO do Itaú Unibanco, do qual é um dos importantes acionistas, entre abril de 2017 e janeiro de 2021. Atualmente,  é Integrante do Conselho de Administração da instituição financeira, que fechou o primeiro semestre de 2026 com lucro líquido de R$ 24,6 bilhões. 

 

Risco de Temporal

Campo Grande entra em alerta laranja para chuva de 100 mm e granizo

Aviso começa às 23h desta terça-feira (3) e segue até quarta (4), com risco de ventos intensos, queda de árvores, falta de energia e alagamentos.

03/11/2026 17h26

Descargas elétricas iluminam o céu de Campo Grande; Capital está sob alerta laranja para tempestades e queda de granizo.

Descargas elétricas iluminam o céu de Campo Grande; Capital está sob alerta laranja para tempestades e queda de granizo. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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Campo Grande entra em alerta laranja para tempestades a partir das 23h desta terça-feira (3), com previsão de chuva intensa, ventos fortes e possibilidade de granizo. O comunicado, divulgado pela Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil com base em informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), permanece válido até as 22h59 de quarta-feira (4).

O alerta chama a atenção pelo volume de chuva previsto, que pode variar entre 30 e 60 milímetros por hora ou atingir de 50 a 100 milímetros em um único dia.

As condições meteorológicas aumentam o risco de alagamentos, queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia elétrica e danos em diferentes regiões da Capital.

A mudança no nível de atenção ocorre após a cidade permanecer sob alerta amarelo ao longo desta terça-feira, classificação que indica perigo potencial, o nível mais baixo de severidade entre os avisos meteorológicos do Inmet.

O alerta laranja, classificado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) como nível de perigo, é o segundo mais grave da escala meteorológica e indica risco de ocorrências intensas, como tempestades, ventos fortes, granizo e alagamentos.

Nesse estágio, há possibilidade de chuvas de 20 a 30 milímetros por hora ou acumulados de até 50 milímetros por dia, com risco considerado baixo de transtornos como alagamentos, queda de galhos de árvores e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Com a entrada do aviso laranja, classificado como situação de perigo, cresce a preocupação com a intensidade das tempestades e os possíveis transtornos à população.

Calor pode chegar a 38°C antes das tempestades

Apesar do alerta para chuva intensa, Campo Grande enfrenta mais um dia de temperaturas elevadas nesta terça-feira (3), com mínima prevista de 20°C e máxima de 38°C, conforme a previsão do Inmet.

Durante a tarde, a Capital apresenta condições de calor e variação de nebulosidade, com possibilidade de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas isoladas. Ao longo do período, os termômetros chegaram a marcar aproximadamente 33°C, com céu parcialmente ensolarado. 

Para a noite, a previsão do Inmet aponta muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada, enquanto o novo aviso de tempestade passa a valer a partir das 23h.

Na quarta-feira (4), os termômetros devem variar entre 24°C e 37°C, com previsão de céu nublado e possibilidade de chuvisco durante a manhã. Para os períodos da tarde e da noite, o instituto indica predomínio de nuvens.

Apesar da previsão diária de temperaturas elevadas e períodos sem chuva, a Defesa Civil mantém o alerta para tempestades, já que episódios de instabilidade podem ocorrer de forma localizada e provocar grandes volumes de precipitação em um curto intervalo de tempo.

Risco de alagamentos e queda de árvores

O alerta laranja exige atenção especial dos moradores, principalmente em regiões com maior risco de alagamentos e locais com árvores de grande porte ou estruturas expostas às rajadas de vento.

Conforme a Defesa Civil, as tempestades poderão provocar interrupções no fornecimento de energia elétrica, quedas de árvores, danos em plantações e acúmulo de água nas vias públicas.

Durante os períodos de chuva intensa, a orientação é evitar atravessar ruas alagadas, não procurar abrigo debaixo de árvores e manter distância de postes ou fios elétricos caídos.

Motoristas também devem redobrar a atenção, especialmente em vias com histórico de alagamentos, e evitar estacionar veículos próximos a árvores, torres de transmissão e estruturas que possam ser atingidas pelos ventos.

Calor e possibilidade de chuva também marcam o interior de MS

A instabilidade também poderá atingir municípios do interior de Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (4). Em Dourados, a previsão indica temperaturas entre 25°C e 37°C, com períodos de sol e possibilidade de chuva.

Em Três Lagoas, os termômetros devem variar entre 25°C e 37°C, com sol entre nuvens e baixa probabilidade de chuva. Já em Ponta Porã, a mínima prevista é de 26°C e a máxima de 36°C, com possibilidade de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas.

Já em Corumbá, o calor será ainda mais intenso, com temperaturas entre 27°C e 39°C, predomínio de sol e possibilidade de chuva isolada ao longo do dia.

Saiba quem acionar em caso de emergência

Em situações provocadas pelas tempestades, os moradores podem entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone 199.

Para solicitar serviços municipais, como a remoção de árvores caídas, o atendimento é realizado pelo número 156.

Já nos casos em que árvores atingirem a rede elétrica, com possibilidade de fios energizados ou risco de choque, a recomendação é não se aproximar do local e acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.

A população também deve acompanhar as atualizações dos órgãos meteorológicos e de proteção civil, já que os avisos podem ser alterados conforme a evolução das condições do tempo.

 

Justiça Eleitoral

TRE-MS retoma emissão e regularização do título eleitoral

Serviços estavam suspensos desde maio; em Campo Grande, atendimento presencial ocorre em dois locais, além da opção pela internet

03/11/2026 16h50

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) retomou nesta terça-feira (3), o atendimento para emissão e regularização do título eleitoral. Os serviços estavam suspensos desde 7 de maio, durante a preparação das Eleições 2026. Com a reabertura do cadastro, os eleitores podem solicitar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral, atualizar dados pessoais e regularizar inscrições com pendências.

Os serviços estão disponíveis presencialmente nos cartórios eleitorais e pela internet, por meio do Autoatendimento Eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Pela plataforma, é possível preencher requerimentos e acompanhar as solicitações. Em alguns casos, o eleitor precisa comparecer a uma unidade para concluir o procedimento.

Em Campo Grande, o atendimento presencial ocorre de segunda a sexta-feira em dois locais. No Fórum Eleitoral, na Rua Delegado José Alfredo Hardman, 180, no Jardim Veraneio, o funcionamento é das 12h às 19h. Já no Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, no Centro, o atendimento é das 11h às 18h.

A retomada também permite solicitar a regularização de inscrições canceladas ou com pendências, conforme cada situação. A certidão de quitação eleitoral, que comprova que o cidadão está em dia com suas obrigações perante a Justiça Eleitoral, pode ser emitida gratuitamente pela internet, na opção “Certidões” do Autoatendimento Eleitoral. Caso não seja possível obter o documento on-line, a orientação é procurar uma unidade para verificar a situação cadastral.

O fechamento do cadastro eleitoral é uma medida prevista na legislação e ocorre antes das eleições para que a Justiça Eleitoral consolide os dados do eleitorado, organize as listas de votação e prepare os procedimentos necessários ao pleito. A suspensão deste ano seguiu a Resolução TSE nº 23.750/2026. Nos demais municípios de Mato Grosso do Sul, os cartórios eleitorais atendem de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h. Os endereços podem ser consultados no site do TRE-MS.

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