Cidades

CAMPO GRANDE

MP volta a exigir que Adriane coloque ambulâncias novas nas ruas

Assinada pelo Promotor da 76ª Promotoria de Justiça e pelo Procurador da República, exigência lembra que termo de doação pode ser revogado em caso de "não utilização"

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Na edição desta terça-feira (25) do Diário Oficial do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) trouxe outra recomendação destinada à Prefeitura Municipal de Campo Grande e ao Comitê Gestor da Saúde, para que as ambulâncias novas sejam priorizadas, como um ultimato para que esses veículos sejam, de fato, colocados nas ruas para o trabalho. 

Assinada pelo Promotor da 76ª Promotoria de Justiça, Marcos Roberto Dietz, e pelo Procurador da República, Pedro Gabriel Siqueira Gonçalves, a recomendação em questão considera o procedimento preparatório do Ministério Público Federal (MPF).

Esse PP do MPF busca apurar a  "suposta inércia da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (SESAU) para utilização de ambulâncias disponibilizadas pelo Ministério da Saúde". A investigação nasceu de uma representação formulada pelo deputado federal Geraldo Resende, que comunicou que as seis ambulâncias doadas pelo Ministério da Saúde estariam paradas no pátio da Sesau. 

Fica claro pela recomendação o tom de "ultimato" do documento, que relembra a quarta cláusula do termo de doação firmado entre a prefeitura e o Ministério da Saúde, que prevê revogação caso seja constatada a "não utilização", relacionando inclusive a hipótese de extinção diante da revogação. 

Doadas para ampliação da frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Campo Grande, e não para renovação da frota, o MPMS considera que a Prefeitura concordou com todas as condições e, portanto, "possui o dever jurídico de adotar as providências necessárias para utilização dos veículos, notadamente no que se refere à dispensação de recursos humanos, sob pena de os bens doados serem restituídos à União". 

Com isso, a recomendação exige que a prefeita, Adriane Barbosa Nogueira Lopes, e o Comitê Gestor da Saúde de Campo Grande - representado pela coordenadora Ivoni Kanaan Nabhan Pelegrinelli - apresentem plano de ação com cronograma detalhado das medidas imediatas. 

Esse plano deve focar na plena ativação de todas as ambulâncias doadas pelo Ministério da Saúde, "notadamente no que se refere à alocação de recursos humanos para composição das equipes de operacionalização". 

Fica estipulado agora o prazo de 10 dias para os citados informarem, ou não, se irão acatar os termos da recomendação, tendo que apresentar o cronograma até lá. 

"Adverte-se que a não adoção do comportamento descrito na recomendação implicará o manejo de todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis, em sua máxima extensão, contra aqueles que se mantiverem inertes".

"Sem equipe"

Campo Grande estava sem previsão orçamentária para ampliação da frota de ambulâncias, após receber 12 novas por parte do Governo Federal entre 2024 e 2025, o que levou o Executivo a manter um contrato para o aluguel de cinco viaturas e deixar seis veículos próprios parados, alegando que "não há gente" para essas equipes.

Ao Correio do Estado, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) reforçou que, apesar de já estarem devidamente "documentadas e asseguradas" - que eram os principais condicionantes para as novas ambulâncias começarem a rodar - apenas uma parte das viaturas recebidas pelo Governo Federal está em operação. 

"As demais entrarão em atividade conforme a formação das novas equipes, visto que as novas ambulâncias mencionadas destinam-se exclusivamente à ampliação das equipes de suporte básico, não podendo ser utilizadas para reposição ou manutenção da frota atual", afirma a Sesau em nota de retorno. 

Vale lembrar que, ainda no início de junho a própria chefe do Executivo de Campo Grande, Adriane Lopes, chegou a afirmar que é mais barato ao município locar os veículos do que manter uma frota própria e, conforme exposto no relatório de vistoria da coordenadora geral do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) Regional, Isabella Maria de Souza, a Capital ainda roda com cinco (05) viaturas provenientes do contrato de aluguel. 

Esse relatório é posterior à recente instauração de inquérito civil, e detalha, entre outros pontos, que Campo Grande não estava preparada, do ponto de vista do planejamento orçamentário, para receber as novas ambulâncias. 

Gestão do caos

Ainda conforme exposto pela Sesau ao Correio do Estado, Campo Grande precisou desativar oito ambulâncias em 2021, "após desgaste acentuado por anos de uso intenso e falta de peças de reposição". 

A Prefeitura aponta que chegou a encaminhar diversas solicitações de reposição ao Ministério da Saúde, sem o devido retorno imediato da gestão federal passada. 

Durante o primeiro ano da atual gestão federal, em 2023, o Ministério da Saúde assumiu uma situação em que Campo Grande rodava com apenas quatro ambulâncias de suporte intensivo e quatro de suporte básico, com cerca de 1/3 da frota da Samu parada. 

Análise dos dados levantados entre 1º de janeiro de 2022 e 30 de junho de 2023, pelo Sistema Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS), mostra que o estado de conservação das ambulâncias de Campo Grande chamou atenção inclusive do legislativo municipal. . 

Justamente porque, diante de R$ 3,6 milhões investidos à época, na manutenção das 18 viaturas que compõem a frota do município, a Capital operava com metade da sua capacidade, já que duas entraram em processo de desfazimento por não possuírem condições de uso e apenas oito estavam rodando e operantes. 

O Executivo reconhece o período como de "condições severas" e impactos no tempo de resposta e qualidade dos atendimentos: "o que gerou grande preocupação e exigiu uma resposta rápida do município", a partir de quando é adotada a ação emergencial e temporária da locação de ambulâncias. 

Esse contrato de R$ 1.910.974,20 para aluguel de ambulâncias foi firmado em 22 de maio, com a A&G Serviços Médicos, valor total pago exclusivamente pela locação de viaturas, portanto sem regime de dedicação exclusiva de mão-de-obra.

Isso tudo após uma verdadeira "novela" de suspensão e retomada do processo de licitação que se estendia pelo menos desde novembro de 2023. 

Ambulâncias próprias vs. alugadas

Porém, como bem acompanha o Correio do Estado, através do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi anunciado em novembro de 2024 a vinda de 20 novas ambulâncias para Mato Grosso do Sul, das quais a maior parte (seis no total) seriam destinadas para Campo Grande. 

Essas seis ambulâncias em questão foram recebidas em dezembro do ano passado, com outras sete entregues no dia 25 de abril de 2025, compra essa também garantida com recursos federais. 

Essas sete ambulâncias para Campo Grande foram entregues no lançamento inédito do "Samu Indígena", representando um investimento de R$ 2.734.000,00, oriundos do Ministério da Saúde/ Governo Federal, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

Dessa leva, segundo a prefeitura, são seis ambulâncias de suporte básico e uma de suporte avançado, com o primeiro tipo de veículo equipado com torniquetes, faixas, ataduras, prancha rígida para acidente e redblock, composta por  técnico de enfermagem e um condutor socorrista. 

Diferente do imaginado, as novas ambulâncias não resolveram o problema de imediato, já que as viaturas ficaram meses empacadas em uma verdadeira novela no processo de emplacamento. 

Em 18 de junho houve a primeira tentativa de contratação direta para o emplacamento dos veículos hospitalares, que fracassou devido à falta de um interessado.

Esse problema só se resolveu com a contratação direta em 30 de junho da empresa Placas do Xefe, que fica na Avenida Salgado Filho, em Campo Grande, com a prefeitura "correndo contra o tempo" antes que chegasse o fim do prazo de locação das demais ambulâncias. 

Problemas de equipe

Conforme o relatório que data do último dia de setembro, a conclusão da 32ª e 76ª Promotorias de Justiça de Saúde Pública aponta que a ausência de previsão orçamentária municipal foi um dos principais pontos que impediram a formação de equipes com as novas ambulâncias, paradas desde abril deste ano. 

"O serviço funciona atualmente com 14 equipes habilitadas, porém dispõe de apenas 12 ambulâncias ativas, sendo cinco delas provenientes de contrato de aluguel. Adicionalmente, observa-se que não há reserva técnica de viaturas", cita a conclusão do relatório. 

Em resposta, o Executivo apontou em ofício que o Samu em Campo Grande é habilitado e qualificado pelo Ministério da Saúde para operar com uma frota composta por 10 ambulâncias de Suporte Básico de Vida (USB) e 04 de Suporte Avançado de Vida (USA), além de uma equipe de motolância para atender a população campo-grandense. 

Segundo o próprio executivo, com as seis ambulâncias recebidas em 28 de abril deste ano, o município estaria prestes a funcionar com uma frota de 20 equipes, porém, ainda dependem da habilitação e qualificação das equipes de ampliação de Suporte Básico. 

Com a ausência de programação orçamentária específica para aumentar os custos devido à futura expansão da equipe neste 2025, o município enfrenta uma insuficiência de técnicos de enfermagem, diante de um déficit significativo nas escalas das equipes habilitadas. 

Com base no relatório sobre o déficit de pessoal, sobre o Suporte Básico, há a necessidade de 04 técnicos de enfermagem para compor escala fixa (de segunda a sexta-feira no período diurno) e 33 desses profissionais para suprir a demanda de plantões do período noturno e dos finais de semana. 

Para essa expansão de seis novas equipes,seria necessária ainda a contratação adicional de 18 técnicos de enfermagem para o quadro fixo e outros 30 desses profissionais para as escalas de plantão, segundo análise da coordenadora Isabella Maria de Souza Bezerra de Carvalho Mendonça. 

"Muitos técnicos de enfermagem realizam os processos seletivos para admissão no Samu como plantonistas, assumem a escala, mas passados alguns meses, após tornarem-se lotados no serviço como profissionais fixos, eles têm solicitado desistência da escala de plantão, obtendo apenas a situação de lotação no serviço que possui a tão disputada jornada de 30 horas semanais. Tendo uma cota de 8 plantões mensais mais o rateio atual das sobras remanescentes, o técnico chega a sair com 12 plantões na escala mensal", expõe a Sesau. 

Segundo a Pasta, os editais para sanar o deficit são abertos anualmente, com três processos em 2024 e o primeiro de 2025 sendo feito entre março e abril, esse, por exemplo, que foi finalizado em maio e teve aprovação de cinco candidatos. 

Ainda conforme o Executivo, três desses cinco aprovados assumiram como plantonistas, número que "está longe de suprir a demanda", sendo que há um novo processo seletivo programado para este mês de outubro. 

Para o MPMS, a situação de manutenção do aluguel em detrimento das viaturas próprias revela "não apenas o dispêndio excessivo de recursos públicos em contrato oneroso de locação", mas também uma "ineficiência no aproveitamento das ambulâncias doadas". 

"Que, embora aptas ao uso sob o aspecto documental, seguem paradas desde abril, gerando a consequente degradação dos automóveis", conclui o documento de instauração do recente inquérito civil. 

 

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adenocarcinoma pulmonar

Câncer do papa Leão XIV estava localizado e não exigirá tratamento adicional, diz Vaticano

O pontífice foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, o tipo mais comum de câncer de pulmão

21/10/2026 23h00

Papa Leão

Papa Leão Foto: Vaticano News

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O câncer do papa Leão XIV estava localizado e não exigirá nenhum tipo de tratamento adicional. A informação foi divulgada na tarde desta quarta, 21, pelo Vaticano.

O pontífice realizou sua primeira audiência geral com fiéis desde que passou por uma cirurgia para tratar um câncer no pulmão, há oito dias. Ele percorreu a praça em um papamóvel aberto, acenou aos peregrinos e abençoou bebês.

"A primeira coisa que quero dizer a vocês é obrigado pelo apoio e pelas orações", afirmou o papa. Ao longo do evento, que durou cerca de 50 minutos, ele também fez uma homilia em italiano.

Em 13 de outubro, Leão XIV foi submetido a uma cirurgia para a retirada do lobo inferior do pulmão direito. O pontífice foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar, o tipo mais comum de câncer de pulmão. Os médicos responsáveis afirmaram que o procedimento foi concluído com sucesso e sem complicações.

Leão XIV havia prometido, no domingo, 18, retomar gradualmente suas atividades à frente da Igreja Católica, que reúne cerca de 1,4 bilhão de fiéis em todo o mundo. Ele foi eleito em maio de 2025 e é um dos papas mais jovens das últimas décadas.

O pontífice tem uma viagem prevista ao Uruguai, à Argentina e ao Peru entre 6 e 17 de novembro. O roteiro, que inclui uma série de compromissos internacionais, ainda não tem confirmação de que será mantido conforme o planejado.

Violência

Presidente do PT denuncia tapa no rosto durante motociata bolsonarista em MS

Reynood Duarte denuncia ter sido agredido enquanto filmava a passagem de motociclistas em frente à sede do partido; senador eleito Reinaldo Azambuja e outras lideranças políticas participavam do ato, segundo relato

21/10/2026 21h02

Reynood Duarte, presidente do PT de Três Lagoas, denunciou ter sido agredido por motociclista durante motociata na noite desta quarta-feira (21).

Reynood Duarte, presidente do PT de Três Lagoas, denunciou ter sido agredido por motociclista durante motociata na noite desta quarta-feira (21). Foto: Reprodução Instagram.

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O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) de Três Lagoas, Reynood Duarte, denunciou ter sido agredido por um motociclista durante a passagem de uma motociata de apoiadores do candidato a presidência Flávio Bolsonaro, nesta quarta-feira (21), em frente ao diretório municipal da legenda. Segundo a denúncia, o dirigente recebeu um tapa no rosto enquanto registrava a movimentação com o telefone celular.

O episódio ocorreu na calçada em frente à sede do partido, no município da costa leste.

Conforme o relato encaminhado à reportagem, Reynood acompanhava e filmava a passagem dos motociclistas quando um dos participantes teria deixado o trajeto, avançado sobre a calçada e partido em sua direção.

O motociclista teria atingido o rosto do dirigente com um tapa, fazendo com que o aparelho celular caísse no chão. Ainda de acordo com a denúncia, o mesmo homem teria lançado a motocicleta na direção de outro integrante do PT que estava nas proximidades.

 

A versão apresentada pelos denunciantes sustenta que Reynood não havia provocado os participantes da manifestação nem adotado qualquer atitude agressiva antes do episódio. A identificação do motociclista apontado como responsável pela agressão não foi informada.

A motociata contou, segundo os relatos, com a presença do ex-governador de Mato Grosso do Sul e senador eleito Reinaldo Azambuja, além do deputado estadual eleito Ângelo Guerreiro, do prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia, e de lideranças políticas locais, entre elas o vereador Marcos Silva.

A participação dessas autoridades no evento não significa envolvimento delas na agressão denunciada. O relato atribui a conduta a um motociclista que integrava a movimentação.

Vídeo registra aproximação de motociclista

Um vídeo de aproximadamente 14 segundos, encaminhado à reportagem, mostra a passagem da motociata durante a noite, com dezenas de motociclistas e veículos circulando pela via.

Em determinado momento, um motociclista vestido com camiseta amarela se aproxima de quem realiza a gravação. Na sequência, a câmera sofre um movimento brusco e perde o enquadramento da cena.

As imagens registram a aproximação do condutor e a interrupção repentina do enquadramento, mas não permitem confirmar isoladamente o tapa relatado pelo dirigente nem identificar com segurança o motociclista.

O vídeo também não permite verificar a segunda situação mencionada na denúncia, segundo a qual o condutor teria direcionado a motocicleta contra outro integrante do partido.

PT cobra identificação do responsável e anuncia medidas

Em manifestação sobre o episódio, integrantes do PT classificaram a agressão denunciada como injustificável e defenderam a responsabilização do motociclista.

"A violência política não vai nos intimidar! Exigimos respeito, segurança e que o agressor seja identificado e punido", afirma o comunicado divulgado sobre o caso.

Dirigente denuncia violência política

Em conversa com o Correio do Estado, o presidente do PT de Três Lagoas, Reynood Duarte, lamentou o episódio e afirmou que a agressão representa uma ameaça ao respeito às diferenças políticas e aos princípios democráticos.

“Senti, na pele, como a democracia está sendo atacada quando o respeito às diferenças políticas dá lugar à violência. Divergir faz parte da democracia; agredir jamais será aceitável. Ninguém deveria sofrer violência física por suas convicções ou opiniões políticas. Democracia se constrói com diálogo, respeito e liberdade, nunca com agressão”, declarou.

O partido também informou que serão adotadas as medidas cabíveis diante do ocorrido. Não foi esclarecido, até o momento, se o dirigente já registrou boletim de ocorrência ou se as imagens foram entregues às autoridades policiais.

O episódio acontece em meio à reta final da campanha para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25), em um cenário de intensa mobilização de apoiadores dos candidatos em Mato Grosso do Sul.

Em Três Lagoas, o PT também realizou atividades de campanha nos últimos dias. No domingo (18), uma mobilização em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu simpatizantes na região da Lagoa Maior.

Motociata reuniu lideranças políticas de MS

A motociata durante a qual ocorreu a agressão denunciada contou, segundo os relatos encaminhados à reportagem, com a participação do ex-governador e senador eleito Reinaldo Azambuja, do deputado estadual eleito Ângelo Guerreiro, do prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia, e do vereador Marcos Silva, além de outras lideranças políticas ligadas à direita.

Conforme a denúncia, a agressão foi praticada por um motociclista que integrava a manifestação.

Até o momento, o condutor apontado como responsável não foi identificado nas informações apresentadas à reportagem. O PT informou que adotará as medidas cabíveis para buscar a responsabilização do agressor.

Professora também foi agredida em Campo Grande

O episódio em Três Lagoas ocorre um dia após outra denúncia de violência política em Mato Grosso do Sul. Na terçaProfessora-feira (20), a professora de matemática Pamela Kariny Peteres Soares Lima, de 30 anos, relatou ter sido agredida durante uma manifestação eleitoral no cruzamento das avenidas Mato Grosso e Ceará, em Campo Grande.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, a educadora participava de uma mobilização em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando teria sido atacada por participantes de um ato favorável ao candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo o relato da professora, uma mulher a agrediu enquanto um homem a segurava pelas costas. Pamela também denunciou ofensas racistas e afirmou que teve os óculos quebrados durante a confusão.

O caso repercutiu na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (21). O deputado estadual Pedro Kemp (PT) apresentou uma moção de apoio à professora e cobrou a responsabilização dos envolvidos. A Mesa Diretora da Casa também repudiou a violência durante manifestações políticas.

As duas denúncias, registradas em municípios diferentes em um intervalo de aproximadamente 24 horas, evidenciam a tensão entre grupos de posições políticas opostas na reta final da campanha presidencial, às vésperas do segundo turno, marcado para domingo (25). Os episódios ainda dependem de apuração individual para esclarecer as circunstâncias e identificar os responsáveis.

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