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TOMANDO PROVIDÊNCIAS

MPE tenta barrar desmatamento, soja e milho na região de Bonito

Ministério Público pede uma Avaliação Ambiental Integrada, ao Governo do Estado e Imasul, para medir impactos da monocultura na região das Bacias Turísticas da Serra da Bodoquena

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Através da 2ª Promotoria de Justiça de Bonito-MS, com apoio de promotores de Jardim e Porto Murtinho, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) pede ao Governo do Estado e Instituto de Meio Ambiente da Mato Grosso do Sul (Imasul), uma Avaliação Ambiental Integrada (AAI) para avaliação dos impactos da monocultura na região das Bacias Turísticas da Serra da Bodoquena, recomendando inclusive o embargo de áreas. 

Conforme descrito no Diário Oficial do MPMS desta quinta-feira (14), recomenda-se primeiro que não sejam emitidas mais autorizações de supressão vegetal (SV) e o chamado Corte de Árvores Nativas Isoladas (CANI), para as regiões das Bacias Turísticas da Serra da Bodoquena, até a devida Avaliação Ambiental Integrada para medir os impactos desses desmatamentos.

O texto frisa que a exigência exista e, já para a próxima safra, caso não sejam providenciadas, recomenda-se o embargo de todas as áreas de monoculturas que não possuam licença ambiental, assim como em áreas superiores a mil hectares, sem devida autorização precedida de Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). 

Em terceiro ponto, o texto recomenda que não se licenciem mais atividades de monocultura sem a AAI, e que, após feita a Avaliação, que o licenciamento ambiental passe a ser exigido de todas as áreas de plantio. 

Importante destacar que tal recomendação não tem caráter obrigatório, porém, pode embasar processo criminal, ação civil pública ou responsabilização pelos prejuízos ambientais, sendo necessário sinalizar se a recomendação será, ou não, acolhida.

Para isso, os Promotores de Justiça dos municípios integrantes da Zona da Serra de Bodoquena - Alexandre Estuqui (da 2ª Promotoria de Bonito); Allan Carlos Cobacho (da 1ª de Jardim) e Lia Paim Lima (em substituição legal pela 1ª de Porto Murtinho) -, estipulam o prazo de 20 dias.

Índices e considerações  

Para tal recomendação, o MPMS leva em conta importantes diretrizes de preservação, como a chamada Convenção de RAMSAR (sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional), a Política Nacional do Meio Ambiente e informações do 5º Relatório da Convenção de Diversidade Biológica (CDB). 

Conforme o MPMS, centenas dessas autorizações de desmatamentos (SVs e CANIs) já somam milhares de hectares suprimidos sem a devida avaliação dos impactos sinergéticos destas atividades. O Ministério cita que nos últimos oito anos, até 2022, foram emitidas 166 licenças, sendo: 

  • 74 para Supressão Vegetal (SV) e
  • 92 para Corte de Árvores Nativas Isoladas (CANI),

Essas 166 licenças, somam mais de 48,5 mil hectares (48.562,88 ha) autorizados para desmatamentos na região das Bacias Turísticas da Serra da Bodoquena. 

Ainda, na sub-bacia do Rio Salobra foram mais de 25 mil hectares autorizados a serem desmatados, destes, as divisões apontam para: 

  • 18.595,57 ha para CANI e 
  • 7.044,16 ha para SV e 
  • mais de 7 mil ha em cada sub-bacia dos rios Formoso e do Peixe;

Também, conforme Parecer Técnico n. 398/2023/NUGEO, o documento do MP destaca a constatação de  164 IDs de desmatamento entre 2013 e 2022, na região das Bacias Turísticas da Serra da Bodoquena - que somam  5.254,87 ha -, dos quais 75 IDs (3.140,47 ha) foram autorizados pelo Imasul, e 89 (2.114,40 ha) não autorizados, com a seguinte divisão. 

  • 919,97 ha ocorreram sobre a Bacia Hidrográfica do rio Salobra, 
  • 478,72 ha na microrregião do rio Formoso e 
  • 411,15 ha na microrregião do rio do Peixe

"Dos 164 IDs de desmatamento identificados, 101 destes ocorreram sobre propriedades rurais sendo 79 deles desmatamentos não autorizados, distribuídos, na sua maioria, sobre as sub-bacias dos rios Salobra e Formoso", cita o trecho do Diário Oficial. 

O Ministério Público complementa que esse avanço de atividades agroindustriais nas Bacias Cênicas, causam mudanças drásticas no solo, pelo desmatamento e derrubada de árvores nativas para uso pelas pastagens e monoculturas, como soja e milho, que trazem um “uso massivo de pesticidas e aumento do carreamento de sedimentos para corpos d'água”. 

Diante da postura adotada pelo Imasul, que afirma que: “nos requerimentos em que o tamanho da área a ser suprimida é pequeno e nos casos em que as áreas tenham imagens recentes e de boa resolução podem ser dispensados de vistoria considerando o baixo impacto ambiental da atividade”, o MPMS cita que há autorizações ambientais sendo emitidas sem a prévia vistoria in loco, e destaca o uso da Resolução Semade nº 9/2012, para dispensar, de forma ilegal, o licenciamento ambiental para o plantio de monocultura na região. 

Reflexos de desmatamento

Ainda no começo de 2023, a região de Bonito sentiu na pele os reflexos do desmatamento no trato da própria natureza com as águas das chuvas. A cidade chegou a decretar estado de emergência após 495 mm acumulados em fevereiro, sendo que só o dia 24 daquele mês foram registrados 173 mm na área urbana e 180 mm, na área rural, dentro de seis horas. 

Com isso, as águas ficaram turvas e prejudicaram fortemente o ecoturismo local, com a situação sendo debatida inclusiva na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, quando já se aproximava o Carnaval e a situação dos rios de Bonito ainda não tinha sido resolvida. 

Após essas chuvas, passeios já contratados foram cancelados e causaram prejuízos milionários ao ecoturismo local, com pelo menos 15 atrativos fechados e empresários calculando danos que giravam entre R$ 350 mil e R$ 1 milhão, segundo o prefeito, Josmail Rodrigues, em entrevista ao Correio do Estado na época. 

Confira abaixo a recomendação do MPMS na íntegra: 

 

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NOITE VIOLENTA

Adolescente sai ferido de triplo homicídio registrado no interior do MS

Crime foi registrado no distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina; quatro foram presos até o momento e polícia procura ainda por um quinto suspeito de participar do ataque

20/09/2026 12h30

Uma criança também foi encontrada no interior do imóvel, sem ferimentos aparentes, deixada inicialmente sob os cuidados de uma vizinha.

Uma criança também foi encontrada no interior do imóvel, sem ferimentos aparentes, deixada inicialmente sob os cuidados de uma vizinha. Reprodução/Jornal da Nova

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Distante aproximadamente 242 quilômetros da Capital, o distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina, tornou-se palco de uma noite de terror nas últimas horas deste último sábado (19), após a execução de um triplo homicídio na rua  Avelino Maraia, que terminou ainda com um adolescente gravemente ferido após ser atingido pelos disparos. 

Até o momento, quatro acusados foram presos por agentes da Força Tática e equipes da Polícia Militar do distrito de Nova Casa Verde, como publicado pelo portal regional Jornal da Nova. As forças de segurança indicaram que um quinto suspeito ainda estaria foragido e as buscas seguem ativas.  

Esse caso mobilizou ainda as forças da Seção de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil e também a Polícia Científica, que agiram para apurar a dinâmica do crime após a área ser isolada pelos policiais militares que acionaram inclusive apoio da Força Tática que também se dirigiu até o distrito.

Conforme narrado em boletim de ocorrência, até o momento foi indicado a identificação de apenas duas das três vítimas, sendo: Daniel Matos Alves e uma mulher de 37 anos natural de Ivinhema batizada de Eliane Franco. 

Para além do terceiro óbito, essa noite de crime deixou marcas também dois menores de idades, sendo um adolescente de 13 anos atingido pelos disparos e encaminhado para atendimento médico no Hospital Regional de Nova Andradina, e ainda uma criança encontrada sem ferimentos aparentes no interior do imóvel que foi deixada sob os cuidados de uma vizinha. 

Prisões

Antes dos primeiros raios de sol deste domingo (20), cerca de quatro indivíduos foram capturados por agentes da Força Tática e Polícia Militar, sendo posteriormente presos. Porém, como bem acompanha o Jornal da Nova, um quinto suspeito ainda estaria foragido, com as buscas ainda em sequência por área de mata. 

Além das prisões, os agentes das forças de segurança também conseguiram apreender uma motocicleta que, como descrito em B.O, teria sido usada na execução deste triplo homicídio no interior do Estado. 

Sendo que entre os capturados até o momento estão relacionados três masculinos e uma mulher, informações preliminares indicam que dois dos presos seriam, inclusive, e que a presa teria chegado no distrito vinda de Bataguassu. 

A dinâmica desenhada até o momento indica que dois indivíduos teriam chegado de moto até o local do crime, efetuando os disparos ao adentrarem na casa. Novos desdobramentos da investigação devem evidenciar a real motivação deste ataque e o trabalho de cada indivíduo. 

 

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INTERIOR

Colisão entre carro e carreta de celulose deixa três mortos na BR-158

Acidente foi registrado próximo à ponte sobre o Rio Sucuriú, a suspeita é que chuva tenha dificultado visibilidade e que carro de passeio teria invadido pista contrária

20/09/2026 11h30

Veículo de passeio teve a frente completamente destruída

Veículo de passeio teve a frente completamente destruída Reprodução/24h MS News/Eliton Chaves

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Acidente registrado no fim de uma noite chuvosa de sábado (19), em Três Lagoas, terminou com três homens mortos após o carro de passeio em que estavam colidir frontalmente com uma carreta de celulose no quilômetro 251 da BR-158. 

Esse acidente aconteceu por volta de 21h30, conforme apurado in loco pelo portal local 24h MS News, próximo à ponte do Rio Sucuriú. 

Para o atendimento desta ocorrência foram mobilizadas equipes do Corpo de Bombeiros Militar, Perícia Criminal e das polícias Civil e Rodoviária Federal (PC e PRF). As forças de segurança ainda devem indicar as reais circunstâncias que levaram à batida. 

Porém, é possível observar pelos registros fotográficos do repórter Eliton Chaves que a pista no local do acidente ainda encontrava-se molhada, o que levanta a hipótese de chuva no trecho ainda no momento da colisão. 

Entenda

Apurações preliminares identificaram dois dos três mortos neste acidente, que tratam-se de: 

  • + Jeferson Mateus de Souza Andrade, 27 anos
  • + Hércules Douglas da Silva, 28 anos. 

Jeferson seria morador de Inocência, município distante aproximadamente 331 quilômetros da Capital, e ainda não há a identificação do terceiro óbito registrado, mas os três amigos estariam em um rancho que fica nas proximidades da ponte. 

Conforme narrado preliminarmente, esses indivíduos teriam se deslocado até um posto de combustíveis local em busca de comprarem alguns produtos e teriam batido o carro justamente na volta ao rancho. 

Contratado como motorista do veículo de carga, o carreteiro a serviço da empresa de celulose "Suzano" indicou aos agentes policiais que seguia no sentido Selvíria até Três Lagoas. 

Conforme o carreteiro, ele teria sido surpreendido pelo Pálio após atravessar a ponte, e afirma que o carro de passeio teria invadido a pista contrária durante uma curva. 

O veículo de passeio teve a frente completamente destruída, com os três ocupantes tendo ficado presos entre as ferragens, motivo pelo qual o Corpo de Bombeiros até foi acionado, mas já encontrou os três rapazes já sem vida.  

Com isolamento feito por parte da PRF, seus corpos somente puderam ser retirados após o trabalho da perícia. Houve o encaminhamento em seguida até o Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol) para os procedimentos necessários para proceder com a liberação aos familiares. 

 

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