Cidades

Pantanal de MS

MPF: 'ceva' de onças pode colocar turistas em risco

MPF: 'ceva' de onças pode colocar turistas em risco

DA REDAÇÃO

16/12/2013 - 15h30
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O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul recomendou às Fundações de Turismo e de Meio Ambiente de Corumbá (MS) o fim da prática de “ceva” de animais silvestres no Pantanal Sul-Mato-Grossense. Onças-pintadas estariam sendo alimentadas por empresas de turismo para garantir aos visitantes a observação do animal. A prática configura crime ambiental e pode expor os turistas a sérios ataques.

A irregularidade foi denunciada pelo Instituto Homem Pantaneiro, que apresentou vídeos que comprovam a “ceva” das onças - situação que estaria acontecendo também com as ariranhas –, no trecho que vai da parte urbana de Corumbá até Porto Jofre, no Pantanal Norte.

Segundo o pesquisador da Embrapa/Pantanal Walfrido Tomás, dar comida aos animais afeta a organização natural da espécie e aumenta os riscos de ataque. “Quando a onça perde o medo da aproximação humana, pode atacar, culminando em graves acidentes”.

Na recomendação encaminhada, o Ministério Público Federal orienta a realização de trabalho conjunto entre as Fundações de Turismo e de Meio Ambiente para interromper e coibir a ”ceva” de animais silvestres e alertar as empresas de turismo que a conduta pode resultar em responsabilização administrativa e criminal.

Campanha de conscientização também deve ser realizada no município para desestimular a prática ilegal e alertar os turistas dos riscos da atividade.

PPP

Reforma do atual prédio do Regional só começa em 2 anos

A empresa Inova Saúde deve iniciar os serviços no hospital em dezembro deste ano, mas começo das obras na presente estrutura fica somente para dezembro de 2028

12/05/2026 08h00

Governador assinou ontem a concessão do Hospital Regional

Governador assinou ontem a concessão do Hospital Regional Marcelo Victor/Correio do Estado

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A reforma do atual prédio do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS) deve começar apenas em dezembro de 2028, mesmo com a empresa Inova Saúde, subsidiária do grupo paulistano Construcap CCPS Engenharia e Comércio, assumindo os serviços do complexo no fim deste ano.

Ontem, o governo do Estado, Eduardo Riedel (PP), assinou a concessão do hospital com a Inova Saúde, que venceu o leilão para comandar a modernização da estrutura por meio de parceria público-privada (PPP).

A cerimônia contou com a presença do governador Riedel, da titular do Escritório de Parcerias Estratégias (EPE) de governo, Eliane de Toni, do titular da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul, Maurício Simões, e do diretor de operações da empresa, Vinícius Batistela. 

Porém, mesmo com essa assinatura do contrato ocorrendo de forma oficial agora, o bloco atual só deverá passar por reformas a partir do prazo de dois anos e meio (o chamado “retrofit”, processo em que ocorre a modernização de edifícios ou equipamentos antigos, adaptando-os a normas técnicas atuais, tecnologias modernas e maior eficiência, sem descaracterizar sua estrutura original).

“Quando esse ‘retrofit’ estiver terminado, a gente vai assumir todas as áreas de todos os blocos. Isso quer dizer que a gente ainda vai conviver com um pedaço de responsabilidade do Estado, e por isso que é uma operação assistida, até a operação plena a ser colocada, e uma parte da PPP”, explica o diretor de operações da Inova Saúde.

O plano de implementação será feito em fases progressivas, que devem finalizar apenas em dezembro de 2030.

Em janeiro de 2027, a empresa assume serviços de apoio não assistenciais, como a hotelaria, limpeza, lavanderia, segurança, recepção e infraestrutura de TI. 

Após 20 meses, a Inovar assume a indústria farmacêutica, que é a compra de medicamentos. Um ano depois, a empresa assume a reforma e modernização do chamado “Bloco Velho”, passando para as outras áreas após a conclusão, até a consolidação total da operação, com previsão de 56 meses.

PROJETO

A concessão do Hospital Regional abrange setores como limpeza, lavanderia, cozinha, jardinagem, portaria, segurança e administração. Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas e demais profissionais da área continuarão sob responsabilidade do Estado.

A vencedora deverá, no prazo de dois anos, concluir a construção de dois novos blocos que incluem a oferta de Centro de Imagem e Diagnóstico, Unidade de Terapia Intensiva (UTI), Unidade Coronariana (UCO) com 70 leitos, hemodinâmica, centro cirúrgico, Central de Material Esterilizado e internações com 180 leitos.

E, em até 4 anos, será concluída a reforma do prédio atual, que fará o local passar de 37.000 m², com estrutura de 10 andares, capacidade de 362 leitos e atendimento de 46 especialidades médicas, para 71.000 m² e 577 leitos, além da ampliação do estacionamento, que passará a oferecer 753 vagas.

De acordo com a titular do EPE de governo, Eliane de Toni, serão investidos aproximadamente R$ 1 bilhão e mais de R$ 245 milhões anuais em operações. 

Além disso, outras melhorias incluem: entrega das obras de ampliação até o ano de 2029; aumento de 96% na capacidade de internação; e redução do tempo médio de permanência dos pacientes de 7 para 5 dias.

O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul é considerado o maior hospital de alta complexidade do Estado, atendendo mais de 1,5 milhão de pacientes por ano. A PPP será responsável por modernizar e expandir os serviços essenciais por um período de 30 anos.

Durante a cerimônia, o governador afirmou que a decisão da privatização do Regional foi motivada por experiências bem-sucedidas no Brasil e no mundo em gestão de hospitais públicos. 

“Este foi o melhor modelo encontrado que envolvesse a ampliação do hospital, a construção, a parte estrutural, física, modernização do hospital, não só do ponto de vista de equipamento e da sua estrutura, mas do ponto de vista da gestão. Temos muita convicção de que essa mudança traria um resultado muito positivo e impactaria a saúde e no projeto da saúde de todo o Estado”, afirmou o governador. 

EMPRESA

O leilão da concessão aconteceu na sede da B3 em São Paulo e teve cinco interessadas. A Construcap ofereceu um deságio de 22% ao valor de referência definido para a contraprestação do Estado, que era de R$ 20,3 milhões, oferecendo R$ 15,9 milhões, valor muito inferior ao dos quatro outros concorrentes do leilão.

Por meio da sua subsidiária Inova Saúde, a Construcap gere outros três hospitais no modelo PPP: Hospital Regional Dr. Rubens Savastano, em São José dos Campos (SP); Hospital Regional Dr. Adib Domingos Jatene, em Sorocaba (SP); e Hospital Centro de Referência da Saúde da Mulher, em São Paulo (SP).

Tragédia

Explosão no Jaguaré: segundo Bombeiros, acidente aconteceu por vazamento de gás

Informações apontam que a explosão aconteceu durante um trabalho da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo

11/05/2026 19h00

Divulgação

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Uma explosão seguida de um incêndio em uma área residencial na região do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, destruiu uma série de casas, deixou pessoas feridas e, ao menos, uma vítima está soterrada sob os escombros.

Informações preliminares do Corpo de Bombeiros apontam que a explosão aconteceu durante um trabalho da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) na região, e que pode ter atingido uma tubulação durante uma escavação. As causas do acidente ainda serão investigadas. A reportagem busca contato com a companhia.

Segundo informações dos Bombeiros, a explosão aconteceu em uma comunidade localizada em uma área próxima à Rua Dr. Benedito de Moraes Leme e à Rua Piraúba, atrás do Condomínio Morada do Parque.

O impacto da explosão arremessou pessoas, provocou a quebra de vidros de prédios ao redor e o colapso de estruturas de residências.

Imagens registradas pela Band mostram casas totalmente destruídas, pilhas de destroços e moradores da região em pânico: "Minha casa não existe mais", disse um dos entrevistados, que teve o pai arremessado pela explosão.

Até o momento, há a confirmação de três pessoas feridas. Um delas foi resgatada pelos Bombeiros e duas, pelos próprios moradores. Os bombeiros afirmam que atuam para localizar um homem que estaria sob os escombros. Não há informações de óbitos

"Diversas residências foram atingidas após uma obra na Sabesp, uma perfuração de uma tubulação de gás, houve a explosão no interior dessas residências", disse a porta-voz dos Bombeiros, Karol Burunsizian.

"Não temos a quantidade exata, mas possivelmente 10 residências atingidas diretamente com essa explosão. Foram três vítimas socorridas, três homens, uma por meios próprios, (que é) um funcionário da Sabesp, uma pelo SAMU e um terceiro pelo resgate do Corpo de Bombeiros".

Segundo Karol, os bombeiros atuam para localizar uma vítima desaparecida que morava em uma das residências atingidas e que foi colapsada. "Então, neste momento o trabalho do Corpo de Bombeiros é justamente buscar esse possível desaparecido".

A explosão também gerou um incêndio que atinge outras casas nas proximidades e, conforme os Bombeiros, há um forte cheiro de gás na região. Doze viaturas da corporação foram deslocadas para atender a ocorrência. Ambulâncias do Samu e agentes da Polícia Militar e da Defesa Civil também foram mobilizados.

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