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MPF investiga falta de contrato entre Município e HU para atendimentos

Convênio dos atendimentos via Sistema Único de Saúde entre prefeitura e o HU encerrou em julho de 2025 e, desde então, segue sem renovação

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para apurar a demora na renovação do convênio entre a Prefeitura Municipal de Campo Grande e o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), popularmente conhecido como HU, que está vencido há quase seis meses e contratualiza os atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com as movimentações do processo, o hospital deu entrada com o pedido no fim de agosto do ano passado, mais de um mês depois da vigência do contrato chegar ao final, até chegar na instauração do inquérito civil no dia 17 de dezembro de 2025.

Na última reunião entre as partes, realizada no dia 10, o procurador Pedro Gabriel Siqueira Gonçalves afirma que o HU alegou dificuldades na gestão por conta da demora na renovação, mas que a instituição têm mantido os serviços “com base nas condições previstas no convênio expirado, sendo ressarcido pela gestão municipal de acordo com os parâmetros previamente estabelecidos”.

Além disso, o órgão também cita as tentativas de ampliação dos leitos no complexo hospitalar.

“O hospital promoveu a implementação de 14 novos leitos, todos atualmente mantidos com recursos próprios disponibilizados pela Ebserh [atual administradora do Humap] e sem incremento financeiro do Município de Campo Grande. Atualmente há capacidade operacional para aumento de 24 leitos, porém o Comitê Gestor de Saúde informou que não haveria possibilidade de financiamento da integralidade dos leitos”, reforça o procurador no documento.

Ao Correio do Estado, o Hospital Universitário disse que as tratativas para uma nova contratualização foram iniciadas em maio, dois meses antes do convênio vencer.

No dia 15 de dezembro do ano passado, quatro dias após a reunião convocada pelo MPF, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) enviou uma proposta formal para renovação, mas que não foi acordada em razão do desacordo na parte financeira. Com isso, um novo encontro entre as partes deve acontecer nos próximos dias.

Hospital Universitário da UFMS em Campo Grande afirmou que atua com 100% da ocupação de seus leitos e hoje atende sem contrato - Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

“Na reunião entre Sesau e Humap-UFMS supracitada ocorrida em dezembro/2025, houve o entendimento de ambas as partes que nova reunião aconteceria no início de 2026 para ajuste de metas e seguimento da elaboração do novo instrumento contratual. A celebração de um novo convênio implica a revisão de valor contratual devido ao aumento de oferta assistencial”, disse em nota enviada à reportagem.

Ademais, o hospital informa que, em média, os leitos seguem com 100% de ocupação.

CONTRATO ANTIGO

Firmado em julho de 2024, o antigo convênio foi acordado por R$ 58,4 milhões, desses, R$ 1 milhão foi com recursos do Fundo Especial de Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES), sob vigência de 12 meses.

De acordo com o objeto do contrato, o convênio pretende “formalizar a prestação das ações e serviços de saúde do Hospital, considerando a internação hospitalar, atenção ambulatorial, apoio diagnóstico e terapêutico, urgência/emergência e outros, visando a garantia da atenção integral à saúde dos usuários do Sistema Único de Saúde”.

Na nota enviada ao Correio do Estado, o HU disse que a instituição presta atendimento exclusivamente aos usuários do SUS, não havendo nenhuma previsão de outras formas de atendimento.

Desde 2013, o hospital é gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), assim como outros 44 hospitais universitários federais.

CARA NOVA

A questão da renovação do contrato com o HU deve ser um dos primeiros desafios do secretário Marcelo Luiz Brandão Vilela, que foi nomeado pela prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), há cerca de uma semana.

De 5 de setembro a 30 de dezembro do ano passado – quando Rosana Leite de Melo foi exonerada do cargo –, a Pasta foi comandada pelo Comitê Gestor da Saúde, do qual tinha Ivoni Kanaan Nabhan Pelegrinelli, ex-secretária de Saúde de Iguatemi, como coordenadora.

O comitê tinha como missão diagnosticar falhas do sistema e promover uma reestruturação emergencial da Pasta. O grupo, formado ainda por outros cinco gestores, assumiu com previsão inicial de seis meses de duração.

Com a nomeação de Marcelo Vilela, o Comitê de Saúde continuará atuando com a Sesau até o término do decreto vigente, previsto para março, com a função de assessorar o novo secretário no processo de reorganização da rede municipal.

*Saiba

O HU da UFMS conta com nove leitos no Centro de Terapia Intensiva (CTI) adulto, nove leitos na Unidade Coronariana (UCO), nove leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica e seis leitos na UTI neonatal.

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tragédia

Desatenção provoca acidente com duas mortes em Inocência

Motorista da picape não percebeu a aproximação da carreta na saída de um posto de combustíveis próximo a Inocência

09/01/2026 10h58

Vítimas estavam na picape que foi atingida na saída de um posto de combustíveis na região nordeste do Estado (Fatos MS)

Vítimas estavam na picape que foi atingida na saída de um posto de combustíveis na região nordeste do Estado (Fatos MS)

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Duas pessoas morreram e pelo menos uma sofreu ferimentos em decorrência da colisão entre uma picape Fiat Strada e uma carreta bit-trem na MS-240, rodovia que liga as cidades de Inocência e Paranaíba, na região nordeste de Mato Grosso do Sul. 

As duas vítimas estavam na Strada e tiveram morte instantânea, ficando presas às ferragens. No veículo havia uma terceira pessoa que, segundo as informações iniciais, teria sobrevivido e levada para atendimento em um hospital de Inocência. 

Ainda de acordo com informações preliminares, o motorista da picape teria saído de um posto de combustíveis sem a devida atenção e por conta disso o veículo foi atingido pela carreta no momento em que entrava na pista. 

Depois do impacto, a carreta saiu da pista e caiu em um barranco e até o começo da manhã não havia informações sobre o estado de saúde do caminhoneiro. A picape ficou sobre o asfalto e por conta disso o tráfego ficou parcialmente interrompido no começo da manhã. 

A colisão ocorreu na altura do quilômetro quatro da MS-240 (MS-316), em frente ao posto e restaurante Eldorado, ainda próximo da cidade de Inocência e nas imediações da pista de pouso inaugurada no começo do ano passado. 

Os dois ocupantes da picape que morreram no local estavam a serviço da empresa Artifrio, qu atua na instalação de aparelhos de ar condicionado com sede em Três Lagoas.  

Vítimas estavam na picape que foi atingida na saída de um posto de combustíveis na região nordeste do Estado (Fatos MS)Carreta saiu da pista e caiu em um barranco próximo a um posto de combustíveis na saída de Inocência para Paranaíba (Fatos MS)

CAMPO GRANDE

Sessão extraordinária para barrar o IPTU segue 'no radar' da Câmara

Conforme o presidente da Casa de Leis,"a bola está com a prefeita que estuda uma forma de recuar", sendo aguardado ainda um posicionamento antes de confirmar agenda para segunda-feira (12)

09/01/2026 10h10

Carnês do IPTU chegaram no mês passado às casas dos cidadãos de Campo Grande

Carnês do IPTU chegaram no mês passado às casas dos cidadãos de Campo Grande Reprodução

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Entre tratativas e posicionamentos sobre o Imposto Predial e Territorial Urbano de Campo Grande, com o Executivo indicando dificuldade em retomar os 20% de desconto e a própria Seccional Mato Grosso do Sul da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) tentando suspender o IPTU de 2026, a Câmara Municipal não descarta uma sessão extraordinária para a próxima segunda-feira (12). 

Durante a cerimônia para troca de comando de três pastas municipais, na tarde de ontem (08) no Paço Municipal, Adriane Lopes chegou a comentar com a mídia presente sobre o IPTU 2026 e o que estaria ao alcance do Executivo. 

Nas palavras da prefeita de Campo Grande, as devidas equipes técnicas estariam fazendo levantamentos, porém, "dificilmente a gente consegue recuperar o desconto (de 20%)", disse Adriane Lopes, uma vez que seria necessário relançar todos os carnês de IPTU o que atrasaria a arrecadação municipal em até dois meses. 

Ainda na noite de quinta-feira (08), o presidente da Comissão Técnica que tem atuado em cima das mudanças anunciadas sobre o IPTU, Rafael Tavares, adiantou que encerrou as negociações com a Prefeitura de Campo Grande "sem obter avanços significativos" em relação à possível redução dos valores e retomadas dos descontos que eram costumeiramente ofertados até 2025. 

"Solicitei ao Presidente Papy que façamos uma sessão extraordinária na próxima segunda-feira (12) para derrubar os decretos de aumento via legislativo", disse ao Correio do Estado. 

Com a própria OAB-MS pedindo para a Justiça suspender cobrança do IPTU 2026 em Campo Grande - como bem acompanha o Correio do Estado -, procurado já na manhã desta sexta-feira (09) o atual presidente da Casa de Leis, Epaminondas Vicente Silva Neto, o Papy (PSDB), afirmou que a possibilidade da sessão extraordinária na segunda-feira (12) ainda não foi descartada. 

"Tudo está como opções. A princípio a bola está com a prefeita que estuda uma forma de recuar. Aguardando ainda", disse o atual presidente da Câmara de Campo Grande em complemento. 

Polêmica do IPTU

Entre os assuntos mais polêmicos na Capital até então está justamente ligado ao Imposto Predial e Territorial Urbano, o qual os carnês deste 2026,  pelos valores de correção, devem vir com reajuste de 5,32% em relação ao aplicado no último pagamento, o que corresponde à variação da inflação no período, baseada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo Especial (IPCA-E) calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Por não ser diferente da inflação do período, esse percentual já havia sido divulgado pela secretária Municipal de Fazenda, Márcia Helena Hokama, e pela prefeita Adriane Lopes, em suplemento que data de 24 de outubro de 2025 no Diogrande, sem a necessidade de passar pela Câmara de Campo Grande.

Em meio às tratativas mais recentes, o secretário Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), Ulysses da Silva Rocha, pontuou a correção através do IPCA-E, além de uma cobrança que, segundo ele, já estaria prevista nos códigos municipal e nacional. 

Conforme os secretário de Relações, para imóveis territoriais em bairros com mais de três equipamentos públicos, por parâmetro municipal a Prefeitura pode e aplicou a cobrança de 3,5%, o máximo que estaria previsto no Código Tributário Nacional. 

"Então, se o cara tinha um imóvel de 100 mil reais e pagava mil, ele pode, dependendo do caso, estar pagando 3.500 reais, mas sem uma alteração do valor venal do imóvel, mas dentro de acordo com o que o Código Tributário Municipal estabelece em consonância com o Código Tributário Nacional", disse ele na quarta-feira (07). 

Além disso, o novo Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) foi atualizado após quase uma década, subindo valores da taxa de lixo para 44% dos moradores, aprovado inclusive na Câmara Municipal no segundo semestre do ano passado.

Entretanto, alegando ter ficado de fora dos debates referentes ao  aumento do IPTU, a Câmara Municipal de Campo Grande indicou a constituição de uma equipe técnica especializada para estudar, discutir e avaliar os critérios utilizados na elaboração, que ainda pondera a sessão extraordinária para a próxima segunda-feira (12). 

 

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