Cidades

CAMPO GRANDE

MPF quer obrigar União a repassar R$ 4,8 milhões para Unidade do Trauma

Ação foi ajuizada para garantir verba mensal

RAFAEL RIBEIRO

09/08/2019 - 11h13
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O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública pedindo que a Justiça determine liminarmente à União o repasse mensal de R$ 4,8 milhões ao Fundo Municipal de Saúde de Campo Grande (MS) para custear os novos serviços de saúde que serão criados com o funcionamento da Unidade do Trauma em sua capacidade máxima.

A ação pede ainda que a Prefeitura de Campo Grande e a Associação Beneficente Santa Casa sejam obrigadas a elaborar documento descritivo e termo aditivo ao Convênio n.º 38, de 01/11/2017, para discriminar a aplicação dos novos recursos a serem disponibilizados, considerando a utilização de todos os leitos criados com a Unidade do Trauma no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e a ampliação de novos serviços na média e alta complexidade correspondente a, no mínimo, 70% do recurso adicional pleiteado, sem prejudicar a manutenção do equilíbrio econômico financeiro do contrato

O custeio mensal da Unidade do Trauma está estabelecido, atualmente, em R$ 2,8 milhões, sendo R$ 1,1 milhão em recursos da União e R$ 1,7 milhão em recursos do Governo do Estado. O MPF aponta subfinanciamento por parte da União, já que, durante as negociações, o Ministério da Saúde havia se comprometido a repassar mensalmente R$ 6 milhões. Após a troca do Governo Federal, houve a substancial redução para R$ 1,1 milhão ou 18% do que havia sido prometido. Com isso, o atual custeio da Unidade do Trauma representa a ampliação de apenas 34 leitos hospitalares na Santa Casa, diminuindo a projeção de novos leitos do projeto inicial.

Para o MPF, “a União assumiu um compromisso expresso e público, por meio de seus agentes, no repasse mensal de R$ 6 milhões para custear a unidade”. Isso é comprovado no Ofício n° 6.111/CGJ/SESAU, encaminhado pela Secretaria Municipal de Saúde, registrando que a contribuição federal no valor de R$ 6 milhões “foi confirmada pessoalmente pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, na época, Carlos Marun, em visita à Unidade do Trauma”. O ofício n° 963/2018/SE/GAB/SE/MS, da Secretaria-Executiva do Ministério da Saúde, reiterou o compromisso do aporte mensal de R$ 6 milhões.

Entenda o caso - As obras que resultaram na construção da Unidade do Trauma iniciaram formalmente com a assinatura do Convênio n.º 916/2002, celebrado entre a União - via Ministério da Saúde - e a Associação Beneficente de Campo Grande - Santa Casa. O plano inicial era a instalação de uma maternidade. Posteriormente, o objeto do convênio foi alterado para o funcionamento de um Centro de Tratamento de Politraumatizados (Unidade do Trauma).

União, Estado de Mato Grosso do Sul e Prefeitura de Campo Grande destinaram R$ 11,5 milhões para a construção da Unidade do Trauma. A Santa Casa investiu recursos próprios da ordem de R$ 753 mil como contrapartida do Convênio n.º 916/2002 e R$ 10,4 milhões extraconvênio, dispendidos em outros dez contratos celebrados com a empresa Poligonal. No total, foram gastos R$ 22,7 milhões ao longo de 16 anos de obras.

Além disso, o Fundo Nacional de Saúde investiu R$ 6,9 milhões para a aquisição dos equipamentos e aparelhos necessários ao seu funcionamento. Por meio de Termo de Ajustamento de Conduta celebrado pelo MPF, foi reconhecido o expressivo interesse da União na ampliação da Santa Casa, a ponto de ter sido formalizada uma cláusula de usufruto, em favor da União, tendo por objeto o prédio que abrigaria a Unidade do Trauma.

A capacidade instalada da Unidade do Trauma, quando em efetiva operação, será de 100 leitos de internação, 10 leitos de UTI, 5 salas cirúrgicas e 2 salas para pequenos procedimentos. Com isso, a Santa Casa passa dos atuais 498 leitos para 608 leitos para atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde.

Unidade parada, fila de pacientes aumentando - O MPF apurou que, em maio de 2019, aguardavam na fila para realização de cirurgias eletivas (não urgentes/emergentes) 5.498 pacientes para cirurgia geral, 1.958 para neurocirurgia, 1.333 para cirurgia pediátrica e 2.303 para cirurgia plástica geral. Somadas essas especialidades, são 11.092 pacientes que aguardam na fila de atendimento para realização de procedimento cirúrgico em Mato Grosso do Sul. Existem ainda 3.535 pacientes aguardando cirurgias ortopédicas (coluna, quadril, mão e ombros) e outros 3.112 que aguardam consulta ambulatorial em ortopedia de joelho. Logo, distribuídos entre atendimento ambulatorial e cirúrgico na área de ortopedia/traumato, são 6.647 pacientes que aguardam na fila para atendimento hospitalar em Mato Grosso do Sul.

Os entes responsáveis pelo funcionamento da Unidade do Trauma estão sobrecarregados, à exceção da União. A Prefeitura de Campo Grande desembolsou R$ 50.268.444,16 para cumprimento de decisões judiciais referentes à saúde entre os anos de 2017 e 2019. Já o Estado de Mato Grosso do Sul desembolsou R$ 94 milhões entre os anos de 2016 e 2018.

Já a União não teve recursos bloqueados judicialmente em virtude de ações individuais de saúde que tramitaram na Justiça Federal em Mato Grosso do Sul durante todo o período apurado. Para o MPF, “tal cenário desnuda um total desvirtuamento do modelo de responsabilidade solidária do SUS, porquanto apenas os entes descentralizados vêm sofrendo os prejuízos da política de saúde pública nacional, que acaba desaguando no Poder Judiciário”.

Comidas juninas

Procon aponta variação de até 266% em itens de festa junina em Campo Grande

A pesquisa realizada em 13 supermercados de Campo Grande inclui especiarias juninas a bebidas alcoólicas utilizadas para fazer quentão

08/06/2026 11h20

Divulgação

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Em pesquisa realizada pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), itens alimentícios de festa junina apresentaram variação de mais de 260% em 13 redes de mercados diferentes de Campo Grande. De amendoim a bebidas para quentão, a recomendação é comparar os preços na hora de montar o cardápio.

A instituição vinculada à Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead) realizou a pesquisa dos alimentos durante o período de dois dias, em 25 e 26 de maio deste ano. Ao todo, a pesquisa divulga o 803 produtos que foram pesquisados e disponibilizados em uma tabela.

Conforme ánalise, a canela em pó de 10g de determinada marca foi o item que apresentou maior disparidade entre os 13 supermercados, com a variação de 266% nos valores de um estabelecimento para outro. O maior preço em um determinado supermercado foi de R$ 5,49, enquanto no de menor preço o valor era de R$ 1,50.

A busca realizada pelo Procon inclui produtos com gramas, marcas e versões diferentes. A segunda maior variação na categoria de temperos da especiaria canela é a da versão em casca de 10g. Seu menor preço é de R$ 2,75 enquanto o maior possui valor de R$ 5,49, com uma variação de 99,64% entre um supermercado e outro.

Os consumidores também deve voltar a atenção a um dos queridinhos das comidas típicas, o milho verde de bandeja registrou a variação de 73,20% de um estabelecimento para outro, de R$ 7,50 a R$ 12,99. O coco ralado adoçado de 100g também aparece entre as grandes variações no preço, com 116,63% de R$ 4,15 a R$ 6,01.

Já o fubá mimoso de 500g, de seis marcas diferentes pesquisadas algumas não apontaram nenhuma variação de preço de um mercado para outro, enquanto outra teve 100,29% diferença, com menor preço em R$ 3,49 e maior em R$ 6,99.

Outras oscilações que destacam-se são a de amendoim cru de 400g, com 146,43% de mudança nos preços, canjica amarela de 400g, com 118,81%, e canjica branca de 400g, com 100,99% de variação.

Entre as variações nas bebidas alcoólicas, a cachaça de 965ml apresentou a maior variação entre os mercados de 101,37%, com o menor preço em R$ 13,90 e o maior em R$ 27,99 e o vinho tinto suave de 750ml com 85,27%, variando os preços de R$ 15,95 a R$ 29,55.

Aqueles que desejam organizar as compras em base dos valores médios, a tradicional paçoca rolha de 210g aparece com preço médio de R$ 10,38, enquanto as canjicas amarela e branca de 500g estão cerca de R$ 4,33 e R$ 5,54, respectivamente.

O Procon ressalta que os produtos estão sujeitos a alterações e confirmam a necessidade dos consumidores compararem os preços antes de fazer as compras de festas juninas. Além de manter a atenção em prazos de validade e emissão da nota fiscal. A sugestão é que a compra seja feita em comércio local para reduzir custos com deslocamento.

Outros produtos que são utilizados na produção de alimentos típicos da festa como leite, arroz, leite condensado, molhos e temperos podem ser conferidos na Tabela de Pesquisa de Itens para Festa Junina.

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Maracaju (ms)

DOF apreende quase 800 kg de droga em milharal após capotamento

Entorpecente foi avaliado em R$ 1,6 milhão

08/06/2026 11h05

Veículo capotado abarrotado de maconha

Veículo capotado abarrotado de maconha DIVULGAÇÃO/DOF

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Policiais militares do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam 785 quilos de maconha, em um milharal, localizado no cruzamento das rodovias BR-267 e MS-164, no distrito de Vista Alegre, município de Maracaju.

O entorpecente estava acondicionado em tabletes no interior de um Chevrolet GM Onix e foi avaliado em R$ 1,6 milhão.

Conforme apurado pela reportagem, os militares fiscalizavam a rodovia, quando deram ordem de parada ao motorista do Onix. Mas, ele desobedeceu e fugiu em alta velocidade sentido a Maracaju.

Os policiais perseguiram o carro e, após alguns quilômetros, localizaram o veículo capotado às margens da rodovia, em uma plantação de milho.

O condutor fugiu a pé e não foi localizado posteriormente pelos policiais. Em vistoria, os policiais flagraram os fardos no porta-malas e bancos traseiro e do passageiro.

O veículo e o entorpecente foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil de Maracaju.

TRÁFICO DE DROGAS

O tráfico de drogas é um problema crescente no Brasil.

Comércio, transporte e armazenamento de cocaína, maconha, crack, LSD e haxixe são proibidos no território brasileiro, de acordo com a Lei nº 11.343/2006.

Mas, mesmo proibidos, ainda ocorrem em larga escala em Mato Grosso do Sul. O Estado é conhecido como um vasto corredor no Brasil, devido à sua extensa fronteira com outros países. Com isso, é uma das principais rotas utilizadas para a entrada de substâncias ilícitas no país. 

O tráfico resulta em diversos crimes direta e indiretamente, como furto, roubo, receptação e homicídios.

Dados divulgados pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp-MS) apontam que 4.292,84 kg de cocaína e 258.202 kg de maconha foram apreendidos, entre 1º de janeiro e 8 de junho 2026, em Mato Grosso do Sul

Em 2025, 14.651 quilos de cocaína, 538.750 quilos de maconha e 378 quilos de outras drogas foram apreendidos.

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