Cidades

Cidades

MPMS arquiva um dos inquéritos contra Patrola e "laranjas"

Ministério Público apurava irregularidades em contratos firmados pelas Prefeituras de Corumbá e Ladário com empresas envolvidas na Operação Cascalhos de Areia

Continue lendo...

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul, através da 5ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de Corumbá, decidiu arquivar inquérito que apurava irregularidades nos contratos firmados pelas prefeituras de Corumbá e Ladário com empresas envolvidas na Operação Cascalhos de Areia, sendo elas , a saber ALS, MS Brasil, Engenex e Jr. Comércio.

A ALS é de propriedade de André Luiz dos Santos, mais conhecido como “André Patrola”. Oficialmente, as empresas Engenex e MS Brasil pertencem a Edcarlos Jesus, mas os investigadores do MPE suspeitam que o verdadeiro proprietário seja André Patrola.

A operação Cascalhos de Areia apontou desvios milionários em contratos entre a prefeitura de Campo Grande e empresas que fazem a manutenção de ruas sem asfalto e no aluguel de máquinas e caminhões.

Após o caso, foi aberto também inquérito em Corumbá e Ladário para investigar se também havia irregularidades nos contratos entre essas administrações municipais com as empresas, sendo este o arquivado.

De acordo com publicação no Diário Oficial do MPMS, o arquivamento é motivado por "denúncia genérica e ausência de indícios mínimos de ilegalidade".

"A promoção de arquivamento merece ser homologada, porquanto não foram identificados indícios mínimos de ilegalidade que justifiquem a manutenção do caderno processual. A denúncia que deu azo ao presente inquérito se mostrou demasiadamente genérica, sem apresentar fatos específicos, nomes ou valores que pudessem indicar qualquer irregularidade", diz o Ministério Público.

O órgão ressalta que a confirmação do arquivamento pelo Conselho Superior não impede, caso haja o surgimento de fato novo, um posterior prosseguimento das investigações ou a propositura da ação civil.

Cascalhos de Areia

A operação Cascalhos de Areia foi desencadeada em 15 de junho de 2023 e apontou desvios da ordem de R$ 46 milhões em contratos superiores a R$ 30 milhões entre a prefeitura de Campo Grande e empresas que fazem a manutenção de ruas sem asfalto e no aluguel de máquinas e caminhões. 

Os principais alvos da operação foram André Luiz dos Santos, mais conhecido como “André Patrola”, e Edcarlos Jesus Silva, controladores das empresas AL dos Santos, Engenex e MS Brasil.  Oficialmente,  as empresas Engenex e MS Brasil pertencem a Edcarlos Jesus, mas os investigadores do MPE suspeitam que o verdadeiro proprietário seja André Patrola.

A operação, do Ministério Público Estadual, foi desencadeada após denúncias de servidores municipais indicando que as empresas recebiam os pagamentos mesmo sem fazerem a manutenção das ruas sem asfalto. 

Além disso, as denúncias apontavam que as mesmas empresas também recebiam pela locação de máquinas que nem mesmo tinham.

Para o aluguel de máquinas e caminhões a prefeitura já realizou nova licitação depois da eclosão do escândalo e boa parte dos lotes permaneceu nas mãos dos principais alvos da operação. 

A empresa MS Brasil, oficialmente pertencente a Edcarlos, por exemplo, garantiu contrato anual no valor de R$ 13,4 milhões para aluguel de máquinas. Além disso, em fevereiro deste ano renovou um contrato de R$ 4,6 milhões também para locação de máquinas pesadas. 

Em setembro do ano passado, a Justiça aceitou denúncia e todos viraram réus por fraude em licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, entre outros crimes. 

O processo seque em segredo de Justiça e tramita na 5ª Vara Criminal de Campo Grande, sob responsabilidade do juiz Waldir Peixoto Barbosa.

previsão

Tempo 'vira' e céu fechado anuncia chegada de chuva e frente fria em MS

Capital amanheceu com céu nublado, muito vento e a temperatura começa a cair no final do dia

22/07/2026 13h30

Capital amanheceu com céu nublado e temperaturas começam a cair no final da tarde

Capital amanheceu com céu nublado e temperaturas começam a cair no final da tarde FOTO: Paulo Ribas/Correio do Estado

Continue Lendo...

Ventania e o céu nublado anunciam a virada no tempo em Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (22). Depois de dias quentes e ventania chegando a 88 km/h em municípios do Estado, uma nova frente fria pode estar chegando. 

Em Campo Grande, o dia amanheceu nublado e a tendência é que as chuvas cheguem ainda no final do dia. Mas é na quinta-feira (23) quando estão previstas tempestades e a temperatura cai, chegando a 22ºC de máxima. 

Em Três Lagoas e região, também há uma queda brusca de temperatura a partir de quinta-feira, saindo de 34ºC para uma máxima de 25ºC, com acumulados de 25 milímetros. 

Na região do Pantanal, deve começar a chover a partir da próxima quarta-feira (22), com acumulados de aproximadamente 20 milímetros até a próxima quinta. 

Em Ponta Porã, chove forte durante a quarta-feira, com previsão de temporal durante a tarde e a noite. Os acumulados podem chegar a 14,6 milímetros. 

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de tempestades a partir de hoje até o final de quinta (23), com acumulados podendo chegar a 50 milímetros diários. 

Isso porque, segundo o Climatempo, uma frente fria vem avançando desde o sul do País juntamente com a atuação de uma área de baixa pressão, o que aumentam as instabilidades desde a manhã de hoje no sudoeste, sul e oeste do Estado, com chuva moderada a forte e trovoadas.

Ao longo do dia, as instabilidades avançam para a região central, centro-sul, sudoeste e oeste, favorecendo chuva forte e temporais isolados. Até a noite, a chuva permanece concentrada no interior, oeste e sudeste sul-mato-grossense. Nessas áreas, também são esperadas rajadas de vento entre 50 e 70 km/h. 

As condições continuam amanhã, com queda de temperaturas nas regiões do pantanal, sudoeste, leste, sul, cone-sul e na Capital. 

A partir de sexta-feira (24), as temperaturas voltam a subir e não são esperadas mais chuvas até o fim do mês de julho no Estado. 

Encerramento

Prazo do Diagnóstico de Equidade do MEC termina nesta quarta-feira

Secretarias de educação devem enviar formulário pelo sistema online

22/07/2026 13h15

Foto: Agência Brasil

Continue Lendo...

O prazo para que as redes estaduais e municipais de ensino participem do Diagnóstico Equidade 2026 termina nesta quarta-feira (22), após ser prorrogado no último dia 15.

O envio virtual de informações deve ser feito peloSistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec, no módulo Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq).

O preenchimento do formulário deve ser realizado pelas secretarias estaduais e municipais com login da conta do portal Gov.br.

Está na lei
O Diagnóstico Equidade 2026 pretende conhecer os avanços e desafios na implementação da Lei nº 10.639/2003, alterada pela Lei nº 11.645/2009. Esta legislação tornou obrigatória a inclusão no currículo oficial da rede de ensino a história e cultura afro-brasileira, africana e indígena que contribuíram na formação da população brasileira.

Os resultados do mapeamento deverão dar suporte às políticas públicas voltadas à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nas escolas.

O diagnóstico também tem o objetivo de monitorar a implementação da educação para as relações étnico-raciais (Erer), da educação escolar quilombola (EEQ) e da educação escolar indígena (EEI) nas redes públicas de ensino de todo o país.

Diagnóstico Equidade

Os eixos do Diagnóstico Equidade estão organizados em dez temas:

1.  fortalecimento do marco legal;

2.  formação de gestores e profissionais da educação;

3.  gestão educacional;

4.  materiais didáticos e paradidáticos;

5.  currículo;

6.  financiamento;

7.  indicadores, avaliação e monitoramento;

8.  gestão democrática e mecanismos de participação social;

9.  educação escolar quilombola; e

10.  educação escolar indígena.

A ausência de envio das informações no sistemaSimecpoderá inviabilizar o repasse de emendas parlamentares federais no âmbito do Plano de Ações Articuladas (PAR).

Política Nacional
O Ministério da Educação (MEC) afirma que a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) é “fundamental para dar continuidade à implementação integral da lei, além de tratar de parte da reparação histórica com o povo negro e a população quilombola.”

Lançada em 2024, a Pneerq tem o objetivo de implementar ações e programas educacionais voltados à superação das desigualdades étnico-raciais e do racismo nos ambientes de ensino, bem como à promoção da política educacional para a população quilombola. 

A Pneerq é voltada a toda comunidade escolar formada por gestores, professores, funcionários das escolas e estudante e está organizada em sete eixos:

· Eixo 1 | Governança: coordenação federativa;

· Eixo 2 | Diagnóstico e monitoramento da implementação da Lei nº 10.639/2003;

· Eixo 3 | Formação dos(as) profissionais da educação;

· Eixo 4 | Material didático e literário;

· Eixo 5 | Protocolos de prevenção, identificação e respostas ao racismo na educação;

· Eixo 6 | Afirmação das trajetórias negras e quilombolas;

· Eixo 7 | Difusão de saberes.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).