Cidades

Córrego Guaçu

MPMS investiga indústria após denúncias de poluição em córrego de MS

Relatos enviados à Ouvidoria apontam água escura, mau cheiro e morte de peixes; vistoria não constatou poluição visualmente, mas MP cobra perícia, licenças e análises dos efluentes da Zaeli

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu inquérito civil para investigar uma possível poluição do Córrego Guaçu, em Mundo Novo, provocada pelo lançamento de efluentes industriais da Novo Mundo Indústria e Comércio de Alimentos Ltda., conhecida pela marca Zaeli.

A apuração começou após duas denúncias anônimas relatarem alteração na água, forte odor e morte de peixes nas proximidades do ponto de lançamento.

A investigação ganhou força depois que uma vistoria da Polícia Militar Ambiental (PMA), realizada em julho, não conseguiu determinar tecnicamente se o material lançado estava dentro dos parâmetros ambientais.

Embora os policiais não tenham identificado, naquele momento, um lançamento visualmente poluidor, a equipe registrou que não dispunha de profissionais e equipamentos para realizar análises químicas dos efluentes.

Além disso, documentos reunidos pelo MPMS levantaram dúvidas sobre o volume de efluentes considerado no projeto da estação de tratamento e sobre as autorizações ambientais apresentadas até aquele momento.

Diante disso, a Promotoria determinou uma perícia especializada e cobrou esclarecimentos da empresa e do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul).

O caso é investigado pela 2ª Promotoria de Justiça de Mundo Novo, por meio de inquérito civil.

Denúncias relatam água escura e peixes mortos

A origem da investigação remonta a 20 de fevereiro de 2026, quando uma denúncia anônima chegou à Ouvidoria do MPMS. Segundo o relato, a indústria estaria lançando efluentes no Córrego Guaçu acima dos limites ambientais, provocando forte odor, escurecimento da água e morte de peixes.

O denunciante também descreveu a saída de um líquido escuro e de aspecto oleoso no ponto de lançamento e encaminhou fotografias. arquivo

Um mês depois, em 20 de março, uma segunda manifestação anônima voltou a relatar problemas no local.

Desta vez, também foram encaminhadas fotografias que, conforme registrado posteriormente pelo Ministério Público, mostrariam líquido escuro e com espuma escoando por canaleta e tubulação em direção ao corpo hídrico, termo utilizado para se referir a ambientes com água, como rios, córregos, lagos e represas. No caso investigado, trata-se do Córrego Guaçu.

Os relatos e as imagens integram a investigação, mas, por si só, não comprovam que houve contaminação nem permitem identificar a composição do material lançado.

Polícia Ambiental fez vistoria

Diante das denúncias, o MPMS acionou a Polícia Militar Ambiental e solicitou uma inspeção para verificar as condições do empreendimento.

A vistoria ocorreu em 1º de julho. No local, a PMA encontrou a estação de tratamento de efluentes em funcionamento.

Segundo os autos, após passar pelo tratamento, o líquido era direcionado para uma área coberta por vegetação rasteira e alagadiça, semelhante a um brejo, antes de chegar ao Córrego Guaçu.

Tubulação em meio à vegetação aparece em registro anexado à apuração sobre o lançamento de efluentes em Mundo Novo. Foto: Reprodução/MPMS.

Durante a fiscalização, não foi obeservado lançamento cisualmentepoluidor. A conclusão, entretanto, não encerrou a apuração.

A própria Polícia Ambiental informou não possuir profissionais e meios para realizar análise química dos efluentes, deixando em aberto a necessidade de avaliação técnica especializada.

Imagem Imagem incluída no procedimento mostra recipiente com líquido próximo ao curso d'água investigado pelo Ministério Público. Foto: Reprodução/MPMS.

A diferença é importante: a fiscalização não comprovou a poluição denunciada, mas também não realizou exames capazes de determinar se o efluente atendia aos parâmetros físico-químicos exigidos pela legislação.

Documentos levantaram novas dúvidas

Outro ponto que chamou a atenção do Ministério Público surgiu da comparação entre documentos ambientais presentes nos autos.

A autorização preventiva emitida pelo Imasul prevê uma vazão de até 15 mil litros por hora, o equivalente a 360 mil litros por dia, para a diluição do efluente já tratado.

O documento também estabelece limites para a qualidade desse material antes do lançamento, incluindo temperatura máxima de 32°C e a exigência de que o sistema de tratamento retire pelo menos 92% da carga de matéria orgânica presente no efluente.

Já o memorial de cálculo e descritivo da estação de tratamento considera uma vazão total de 779 m³ de efluentes por dia.

A diferença chega a 419 m³ diários. Isso não significa, contudo, que a indústria estivesse lançando 779 m³ por dia no córrego ou despejando volume acima do autorizado.

O próprio Ministério Público apontou que será necessário esclarecer quanto é efetivamente gerado e lançado pelo empreendimento.

Registro mostra estrutura de escoamento em área de vegetação incluída nos documentos da investigação. Foto: Reprodução/MPMS.

Outorga preventiva não autoriza lançamento

A situação das autorizações ambientais também entrou no foco da investigação. A outorga encontrada no processo é preventiva. A outorga é uma autorização concedida pelo poder público para o uso de recursos hídricos, como retirar água de um rio ou lançar efluentes tratados.

Neste caso, porém, o documento não autoriza, por si só, o lançamento no Córrego Guaçu.

Ele apenas reserva a quantidade de água necessária para diluir o efluente tratado. Para realizar efetivamente o lançamento, a empresa precisa obter a outorga de direito de uso, conforme previsto no próprio documento.

Na vistoria de julho, a empresa apresentou uma Licença de Instalação, documento que permite a implantação da estrutura e dos equipamentos do empreendimento, válida até dezembro de 2027.

Já para a Licença de Operação, que autoriza o funcionamento da atividade após o cumprimento das exigências ambientais, foi apresentado apenas o protocolo do pedido feito ao Imasul em 22 de maio.

Ao instaurar o inquérito, o MPMS registrou que os elementos reunidos até então não traziam a Licença de Operação e a outorga de direito de uso dos recursos hídricos para lançamento de efluentes.

A situação, porém, ainda será esclarecida durante a investigação, inclusive junto ao Imasul.

MP determina perícia

Com as questões ainda pendentes, o MPMS decidiu aprofundar a investigação e determinou a realização de perícia técnica para identificar eventuais passivos ambientais.

A análise deverá verificar as condições da estação de tratamento, a qualidade dos efluentes e possíveis impactos no ambiente, além de esclarecer se houve contaminação do solo ou da vegetação e eventual intervenção em área de preservação permanente.

O Imasul também foi acionado para informar a situação atual do processo de licenciamento e do pedido de Licença de Operação, esclarecer a situação da outorga e dizer se existem fiscalizações, notificações ou autos de infração relacionados ao empreendimento.

Caso não tenha ocorrido fiscalização recente, o Ministério Público solicitou que seja realizada vistoria com coleta de amostras do efluente e do corpo receptor, justamente para permitir uma avaliação laboratorial que não pôde ser feita pela PMA.

A Zaeli, por sua vez, deverá entregar ao MPMS documentos como a Licença de Operação ou esclarecimentos sobre seu funcionamento na ausência dela; outorga para lançamento de efluentes; análises físico-químicas dos últimos 12 meses; relatórios de automonitoramento encaminhados ao Imasul; informações sobre o volume diário de efluentes gerado e lançado; e comprovantes da destinação do lodo e de outros resíduos da estação de tratamento.

O Ministério Público também questionou se a empresa possui interesse na formalização de um eventual Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).

A Novo Mundo Indústria e Comércio de Alimentos, responsável pela marca Zaeli, está instalada às margens da BR-163, na zona rural de Mundo Novo.

A marca Zaeli tem sede em Umuarama, no Paraná, onde mantém sua matriz, enquanto a unidade investigada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul está localizada em território sul-mato-grossense.

A empresa tem entre seus sócios integrantes da família Zago e atua na fabricação de produtos alimentícios. Na unidade do município, registros ambientais relacionam atividades como produção de farinhas e fubá, fermentos e leveduras, além de outros produtos do setor alimentício.

A abertura do inquérito não representa conclusão de que a Zaeli tenha provocado poluição ambiental. O procedimento busca justamente determinar se houve contaminação, verificar a regularidade das autorizações e esclarecer as divergências identificadas na documentação.

O que dizem os envolvidos

O Correio do Estado procurou o Imasul e a Novo Mundo Indústria e Comércio de Alimentos Ltda. (Zaeli) para solicitar esclarecimentos sobre os pontos levantados na investigação.

Até a publicação desta reportagem, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

 

Fim das Bets

Bets devolvem mais de R$ 1 bilhão; Campo Grande tem 32,5 mil apostadores

Ainda há R$ 159 milhões a serem transferidos até 14 de outubro; oito empresas não enviaram informações necessárias aos bancos

10/10/2026 13h40

Jogos de plataforma on-line de bets estão proibidos no Brasil

Jogos de plataforma on-line de bets estão proibidos no Brasil Paulo Ribas / Correio do Estado

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Mais de R$ 1 bilhão em saldos de apostas on-line já foi devolvido aos usuários após o encerramento das plataformas atingidas pela proibição das bets no Brasil. Ainda restam R$ 159 milhões a serem transferidos até quarta-feira (14), segundo dados enviados pelas empresas ao governo federal. Em Campo Grande, 32,5 mil moradores foram identificados como apostadores on-line, conforme levantamento do Ministério da Fazenda publicado anteriormente pelo Correio do Estado.

O valor pendente corresponde a recursos que os usuários não retiraram diretamente das plataformas até o fim do prazo, encerrado em 5 de outubro. Agora, a restituição é feita pelas instituições financeiras, que devem transferir o dinheiro para as contas bancárias utilizadas pelos apostadores nos depósitos.

Os dados mais recentes, divulgados neste sábado (10), abrangem 22,5 milhões de apostadores, distribuídos em 70,5 milhões de contas. A diferença entre o número de pessoas e o de contas ocorre porque um mesmo usuário pode manter cadastros em várias plataformas.

Apesar do montante ainda pendente, a maior parte dos saldos remanescentes é de pequeno valor. Segundo as empresas, 90% das contas têm menos de R$ 1 a receber, enquanto 97% possuem saldo inferior a R$ 10.

O governo federal informou que oito empresas ainda não encaminharam aos bancos as informações necessárias para concluir a devolução. A Advocacia-Geral da União (AGU) pretende recorrer à Justiça para obrigar as plataformas a fornecer os dados.

Caso os bancos não consigam concluir a restituição por impedimentos operacionais, os recursos serão transferidos para a Caixa Econômica Federal a partir de 14 de outubro. A instituição ficará responsável por intermediar os pagamentos pendentes.

Os apostadores devem acompanhar a movimentação da conta bancária usada para depositar dinheiro nas plataformas. Também é importante desconfiar de mensagens que cobrem taxas para liberar os valores e não compartilhar senhas ou códigos bancários.

Capital tem 32,5 mil apostadores

Levantamento do Ministério da Fazenda divulgado pelo Correio do Estado em setembro identificou cerca de 32,5 mil moradores de Campo Grande envolvidos em apostas on-line, o equivalente a 3,35% da população da Capital. O número supera a população de 63 dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

Em 11 processos judiciais analisados, apostadores que alegam sofrer de ludopatia movimentaram mais de R$ 22,7 milhões nas plataformas e relataram perdas de aproximadamente R$ 1,7 milhão.

Em um dos casos, um morador de Campo Grande movimentou R$ 9,5 milhões em uma plataforma ao longo de três anos e acumulou perda contábil de cerca de R$ 715,7 mil.

Os números locais dimensionam a presença das apostas na rotina dos consumidores sul-mato-grossenses, mas o governo federal ainda não divulgou quanto dos valores já devolvidos ou pendentes corresponde especificamente a apostadores de Mato Grosso do Sul.

A proibição das plataformas foi estabelecida pela Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro. A medida determinou o encerramento das operações das bets abrangidas pela decisão e estabeleceu um cronograma para a devolução dos saldos que permaneceram nas contas dos usuários.

AÇÃO

Quarteto do CV morto pelo Choque era comandado por mulher

Com apenas 19 anos, Vanessa era a responsável por toda a logística do grupo, como aquisição de armamentos, organização de crimes e até locação de imóveis

10/10/2026 12h18

Vanessa Thiel, de 19 anos, apontada como líder do grupo ligado ao Comando Vermelho

Vanessa Thiel, de 19 anos, apontada como líder do grupo ligado ao Comando Vermelho Foto: Reprodução

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O quarteto de criminosos ligados à facção carioca Comando Vermelho (CV) mortos na tarde desta sexta-feira (09), em Sidrolândia, tinha como líder uma mulher, chamada Vanessa Thiel de Almeida, de 19 anos, que era responsável por toda a logística do grupo, como aquisição de armamentos, definição de alvos e até locação de imóveis em cidades em que o grupo ia praticar um delito.

O Batalhão de Choque, juntamente com o Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), se deslocou até o local da ocorrência, em uma residência na Rua Dolício Pereira da Silva, no Bairro Alto da Figueira, para cumprir um mandado de prisão e outro de busca e apreensão contra Jonas Gabriel de Souza Sales, de 19 anos, e Miguel Felipe Santana, de apenas 17 anos.

“Chegando nesse endereço, logo na entrada, havia um indivíduo que estava no quintal e armado. Foi dada voz de abordagem pela nossa equipe no portão e esse indivíduo apontou a arma para nossa equipe policial, não tendo opção da nossa equipe a não ser neutralizar essa ameaça efetuando disparos”, explica o major Cleyton, do Choque, em coletiva de imprensa, neste sábado (10).

Depois disso, o restante da equipe policial seguiu para dentro da residência, onde mais um indivíduo armado foi localizado, mais especificamente na sala. Mesmo com a voz de abordagem, o suspeito atirou contra os policiais e também foi alvejado pelos militares, sendo o segundo alvo detido. Porém, a ação continuou nos outros cômodos da casa.

“No primeiro quarto havia mais um indivíduo que estava armado. Esse indivíduo, mais uma
vez, acabou efetuando disparos, que acertaram o escudo da nossa equipe. Diante disso, a nossa equipe efetuou disparos contra ele, cessou a injusta agressão, dando continuidade e indo para o último ponto [do imóvel]”, detalha.

O quarto e último alvo também foi alvejado depois da ordem dos policiais para se render, o que não foi seguido pelo indivíduo, que efetuou mais disparos contra a equipe e foi atingido. 

“A partir disso, foi feito o desarme de todos os indivíduos e pude constatar que todos estavam com sinais vitais. Todos eles foram socorridos com vida até o hospital local [Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia], mas infelizmente acabaram vindo ao óbito e não resistiram aos ferimentos”, afirma o major.

Além de Jonas e Miguel, também morreram na ação Vanessa Thiel e Thalyson Miguel Acosta de Oliveira, de 21 anos, o mais velho dos quatro.

Durante a operação, os policiais apreenderam quatro armas de fogo, sendo dois revólveres calibre .38, um revólver calibre .32 e uma pistola calibre 7,65 mm, que era de posse de Vanessa. Também foi recolhida uma motocicleta Honda Fan 125, apontada nas investigações como possivelmente utilizada em atentados criminosos na região.

Vanessa

As investigações apontam que Vanessa, mesmo que somente aos 19 anos de idade, era a “cabeça” do grupo criminoso, sendo a responsável pela logística, como aquisição de armamentos e organização dos atentados. Como o próprio major descreve, ela detinha o “maior poder de vitalidade, e a maior quantidade de munições estava sob a posse dela”.

Crimes anteriores em outras cidades da região, como Maracaju e Rio Brilhante, também estão associados ao grupo, e Vanessa era uma peça-chave para que os suspeitos conseguissem se alocar em determinada cidade antes de cometer o crime.

“Eles se deslocavam até cidades mais próximas e realizavam a alocação de imóvel. É muito mais fácil quando você tem uma mulher para poder alocar, pois eles faziam da seguinte forma, chegavam como situação de casal. A Vanessa, junto com mais um, fingia que era um casal e acabava tendo um pouco mais de credibilidade para fazer a alocação de algum imóvel. Então, eles realizavam atentado naquele tipo de localidade”, comenta.

Ainda de acordo com o major, essa característica do grupo de migrar de cidade para cidade com frequência também dificultava a ação policial, mesmo com os integrantes sendo monitorados há algum tempo pelas forças de segurança. Um crime em Campo Grande também é associado ao grupo.

CV e guerra

Em algumas paredes da residência onde toda a ocorrência aconteceu, era possível visualizar as iniciais “CV”, referência clara à facção criminosa Comando Vermelho, com forte presença no Estado, e trava guerras com outra grande facção brasileira, o Primeiro Comando da Capital (PCC), pelo controle dos principais corredores de drogas do Estado.

No interior da residência, as equipes encontraram ainda latas de tinta spray vermelha. O material será analisado pelos investigadores para verificar uma possível relação com pichações associadas à atuação de organizações criminosas e à disputa por territórios no interior de Mato Grosso do Sul.

“Temos um cuidado muito grande. Assim como nós tivemos ocorrências de confronto em Ivinhema, justamente também por essa guerra territorial, temos visto isso muito na região de Coxim, onde nós tivemos um combate muito contundente ao crime, nas suas mais variadas modalidades. Tivemos muitas ocorrências onde aprendemos várias armas de fogo”, disse o major durante a coletiva.

Números

Por fim, em 2026 e considerando somente ações do Batalhão de Choque, 348 pessoas foram presas em flagrante, 165 capturadas em situação de “foragido da Justiça”, 93 veículos foram recuperados, dos quais a maioria era utilizada para o tráfico de drogas, e 172 armas de fogo foram apreendidas. Especificamente sobre drogas, cerca de 14 toneladas foram confiscadas este ano, gerando R$ 14 milhões de prejuízo ao crime.

Conforme dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), 150 pessoas morreram por “intervenção legal de agente de Estado”, o famoso “em confronto”, neste ano. Em comparação com os últimos 10 anos, 2026 é o ano mais violento neste cenário, com larga vantagem para o segundo colocado (2023, com 131 mortes).

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