O dia 1º de junho em Mato Grosso do Sul representa o Dia Estadual de Combate ao Feminicídio. Instituída pela Lei Estadual nº 5.202/2018, a data abre oficialmente a Semana Estadual de Combate ao Feminicídio. Porém, não há nada para ser comemorado, pois os números no Estado seguem alarmantes: são 13 vítimas até o final de maio, mesmo número registrado no período em 2025.
De acordo com o Ministério Público Estadual (MPE), muitas mulheres assassinadas nos últimos anos nunca haviam registrado um boletim de ocorrência ou pedido ajuda. Em média, uma vítima leva cerca de 10 anos convivendo com o abuso antes de conseguir romper o ciclo da violência.
Os dados apresentados pela Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) apontam que, apenas neste ano, o Estado registrou 50 tentativas de feminicídio. Nestes casos, o agressor agiu com a clara intenção de matar, mas foi impedido por fatores alheios à sua vontade.
O objetivo desta data é conscientizar a população sobre a gravidade da violência de gênero e fortalecer as ações governamentais de prevenção, proteção e responsabilização.
O dia 1º de junho não é por acaso, pois marca a morte da jovem Isis Caroline, ocorrida em 2015 e tida como o primeiro caso de feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul, após a vigência da Lei Federal 13.104/2015.
De acordo com o estudo "Retrato dos feminicídios no Brasil", do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Mato Grosso do Sul (2,7) esteve entre os três estados, em 2025, com as taxas mais elevadas de feminicídio. O número é contabilizado a cada 100 mil mulheres. O Estado ficou atrás apenas do Acre (3,2) e Rondônia (2,9).
Outro ponto do estudo é que os únicos estados que se mantiveram entre os cinco com as maiores taxas em todos os anos da série histórica (2021-2025) foram Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
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