Cidades

RECOMENDAÇÃO

MPMS cobra prefeitura após denúncia de abandono de plantão médico

Inquérito Civil investiga a regularidade e suficiência do controle eletrônico de frequência dos médicos plantonistas do Hospital Municipal de Sete Quedas

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio  da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Sete Quedas, recomendou  ao prefeito Erlon Daneluz e ao secretário municipal de saúde, Everton Magdo de Cristo, que, adotem providências para fiscalizar a regularidade de médicos plantonistas do Hospital Municipal em relação ao batimento de ponto de frequência. 

Na 1ª Promotoria de Justiça de Sete Quedas, um inquérito civil foi instaurado para apurar a denúncia sobre suposto abandono de plantão e fiscalizar a regularidade, suficiência e higidez do controle eletrônico de frequência dos médicos que prestam serviços no Hospital Municipal.

Embora a investigatigação tenha demonstrado a implantação do ponto eletrônico biométrico na rotina da unidade hospitalar no final de 2025 e início de 2026, a própria Administração Municipal informou formalmente que ainda inexiste ato normativo específico (Decreto ou Portaria) regulamentando minuciosamente o registro biométrico de frequência para os médicos plantonistas credenciados ou contratados.

O MPMS considera que é necessária a padronização normativa de cláusula expressa e obrigatória nos instrumentos convocatórios (editais de chamamento/credenciamento) e contratuais, estipulando que o registro biométrico diário de ponto em todos os turnos de plantão constitui condição indispensável e indispensável para a fiscalização, ateste da execução, medição, liquidação e regular pagamento dos plantões médicos prestados ao Município.

Recomendações

Diante do exposto, o MPMS recomendouu ao prefeito municipal de Sete Quedas e ao secretário de saúde que, no prazo de 30 dias, editem ato normativo formal (Decreto Municipal ou Portaria Conjunta) que regulamente minuciosamente a rotina de controle eletrônico e registro biométrico de frequência para todos os profissionais médicos plantonistas que atuam no Hospital Municipal, sejam servidores efetivos, comissionados, contratados ou credenciados, prevendo expressamente:

  • as regras e horários de marcação obrigatória de entrada e saída em cada turno de plantão;
  • os procedimentos formais e prazos improrrogáveis para apresentação de justificativas em caso de faltas ou atrasos;
  • e os critérios e fluxos administrativos rigorosos para autorização prévia e homologação de substituições e trocas de plantão junto à Direção Técnica;

Além disso, incluam cláusula expressa, uniforme e padronizada em todos os futuros editais de licitação, credenciamentos, chamamentos públicos e respectivos termos contratuais de prestação de serviços médicos hospitalares, fixando a obrigatoriedade da marcação biométrica de frequência em coletor eletrônico de ponto como condição indispensável e obrigatória para a fiscalização, o ateste da execução funcional, a liquidação e o regular pagamento das contraprestações pecuniárias.

Por fim, o Ministério Público recomenda que o Executivo e a Secretaria de Saúde assegurem a fiscalização rotineira, contínua e documental pela Direção Clínica e Técnica e pela Gerência Administrativa do Hospital Municipal de Sete Quedas sobre o cumprimento das escalas médicas e batimentos biométricos, procedendo à recusa remuneratória automática e proporcional nos casos em que se verificar ausência injustificada de prestação de serviços ou descumprimento injustificado do controle de ponto biométrico.

Os responsáveis terão o prazo de 20 dias úteis, contados do recebimento da recomendação, para informar expressamente e por escrito a Promotoria de Justiça sobre o acolhimento da manifestação e as medidas concretas adotadas ou em cronograma de execução.

A inobservância injustificada dos termos da presente recomendação poderá causar a adoção de medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis do Ministério Público, notadamente para a responsabilização cível, por improbidade administrativa ou tutela ressarcitória do erário público, em virtude da caracterização de omissão ilícita e de conduta contrária aos princípios da Administração Pública.

O MPMS ainda requisitou a ampla divulgação e afixação de cópia integral da recomendação no mural oficial do Hospital Municipal de Sete Quedas e nas dependências da Secretaria de Saúde, em local visível ao público e aos profissionais da unidade de saúde, para amplo conhecimento geral.

PROJETO DE LEI

Defensoria Pública de MS projeta criação de 454 cargos sem concurso

Além destes, mais 200 efetivos serão criados caso o projeto de lei seja aprovado

13/10/2026 12h15

Defensoria Pública-Geral justifica que criação de cargos é necessária para suprir a alta demanda

Defensoria Pública-Geral justifica que criação de cargos é necessária para suprir a alta demanda Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul (DPE-MS) poderá alterar o seu Plano de Cargos, Carreira e Remuneração para criar 200 cargos efetivos de analista do órgão e contratar mais 454 comissionados. A proposta foi encaminhada à Assembleia Legislativa (ALEMS) na última semana.

Serão 200 cargos efetivos de analista de Defensoria e mais 454 sem concurso para as seguintes funções:

  • Ouvidor-Geral,
  • Coordenador de Patrimônio e Logística,
  • Coordenador de Desenvolvimento de Pessoal,
  • Coordenador de Pagamento de Pessoal,
  • Coordenador de Execução Orçamentária e Financeira,  
  • Coordenador de Imprensa e Comunicação,
  • Coordenador de Infraestrutura e Rede,
  • Coordenador de Suporte de Tecnologia da Informação,
  • Coordenador de Administração e Execução Contratual,
  • Coordenador de Pesquisa e Gestão da Informação,
  • Secretário de Gabinete,
  • Assessor de Defensor Público-Geral do Estado,
  • Assessor do 1º Subdefensor Público-Geral do Estado,
  • Assessor do 2º Subdefensor Público-Geral do Estado,
  • Assessor do Corregedor-Geral,
  • Assessor do Subcorregedor-Geral,
  • Assessor de Defensor Público de Segunda Instância (37),
  • Assessor Jurídico (6),
  • Assessor de Relações Institucionais,
  • Assessor Técnico (10),
  • Chefe de Departamento (10),
  • Assessor de Defensor Público de Primeira Instância e Substituto (271),
  • Assessor de Núcleos e Cartórios Especializados (30),
  • Assessor Administrativo I (10),
  • Chefe de Divisão (20),
  • Assessor Administrativo II (10),
  • Assessor Administrativo III (33). 

Conforme o Demonstrativo Simplificado do Relatório de Gestão Fiscal da Defensoria Pública de MS, em 2025 e no quadrimestre de janeiro a abril de 2026, a despesa com pessoal alcançou R$ 244.288.462,24. Com a nova proposta, teria um acréscimo no montante de R$ 71.768.895,78, passando para 316.057.358,02 na Receita Corrente Líquida. Isto representa um aumento de 1,39% em relação a despesa atual.

De acordo com a DPE-MS, a alteração é necessária para adequar a estrutura de pessoal ao crescimento da demanda e à progressiva complexidade dos serviços prestados.

O defensor público-geral de Mato Grosso do Sul, Pedro Paulo Gasparini, diz que a criação dos cargos são “destinados ao fortalecimento do quadro permanente, além da reorganização e ampliação das estruturas de direção, chefia e assessoramento e da extinção de cargos que já não se mostram compatíveis com o modelo administrativo projetado”.

Além disso, o projeto também prevê a extinção de 87 cargos em comissão, sendo 25 auxiliares de atendimento I e 62 do nível II. 

O projeto seguirá para análise da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). Caso receba parecer favorável, continua tramitando na ALEMS, com avaliações e votações nas comissões de mérito e em sessões plenárias.

Despesas

De acordo com o estudo de impacto financeiro apresentado pela Defensoria Público, estima-se que a despesa anual com pessoal alcance R$ 101.239.626,9, sendo R$ 71.768.895,78 de verbas remuneratórias e R$ 29.470.731,12 das verbas de naturesza indenizatória. Por mês, a estimativa de gasto com pessoal é de R$ 5.275.899,10.

Defensoria Pública-Geral justifica que criação de cargos é necessária para suprir a alta demanda
Projeção do impacto financeiro, segundo a Defensoria Pública de MS / Reprodução

Contando com os encargos, os 200 servidores efetivos custariam mensalmente R$ 1.672.474,05, enquanto que os 454 comissionados teriam custo total de R$ 3.841.548,33. Por ano, os valores seriam R$ 22.737.025,94 e R$ 52.272.071,63, respectivamente. 

Em relação aos 87 cargos extintos, haveria uma economia de R$ 3.240.147,79 no ano.

Atendimentos

De acordo com a mensagem de Pedro Paulo Gasparini, somente no ano passado, a Defensoria Pública realizou 392.422 atendimentos em Mato Grosso do Sul, 18.760 a mais que no exercício anterior.

A expansão também se verifica em áreas especialmente sensíveis: o Núcleo de Atenção à Saúde registrou 18.975 atendimentos, crescimento de 82,8% em três anos, enquanto o Núcleo de Defesa da Mulher contabilizou 8.774 atendimentos em Campo Grande, aumento de 55,9% em relação a 2024, além de 3.806 medidas protetivas.

“Esse cenário demonstra que o crescimento da atividade finalística da Defensoria Pública repercute diretamente sobre sua estrutura administrativa, exigindo maior capacidade técnica e especialização nas áreas de planejamento, gestão de pessoas, orçamento e finanças, contratações, tecnologia da informação, infraestrutura, patrimônio e logística, entre outras”, justifica Gasparini.

"BURACÔMETRO"

Buraqueira em rodovia de MS viraliza nas redes sociais: "vergonha"

Buracos ocupam boa parte da via, obrigando motoristas a invadirem a contramão para desviar dos orifícios

13/10/2026 12h00

Buracos

Buracos "infinitos" na MS-141, entre Ivinhema e Naviraí Reprodução Facebook/Alípio Pereira

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Vídeo de uma rodovia sul-mato-grossense esburacada chamou atenção de internautas e viralizou nas redes sociais.

MS-141, que liga Ivinhema a Naviraí, próximo a Usina Adecoagro, está cheia de buracos e desperta indignação dos usuários em razão das condições precárias de trafegabilidade.

Imagens gravadas em 9 de outubro de 2026 mostram diversas crateras espalhadas pela pista e evidenciam o estado de deterioração do asfalto.

Em alguns trechos, os buracos ocupam boa parte da via, obrigando motoristas a invadirem a contramão para desviar dos orifícios ou até mesmo reduzir a velocidade bruscamente e repentinamente, com risco de colisão traseira.

A situação preocupa quem utiliza a rodovia diariamente e coloca em risco a segurança de quem trafega pelo local. Alípio Pereira denunciou a situação e chamou a situação de “buracômetro”.

“Meu Deus do céu, cara! Difícil achar um lugar que não tem buraco aqui, viu. Está compensando arrancar esse asfalto e deixar na estrada de chão, bem melhor. Não tem condições um asfalto desse aqui. Se eu for filmar aqui, vou ficar o dia inteiro filmando e vai acabar a memória do meu telefone. Essa é a situação do nosso Brasil. Nossa Senhora. Imagina de noite o cara que não conhece a estrada. Jesus Cristo! Vergonha!", narrou no vídeo.

O vídeo foi publicado em 11 de outubro e, até às 12 horas de 13 de outubro, tem 642 curtidas, 423 comentários e 192 compartilhamentos.

O estado precário do pavimento aumenta o risco de acidentes e provoca danos aos veículos, como pneus furados, rodas amassadas e problemas na suspensão.

Veja o vídeo:

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de imprensa da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) para saber se há previsão de obras de tapa-buraco ou recapeamento na via, mas, até o fechamendo desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

Em 6 de janeiro de 2026, um policial rodoviário federal também viralizou nas redes sociais ao tapar buracos, por conta própria, na BR-376, com auxílio de um carrinho de mão. 

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