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AGORA É LEI

MS cria celebração do dia do 'campista católico' em pleno carnaval

Data é voltada para vivência comunitária, formação espiritual e aprofundamento da fé através da oração e celebração sacramental, para partilha fraterna e convivência com a natureza

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Autoria do deputado Marcio Fernandes, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o Governo do Estado Mato Grosso do Sul institui agora o "Dia do Campista Católico", lei que propõe a celebração da data durante o feriado de Carnaval. 

Diferente do Projeto de Lei que "caducou" no Senado Federal em 2018, de autoria do parlamentar mato-grossense do Partido Liberal (PL-MT), "Cidinho" Santos, o texto de Marcio Fernandes conseguiu elevar o costume católico ao "status" de lei, ao menos no âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul.

Enquanto o projeto de lei federal buscava mais uma ligação histórica, buscando instituir a celebração da data no primeiro domingo do mês de setembro - em menção ao Primeiro Encontro Nacional, realizado na cidade de Cachoeira Paulista em 2016 -, o texto sul-mato-grossense ainda em fase de proposta já buscou a ligação para ser realizado de forma conjunta ao feriado de Carnaval. 

E se o Dia do Campista Católico por iniciativa do Senado Federal correu quatro anos na casa sem nunca sair do papel, em Mato Grosso do Sul avançou para a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa ainda em fevereiro e já neste 29 de maio passa a vigorar por assinatura do governador do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), o "tucano" Eduardo Riedel. 

Campista católico

Parte agora do calendário oficial de eventos do Estado do Mato Grosso do Sul, o "campista católico" fica definido como aquele  fiel que participa de acampamentos ou retiros promovidos por organizações, comunidades ou autoridades da Igreja Católica Apostólica Romana.

Como bem esclarece o texto, à luz dos ensinamentos evangélicos, o objetivo do Dia do Campista seria voltado para:

  • Vivência comunitária, 
  • Formação espiritual,
  • Aprofundamento da fé, 
  • Oração, 
  • Celebração sacramental, 
  • Partilha fraterna e 
  • Convivência com a natureza

Mais recente, esse mote de "desenvolvimento espiritual pela fé" ganhou evidência principalmente graças ao movimento Legendários, que de forma semelhante teve seu dia próprio aprovado na Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul. 

Importante, inclusive, diferenciar o "Dia do Campista Católigoco" desse outro fenômeno moderno muito comumente ligado à cultura "Red Pill": o movimento Legendários, que têm seu nascimento no Brasil apontado para o ano de 2017 com um "boom" do discurso de "transformação interior, com foco em valores como liderança masculina, identidade e propósito" que está ligado à crisa da masculinidade. 

Ainda que o Dia dos Legendários já tenha sido incluído no calendário de datas comemorativas do MS, dois meses após passar na Assembleia Legislativa, vale lembrar que a Igreja Católica em outros momentos buscou se desvencilhar desse movimento que têm crescido em Mato Grosso do Sul e no Brasil. 

Como bem abordado pelo Correio do Estado em julho do ano passado, de acordo com o próprio Dom Dimas, “ainda que o movimento aborda temas sensíveis e de relevância humana, sua abordagem teológica e prática merece prudente discernimento, especialmente quando se pretende associá-la à espiritualidade cristã professada pela Igreja Católica”. 

“Com o objetivo de oferecer uma orientação segura à comunidade católica da Arquidiocese de Campo Grande a respeito deste movimento, esclarecemos que o Movimento Legendários não pertence à Igreja Católica Apostólica Romana.

Ademais, sua proposta espiritual não está em comunhão com os meios católicos ordinários de santificação e formação cristã, como os sacramentos, o magistério da Igreja e a vida comunitária paroquial, de modo que não se configura como expressão autêntica da espiritualidade católica”, afirma a nota ressaltando que o movimento "Legendários" não é promovido pelas paróquias e lideranças católicas e “não é recomendado a nenhum dos nossos fiéis”. 

Entenda

Metodologia que nasceu no movimento católico da década de 80 chamado de "Evangelização 2000", os acampamentos surgiram em meio a uma onda que tinha como proposta ser uma nova forma de evangelizar. 

Segundo a história, em 1983 o Papa João Paulo II pede uma nova evangelização aos bispos no Haiti durante a IV Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em Santo Domingo,  que fosse "nova" em seu ardor, métodos e expressão. 

Pelas mãos do Padre Tom Forrest e do Monsenhor Luigi Giussani chega ao Papa, em 29 de junho de 1984, a sugestão de que fosse feita uma década de evangelização antes do ano 2000: "dez anos dedicados a proclamar através de cada católico que Jesus Cristo é o único Salvador da humanidade".

Quase dois anos depois, em 28 de maio de 1986, a Sua Santidade, Papa João Paulo II, solicita mais informações e aprova o projeto que ganha o posterior nome de "Evangelização 2000" em 03 de junho de 1987.

Coordenado na América Latina pelo leigo mexicano José Prado Flores, essa modalidade, que já havia sido implantada no Canadá, Europa e Estados Unidos, chega ao Brasil através do primeiro curso de Formação de Formadores de Evangelizadores, em Niterói, no Rio de Janeiro, em 1989, que têm coordenação de Clara Macias.

O chamado documento de Santo Domingo (SD) aparece subdividida em três capítulos, com o primeiro sendo “A Nova Evangelização” proposta pelo Papa que, resumidamente, têm: um sujeito, uma finalidade, uma tarefa e um conteúdo:

Sujeitos seriam todos os que têm a missão de evangelizar, desde os bispos em comunhão com o Papa até todos os religiosos e religiosas, homens e mulheres que compõem o povo de Deus. Já a finalidade seria formar essas pessoas e comunidades maduras na fé. 

A tarefa, nesse sentido, seria trazer homens e mulheres que vivem sem energia o cristianismo para aderirem à Igreja, tendo, segundo o documento de Santo Documento, como conteúdo: 

  1. Jesus Cristo;
  2. Evangelho do Pai;
  3. morto e ressuscitado;
  4. "no qual tudo adquire sentido";
  5. Seu nome;
  6. Sua doutrina;
  7. Sua vida;
  8. Suas promessas;
  9. Seu Reino e
  10. Seu mistério.

Ou seja, para chegar aos homens e mulheres dessa geração, a Igreja precisaria "pescar" essas pessoas através de movimentos, manifestações e projetos que atendam aos seus apelos da melhor forma possível. 

Método dos acampamentos

Para os curiosos que nunca participaram de um desses eventos católicos, que por sua vez também se difere dos retiros de oração da igreja evangélica protestante, o "acampamento" consiste em promover uma uma reflexão construtiva sobre o comportamento em relação não só ao indivíduo. 

Esses acampamentos católicos são baseados em três pilares: 

  1. o serviço,
  2. a humildade
  3. e a obediência

Ali são feitas dinâmicas vivenciais, técnicas de análises geral e de atuação, cabendo citar: o sócio-drama, jogos, dramatização, exercícios de síntese e comunicação; técnicas de organização, etc. 

Também cabe pontuar que existem vários tipos de acampamentos, cada um com suas determinadas faixas etárias e objetivos: 

  • FAC – Formando Adolescentes Cristãos;
  • JOAM – Jovens e Adolescentes em Missão;
  • Acampamento Juvenil;
  • Mirim (preparatório para a 1ª. Eucaristia);
  • Acampamento Sênior;
  • Acampamento Master (para a melhor idade);
  • De Casais;
  • Noivos;
  • Da Família (para pais e filhos);
  • Acampamento II (para campistas que já fizeram outras edições);
  • Acampamento PHN (para dependentes químicos);

Basicamente, esses acampamentos são compostos por equipes de trabalho com campistas, que são coordenados por duas ou três outras pessoas que também estarão sob as ordens de outros dois ou três diretores, com o pároco da paróquia normalmente sendo o diretor espiritual de cada edição. 
 

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OPERAÇÃO JANUS

PMs ligados ao narcotráfico são transferidos para presídio em Campo Grande

O 2º sargento Marcos Augusto Barbosa e os cabos Thiego Rodrigues Vianna e Hudson Luiz Garajo Ferreira são acusados de prestarem serviços de agiotagem e proteção a traficantes

29/05/2026 11h00

Operação do Gaeco cumpriu 4  mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão domiciliar

Operação do Gaeco cumpriu 4  mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão domiciliar

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Os policiais militares de Ribas do Rio Pardo presos na Operação Janus, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), foram transferidos para o Presídio Militar Estadual (PME), em Campo Grande. A transferência foi publicada na edição do Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira 929). Eles são acusados de prestarem serviço a narcotraficantes e também atuarem na agiotagem. 

Três dos quatro presos na operação de ontem (28) tiveram seus nomes divulgados na publicação. São eles: o 2º sargento Marcos Augusto Barbosa e os cabos Thiego Rodrigues Vianna e Hudson Luiz Garajo Ferreira.

Na publicação, consta que a transferência foi "por inconveniência da permanência na OPM (Organização Policial Militar)". Eles pertenciam a 13ª Companhia Independente da PM (CIPM), de Ribas do Rio Pardo.

Operação

A Operação Janus, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), tem o objetivo de desmantelar crimes praticados por policiais militares em atuação perante a 13ª Companhia Independente da Polícia Militar, que atua na cidade que desde 2021 e recebeu milhares de novos moradores em decorrência da instalação da fábrica de celulose da Suzano, ativada em julho de 2024. 

Segundo o MPMS, a investigação começou nos primeiros meses de 2025, a partir de denúncias apresentadas à promotoria revelando que policiais militares, então lotados na referida cidade, associaram-se a traficantes locais para o fim de praticar o comércio ilícito de entorpecentes.

O trabalho investigativo, que se estendeu por 14 meses, demonstrou que os agentes públicos protegiam os criminosos com os quais firmavam parceria, permitindo que comercializassem drogas livremente e até chegavam a usar violência contra inimigos desses traficantes parceiros.

Além disso, forneciam drogas para que esses comparsas revendessem, com posterior repasse de lucros, sendo que algumas dessas substâncias eram desviadas de apreensões realizadas em flagrante, inclusive após informações repassadas pelos próprios “sócios” deste comércio ilegal. 

Também restou apurado que alguns dos policiais militares investigados atuavam na prática ilícita da agiotagem e na cobrança de dívidas entre terceiros, quando eram contratados para empregar ameaças contra os devedores, valendo-se, evidentemente, da condição de servidores da segurança pública.

A operação cumpriu 4  mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão domiciliar, nas cidades de Campo Grande e Ribas do Rio Pardo. Todos os mandados foram cumpridos com o apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Estado.

O nome da operação faz referência ao deus romano de duas faces – Janus – e simboliza a inversão de papéis verificada na investigação, em que policiais ostentam a importante representação estatal pela frente, mas agem de forma criminosa nos bastidores.

DESENTEDIMENTO

Em Campo Grande, enteado esfaqueia padrasto por causa de pés de maconha

Foram encontrados sete volumes da plantação, totalizando quase 2 kg. O responsável pela maconha apresentou os documentos que comprovam o uso para fins medicinais

29/05/2026 09h15

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol

Caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento (Depac) Cepol FOTO: Arquivo

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Uma briga de família, no bairro Amambai, em Campo Grande, na noite desta quinta-feira (28), acabou com o padrasto esfaqueado pelo enteado, após desentendimento por causa de plantação de pés de maconha. 

De acordo com a versão apresentada por Wendel Pereira de Almeida, de 34 anos, ele estava em seu quintal regando suas plantas quando seu padrasto Wandel Donizetti da Silva, de 45, acompanhado de sua mãe, Eliane Melo Pereira, chegaram à residência após ambos terem consumido bebidas alcoólicas em um bar próximo.

Segundo Wendel, seu padrasto teria ido até o quintal, chutado um vaso de sua plantação de maconha e, em seguida, desferido um soco em seu rosto, outro em sua cabeça e um chute em sua perna esquerda. A briga se estendeu até a cozinha, momento em que sua mãe tentou intervir.

Contudo, o padrasto teria passado a agredir ambos, inclusive utilizando uma tesoura para tentar desferir golpes contra eles. Nesse momento, para impedir a agressão, Wendel relata que conseguiu pegar uma faca e desferir um golpe no abdômen dele, fazendo com que este se afastasse e parasse as agressões.

Questionada sobre os fatos, Eliane Melo Pereira confirmou a versão apresentada por seu filho. O padrasto recebeu os primeiros socorros do Corpo de Bombeiros Militar e, após os procedimentos, foi encaminhado à Santa Casa.

Durante a abordagem, foi encontrado em posse de Wendel um frasco contendo substância análoga a óleo de cannabis, sendo apresentados o laudo médico e a autorização judicial para uso do medicamento. A documentação teve sua validade verificada junto à autoridade policial na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário da Cepol (DEPAC/CEPOL).

Questionado pelos policiais sobre a existência de plantação de maconha em sua residência, o rapaz confirmou a informação e guiou a equipe até o local onde estava, sendo localizados sete volumes, dos quais quatro eram porções e três eram plantas, totalizando aproximadamente 1.890 gramas da substância.

Wendel informou que ainda não possui autorização judicial para o cultivo, mas já está em processo para obtenção do documento. Diante dos fatos, ele foi conduzido até a DEPAC-CEPOL para demais esclarecimentos.

O rapaz apresentava hematoma abaixo do olho esquerdo, escoriação no cotovelo direito, na mão esquerda, arranhão na região abdominal e queixava-se de dor na perna esquerda, decorrente do chute do padrasto.

O enteado também relatou que Wandel é "faixa preta em Karatê do tipo Shotokan" e aproveitou de sua condição física avantajada para agredi-lo.

A equipe policial apreendeu somente a faca usada por Wendel. As plantas do tipo Cannabis foram encaminhadas a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (DENAR). 

Documentos que comprovam a autorização para uso medicinal de canabideol foram apresentadas no plantão policial, bem como o pedido judicial para cultivo da matéria prima. O padrasto, autuado em flagrante delito, permanece em observação no pronto socorro da Santa Casa, sob escolta policial. 

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