Cidades

SISTEMA PENAL

MS é um dos estados com menor taxa de foragidos após "saidinhas"

Justiça sul-mato-grossense autorizou a saída temporária de 396 internos no fim do ano passado, mas 7 não voltaram aos presídios e seguem como procurados

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Mato Grosso do Sul tem uma das menores taxas de fuga após as “saidinhas” de Natal e Ano-Novo do ano passado, em comparação com outros 17 unidades federativas brasileiras, após 7 dos 396 detentos autorizados pela Justiça não retornarem aos complexos prisionais.

Segundo dados fornecidos pela Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen), a saída temporária foi concedida a quase 400 presos que estão em regime semiaberto e aberto, no entanto, 7 (1,76%) não voltaram e agora são considerados foragidos pelo Poder Judiciário.

A data do retorno varia conforme a decisão do magistrado e do município. Por exemplo, a Agepen informou à reportagem que algumas cidades do interior definiram a volta para dia 8 de janeiro.

Em levantamento publicado pelo jornal O Globo, com base em números de agências penitenciárias estaduais, Mato Grosso do Sul foi uma das 18 unidades da Federação que concederam o benefício a alguns detentos. 

Comparando a quantidade de detentos que saíram e não voltaram, o Estado é o sexto com a menor taxa, atrás de Tocantins (0%), Roraima (0,7%), Piauí (1%), Distrito Federal (1,1%) e Espírito Santo (1,5%). Em contrapartida, o Rio de Janeiro lidera a estatística, com 14% das “saidinhas” sem retorno.

Somando todas as unidades federativas, foram liberados 48.276 internos e retornaram 46.314, uma taxa nacional de evadidos de 4,1%.

Vale destacar que Acre, Alagoas, Amazonas, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte não concederam as “saidinhas” para nenhum detento, enquanto Minas Gerais não repassou os dados oficiais. É importante ressaltar que a saída temporária é uma demanda do Poder Judiciário, não do Executivo.

COMPARAÇÃO

Em comparação com 2024, Mato Grosso do Sul também registrou sete foragidos após as saídas de fim de ano, sendo dois em Campo Grande, três em Três Lagoas e dois em Dourados, todos os benefícios concedidos após o Natal.

No total, foram 566 presidiários beneficiados com a “saidinha” no Estado nas datas festivas no fim de 2024, o que representa uma taxa de fugitivos de 1,24%, menor que a atual.

REGRAS

De acordo com o Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul, os reeducandos que cumprem pena no regime aberto e semiaberto e não têm registro de sanção disciplinar ou mau comportamento de natureza leve, média ou grave estão autorizados a deixar temporariamente a unidade prisional e a passarem o Natal e o Ano-Novo com a família.

Durante o dia, não podem frequentar bares, boates ou locais de grande aglomeração. À noite, das 19h às 6h, devem obrigatoriamente permanecer na residência de seus familiares. Também são proibidos de ingerir bebida alcoólica.

Os presidiários devem optar por uma única saída (Natal ou Ano-Novo) para visitar a família. É de responsabilidade da direção do estabelecimento prisional a separação dos presos em duas turmas proporcionalmente divididas.

Em Mato Grosso do Sul, o benefício referente ao ano de 2025 foi regulamentado por portaria do juiz Albino Coimbra Neto, da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande.

De acordo com matéria recente publicada pelo Correio do Estado, 148 presos, sendo 138 internos e 10 internas do regime semiaberto, deixaram o sistema carcerário no Natal. Além disso, 11 internas em regime aberto sairam no período de 24 de dezembro a 2 de janeiro.

Portanto, 237 optaram pela “saidinha” no Ano-Novo, totalizando os 396 autorizados a sair pela Justiça de MS, conforme informado pela Agepen.

MUDANÇAS

No primeiro semestre de 2024, tramitou no Legislativo federal o projeto de lei (PL) que dava fim às “saidinhas” de presos em feriados e datas comemorativas.

Após ser aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado, o projeto chegou às mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vetou o trecho que impedia a saída temporária para presos que desejavam visitar suas famílias.

O Congresso Nacional derrubou o veto e, com isso, a legislação acabou no Supremo Tribunal Federal, que vai decidir se os presos que cumpriam pena antes da lei continuam tendo direito ao benefício. 

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SEGURANÇA PÚBLICA

Homem é preso após disparo contra sede da Polícia Civil em Campo Grande

Suspeito de 25 anos foi localizado no bairro Monte Castelo; arma e motocicleta foram apreendidas durante a investigação.

05/10/2026 17h52

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo.

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo. Foto: Reprodução/Google Maps.

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Um homem de 25 anos foi preso suspeito de efetuar um disparo de arma de fogo contra a sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, no bairro Santa Fé, em Campo Grande. A investigação levou à apreensão da arma apontada como utilizada no ataque, de uma motocicleta e de uma porção de substância semelhante à maconha.

O caso começou a ser apurado no último sábado (3), após policiais constatarem danos em uma parede de vidro de uma das salas do prédio, localizado na Rua das Garças.

Inicialmente, não havia confirmação sobre o que teria provocado a quebra. Com o avanço das diligências e a análise dos elementos reunidos no local, os investigadores concluíram que o dano havia sido causado por um disparo de arma de fogo direcionado ao edifício.

A partir daí, a Polícia Civil passou a reconstruir a dinâmica da ocorrência. Conforme a investigação, o suspeito teria ido até as proximidades da sede da Corregedoria em uma motocicleta e efetuado o disparo contra o prédio.

As diligências levaram os policiais até o homem, localizado no bairro Monte Castelo. Ele foi preso em flagrante.

Durante a ação, os agentes apreenderam a arma de fogo apontada como utilizada no disparo e a motocicleta que, segundo a apuração, teria sido empregada no deslocamento até a sede da Corregedoria.

Também foi encontrada uma porção de maconha. De acordo com a Polícia Civil, a investigação realizada até o momento indica que o entorpecente seria destinado ao consumo próprio.

Prisão preventiva

Após a prisão, o suspeito foi autuado em flagrante. Nesta segunda-feira (5), ele passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva.Com a decisão judicial, ele permanece preso e à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

A Polícia Civil não informou, no comunicado divulgado sobre o caso, qual teria sido a motivação apresentada pelo investigado para o disparo.

Polícia descarta retaliação

A possibilidade de o ataque estar relacionado a alguma atuação recente ou anterior da Corregedoria-Geral chegou a ser levantada após o episódio.

No entanto, segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até esta fase da investigação não apontam para qualquer relação entre o disparo e os trabalhos desenvolvidos pelo órgão.

A apuração trata o episódio, até o momento, como um ato isolado, sem vínculo identificado com a atividade institucional da Corregedoria-Geral.

As investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do disparo.

 

 

ccz

Campo Grande confirma 13º caso de raiva em morcego neste ano

Animal foi localizado próximo ao Horto Florestal; CCZ alerta para que população adote medidas de prevenção

05/10/2026 17h30

CCZ confirma 13º caso de raiva em morcego na Capital

CCZ confirma 13º caso de raiva em morcego na Capital Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), confirmou o 13º morcego diagnosticado com o vírus da raiva no ano de 2026 na Capital.

O animal foi localizado no perímetro urbano, na região do bairro Sargento Amaral, próximo ao Horto Florestal

O morcego foi recolhido e encaminhado para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus, conforme protocolo sanitário.

Os outros morcegos infectados no ano foram recolhidos nos bairros: Vivendas do Bosque, Centro (3), Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros (2), São Franscisco, Jardim Bela Vista, Jardim Ouro Preto e Ouro Preto.

De acordo com o CCZ, além dos casos confirmados, neste ano já foram recolhidos 988 morcedos na cidade por suspeita da doença.

"A situação não é motivo para pânico, pois já sabemos da presença do vírus da raiva na população de morcegos da cidade. No entanto, é fundamental que a população esteja ciente da circulação viral e, acima de tudo, siga as medidas de prevenção. A raiva é uma doença quase 100% fatal, mas é 100% prevenível", diz o CCZ em publicação no Instagram.

Em todo o ano passado, foram confirmados 11 casos de raiva em morcegos em Campo Grande.

A principal medida de prevenção é a vacinação antirrábica anual de cães e gatos. Os animais imunizados funcionam como uma barreira de proteção na disseminação da raiva.

Campo Grande possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos e que, em seu habitat natural, não oferecem riscos à população. No entanto, esses animais podem, eventualmente, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.

O último caso de raiva em humanos em Campo Grande ocorreu em 1968. No interior do Estado, porém, foi registrado um caso em 2015, em Corumbá.

O que fazer ao encontrar um morcego?

Caso encontre um morcego em situação atípica, como caído no chão, voando durante o dia ou pendurado em locais baixos, o CCZ orienta a população a tomar as seguintes medidas:

  • Não toque no animal: Nunca tente manuseá-lo, esteja ele vivo ou morto.
  • Isole o local: Cubra o animal com um balde, caixa ou mantenha-o em um cômodo fechado para evitar o contato com pessoas ou outros animais domésticos.
  • Acione o CCZ imediatamente: Nossas equipes realizarão o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
  • Vacine seus pets: Mantenha a vacinação antirrábica de cães e gatos atualizada anualmente. Eles são a nossa principal barreira de proteção.

Em caso de contato acidental com morcego em situação suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição. 

Como acionar o CCZ 

O atendimento para recolhimento de morcegos suspeitos funciona da seguinte forma:

  • Telefone Geral: (67) 3313-5000
  • Segunda a Sexta (das 7h às 17h): (67) 2020-1789 / (67) 2020-1801
  • Plantão (Noturno, finais de semana e feriados): (67) 2020-1794
  • Endereço: Av. Filinto Müller, 1601 - Vila Ipiranga, diariamente, das 07h às 21h

Caso o animal seja encontrado fora dos horários de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, evitando qualquer contato direto, e acionar a GCZ assim que o serviço for retomado. 

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