Cidades

INVESTIMENTO

MS investe R$14 milhões em programa de informática inspirado em modelo da Estônia

Licenciamento de software consiste na aquisição de direitos de uso, por tempo indeterminado (licença perpétua) ou por meio de cessão temporária (locação ou assinatura renovável)

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Sem licitação, o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul autorizou ontem a aquisição de licença perpétua da plataforma X-Via e "execução de serviços técnicos especializados", com cases inspirados na digitalização governamental da Estônia, pelo valor de R$14.329.893,20. 

Esses mais de R$ 14,3 milhões foram liberados através da autorização de inexigibilidade, ou seja, a dispensa de licitação, assinada ontem pelo Secretário-Executivo de Transformação Digital Ordenador de Despesa, Robson Roberto Duarte de Alencar. 

Como bem esclarecem as palavras presentes em estudo técnico preliminar de contratação, elaborado por parte do Ministério das Comunicações, com base em instrução normativa de 2019 que trata da contratação de licenciamento de software e serviços agregados:

"O licenciamento de software consiste em qualquer forma de aquisição de direitos de uso de software, quer seja por tempo indeterminado (licença perpétua), quer seja por meio de cessão temporária de direito de uso (locação ou assinatura renovável)". 

Ou seja, com o Governo do Estado do Mato Grosso do Sul comprando o direito de uma versão específica para usar por tempo indeterminado, por via de regra esse único pagamento não incluiria direito a atualizações de nova versão (o famoso "upgrade"), somente a atualizações de segurança e manutenções técnicas por um período definido.

Modelo da Estônia

Conforme consta no portal oficial da companhia, a X-Via, que se autointitula como "plataforma pioneira que está transformando o Governo Digital do Brasil", foi criada em 2017 e teria ganhado tal nomenclatura por ter sido a primeira empresa a desenvolver o aplicativo oficial de um estado brasileiro.

Segundo a X-Via, a chamada Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) possui sua sede de defesa cibernética localizada na Estônia, que chamam de "país mais seguro em governo digital no mundo", modelo para o negócio brasileiro. 

"A plataforma X-ROAD foi desenvolvida pela Estônia e o X-VIA é a versão desta plataforma adequada para a legislação brasileira... permite a criação de uma identidade digital única e consolidada, com certificado e assinatura digital, facilitando o uso de serviços governamentais e garantindo a segurança das informações pessoais dos usuários", explica a companhia. 

Com metodologia "pioneira e inovadora", a X-Via Tecnologia trabalha inserida no contexto de transformação do setor público, balanceada pelo reflexo em melhoria de qualidade de vida para a população e em indicadores governamentais de eficiência. 

"Com uma equipe altamente qualificada e comprometida, a X-VIA tem como missão apoiar e facilitar essa jornada por meio de soluções digitais seguras e inovadoras, trabalhando com agilidade e transparência para desenvolver soluções personalizadas que atendam às demandas do setor público, contribuindo para a construção de um país mais conectado, eficiente e próximo dos seus cidadãos", cita o grupo.

Para eles, o atual cenário entre os governos no geral consiste em bases de dados que não se falam e resultam em bilhões de reais investidos em sistemas lentos. 

"Na X-VIA, acreditamos que a verdadeira tecnologia deve ser invisível e eficiente. Por isso, oferecemos um hub de integração total. Imagine ter serviços públicos, sistemas privados e bases de dados todos conectados em um único lugar, de maneira segura e fluida", descrevem. 

Além disso, a plataforma X-VIA emite também relatórios detalhados, contendo informações sobre acessos; satisfação popular e qualidade do atendimento oferecido, o que para eles permite uma melhor avaliação dos serviços prestados para execução de melhorias mais assertivas. 

 

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SHOW INTERNACIONAL

Com 232 queixas, Procon começa conciliações com organização de show do Guns'N Roses

Órgão já realizou 14 audiências nesta terça-feira e contabiliza reclamações de consumidores que enfrentaram congestionamentos e perderam a apresentação da banda em abril

13/05/2026 12h15

Fãs enfrentaram horas de congestionamento no acesso ao Autódromo Internacional Orlando Moura e parte do público não conseguiu assistir ao show

Fãs enfrentaram horas de congestionamento no acesso ao Autódromo Internacional Orlando Moura e parte do público não conseguiu assistir ao show Foto: Reprodução / Instagram Por cima de CG

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O Procon de Mato Grosso do Sul começou nesta terça-feira (13) as audiências de conciliação entre consumidores e a empresa responsável pelo show da banda Guns'N Roses, realizado no dia 10 de abril, em Campo Grande. Até o momento, o órgão contabiliza 232 reclamações relacionadas ao evento, marcado por congestionamentos, atrasos e milhares de fãs que não conseguiram chegar ao Autódromo Internacional Orlando Moura a tempo da apresentação.

Segundo o Procon-MS, vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), foram reservadas pautas específicas para atender exclusivamente os consumidores afetados pelo evento. Somente nesta terça-feira, 14 audiências foram realizadas ao longo do dia e outras 19 estavam previstas até o fim do expediente.

Os consumidores já intimados receberam data e horário para comparecimento às audiências, onde a possibilidade de acordo depende da manifestação da empresa promotora do show. Quando não há conciliação, o consumidor recebe a defesa apresentada para que possa buscar outras medidas e exercer seus direitos.

De acordo com o órgão, após o Procedimento de Investigação Preliminar (PIP) instaurado a partir das reclamações, a empresa aderiu à Carta de Informação Preliminar (CIP) eletrônica, mecanismo que permitirá que futuras reclamações sejam encaminhadas diretamente por e-mail à organizadora, que terá prazo de até 10 dias para responder os consumidores. 

"O número de audiências está sujeito ao comparecimento das partes no dia e hora previamente agendados", informou o Procon em nota.

O órgão também ressaltou que sua atuação ocorre na esfera administrativa e busca promover acordo entre consumidores e fornecedor. Caso não haja entendimento, poderá haver análise do mérito das reclamações e eventual aplicação de sanções.

Para registrar reclamação, o consumidor pode procurar o Procon presencialmente ou utilizar os canais digitais do órgão. É necessário apresentar documentos que comprovem a compra do ingresso, além de fotos, registros e outros elementos que demonstrem os transtornos enfrentados.

Caos no show

Apesar de histórico, sendo a primeira apresentação da banda em Mato Grosso do Sul, o show ficou marcado pelo caos no acesso ao autódromo, localizado às margens da BR-262.

Com público estimado em cerca de 40 mil pessoas, o evento provocou congestionamento de aproximadamente 13 quilômetros na Avenida João Arinos, principal via de acesso ao local. Muitos fãs relataram ter ficado presos no trânsito por mais de cinco horas.

Nas redes sociais, consumidores compartilharam vídeos e relatos mostrando pessoas abandonando veículos no meio do caminho para seguir a pé até o autódromo, enquanto outras recorreram a motociclistas por aplicativo para tentar chegar antes do início da apresentação. Ainda assim, milhares não conseguiram entrar a tempo e perderam o show.

A situação desencadeou uma troca de acusações entre a organização do evento e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo a PRF, problemas como atraso na abertura dos portões, ausência de sinalização adequada, utilização de controle de acesso por QR Code e mudanças no planejamento dos estacionamentos contribuíram para o congestionamento.

A corporação afirmou que havia previsão de múltiplos acessos simultâneos aos estacionamentos, mas que, na prática, os veículos entravam de forma individualizada, o que teria comprometido a fluidez do trânsito.

Já a organização do show alegou que a responsabilidade pela operação viária era dos órgãos públicos, sustentando que empresas privadas não possuem competência legal para intervenção em rodovias federais e no sistema viário urbano.

Em nota divulgada após o evento, a produção afirmou que todas as etapas sob sua responsabilidade seguiram o planejamento aprovado pelas autoridades competentes.

O episódio também reacendeu discussões sobre a capacidade de Campo Grande para receber eventos de grande porte.

Especialistas em urbanismo e mobilidade urbana ouvidos anteriormente pelo Correio do Estado apontaram falhas no planejamento logístico e defenderam estratégias alternativas para evitar concentração excessiva de veículos no acesso ao autódromo.

Entre as sugestões levantadas estavam a criação de bolsões de estacionamento em regiões afastadas, com transporte coletivo exclusivo até o local do evento, além da utilização de espaços com infraestrutura mais adequada para grandes públicos, como o Estádio Morenão, atualmente sem condições de receber shows devido às obras inacabadas.

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Mais Oportunidades

Governo de MS assina mais um contrato para cursos profissionalizantes

Com a nova parceria, o custo com os cursos ultrapassam os R$ 100 milhões

13/05/2026 12h10

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Na manhã desta quarta-feira (13), foi publicado no Diário Oficial a confirmação da assinatura de mais um contrato para cursos profissionalizantes, para a Rede Estadual de Ensino. 

O novo contrato foi firmado com a empresa UNIGRAN EDUCACIONAL, num valor de R$ 15,3 milhões e somando aos outros três, o total investido é de cerca de R$ 103 milhões. 

O contrato segue os moldes dos já assinados anteriormente e de acordo com a assessoria da Secretaria Estadual de Educação (SED), ainda serão assinados mais quatro contratos, totalizando oito empresas, que serão responsáveis pelos cursos profissionalizantes. 

A duração inicial do contrato com a UNIGRAN EDUCACIONAL também é de 36 meses (3 anos) podendo ser prorrogado por mais 10 anos. 

As empresas contratadas fazem parte do Provert (Programa de Verticalização da Educação Profissional) e buscam abranger mais de 12 mil estudantes. 

RELEMBRE O PROJETO 

A contratação de empresas para disponibilizar cursos profissionalizantes em escolas da Rede Estadual de Ensino, faz parte de uma iniciativa do Provert (Programa de Verticalização da Educação Profissional) com o objetivo de estruturar a formação profissional e tecnológica. 

Ao todo o projeto está previsto para atender cerca de 12 mil estudantes de 1º ano do Ensino Médio pelo Provert, matriculados em 177 unidades escolares localizadas em 64 municípios.
 

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