Cidades

Saúde Indígena

MS tem o maior número de mortes de indígenas por falta de assistência à saúde do País

Estado registrou 14 das 62 mortes contabilizadas no País em 2025, ficando à frente de Pará e Mato Grosso, segundo relatório do Cimi.

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Mato Grosso do Sul registrou, em 2025, o maior número de mortes de indígenas por falta de assistência à saúde do Brasil, conforme dados reunidos pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Foram 14 óbitos no Estado, o equivalente a quase um quarto das 62 mortes contabilizadas em todo o País nessa categoria. 

O número coloca Mato Grosso do Sul à frente de todas as demais unidades da Federação. Depois de MS aparecem Pará, com 11 mortes, e Mato Grosso, com nove. Amazonas, Acre e Paraná tiveram seis registros cada. 

Os dados integram o relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil, Dados de 2025, elaborado pelo Cimi.

As informações sobre as mortes por desassistência foram obtidas junto ao Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), secretarias estaduais de Saúde e Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), por meio da Lei de Acesso à Informação e de consultas a bases públicas.

MS responde por quase uma em cada quatro mortes

As 14 ocorrências registradas em Mato Grosso do Sul representam 22,6% das 62 mortes por falta de assistência à saúde identificadas no Brasil. Em outras palavras, aproximadamente uma em cada quatro mortes dessa natureza ocorreu no Estado.

A distribuição entre homens e mulheres em MS foi exatamente igual: sete vítimas eram do sexo feminino e sete do masculino. 

O relatório classifica esses casos dentro do capítulo de “Violência por Omissão do Poder Público” e utiliza a denominação “morte por desassistência à saúde”.

Portanto, o indicador não representa o total de indígenas que morreram por doenças ou outras causas em Mato Grosso do Sul, mas especificamente os óbitos enquadrados pelo levantamento nessa categoria. 

Idosos são maioria das vítimas no País

Embora o documento apresente o total de mortes por estado, o recorte de idade divulgado nesse trecho é nacional e, portanto, não permite afirmar a faixa etária das 14 vítimas especificamente de Mato Grosso do Sul.

No Brasil, indígenas com 60 anos ou mais representaram quase metade das mortes atribuídas à falta de assistência à saúde. Foram 30 óbitos nessa faixa etária, correspondentes a 48,4% do total.

Outras 17 vítimas tinham entre 20 e 59 anos, o equivalente a 27,4%. Entre crianças indígenas de até quatro anos, foram 14 mortes, ou 22,6% dos registros. Houve ainda uma morte na faixa entre cinco e 19 anos. 

Dessa forma, os extremos de idade chamam atenção no levantamento nacional: 44 das 62 vítimas eram crianças de até quatro anos ou idosos com pelo menos 60 anos, correspondendo a cerca de 71% dos registros.

Estado também aparece em outros indicadores

A liderança em mortes por desassistência à saúde não é o único indicador do relatório que coloca Mato Grosso do Sul entre os estados com números elevados relacionados à violência contra indígenas.

Em 2025, 37 indígenas foram assassinados em MS, terceiro maior número do Brasil, atrás de Roraima, com 82, e Amazonas, com 47. Das vítimas contabilizadas em Mato Grosso do Sul, 33 eram homens e quatro mulheres. 

O Estado também concentrou 18 dos 38 casos de tentativa de assassinato de indígenas registrados no País, conforme o Cimi.

Isso representa aproximadamente 47% das ocorrências nacionais dessa categoria. O relatório associa parte dos episódios registrados em MS a ataques contra comunidades e retomadas Guarani e Kaiowá. 

Outro indicador é o de invasões possessórias, exploração ilegal de recursos naturais e danos ao patrimônio. Mato Grosso do Sul contabilizou 18 ocorrências envolvendo 13 terras indígenas em 2025. 

Conflitos em territórios de MS aparecem no relatório

Entre os episódios de Mato Grosso do Sul destacados pelo documento está a situação da Terra Indígena Guyraroka, em Caarapó. O Cimi afirma que a maior parte da área permanece ocupada por fazendeiros enquanto o processo demarcatório aguarda julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF).

O relatório também relata ocorrências de intoxicação associadas à pulverização de agrotóxicos nas proximidades das moradias Guarani e Kaiowá.

Após uma retomada realizada em setembro de 2025, os meses seguintes teriam sido marcados por episódios violentos envolvendo a comunidade. 

Em outro trecho, o documento registra denúncias feitas pela comunidade de Guyraroka sobre dificuldades de acesso a serviços públicos e demora na resposta estatal diante de ameaças e conflitos territoriais. As afirmações são atribuídas às lideranças indígenas ouvidas pelo Cimi. 

Os números referentes à saúde colocam, porém, Mato Grosso do Sul isoladamente na primeira posição do levantamento: 14 das 62 mortes de indígenas classificadas como decorrentes de falta de assistência à saúde em 2025 ocorreram no Estado, mais que em qualquer outra unidade da Federação.

CAMPO GRANDE

Prefeitura cria lei que proíbe estacionamento de patinetes em calçadas

Apesar das novas diretrizes, cerca de 11 patinetes foram flagrados obstruindo a via entre a avenida Calógeras e a rua 26 de agosto, na manhã desta quarta-feira (16)

16/09/2026 12h00

 A Prefeitura poderá delimitar zonas de

A Prefeitura poderá delimitar zonas de "Proibido Estacionar" Foto: João Pedro Flores

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A Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), sancionou uma lei complementar para disciplinar o estacionamento de patinetes elétricos nas vias públicas da cidade. A publicação foi feita no Diário Oficial do Município (Diogrande), em edição desta quarta-feira (16).

A nova norma altera a Lei n. 2.909, de 28 de julho de 1992, que institui o Código de Polícia Administrativa do Município de Campo Grande.

Com isso, o estacionamento e a disposição de veículos de micromobilidade, como patinetes elétricos e bicicletas compartilhadas sem estação física, conhecidas como dockless, não poderão obstruir a livre circulação de pedestres, devendo observar as seguintes regras:

I - é vedado o abandono ou estacionamento desses equipamentos na faixa livre destinada à circulação de pedestres, que deve manter a largura mínima estabelecida nas normas de acessibilidade vigentes no Código;

II - o Executivo Municipal poderá delimitar zonas de “Proibido Estacionar” para veículos de micromobilidade em calçadas ou em locais de grande fluxo de pedestres;

III - as empresas operadoras desses serviços são direta e objetivamente responsáveis pela remoção e organização dos equipamentos que estiverem em desacordo com este artigo, sujeitando-se às penalidades de apreensão e multa previstas no art. 156 desta Lei.

Na manhã desta quarta-feira (16), a reportagem do Correio do Estado flagrou 11 patinetes eléticos parados na esquina da avenida Calógeras com a rua 26 de agosto.

Além da violação das novas diretrizes, os veículos estavam sobre o piso tátil, utilizado por deficientes visuais, e também estavam estacionados na frente de rampas, o que pode dificultar a passagem de cadeirantes e carrinhos de bebês.

 A Prefeitura poderá delimitar zonas de "Proibido Estacionar"
Patinetes elétricos estacionados de forma irregular na esquina da Calógeras com a 26 de agosto / Foto: João Pedro Flores

A lei entra em vigor a partir desta quarta-feira (16) e a Prefeitura regulamentará os detalhes operacionais dispostos na nova legislação.

INTERIOR

Obra que leva asfalto até perto do ET Bilu fica 13% mais cara em um ano

Trecho trata-se da pavimentação da MS-244, que liga a MS-080 ao distrito de Taboco, no município de Corguinho

16/09/2026 11h25

Asfalto vai facilicar o acesso à Cidade Zigurats, conhecida por suas casas redondas e por conta do ET Bilu, no município de Corguinho

Asfalto vai facilicar o acesso à Cidade Zigurats, conhecida por suas casas redondas e por conta do ET Bilu, no município de Corguinho Reprodução

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Pavimentação de 23 quilômetros da MS-244, que liga a MS-080 ao distrito de Taboco, no município de Corguinho, a obra conhecida como a empreitada que levará asfalto até perto do "ET Bilu" já está 13% mais cara no intervalo de quase um ano desde que o contrato foi firmado.

Conforme informações divulgadas no Portal da Transparência do Estado de Mato Grosso do Sul, esse acordo entre a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) com a Construtora Tripolo foi inicialmente firmado pela quantia de R$77.776.882,46. 

Através de seu Diário Oficial Eletrônico, o Governo do Estado indica o que seria um primeiro termo aditivo que faz o contrato atingir a quantia de R$87.916.890,12. Na ponta do lápis, isso indicaria um aumento de 13% no valor do acordo publicado originalmente em 25 de setembro de 2025 que foi assinado digitalmente entre as partes cerca de três dias antes. 

Entretanto, ainda que tenha sido aprovado pela quantia de R$77,7 milhões, como mostra a publicação de hoje (16) do Diário Oficial, o montante já teria passado por uma correção de cerca de 1,5%, pois aparece com o valor inicial fixado em R$78.965.845,73.

Ainda conforme consta no Portal da Transparência, a contratação aparece com situação ativa vigente para o período entre 09 de outubro de 2025 até 27 de novembro do ano que vem, o que tecnicamente indicaria uma obra 13% mais cara 11 meses após a data inicial do acordo. 

Esse percentual estaria acima, inclusive, do próprio Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre), que atingiu a taxa acumulada de 6,56% em 12 meses. 

Relembre

Como bem acompanha o Correio do Estado a empresa com sede em Rondonópolis, no Mato Grosso, Tripolo foi quem venceu a licitação que prevê pavimentação de 23 quilômetros da MS-244, que liga a MS-080 ao distrito de Taboco, no município de Corguinho, região popularmente conhecida por uma série de atrativos naturais e como a "terra do ET Bilu". 

Depois de pronta, porém, essa nova rodovia não chega até a chamada cidade de Zigurats, mas reduz os trechos de rodovia sem asfalto até os atrativos, onde famílias de uma infinidade de estados e países decidiram fixar residência.

Cabe frisar que esta é a nona construtora diferente a vencer a licitação do pacote de obras que está sendo bancado com os R$2,3 bilhões liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para Mato Grosso do Sul. 

O lance máximo para a obra havia sido estipulado em R$ 79,52 milhões, mas a Construtora Tripolo ofereceu deságio de 2,2% e venceu a disputa ao se oferecer a fazer o asfalto por R$ 77,77 milhões, conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado desta quarta-feira (3). 

Com o distrito de Taboco localizado a 46 quilômetros da MS-080 (saindo das imediações de Rochedo). A licitação concluída, porém, é relativa somente ao primeiro lote e para que o asfalto chegue aos moradores do distrito será necessário pavimentar outros 23 quilômetros.

"Que busquem conhecimento"

Há mais de uma década, nacionalmente, emissoras de TV rondavam a região de Corguinho, onde há aproximadamente 29 anos começou a ser erguida a cidade de Zigurats. 

Na oportunidade, em um intervalo de 12 meses, tanto a Bandeirantes (com o diário Custe o Que Custar "CQC"), quanto a Record (no semanal Domingo Espetacular), passaram pelas instalações para apurar a presença do extraterrestre chamado ET Bilu.  

Além de um momento icônico para a história da televisão brasileira, no informativo da Record, a peculiar figura deixou cravada sua mensagem para toda a humanidade terrestre: "apenas que... busquem conhecimento". 

Conforme destaque da Agência Senado, o Brasil desponta no cenário ufológico como a primeira nação a admitir oficialmente que os Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) de procedência extraterrestre existem de fato. 

Ainda, no Brasil, é possível encontrar mais de 20 mil páginas - divulgadas pela Aeronáutica e governo brasileiro -, expostas no Arquivo Nacional (Brasília), que evidenciam casos de aparições não compreendidas.

Como já citado no Correio do Estado, Zigurats estrutura-se para a sustentabilidade e independência, pois possui sistema econômico (BDM Digital e Bank), além de empreendimentos como loja de materiais de construção, comercialização de vinhos, cosméticos, hotelaria e até empresa de viagens. 

Além disso, o jornal já abordou também os avanços no planejamento de até mesmo uma universidade própria, com base na ciência Lilarial, em Zigurats, que o instituto Think Tank Dakila Pesquisas classifica como algo "muito além da nossa ciência tradicional", definida como "processo pelo qual o Ser humano se relaciona com a natureza" e englobando disciplinas como: antropologia, arqueologia, geografia, astronomia e mais. 

Importante frisar que, no caminho pela educação, além das possíveis disciplinas que estudam o cosmos, e demais assuntos que movem a comunidade ufológica, foi reconhecido em Taboco distrito da região, desenhos rupestres catalogados inclusive na revista científica Clio Arqueológica, prato cheio para a grade da instituição. 

Mestre em histórias que brincam com o imaginário popular, Urandir Fernandes de Oliveira, diretor do longa-metragem "Terra Convexa" e responsável por propagar o ET Bilu, de Corguinho para o mundo, e voltou aos holofotes da mídia com a "revelação de Ratanabá", a cidade perdida no meio da Amazônia que convenceu até mesmo o ex-secretário Especial da Cultura, Mario Frias. 

 

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