Mato Grosso do Sul lidera o ranking de estados do Brasil com a maior proporção de escolas com profissionais de apoio para alunos com deficiência, com 51,4% das unidades escolares contando com esse suporte.
Dados fazem parte da publicação 'Pessoas com deficiência e as desigualdades sociais', divulgada nesta sexta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que tem como fonte o Censo Escolar 2025.
Conforme a pesquisa, a maior presença dos profissionais de apoio está na rede pública, onde 68% das escolas têm profissionais de apoio destinados aos estudantes com deficiência. Já na rede privada, esse percentual foi
de 3,9%.
Em relação às salas de recursos para atendimento aos alunos com deficiência, Mato Grosso do Sul registrou 35,7% das escolas com esse espaço, sendo a presença mais elevada também observada na rede pública, com 42,8% das unidades, enquanto na rede privada o percentual foi de 15,1%.
Acessibilidade
Mato Grosso do Sul também se destaca no avanço da acessibilidade das escolas, com 93,9% das unidades escolares com pelo menos um recurso do tipo, ocupando a terceira posição no ranking nacional.
O estado ficou atrás apenas do Distrito Federal (97,6%) e de Santa Catarina (94,4%).
Neste quesito, a rede privada tem 99% escolas com pelo menos um recurso de acessibilidade, enquanto na rede pública dão 92,1%.
Com relação aos banheiros acessíveis à pessoas com deficiência, 85,7% das escolas sul-mato-grossenses têm, o local adaptado , colocando Mato Grosso do Sul na 2ª colocação nacional, atrás somente do Distrito Federal, que registrou 93,5%.
As escolas particulares também se destacam neste item, com 95,6% das unidades com banheiros acessíveis, contra 82,3% das escolas públicas.
Conforme o IBGE, a série histórica evidencia uma evolução contínua na estrutura de acessibilidade das escolas sul-mato-grossenses.
O percentual de unidades com pelo menos um recurso de acessibilidade passou de 74,1% em 2016 para 93,9% em 2025, enquanto a proporção de escolas com banheiro acessível aumentou de 77,0% em 2019 para 85,7% em 2025.





