Cidades

Gripe

MS registra maior número de mortes por Influenza em 16 anos

Em 2025, já foram registrados mais óbitos pela doença do que os outros anos desde 2009. Foram contabilizados mais de 160.

Continue lendo...

De acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado nesta semana pela Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul, 2025 já é o ano com maior número de óbitos por Influenza desde 2009. Já foram contabilizadas 161 mortes pela doença no estado. Anteriormente, em 2022 foram registrados 120 óbitos pela doença, o maior número desde então, precedido pelo ano de 2016, com 103 mortes. 

A maior parte dos óbitos foram pacientes com mais de 80 anos (28,6%), com 46 mortes. Em seguida, as idades de 60 a 69 e 70 a 79, com 39 mortes cada. Oito crianças entre 0 e 9 anos também morreram em decorrência da doença no estado. 

Nos casos de pacientes hospitalizados, foram contados 970, sendo 317 internados apenas em Campo Grande. Os perfis com maiores números de hospitalização são as crianças de 0 a 9 anos, que somam 227 pacientes (23,3%), seguidos dos idosos maiores de 80 anos, que são 17,7% dos internados, ou 172 pacientes. 

Em Mato Grosso do Sul, já foram aplicadas 885.007 doses da vacina contra Influenza, de acordo com o Ministério da Saúde. O número corresponde à 48,12% da cobertura vacinal do estado. Em Campo Grande, capital do estado, foram aplicadas 296.883 doses. 

A vacinação está disponível para todas as pessoas acima de seis meses de idade, em todas as unidades de saúde do estado. 

SRAG

Foram registrados até hoje, 5.386 casos da Síndrome Respiratória Aguda Grave em Mato Grosso do Sul. Destes, 2.777 são crianças de 0 a 9 anos de idade, o que corresponde a 51,56% dos casos em todo o estado. 

Foram detectados 1.414 casos do Vírus Sincicial Respiratório, 798 casos de rinovírus e 660 casos da Influenza A H1N1, os agentes etiológicos mais encontrados nos pacientes. 
 

INQUÉRITO

Município de MS é investigado por suposto uso irregular de recurso público

Empresa de advogados teria sido custeada indevidamente com dinheiro enviado pela União

04/06/2026 14h30

Sede da Prefeitura de Ladário

Sede da Prefeitura de Ladário Foto: Anderson Gallo/Diário Corumbaense

Continue Lendo...

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil contra a administração pública de Ladário, que teria supostamente custeado a contratação de uma empresa de advogados com dinheiro repassado pelo Governo Federal para ser usado de forma exclusiva para investimentos estruturais.

De acordo com a portaria publicada no diário oficial do órgão, a denúncia surgiu como notícia de fato, após o Município e a empresa Ravanello, Paes & Ortiz Sociedade de Advogados terem firmado um contrato no valor de R$ 750 mil, sem necessidade de licitação, há dois anos.

Para custear este valor, Ladário teria utilizado recursos provenientes da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), que é uma compensação financeira que as mineradoras pagam à União por extrair minérios no Brasil. Os recursos arrecadados são distribuídos mensalmente entre União, Estados e Municípios para promover o desenvolvimento das regiões afetadas pela mineração.

Conforme a legislação que rege este recurso, o montante oriundo deste recurso deve ser usado em melhorias diretas para a comunidade, como infraestrutura, saúde, educação, meio ambiente e diversificação econômica. Ainda, os órgãos de controle deixam explícito que o dinheiro não pode ser usado para pagamentos de pessoal ou outros fins que não sejam estruturais.

De acordo com a Agência Nacional de Mineração (ANM), Ladário recebeu mais de R$ 70,9 milhões através da CFEM de 2010 a 2023, o que corresponde a cerca de 60,5% do arrecadado com a compensação no período somente com a mineração na cidade. 

Para o MPF, “as diligências realizadas no âmbito da Notícia de Fato revelam a necessidade de aprofundamento das investigações mediante análise documental, contábil, financeira e jurídica”. Por isso, foi instaurado o inquérito civil, para que também possa “verificar eventual ocorrência de desvio de finalidade na aplicação dos recursos, dano ao erário ou prática de ato de improbidade administrativa”.

Também, o procurador Marco Antônio Delfino de Almeida requisitou ao Município que envie diversos documentos e demonstrativos financeiros dentro de 20 dias para que o órgão dê sequência às investigações.

Outra polêmica

Na semana passada, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) recomendou que a Prefeitura de Ladário anule contratos firmados com a empresa CRIA Marketing Ltda., pertencente ao empresário Edson Panes de Oliveira Filho, irmão do vice-prefeito do município, Juliano Silva de Oliveira.

A recomendação foi publicada nesta terça-feira (26) no Diário Oficial do Ministério Público e é assinada pelo promotor de Justiça Daniel Pivaro Stadniky, da 5ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social de Corumbá.

Conforme consta no texto, a contratação e as prorrogações contratuais realizadas pelo município violam a Lei Federal nº 14.133/2021, a nova Lei de Licitações, além da Lei Orgânica de Ladário, que proíbe que parentes de agentes políticos até o segundo grau mantenham contratos com o poder público municipal.

De acordo com o procedimento instaurado pelo Ministério Público, a empresa celebrou contratos com órgãos e entidades da Prefeitura de Ladário para prestação de serviços de publicidade institucional, incluindo campanhas educativas, informativas e de utilidade pública.

O órgão ministerial destacou que a CRIA Marketing Ltda. tem como sócio-administrador Edson Panes de Oliveira Filho, irmão do atual vice-prefeito de Ladário, o que, segundo o entendimento da Promotoria, configura impedimento legal para manutenção dos contratos.

Na recomendação, o MPMS pede que o prefeito Munir Sadeq Ramunieh anule os contratos administrativos firmados com a empresa e também determine que secretários municipais e dirigentes de fundações revisem contratos vigentes para verificar possíveis irregularidades semelhantes.

O Ministério Público concedeu prazo de 10 dias úteis para que a prefeitura informe se irá cumprir a recomendação, com envio dos documentos comprobatórios das providências adotadas. 

O promotor ainda advertiu que o descumprimento poderá resultar em medidas judiciais e responsabilização dos agentes públicos envolvidos.

Assine o Correio do Estado

INTERIOR

ExpoRibas entra na mira do MP após 'cabo de guerra' entre prefeito e ex

Município firmou termo no valor total de R$1 milhão para custeio do evento realizado entre os dias 18 e 21 de março neste ano e entra agora na mira do Ministério Público Federal

04/06/2026 13h44

Entre as atrações, de 18 a 21 de março estiveram presentes, por exemplo, as duplas Matogrosso e Mathias; Jads e Jadson; Cesar Menotti e Fabiano, além do cantor sertanejo Zé Felipe encerrando as atividades.

Entre as atrações, de 18 a 21 de março estiveram presentes, por exemplo, as duplas Matogrosso e Mathias; Jads e Jadson; Cesar Menotti e Fabiano, além do cantor sertanejo Zé Felipe encerrando as atividades. Reprodução/PrefeituraRibas

Continue Lendo...

Distante aproximadamente 315 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, a cidade de Ribas do Rio Pardo está com sua feira agropecuária, industrial, florestal e de entretenimento na mira do Ministério Público Estadual (MPMS), que instaurou procedimento preparatório para investigar a última edição da "ExpoRibas" após um cabo de guerra entre o ex-prefeito e o atual chefe executivo municipal.

Conforme já consta na edição da próxima segunda-feira (08) do Diário Oficial do Ministério Público do Mato Grosso do Sul, o procedimento preparatório está sendo aberto pela 1ª Promotoria de Justiça de Ribas do Rio Pardo/MS. 

O assunto seria: apurar eventuais irregularidades ocorridas na celebração do Termo de Fomento, que foi firmado entre o Executivo Municipal e o Sindicato Rural de Ribas do Rio Pardo-MS, representado por Vanildo Souza de Oliveira, com o intuito de promover neste ano o chamado "ExpoRibas 2026".

Através deste termo de fomento, foi aprovada a lei que firmou repasse que atingiu o valor total de R$1 milhão, em parcela única, para o custeio do evento ExpoRibas 2026, realizado entre os dias 18 e 21 de março neste ano. 

Entre as atrações estiveram presentes, por exemplo, as duplas Matogrosso e Mathias; Jads e Jadson - que inclusive tiveram o show de R$60 mil custeado pelo Governo do Estado -; César Menotti e Fabiano, além do cantor sertanejo Zé Felipe encerrando as atividades. 

Entretanto, a festa foi alvo de pedido de impugnação por parte do ex-prefeito, João Alfredo Danieze, que foi responsável por comandar Ribas do Rio Pardo entre 2021 e 2024. 

Cabo de guerra

Conforme o documento de impugnação do ex-prefeito João Alfredo Danieze, "não há - e nem nunca houve - evento anterior desta natureza em Ribas do Rio Pardo, muito menos inexiste a absurda 'tradicionalidade' afirmada na publicação". 

Diante da manifestação, uma “notícia fato” foi registrada pelo Ministério Público do Mato Grosso do Sul para apurar eventuais irregularidades deste termo de fomento entre o município e o sindicato rural para realizar a ExpoRibas 2026. 

Há pouco mais de um ano, vale lembrar, o próprio ex-prefeito João Alfredo Danieze já havia entrado na mira do MP após suposto superfaturamento em decoração de Natal. 

Além disso, o nome do ex-prefeito de Ribas do Rio Pardo já apareceu ligado a uma suspeita de "farra de gratificações", que chegou a resultar em sua inelegibilidade por oito anos, o que foi afastado após reversão da condenação apenas para o pagamento de multa. 

Sobre a "tradicionalidade", o município, atualmente comandando por Roberson Luiz Moureira, se defendeu alegando que a tradição em si referia-se, de forma mais ampla, às comemorações oficiais do aniversário de Ribas do Rio Pardo, celebrado anualmente em 19 de março. 

Em defesa, a atual gestão do Executivo de Ribas do Rio Pardo reforçou que as celebrações são realizadas historicamente como marco cultural, social e comunitário da cidade, contando com programações que vão se adaptando ao longo dos anos conforme a realidade econômica, social e cultural de cada período.

"Ressalta-se, inclusive, que em exercícios anteriores o município já realizou dispêndios públicos similares para a promoção das festividades alusivas ao aniversário da cidade, variando apenas o formato e as atrações, o que demonstra a continuidade histórica da celebração e afasta qualquer alegação de ineditismo ou ausência de tradição", diz o Executivo de Ribas em resposta ao MPMS. 

Ou seja, enquanto o ex-prefeito é contra o valor empenhado para os quatro dias de festividade na ExpoRibas, questionando inclusive a "tradicionalidade da festa", o atual chefe do Executivo Municipal aponta que as movimentações mantém o objetivo principal de celebrar o aniversário com acesso amplo à população. 

Além disso, enquanto o ex-chefe de Ribas do Rio Pardo alega que o evento realizado entre os dias 18 e 21 de março aconteceu em espaço público cedido pela Prefeitura, através de sua resposta o atual prefeito disse que o ponto teria sido locado ao Sindicato Rural, sem qualquer participação do município na escolha, negociação, etc. 

Nesse caso, uma vez que ainda há diligências pendentes para esclarecimentos dos fatos, o MPMS instaurou procedimento preparatório para apurar as possíveis eventuais irregularidades no repasse de R$1 milhão para realização da Expo Ribas 2026, requisitando cópia de documentos ao município de Ribas e ao Sindicato Rural. 
 


Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).