Cidades

SEGURANÇA

MS registra menor número de furtos de veículos desde 2016

Nos últimos 10 anos, 31,9 mil ocorrências foram catalogadas em Mato Grosso do Sul, sendo 2.142 no ano passado, uma redução de quase 25% em relação a 2024

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Mato Grosso do Sul fechou o ano passado com 2.142 ocorrências de furtos de veículos, o menor registro anual desde 2016 e uma queda significativa de quase 25% em relação aos dados de 2024.

Segundo números do portal de estatísticas da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Mato Grosso do Sul acumulou 31.924 furtos veiculares nos últimos 10 anos, sendo que de 2016 a 2020 os anos sempre ultrapassaram a marca dos 3,5 mil furtos, sempre seguindo tendência de queda.

Nos anos seguintes, ainda no ritmo de redução, o Estado registrou menos de 3 mil furtos, ano após ano, até alcançar o recorde positivo de 2.142 ocorrências em 2025, a menor taxa até então. Em comparação com 2024, quando foram catalogadas 2.820 subtrações de veículos, uma redução de 24,04%.

Campo Grande é responsável por mais da metade dos casos, com 1.204 registros, seguido por Dourados e Três Lagoas, ambos com 174 e 96 ocorrências, respectivamente. Vale destacar que os dados foram atualizados até dia 14 de dezembro de 2025, ou seja, ainda não foram contabilizados os episódios de furto das últimas duas semanas do ano passado.

Em conversa com o Correio do Estado, o titular da Sejusp, Antônio Carlos Videira, disse que essa redução faz parte de uma alteração em uma das atribuições da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), mudança feita pelo delegado-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Lupérsio Degerone Lucio.

De acordo com Videira, foi retirada a responsabilidade da Defurv em apurar o crime de alteração de sinal identificador, que é quando uma pessoa adultera, remarca, suprime ou modifica qualquer sinal de identificação de veículos, função que passou a ser da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Relacionados à Atividade Executiva de Trânsito (Deletran).

Com isso, o secretário afirma que foi possível desafogar as demandas da Defurv, que passou a se concentrar mais nos furtos e roubos de veículos.

Também falou com a reportagem o secretário-adjunto da Sejusp, Ary Carlos Barbosa, que destacou outros motivos para a redução brusca nas ocorrências de furto de veículos, além da mudança de atribuição.

“É coisa simples, só uma mudança de um patamar, de uma coisinha, de uma atitude, você consegue resolver. Há também mais operações na cidade, mais operações de trânsito, de rodovias, para que se pudesse diminuir esse número”, diz.

“Nós tivemos no ano passado, um incremento efetivo na polícia militar de 500 homens. Então, como você aperta aqui, diminui em outros lugares também. Você só vai roubar se tiver quem vai receber. Se você não deixar chegar, as pessoas não roubam”, complementa o secretário-adjunto.

Barbosa ainda ressalta que a maioria dos casos furtados são usados no ramo do tráfico de drogas e, até por isso, as caminhonetes seguem como o perfil mais procurado pelos criminosos, até pela capacidade de transportar um volume alto de carga.

PARCERIA VIZINHA

Em 2014, ainda sob o comando da delegada Maria de Lourdes Cano, a Defurv firmou um acordo com a Bolívia, por intermédio do Ministério da Justiça, para que os veículos furtados em Mato Grosso do Sul e resgatados no país vizinho voltassem ao estado pantaneiro.

Na primeira frota, voltaram para Campo Grande mais de 40 veículos, desses, foram 21 carros e 20 motocicletas. Barbosa confirmou ao Correio do Estado que o acordo continua em vigência e que os automóveis são devolvidos assim que são confiscados, seja no sentido Brasil-Bolívia ou vice-versa.

REDUÇÃO

Os roubos também registraram queda no ano passado em relação a 2024, segundo dados da Sejusp. No ano passado foram 2.631 registros, enquanto em 2024, foram 3.130 ocorrências.

Entre as modalidades, o roubo seguido de morte caiu 23,5%, passando de 17 em 2024 para 11 em 2025. Em seguida, aparecem o roubo ao comércio, com queda de 21,3%, roubo em via urbana (-17,4%), roubo de veículo (-11,5%) e roubo em residência (-8,9%).

Em Campo Grande, os índices também apresentaram redução, essa de 20,7%. O crime em via urbana passou de 1.553 em 2024 para 1.196 no ano passado, uma queda de 23,1%.

O roubo ao comércio reduziu 19,5%. O roubo de veículos diminuiu 14,8% e o roubo em residência caiu 11,1%.

Em 2024, foram registrados 33.514 ocorrências de furto, enquanto em 2025, o número caiu para 32.739, uma queda de 1,7%. O furto de veículos apresentou a maior redução, seguido do furto em residência, que diminuiu 1,2%.

*Saiba

Conforme consta no Código Penal, furto é a subtração sem contato direto ou coação, agindo às escondidas, um crime considerado mais brando quando comparado ao roubo, que é quando envolve violência ou grave ameaça à pessoa para subtrair um bem.

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Fiscalização

Creches irregulares são fechadas após denúncias em Campo Grande

MPMS investigou unidades sem autorização e com estrutura inadequada; um dos casos envolvia várias crianças cuidadas por uma única pessoa em uma residência

16/10/2026 14h31

Reprodução/MPMS

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Denúncias sobre falta de autorização para funcionamento e condições inadequadas de atendimento levaram ao fechamento de creches e pré-escolas em Campo Grande, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A investigação identificou problemas em estabelecimentos de educação infantil e acompanhou providências administrativas adotadas pelo poder público municipal.

O caso foi apurado pela 46ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, por meio de inquérito civil que investigou possíveis falhas na fiscalização de instituições destinadas ao cuidado e à educação de crianças.

Entre as situações relatadas, uma creche funcionava em uma residência onde várias crianças ficavam sob os cuidados de uma única pessoa. Conforme denúncia encaminhada pelo Conselho Tutelar, havia preocupação com a estrutura do imóvel, a segurança das crianças e a falta de informações sobre elas que pudessem ser utilizadas em situações de emergência.

O promotor de Justiça Oscar Bessa Filho destacou a necessidade de verificar não apenas a regularidade administrativa dos estabelecimentos, mas também as condições oferecidas para garantir a segurança e o cuidado adequado das crianças.

Durante a investigação, o MPMS solicitou informações à Secretaria Municipal de Educação (Semed) e analisou documentos de outros procedimentos que apontavam possíveis irregularidades em unidades de educação infantil da Capital.

Segundo o Ministério Público, as fiscalizações demonstraram que diversos estabelecimentos encerraram as atividades e que foram adotadas providências administrativas em relação às unidades que permaneceram em funcionamento.

A atuação envolveu diferentes órgãos municipais e instituições da rede de proteção, incluindo as secretarias de Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento, Fazenda, Saúde e Assistência Social, além do Conselho Municipal de Educação e dos Conselhos Tutelares.

Também foi instaurado um procedimento administrativo para acompanhar as medidas conjuntas relacionadas ao funcionamento desses serviços.

Fiscalização

A investigação teve como foco possíveis irregularidades administrativas e estruturais em estabelecimentos que atendem crianças na primeira infância, além de eventual omissão do poder público municipal na fiscalização.

O MPMS ressalta a importância da atuação integrada dos órgãos públicos para assegurar que creches e pré-escolas funcionem de acordo com as exigências legais e ofereçam ambientes seguros e adequados.

 

Oportunidade

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu

16/10/2026 14h00

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

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