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Saúde

MS tem mais de 600 pacientes na lista de espera por transplante de órgãos

Pouco mais de um ano depois do primeiro transplante de órgão visceral no Estado, Associação promove evento beneficente para ampliar o serviço

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A pesquisa referente ao primeiro semestre de 2025 feita pelo Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), o veículo oficial da associação brasileira de transplante de órgãos, mostrou que 654 pacientes estão na lista de espera para transplante de órgãos em Mato Grosso do Sul. Destes, 13 são crianças. 

O levantamento referente aos meses de janeiro a junho deste ano aponta que, neste período, 297 pessoas entraram para a lista de espera no Estado. Os números começaram a ser levantados em 2016 pelo RBT. 

Segundo o relatório, em todo o Estado nos seis primeiros meses de 2025, foram enviadas 138 notificações a potenciais doadores. Destes, 77 realizaram entrevista para a doação e 42 recusaram. 

O órgão com mais pacientes em espera é a córnea, com 382 adultos e 12 crianças na lista. Em seguida, vem a espera pelo rim, com 241 pacientes. Em seguida, 16 esperam por um fígado e 3 por coração. 

"Neste primeiro semestre, as taxas de doação e transplante cresceram menos do que o projetado para o período e nos distanciaram um pouco dos objetivos previstos para este ano. A taxa de efetivação da doação (27,3%) permanece estagnada nos últimos anos, estando 14,7% abaixo da meta prevista para 2025 (32%). Apenas SC apresentou taxa de efetivação superior a 40%. Os maiores obstáculos são a persistentemente elevada taxa de não autorização familiar (45%) e de contraindicação médica (18%)", escreve o documento. 

Transplante de fígado

Mesmo com a estagnação na taxa de doação no País, Mato Grosso do Sul se destacou no procedimento de transplante de fígado. Menos de um ano após o início dos transplantes de fígado na rede pública, o Estado já ocupa a 4ª posição na lista entre os estados por milhão de habitantes. 

O sistema estadual de saúde passou a realizar esse tipo de procedimento a partir de julho de 2024. Assim, a marca no ranking representa um grande avanço para a Saúde sul-mato-grossense. 

Desde o início das operações, foram realizadas 45 cirurgias no Hospital Adventista do Pênfigo, tendo como responsável o cirurgião Gustava Rapassi e sua equipe. 

"A implantação do transplante hepático é um marco para o Estado. Em pouco tempo, conseguimos estruturar um serviço eficiente, com equipe especializada e suporte hospitalar adequado, oferecendo o procedimento dentro do próprio território e garantindo mais segurança e conforto aos pacientes", afirmou a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Claire Miozzo.

Campanha de arrecadação de fundos 

Em meio ao marco, a Associação Fratello Transplantes, uma entidade sem fins lucrativos, quer colocar o Estado como referência no transporte de mais órgãos, ampliando o serviço. 

Com a marca de 56 pessoas transplantadas de fígado, a meta agora é possibilitar o transplante de rins e pâncreas, procedimentos que ainda não são feitos em Mato Grosso do Sul. 

Assim, a Associação promove no dia 13 de novembro o evento Noite Pantaneira Fratello na intenção de arrecadar fundos para a ampliação do serviço de transplante no Estado. 

O evento, em parceria com o Ondara Buffet, promete levar o público a uma imersão gastronômica em sabores que exaltam o Pantanal, além de serem recebidos pelo maestro e violinista Rafael Fontinele e, ao final da noite, poderem prestigiar um show especial com o músico e compositor Geraldo Espíndola e o instrumentista Marcelo Loureiro. 

Os ingressos são limitados e toda a renda obtida com a venda deles será revertida para a a implantação dos transplantes renal e pancreático no Estado, dando a oportunidade de salvar ainda mais vidas. 

O valor do primeiro lote é de R$300 por pessoa e inclui o jantar completo, sobremesas e bebidas alcoólicas e não alcoólicas. O valor pode ser parcelado no cartão de crédito em até 12 vezes. 

Segundo a organização do evento, a expectativa é que sejam vendidos mais de 400 ingressos para que a arrecadação fique entre R$100 a R$150 mil, valor que deve ser suficiente para a compra de insumos necessários para a realização dos transplantes, como materiais, equipamentos, produtos e serviços especializados. 

A Fratello

A Fratello é uma associação sem fins lucrativos criada com a missão de transformar a realidade dos transplantes de órgãos e tecidos em Mato Grosso do Sul. 

Fundada em abril de 2023, nasceu da urgência de apoiar pacientes em situação de vulnerabilidade, oferecendo acolhimento, estrutura e dignidade em todas as fases da jornada do transplante. 

A entidade reúne pacientes transplantados, profissionais da saúde e voluntários.
 

Jardim Noroeste

Homem é morto após atacar policiais com facão no Jardim Noroeste

Policiais teriam utilizado inclusive uma arma de choque na tentativa de contê-lo

26/04/2026 17h45

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Um homem de 41 anos, identificado como Carlos Carneiro Pinto, morreu por volta das 6h neste domingo (26) após avançar contra policiais militares armado com um facão, no bairro Jardim Noroeste.

Segundo o boletim de ocorrência da PM, Carlos teria passado a noite consumindo bebidas alcoólicas em uma conveniência da região, antes de seguir, por volta das 4h, para a casa de um conhecido, junto de uma mulher. Na casa, o consumo de álcool continuou, até que o homem passou a apresentar comportamento alterado, com sinais de surto, "agressividade e paranoia" após utilizar o banheiro.

Conforme o boletim de ocorrência, a vítima passou a afirmar que estava sendo perseguida e ameaçou os presentes com uma faca de serra. Em seguida, se armou com um facão e começou a golpear os móveis da residência. Diante da situação, o dono da casa conseguiu sair para pedir ajuda, enquanto a mulher se trancou no banheiro e acionou a Polícia Militar.

Ao chegar na casa, a equipe policial teria ordenado que Carlos largasse a arma e se deitasse no chão. Ele chegou a soltar a faca inicialmente, mas não obedeceu às ordens e voltou a agir de forma agressiva, destaca o boletim de ocorrência. Os policiais teriam utilizado inclusive uma arma de choque na tentativa de contê-lo, porém sem sucesso.

Na sequência, Carlos voltou a se armar com a faca e avançou contra os agentes. Diante do risco, um policial atirou contra Carlos, que caminhou alguns passos antes de cair. O Corpo de Bombeiros foi acionado e, ao chegar ao local, constatou a morte.  

A perícia identificou que a vítima foi atingida por disparos no antebraço, bíceps, abdômen e clavícula. O facão utilizado, com aproximadamente 60 centímetros de comprimento, e a arma do policial foram recolhidos para análise pericial.

As testemunhas foram encaminhadas à delegacia para prestar esclarecimentos. O caso foi registrado e será investigado pelas autoridades competentes. Conforme a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), está foi a 29ª morte por intervenção de agente de estado em 2026. 

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INTERIOR

Foragido da Justiça por roubo morre em confronto com o Choque em MS

Dois dias após fugir e descumprir ordem judicial, o homem foi localizado em uma residência, onde estaria escondido

26/04/2026 17h30

Ação foi realizada pelo Choque do município de Rio Verde

Ação foi realizada pelo Choque do município de Rio Verde Foto: Rio Verde News

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Um homem de 31 anos, identificado como Edivaldo Gomes dos Santos, conhecido como “Hungria”, morreu depois de entrar em confronto com o Pelotão de Choque da Polícia Militar, em Rio Verde, cerca de 48 horas depois de ser perseguido por policiais e descumprir ordem judicial, sendo considerado um foragido da Justiça.

De acordo com informações do jornal Rio Verde News, tudo começou na noite da última quinta-feira (24), no bairro Nova Rio Verde, onde uma equipe de policiais avistou uma motocicleta com dois ocupantes - um homem e uma mulher -, que quando percebeu a presença dos oficiais, o condutor iniciou fuga em alta velocidade.

Diante disso, foi iniciado acompanhamento tático, que não durou muito. Em determinado momento da fuga, o condutor perdeu o controle do veículo, subiu na calçada e colidiu contra um muro. Porém, mesmo com o forte impacto, o motorista conseguiu sair da motocicleta e fugir a pé, deixando a outra passageira para trás, que foi abordada pelos policiais.

No interrogatório, a mulher informou que foi contratada para um programa e que não sabia o motivo da fuga, mas ajudou os agentes ao informar a identidade do homem, que chegou a ser procurado pelas redondezas do local do acidente, mas não foi encontrado naquela ocasião.

Durante checagem no sistema da Polícia, foi constatado que o homem tinha um mandado de prisão em aberto “nas costas”. Enquanto isso, a passageira foi encaminhada ao Hospital Geral Paulino Alves da Cunha (HGPAC) devido aos ferimentos do acidente, onde recebeu atendimento médico e foi liberada ainda na mesma noite.

Dois dias depois, por volta dás 19h deste sábado (25), a Polícia Militar recebeu denúncia de que o procurado estaria escondido em uma residência, localizada no bairro Jardim Semiramis. Ao chegarem no local, os agentes avistaram Edivaldo e tentaram abordá-lo, porém, o suspeito reagiu à ação policial, o que resultou em um confronto armado.

Durante a troca de tiros, Edivaldo foi atingido e ainda chegou a ser socorrido pelos policiais, que o encaminharam para o hospital. Contudo, o suspeito não resistiu aos ferimentos e morreu assim que deu entrada no complexo hospitalar.

Segundo informações policiais, o baleado em confronto era investigado por envolvimento em um roubo armado de motocicleta ocorrido no mês passado, em Rio Verde, e também era apontado como suspeito de um homicídio registrado na mesma noite na cidade de Coxim, cidade que fica a aproximadamente 50 quilômetros de Rio Verde.

Dados

Conforme revela a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS), o estado registrou, até o momento, 27 mortes por intervenção legal de agente do Estado em 2026, número levemente inferior quando comparado com o mesmo período do ano passado. O portal foi atualizado a última vez às 23h59 deste sábado.

Em suma, a morte por intervenção legal de agente do Estado ocorre quando um agente de segurança pública (policial civil, militar, federal, ou sistema prisional), no exercício de sua função, causa a morte de uma pessoa para cessar uma injusta agressão ou em cumprimento de dever legal.

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