Cidades

ESPERADA HÁ ANOS

MS volta a prometer 'tirar do papel' viaduto na rotatória da Coca Cola

Seilog ainda aguarda entrega de análise do projeto por parte da Prefeitura e diz que abertura do processo de licitação deve acontecer até junho do ano que vem

Continue lendo...

Durante assinatura da ordem de serviço de cinco novas empresas para o tapa-buraco, na manhã de hoje (18) no Indubrasil, o titular da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso do Sul (Seilog) voltou a prometer que o tão esperado viaduto na rotatória da Coca-Cola "deve sair do papel".

Representando o governador Eduardo Riedel na ocasião, o engenheiro Guilherme Alcântara de Carvalho não cravou exatamente quando exatamente as obras devem começar, porém deu uma noção dos prazos para finalmente dar o primeiro passo e, assim, começar o certame. 

Segundo o chefe da Seilog, a Pasta aguarda apenas a entrega de análise do projeto por parte da Prefeitura de Campo Grande, que Guilherme Alcântara de Carvalho frisa que deve acontecer ainda neste ano. 

Ele destaca que, com a prefeitura terminando a análise, feita a entrega ainda este ano, a abertura do processo de licitação deve acontecer até junho do ano que vem. 

"É bem possível que no primeiro semestre de 2027 nós tenhamos a licitação tão esperada do viaduto da Coca-Cola. Já há a verba, pois o recurso é federal", afirmou. 

Prometida há tempos

Ainda durante a gestão de Alcides Bernal, em 2015 houve publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) a ordem de execução de serviço para que a empresa FCK Engenharia e Consultoria Ltda. desse início aos estudos preliminares de viabilidade técnica e econômica para a construção do "Viaduto Coca Cola". 

Localizada no cruzamento da avenida Gury Marques com a Interlagos, na saída de Mato Grosso do Sul para São Paulo, à época essa obra chegou a integrar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) 2 Mobilidade Urbana, cuja verba de execução estava parada na Caixa Econômica Federal desde 2012 por atraso no envio de projetos.

Há pouco mais de um ano, vale lembrar, o próprio atual governador em busca agora de reeleição, Eduardo Riedel, aproveitou a cerimônia de lançamento de obras refeentes ao aniversário de 126 anos para anunciar que o viaduto sairia do papel, fala feita diante de autoridades como o vice-governador Barbosinha, a prefeita Adriane Lopes, a vice-prefeita Camila Nascimento, além de senadores, deputados federais, estaduais e vereadores.

Porém, Riedel não chegou a citar na ocasião uma data específica para a execução da obra ou sequer para o lançamento da licitação, que hoje (18) voltou a ser prometida para até no máximo meados do ano que vem. 

Como bem acompanha o Correio do Estado, em fevereiro do ano passado, os vereadores de Campo Grande se reuniram com a bancada federal, que liberou R$ 110 milhões em emendas para serem investidos em obras em viadutos, incluindo o da rotatória Coca Cola, considerado uma solicitação antiga da população da Capital.

Conforme já divulgado através de Diário Oficial, a elaboração desse projeto tem custo estimado em aproximadamente R$135.896,28, sem maiores atualizações sobre a construção desde então.
 

Assine o Correio do Estado

BURACO IGNORADO

Asfalto da MS-480 recebe serviço de pintura em cima de buraqueira

Serviços de tapa-buraco ocorrem apenas perto da usina hidrelétrica Sérgio Motta, distante de onde ocorre a manutenção das faixas na MS-480

18/09/2026 11h10

Governo do Estado pinta asfalto da MS-480 sobre buracos

Governo do Estado pinta asfalto da MS-480 sobre buracos Reprodução

Continue Lendo...

O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul realiza serviço de pintura de faixas na rodovia MS-480, que liga o Estado à São Paulo. Porém, o que chama atenção é que esta atividade está sendo feita sobre um asfalto que está em condições precárias.

Imagens feitas por Marcos Guimarães, que se apresenta como pré-candidato a deputado federal pelo Novo e que já foi candidato a prefeito de Nova Andradina pelo mesmo partido, mostram que o serviço de manutenção é feito por cima de "buracos", ignorando totalmente a estrutura do asfalto. 

Marcos Guimarães diz no registro que "não dá nem para acreditar no que estou vendo. A MS-480, que carece de reparos e uma reestruturação, está passando por um serviço de manutenção. Estão pintando a faixa, mas por cima dos buracos. É um absurdo um negócio desse".

O serviço de manutenção ocorre desde o trevo com a MS-276, a qual interliga o município de Batayporã com Anaurilândia. As fotos foram feitas na manhã desta sexta-feira (18).

Mais à frente, perto da Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta, há um outro serviço sendo feito, este de tapa-buracos. As obras de recuperação asfáltica ocorrem praticamente em cima da hidrelétrica, longe do trecho de pintura de faixa.

Além de ligar Mato Grosso do Sul, por Batayporã, à São Paulo, pelo município de Rosana, a MS-480, no trecho entre Anaurilândia e o trevo da MS-276, também é uma das principais rotas de escoamento de produção com destino aos estados do Paraná e Santa Catarina, via Usina Hidrelétrica Engenheiro Sérgio Motta.

A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos foi procurada pela reportagem do Correio do Estado para responder se há previsão para obras de recapeamento neste trecho. Porém, até o momento da publicação da matéria não obteve retorno.

HERANÇA MILIONÁRIA

Briga por seis fazendas chega ao fim após acordo familiar

Audiência durou cerca de sete horas para família sul-mato-grossense e boliviana entrar em consenso sobre divisão de bens

18/09/2026 10h14

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul Foto: Divulgação / TJMS

Continue Lendo...

Com herança milionária em disputa, uma audiência familiar no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) teve cerca de sete horas de duração para resolver como ficaria a distribuição do patrimônio que incluí seis fazendas, que somam quase 9 mil hectares juntas.

A reunião aconteceu na última quarta-feira (16), com início às 09h e encerramento somente às 16h25. O acordo foi conduzido pelo desembargador Luiz Tadeu Barbosa Silva e teve a participação de ao menos 15 pessoas herdeiras, com algumas vindo de Santa Cruz de La Sierra, da Bolívia.

O caso envolve um inventário degrande complexidade, que contém imóveis urbanos localizados em Dourados e propiedades rurais em Mato Grosso, as quais incluem as seis fazendas.

Além das terras em solo brasileiro, o patrimônio também inclui uma extensa área de terras que são localizadas na Bolívia. Porém, por estar em outro país, sua negociação e divisão será solucionada pela jurisdição do país vizinho.

Segundo os desembargadores presentes durante o momento pós consenso, o presidente do TJMS, Dorival Renato Pavan e Luiz Tadeu, que conduziu o caso, a disputa judicial poderia se prolongar por décadas devido ao porte do patrimônio e particularidades relacionadas à sucessão e localidades.

Foi destacado por ambos que apesar das longas horas de audiência, a atuação das partes por meio do diálogo, negociação e busca por consenso é "a melhor resposta para a sociedade" por representar uma união familiar.

O inventário será convertido em arrolamento sumário, que possibilita a homologação de partilha amigável dos imóveis.

Segundo o TJMS, o acordo familiar representa economia de tempo e recursos, além da preservação de vínculos em casos que envolvem patrimônio e sucessão.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).