Manifestantes do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST) e de outras frentes populares, em protesto pela reforma agrária, bloquearam, na madrugada desta sexta-feira (20), a BR-163, em Campo Grande, na saída para São Paulo.
O bloqueio ocorre do quilômetro 466 ao 463, com congestionamento nos dois sentidos.
Em contato, a concessionária informou ao Correio do Estado que aproximadamente 150 pessoas estão, no momento, bloqueando a via, permitindo a passagem apenas de ambulâncias.
A retenção de tráfego chega a cerca de 3 quilômetros no sentido sul e 1 quilômetro no sentido norte. Ainda não há previsão de liberação.
A recomendação da concessionária é que os motoristas busquem rotas alternativas, como a MS-040 ou a BR-060, para evitar o bloqueio, que segue nos dois sentidos da via.
Divulgação: Motiva PantanalRotas alternativas:
Para escapar do bloqueio a orientação é que os motoristas utilizem desvios:
- * Sentido norte: acesso no km 461, com saída para a MS-040;
- * Sentido sul: acesso no km 466, com saída para Sidrolândia.
Confira a nota da Motiva Pantanal:
A Motiva Pantanal informa a existência de uma manifestação do Movimento Sem Terra (MST) na altura do km 463 da BR-163/MS, em Campo Grande, com interdição total da pista. O tráfego está interrompido nos dois sentidos, com aproximadamente 150 pessoas no local bloqueando a rodovia.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está no local e conduz as negociações com os manifestantes para a liberação da via. No momento, a passagem é permitida apenas para ambulâncias. Equipes da Motiva Pantanal atuam no apoio à ocorrência, realizando a sinalização e orientando os clientes.
Bloqueio
Por meio das redes sociais, o MST informou que trabalhadoras do campo estão à frente da manifestação em defesa da “reforma agrária, da produção de alimentos e da justiça social”.
A pista foi fechada com galhos e fogo, em imagens divulgadas pelos manifestantes é possível visualizar a fila de veículos parados, desde caminhões até veículos de passeio.
Imagem DivulgaçãoConfira a nota na íntegra:
“Neste mês de março, marcado pela luta das mulheres, são elas que estão na linha de frente da mobilização, reafirmando o protagonismo das trabalhadoras do campo na defesa da reforma agrária, da produção de alimentos e da justiça social.
A ação também faz parte da preparação para a Jornada de Lutas do Abril Vermelho, período histórico de mobilização em defesa da reforma agrária e em memória dos mártires da luta pela terra.
A mobilização denuncia a demora nas respostas para as famílias acampadas, a paralisação de processos de assentamento e a falta de políticas públicas que garantam terra, moradia e condições dignas de produção.
A frente unitária segue mobilizada e afirma que a luta continuará até que haja medidas concretas para destravar a reforma agrária no estado.”


Fonte: Marinha do Brasil – 6º Comando do Distrito Naval, régua em Ladário
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET)


