Cidades

decisão judicial

Mulher do traficante Nem volta para a prisão em MS

Mulher do traficante Nem volta para a prisão em MS

GABRIEL MAYMONE E LÚCIA MOREL

25/07/2014 - 14h12
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A mulher do traficante Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, Danúbia de Souza Rangel, que estava cumprindo prisão domiciliar em Mato Grosso do Sul desde o dia 2 de julho, voltará para a prisão.

Na terça-feira (22), a 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde corre o processo, decidiu não confirmar o habeas corpus concedido em primeira instância pelo desembargador Siro Darlan.

Danúbia está presa, desde o dia 31 de março, quando foi surpreendida por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecente (DRE) da Polícia Federal, em sua casa, no Mato Grosso do Sul, durante a Operação Maioridade. Na época, as investigações mostraram a ligação de Nem, que está em penitenciária federal do estado, e de sua quadrilha com criminosos ligados a Marcelo Santos das Dores, o Menor P, que também foi detido. A jovem também está presa preventivamente depois de ser denunciada, no processo sobre a Operação Paz Armada, na favela da Rocinha, em julho do ano passado. 

POLÊMICA NAS REDES

"Aqui pra você petista" diz campo-grandense ao 'beber' detergente Ypê

Gravação repercutiu em páginas nacionais após decisão da Anvisa de recolher lotes de produtos da marca por risco de contaminação microbiológica

12/05/2026 09h45

Campo-grandense aparece em vídeo segurando embalagem da marca Ypê e fazendo gesto obsceno ao final da gravação

Campo-grandense aparece em vídeo segurando embalagem da marca Ypê e fazendo gesto obsceno ao final da gravação Reprodução: Redes Sociais

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Um vídeo gravado por um morador de Campo Grande viralizou nas redes sociais nos últimos dias após mostrar o homem aparentemente ingerindo um líquido dentro de uma embalagem de detergente da marca Ypê enquanto faz provocações políticas.

Na gravação, o campo-grandense aparece dentro de um carro segurando um frasco da marca e simulando beber o conteúdo. Ao final do vídeo, ele mostra o dedo do meio para a câmera e diz: “Aqui pra você, petista”.

Ainda não há confirmação se o conteúdo ingerido era realmente detergente ou outro líquido colocado na embalagem.

O vídeo passou a circular em páginas nacionais e ganhou repercussão em meio à polêmica envolvendo a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de determinar o recolhimento de lotes de produtos da Ypê fabricados pela empresa Química Amparo.

Conforme publicado pelo Correio do Estado na última semana, a Anvisa suspendeu a fabricação, comercialização, distribuição e uso de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca após identificar falhas consideradas graves no processo de produção da unidade localizada em Amparo (SP).

Segundo a agência, inspeções realizadas em conjunto com órgãos de vigilância sanitária identificaram irregularidades em etapas críticas da fabricação, incluindo problemas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. A Anvisa afirmou que as falhas podem representar risco sanitário, incluindo possibilidade de contaminação microbiológica.

A medida atingiu produtos de diferentes linhas da marca, entre eles detergentes lava-louças Ypê, lava-roupas líquidos Tixan Ypê e desinfetantes Bak Ypê e Atol. O recolhimento vale para lotes com numeração final 1.

A decisão acabou gerando forte repercussão política nas redes sociais. Isso porque integrantes da família ligada ao controle da empresa fizeram doações para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.

Com isso, apoiadores do ex-presidente passaram a alegar, sem apresentar provas, que a medida da Anvisa teria motivação política. Em resposta, vídeos de pessoas exibindo produtos da marca e até simulando o consumo dos detergentes começaram a circular nas redes sociais.

Outro caso semelhante foi registrado em Goiás. Conforme o portal Tribuna do Planalto , um suposto pré-candidato ligado ao PL em Catalão gravou um vídeo fingindo ingerir detergente Ypê enquanto minimizava os alertas sanitários envolvendo os produtos.

Segundo a CNN Brasil o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11) que a Anvisa recebeu vídeos de pessoas bebendo detergente da marca e que o órgão está analisando quais medidas jurídicas podem ser adotadas.

“O que aconteceu foi uma decisão técnica da Anvisa. A Anvisa não tem lado partidário”, declarou o ministro ao comentar a repercussão dos vídeos publicados por apoiadores da direita em defesa da marca.

Padilha também afirmou que a circulação dos conteúdos começou após ganhar repercussão a informação de que donos da empresa fizeram doações à campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

Apesar da repercussão nas redes sociais, a recomendação oficial da Anvisa continua sendo para que consumidores evitem utilizar os produtos pertencentes aos lotes afetados até a conclusão definitiva das análises técnicas.

Veja o vídeo completo:

 

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sete presos

MPMS faz nova ofensiva contra corrupção na secretaria de obras da Capital

Conforme informações iniciais, o ex-secretário Rudi Fioresi e o engenheiro Mehdi Talayeh, que ainda segue na Sisep, teriam sido presos

12/05/2026 09h37

Investigadores do Ministério Público apreenderam cédulas de dinheiro em um dos endereços que foram alvo de busca e apreensão nesta terça-feira (12)

Investigadores do Ministério Público apreenderam cédulas de dinheiro em um dos endereços que foram alvo de busca e apreensão nesta terça-feira (12)

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Quase três anos depois da primeira fase da operação Cascalhos de Areia, realizada em 15 de junho de 2023, promotores do Ministério Público Estadual e policiais chegaram à conclusão que o suposto esquema de corrupção segue ativo e desencadearam nesta terça-feira (12) uma nova etapa das investigações. Sete pessoas teriam sido presas. Desta vez, porém, o alvo principal seriam os serviços de tapa-buracos. 

Conforme informação inicial, o ex-secretário de obras, Rudi Fioresi, que desde fevereiro deste ano comanda a Agesul, do Governo do Estado, teria sido preso na operação. Os policiais foram cedo ao seu apartamento, na Rua das Garças, na região central de Campo Grande. Ele comandou a secretaria municipal de obras entre 2017 e 2023, mas antes disso já atuava como adjunto. Na Agesul, ele é o resposável por contratos de obras que beiram os R$ 2 bilhões.

Além do apartamento do ex-secretário, outro endereço visitado pelos investigadores  é a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Público, que desde o começo de abril está sem secretário. Conforme as informações iniciais, o engenheiro Mehdi Talayeh, um dos superintendentes da pasta, teria sido preso.

Após a saída de Marcelo Miglioli, no começo de abril, ele chegou a ser apontado como seu substituto. Porém, no dia 30 de abril a prefeita Adriane Lopes anunciou que Paulo Eduardo Cançado Soares assumiria a pasta. Até está terça-feira (12), contudo, ele não foi nomeado oficialmente. 

O engenheeiro Mehdi Talayeh já fora alvo das investigações na primeira etapa da Cascalhos de Areia, quando o Ministério Público apontou suposto esquema de superfaturamento de contratos da ordem de R$ 300 milhões para aluguel de máquinas e cascalhamento de ruas sem asfalto. 

À época, os principais alvos da investigação foram os empreiteiros André Luiz dos Santos (André Patrola) e Edcarlos Jesus Silva, que seria uma espécie de "laranja" do próprio André Patrola. Ambos viraram réus.

Porém, como ainda não foram julgados, seguem prestando serviços à Secretaria de Obras. O mais recente contrato assinado com André Patrola, na semana passada, é para serviços de recapeamento. Patrola é dono da empresa André L. dos Santos Ltda, que receberá R$ 6.153.797,28 para recapeamentos na região do Prosa. 

Além da devassa na Secretaria de Obras, investigadores do Ministério Público, que até 09:35 não haviam divulgado informações oficiais, também amanheceram em uma residência na região do Tiradentes. 

No imóvel, próximo da Lagoa Itatiaia, reside o engenheiro Edivaldo Pereira Aquino, que também teria sido preso e seria um dos responsáveis pelos serviços de tapa-buracos. No local eles encontraram um veículo oficial da Sisep,apreenderam documentos e encontraram dinheiro. A quantidade apreendida ainda não foi informada. 
 

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