Cidades

ESTELIONATO

Mulher sofre golpe de quase R$ 4 mil após ligação de "gerente de banco"

A tela do celular da vítima ficou preta após atender a chamada suspeita

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Em Campo Grande, uma mulher, de 52 anos, foi vítima de golpe bancário, estelionato eletrônico, fraude mediante meio digital e acesso indevido ao aparelho celular, com realização de transações bancárias não autorizadas.

No Boletim de Ocorrência, a vítima relata que estava em seu local de trabalho quando recebeu uma ligação de vídeo, via WhatsApp, do contato identificado como "Renato Viva Sorte". Ao atender a videochamada, o indivíduo disse que era o "gerente do banco". A mulher, surpresa, apenas perguntou "o que houve?". Logo em seguida, sem que tivesse informado qualquer dado, a tela de seu aparelho celular ficou preta.

O aparelho da vítima, um Xiaomi 14 Pro,  passou a apresentar falhas graves, ficando sem utilidade regular após a ligação.

Aos policiais, a vítima ressaltou que não forneceu nenhuma informação ao "gerente do banco". Também não compartilhou a tela do aparelho, não clicou em link, não instalou aplicativo, não autorizou acesso remoto e não autorizou nenhuma operação bancária.

Após o ocorrido, a vítima constatou movimentações bancárias suspeitas e não reconhecidas, causando prejuízo financeiro de R$ 3.961.

O prejuízo decorre de transferências via Pix, nos valores de R$ 990, R$ 1.500, R$ 1 mil e outra de R$ 471. A mulher informa que não reconhece, não realizou e não autorizou nenhuma das operações, tampouco possui qualquer relação comercial com as empresas recebedoras dos valores.

Ela requeriu às autoridades que sejam adotadas providências para identificação do usuário/titular da linha telefônica, bem como dos titulares das contas recebedoras dos valores.

Por fim, requer o rastreamento dos valores, tentativa de bloqueio/recuperação das quantias subtraídas, preservação dos dados das transações e identificação dos elementos técnicos relacionados às operações, incluindo chaves Pix, contas destinatárias, IPs, dispositivos utilizados, horários das operações, eventuais dados de geolocalização e demais informações necessárias à investigação.

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Trânsito

Detran-MS não relança CNH Social desde 2022 e promete novo edital só em 2027

Apesar de o programa ter previsão de lançamento anual, apenas um edital foi aberto desde 2022, ano de sua criação

05/06/2026 08h00

O programa previa que pessoas carentes poderiam ter acesso ao processo para obter a Carteira Nacional de Habilitação em MS

O programa previa que pessoas carentes poderiam ter acesso ao processo para obter a Carteira Nacional de Habilitação em MS Marcelo Victor/Correio do Estado

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Lançado em março de 2022 pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) com a promessa de ser um programa anual, o CNH Social, que prometia dar 5 mil carteiras de motoristas para pessoas carentes por edital, não saiu da primeira lista e foi “abandonado” pelo órgão.

O programa foi instituído por meio da Lei Estadual nº 5.806, de 16 de dezembro de 2021. A ação, segundo a sua própria regulamentação, publicada em março de 2022, seria feita por meio de editais que seriam lançados “periodicamente”.

“O programa será executado de forma contínua pelo Detran-MS, por meio de editais a serem publicados periodicamente. Parágrafo único. Deverá ser observada a disponibilidade financeira e orçamentária do Detran-MS”, diz o artigo segundo da regulamentação.

E é justamente por esse trecho, que determina a necessidade da previsão orçamentária, que o Detran-MS se ampara para deixar o programa parado.

“O CNH MS Social é autorizado por lei, mas não estava em execução orçamentária em 2025, pois estávamos aguardando a reestruturação no processo de formação de condutores, que aconteceu com a Resolução nº 1.020, em dezembro de 2025. Então não podemos colocar em execução em 2026”, afirma o Detran-MS, em nota.

Quando a lei entrou em vigor, em dezembro de 2021, porém, a própria diretora de Educação para o Trânsito do Detran-MS à época, Elijane Coelho, afirmou ao site do órgão que a estimativa do departamento era “beneficiar cerca de 5 mil pessoas por ano”, o que não aconteceu.

Outro motivo alegado pelo Detran-MS para que o programa não tenha novo edital este ano são as eleições, que ocorrem em outubro. Porém, há impedimento para que ferramentas deste tipo sejam lançadas 6 meses antes da disputa. 

“A abertura de um novo edital não pode ocorrer por causa do período eleitoral, que compreende o ano de 2026. Segundo art. 73, § 10º, da Lei nº 9.504/97, em período eleitoral, é proibido: 5. Distribuir gratuitamente bens, valores ou benefícios por parte da administração pública. Exceções: casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior”, diz a nota.

Entretanto, ainda que a partir de abril o governo não pudesse colocar novo edital para rodar, em 2022, a primeira e única seletiva do CNH Social foi lançada em março.

PROMESSA DE EDITAL

Assim como nos anos anteriores desde 2023, o Detran-MS promete, também em nota, que um novo edital está em “processo de estudo técnico” e que pode contemplar novos nomes a partir de 2027, porém, sem dar garantias.

“O Programa CNH MS Social (Mato Grosso do Sul), do Detran-MS, encontra-se em processo de estudo técnico. Estamos aproveitando esse período de restrição para desenvolver um estudo de impacto financeiro, formatação das aulas – conforme a nova Resolução – e ainda, definição de públicos prioritários para serem atendidos”, completa a nota do órgão.

ÚNICO EDITAL

No primeiro edital, lançado em 2022, as inscrições para a obtenção gratuita da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em Mato Grosso do Sul tiveram quase 70 mil adesões.

Na época, o governo do Estado destinou R$ 16 milhões para o programa, o que equivale a um custo médio de R$ 3,2 mil por documento, valor idêntico ao desembolsado por qualquer pretendente que for em busca da habilitação por conta própria.

Das 5 mil vagas, o programa oferecia 1.180 vagas para a categoria A, mil vagas para a B, 2.570 vagas para a AB e 250 vagas para pessoas com deficiência.

Poderiam ter acesso ao benefício aqueles que preenchessem alguns requisitos, entre os quais estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal desde período anterior a 19 de fevereiro de 2022 e ter renda per capita de até meio salário mínimo ou renda total de até dois salários mínimos, bem como saber ler e escrever. 

Também era necessário que o cidadão morasse em MS há, pelo menos, dois anos, isso na época do primeiro edital.

CNH DO BRASIL

No ano passado, a desculpa usada pelo Detran-MS para manter o programa abandonado foram as mudanças feitas pelo governo federal e a criação da CNH do Brasil, que reduziram drasticamente os custos da habilitação.

Em agosto do ano passado, o órgão divulgou uma nota afirmando que o novo edital estava “em compasso de espera, condicionado às possíveis e relevantes alterações no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), no que se refere à desobrigatoriedade da frequência em autoescolas”.

“Essas mudanças tornaram mais complexa a adaptação do programa CNH Social. A principal preocupação está na correta e transparente aplicação dos recursos públicos. A autarquia avalia que duas aulas práticas são insuficientes para alguém que nunca dirigiu aprender a conduzir um veículo, servindo apenas para quem já tem experiência, mas não tem habilitação”, disse o Detran-MS em nota ao Correio do Estado no início deste ano.

* Saiba 

No único edital lançado, as vagas estavam espalhadas da seguinte forma: 1.650 para Campo Grande; 800 para Dourados e região; 300 para Naviraí e região; 300 para Três Lagoas e região; 300 para Ponta Porã e região; 250 para Paranaíba e região; 250 para os municípios da região da Capital; 250 para Corumbá e Ladário; 250 para Nova Andradina e região; 250 para Aquidauana e região; 200 para Jardim e região; e 200 para Coxim e região.

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Corpus Christi reúne 30 mil ao longo do dia em Campo Grande

Estimativa da PM conta desde as pessoas que atuaram na confecção do tapete até as que foram ao show

05/06/2026 08h00

Tapete faz referências à Eucaristia, instituída durante a Última Ceia de Jesus Cristo com os apóstolos

Tapete faz referências à Eucaristia, instituída durante a Última Ceia de Jesus Cristo com os apóstolos Foto: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Cerca de 30 mil pessoas participaram ontem da tradicional celebração de Corpus Christi em Campo Grande. A Polícia Militar (PM) estimou o público durante todo o dia, contando tanto as pessoas que compareceram para a montagem dos tapetes pela manhã quanto os que participaram apenas da missa, da procissão e do show.

As celebrações de Corpus Christi começaram bem cedo, com a confecção de tapetes, onde participaram 7 mil pessoas.

A missa, celebrada pelo arcebispo Dom Dimas Lara Barbosa, começou às 15h, na Praça do Rádio Clube, e teve a estimativa de 5 mil pessoas. 

Na sequência, começou a procissão sobre os tapetes pela Rua 13 de Maio até a Avenida Fernando Côrrea da Costa, acompanhada por milhares de fiéis, onde houve o encerramento com benção e show do cantor católico Thiago Brado.

A solenidade, celebrada pela Igreja Católica, reuniu de crianças a idosos, com a presença massiva também de muitas famílias.

O dentista Marcos Firmino, de 43 anos, participou da celebração ao lado da esposa e de suas duas filhas. Ao Correio do Estado ele afirmou a importância da data para os católicos.

“Muito importante celebrar o corpo e o sangue de Cristo, principalmente em um momento em que a fé cristã tem sido posta à prova e questionada sobre outras religiões. Se reafirmar cristão e celebrar o corpo e sangue de Jesus Cristo é também manter a tradição sobre essa data tão importante para nós cristãos e para a igreja católica”, disse.

A psicanalista Nathallie Tinoco Vilhalva, de 42 anos, foi convertida na fé católica há cinco anos e desde então participa da celebração.

Acompanhada do esposo e de três filhos, de 9 anos, 12 anos e 16 anos, destacou que o Corpus Christi é uma das principais celebrações da igreja e que participar é “reavivar a comunhão com Cristo”.

“Uma vez ao ano, a comunidade católica de uma cidade se reúne em praça pública para a manifestação dessa fé e para comungar desse pão que é Jesus Cristo. Um amor tão grande, num pedacinho de pão tão pequeno, para que nós possamos nos lembrar todos os dias que foi por nós que Ele morreu”, disse.

Sobre a participação dos filhos, ela ressaltou a importância de manter a tradição em família, mas também de ensinar as crianças e adolescentes sobre o amor de Jesus.

“Não é só uma tradição, é levar para os nossos filhos que Jesus morreu por nós e que nós podemos contar com esse amor”, afirmou.

O gerente administrativo Arthur Ferreira da Silva, de 28 anos, atualmente frequenta a Igreja Anglicana, mas diz ainda simpatizar com a fé católica e participar, eventualmente, das novenas no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Mesmo não sendo 100% praticamente, ele afirma que a celebração do Corpus Christi simboliza o sacrifício de Jesus pelo povo.

“Para nós que cremos em Cristo, o corpo e o sangue de Cristo presente na hóstia santa, no cálice consagrado, é o ápice da nossa fé. Estar aqui no dia de Corpus Christi, fazendo a memória do sacrifício dele e tomando para nós realmente estes símbolos que ele nos deixou, o pão e o vinho, que agora são o corpo e sangue de Cristo, é de extrema necessidade, é fundamental para a manutenção da fé”, contou.

O engenheiro civil Edmar Bozelli, de 64 anos, participante ativo das atividades da igreja com a esposa, que é catequista, disse que o Corpus Christi é um marco.

“É uma data importante para a gente comemorar e relembrar a passagem dessa data que celebra a comunhão com Cristo”, declarou.

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