A primeira fase do XIII Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) será aplicada às 13h (horário de Brasília) de domingo (13), em todo o país. A nova regra da repescagem já está em vigor. O aluno que for aprovado nesta primeira fase, mas não passar na segunda, poderá reaproveitá-la no exame seguinte. Ou seja, na edição 14º do exame o candidato pode disputar somente a fase final e pular a primeira etapa.
Das 80 questões de múltipla escolha cobradas nesta etapa, dez são de ética, por isso a dica do professor João Aguire, coordenador pedagógico da LFG, é dedicar um tempo à disciplina nesta véspera do exame. "É o maior peso de toda a prova, dá tempo de repassar o estudo obrigatório. Sabemos que ter um bom desempenho em ética faz toda a diferença na aprovação. Outras disciplinas que merecem atenção é trabalho e processo do trabalho. Somadas, as três (incluindo ética) representam 23 pontos, mais do que 50% do que o candidato precisa ter para ser aprovado para segunda fase", diz.
'Na segunda vez, reprovação afeta'
Para o defensor público Mike Luiz Sella da Costa, de 35 anos, a alta reprovação no Exame da OAB se deve ao fato de que no último ano da faculdade os alunos do curso de direito têm preocupações como estágio e monografia e não têm tempo suficiente para se dedicar ao exame.
"Muitas vezes o aluno tem a pressão de fazer a OAB 'para tirar da frente', mas não está preparado e acaba reprovado. Na segunda vez que faz, o fator reprovação afeta. O aluno tem de fazer a prova quando sentir que está preparado, não tem de se formar com a OAB na mão. São três exames por ano", diz Costa, que conseguiu ser aprovado no exame na primeira tentativa. Para a segunda fase, o defensor fez cursinho preparatório.


