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"Não adianta abrir vacina para público novo, se as taxas dos reforços estão baixas", diz secretário

Para a efetiva proteção contra a Covid-19 é necessário completar o esquema de vacinação

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Com o aumento de casos e o surgimento de novas variantes de Covid-19 no Brasil, em Mato Grosso do Sul a preocupação é que a população complete o ciclo vacinal, como forma de proteção. 

No Estado, o percentual de reforço da segunda dose é de 45%. Em conversa com o Correio do Estado, o secretário de estado de saúde, Flávio Brito, alertou para a baixa procura por essas doses. 

“O problema é quem não tomou a segunda dose do reforço. Quem não tomou a terceira dose de reforço. Mais de 40% não tomou o reforço da D2. Quer dizer, então a questão é, não adianta abrir para público novo, se as taxas estão baixas. É preciso incentivar a população a completar o esquema vacinal”, comenta o secretário.

Como já comprovado cientificamente, as vacinas têm um papel fundamental contra o vírus da Covid-19. “A vacina salva vidas. Essa é a grande sacada. E isso tá mais do que comprovado no mundo inteiro. O que pode salvar vidas é a vacina”.

Em relação a novas variantes no Estado, o secretário afirma que não há registro. “Nós não temos ainda nenhuma cepa nova. Mas está sendo monitorado, temos onze sentinelas nessa função, a cada dez casos você faz o controle genômico daquela situação. Isso é importante pra gente pra saber e controlar”, friza. 

Questionado sobre um possível decreto de obrigatoriedade do uso de máscaras, o secretário descarta a possibilidade. E faz um apelo para que a população continue com as medidas de segurança necessárias. “O Estado sempre recomendou as máscaras, sempre recomendamos ações não farmacológicas, que é o uso de álcool, a máscara e evitar as aglomerações”, concluiu.

Aumento de casos no Brasil 

Na última semana, o Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reforçou o crescimento dos casos de covid-19, que já corresponde a 47% dos resultados positivos para vírus respiratórios nas últimas quatro semanas.

Em nível nacional, o aumento moderado de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) na tendência de longo prazo está presente em 12 de 27 estados: Alagoas, Amazonas, Ceará, Goiás, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. 

Com informações da Agência Brasil

estragos

Tempestade derruba árvores, destelha casas e deixa vários bairros sem luz em Campo Grande

Temporal foi acompanhado de queda de granizo e rajadas fortes de vento; alerta permanece para esta sexta-feira

10/09/2026 18h11

Um letreiro do Fort Atacadista caiu sobre a Avenida Ernesto Geisel

Um letreiro do Fort Atacadista caiu sobre a Avenida Ernesto Geisel Foto: Reprodução

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O temporal previsto pela meteorologia chegou a Campo Grande chegou no fim da tarde desta quinta-feira (10), acompanhado de granizo, fortes rajadas de vento e chuva intensa, que causaram diversos estrados na cidade.

A mudança no tempo foi rápida, com nuvens carregadas encobrindo o céu acompanhada da ventania e, na sequência, veio a chuva de forte intensidade e a queda de granizo. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas de vento chegaram a 83,88 km/h por volta das 18h.

Em poucos minutos,  alguns transtornos já foram registrados, como semáforos desligados, queda de energia em diversos bairros e alagamentos.  Nas redes sociais, há registro de destalhamento de casas e comércio.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Universitário, parte do teto de vidro desabou durante a tempestade e parte da estrutura caiu na área da recepção. Informações iniciais são de que nenhum paciente foi atingido.

Queda de árvore ocorreu em vários locais, dentre eles, houve registro na Avenida Capital, Avenida Bandeirantes, Avenida Hiroshima, dentre outros. 

No Fort Atacadista da Avenida Ernersto Geisel, no shopping Norte Sul Plaza, um letreiro caiu sobre a avenida, ficando atravessado sobre a via. Não há informação de vítimas. 

Alerta

O risco de tempestade ja havia sido alertado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pela Defesa Civil Municipal.

Nesta quinta, o risco aumentou e o alerta evoluiu para laranja, com vigência para até às 23h59 desta sexta-feira (11).

Conforme o comunicado, há riscos de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, ou de 50 a 100 milímetros em um único dia, além de ventos intensos. O risco de corte de energia, estrago em plantações, quedas de árvores e alagamentos também aumentou em decorrência da atualização do aviso. 

 A orientação é que caso seja atingido por alguma intempérie, a população acione a Defesa Civil através do contato 199, ou solicitar serviços, como a remoção de árvores pelo 156. 

 Nos casos em que a queda total ou parcial da árvore acontecer sobre a fiação e houver riscos de o imóvel ou planta estar eletrificada, o contato deve ser feito ao 193.

Operação Resgate VI

Seis trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em MS

Força-tarefa nacional foi coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego

10/09/2026 17h45

Foto: Divulgação

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Seis trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em propriedades rurais de Corumbá e Jardim, durante a Operação Resgate VI, força-tarefa nacional coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os resultados da ação foram divulgados nesta quinta-feira (9).

Em Mato Grosso do Sul, as fiscalizações foram realizadas entre 27 de julho e 30 de agosto, com diligências em quatro propriedades rurais de Campo Grande, Bela Vista, Jardim e Corumbá. 

Em Corumbá, três trabalhadores foram encontrados em situação análoga à escravidão em uma propriedade localizada na zona rural do município. O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) realizou, em 19 de agosto, uma audiência extrajudicial com o empregador para buscar a garantia dos direitos das vítimas.

Não houve acordo durante a audiência, mas, posteriormente, o representante jurídico do empregador informou interesse em buscar uma solução extrajudicial para o caso.

Em Jardim, outras três pessoas foram resgatadas. Após a fiscalização, foram firmados três Termos de Ajuste de Conduta (TACs), que determinaram o registro dos trabalhadores, o recolhimento do FGTS, a adequação das condições de trabalho e o pagamento das verbas rescisórias.

Os acordos também estabeleceram o pagamento de indenizações por danos morais individuais às vítimas, além de indenização por dano moral coletivo.

Além das medidas relacionadas aos empregadores, os trabalhadores resgatados foram encaminhados às Secretarias de Assistência Social de Corumbá e Jardim. O objetivo é garantir acesso aos serviços públicos e oferecer suporte na busca por novas oportunidades de trabalho.

A força-tarefa em Mato Grosso do Sul contou com a participação do MPT-MS e apoio da Polícia do Ministério Público da União (MPU), da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar Ambiental (PMA).

Nacional

No país, a Operação Resgate VI realizou 231 ações fiscais e resgatou 479 trabalhadores. Entre os estados do Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul teve o maior número de resgates, seguido por Mato Grosso, com dois, e pelo Distrito Federal, com um.

Segundo o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, o resultado demonstra a necessidade de manter uma atuação permanente e articulada das instituições para combater o trabalho escravo contemporâneo.

O coordenador da Conaete do MPT-MS, Paulo Douglas Almeida de Moraes, destacou que o perfil das vítimas identificado no estado envolve trabalhadores encontrados em propriedades rurais isoladas e inseridos em ciclos de vulnerabilidade social que, em alguns casos, começam ainda na infância.

Para o procurador, o trabalho análogo à escravidão não deve ser tratado como um episódio isolado, já que a exploração está relacionada à vulnerabilidade dos trabalhadores e à informalidade utilizada para reduzir custos e ampliar a margem de lucro.

 

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