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Beneficiários do Mais Social podem ter o cartão bloqueado em caso de compras irregulares

A lei define que, em caso de compras de produtos alcoólicos e produtos a base de tabaco, o cidadão pode ter seu cartão do Mais Social bloqueado

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O beneficiário do Mais Social, concedido pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, pode ter seu cartão suspenso em caso de compras de produtos considerados irregulares pela lei. A regra vale para os 79 municípios do Estado.

De acordo com a lei nº 5.639, de 5 de abril de 2021, que viabilizou o Mais Social, o cidadão perde o direito ao auxílio em situações que envolvam a compra de bebidas alcoólicas (cerveja, cachaça e similares) e produtos à base de tabaco (fumo, cigarro e similares). Além de definir como irregular a compra de combustíveis de automóveis, como gasolina, etanol, diesel, etc.

O Decreto nº 15.653, de 15 de abril de 2021, que regulamenta a lei, também fala da possibilidade de exclusão do beneficiário pelo uso indevido do cartão.

De acordo com informações da Superintendência de Benefícios Sociais (SUBS), que é responsável pelo programa na pasta da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast),  cada caso envolvendo suspeita de uso irregular dos cartões, será analisado de forma individual e com agilidade.

Elisa Cleia Nobre, titular da Sedhast, explica que essa suspensão não afeta o pagamento do benefício para quem utiliza corretamente. “O programa continua o pagamento do benefício normalmente para essas pessoas. A suspensão em questão, de forma prudente, visa garantir o bom uso dos recursos públicos e a transparência do programa Mais Social, e se dá até o esclarecimento de possíveis irregularidades”.

“É uma forma de averiguarmos, após indícios fortes, se realmente esses cartões estão sendo utilizados de maneira indevida. Em alguns casos, por exemplo, com informações do Banco do Brasil, constatamos se há a utilização indevida do benefício, extrapolando as normas do Mais Social”, aponta o superintendente da SUBS, Clistiano Fernandes.

O que posso consumir com o cartão?

O superintendente orienta que o cartão do Mais Social deve ser utilizado para compras de itens de alimentação, higiene pessoal e até gás de cozinha, em estabelecimentos como mercados, minimercados e supermercados dentro do Estado de Mato Grosso do Sul. 

Fique atento.

E se meu cartão for bloqueado?

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), aliado à SUBS, orienta que é necessário que o beneficiário aguarde o contato da coordenação local do programa de assistência financeira do Estado. Portanto, não é necessário se deslocar a nenhum local específico para tratar a questão.

Caso a investigação da pasta não constatar irregularidades nas compras realizadas pelo beneficiário do Mais Social, o cartão será reativado. Por fim, a secretaria relembra que a suspensão do cartão não significa exclusão do programa .

Mais Social

A medida de ação afirmativa Mais Social, fomentada pelo Governo do Estado de Mato Grosso do Sul em 2021, visa atender as famílias que encontram-se em situação de vulnerabilidade social, insegurança alimentar e nutricional.

O programa destina R$ 300 mensais para beneficiários que têm renda mensal familiar per capita inferior a meio salário mínimo, que hoje é de R$ 1.212,00, conforme apontado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos  (DIEESE). Portanto, para ter acesso ao Mais Social, a renda per capita deve ser de até R$ 606 por pessoa na família.

Conforme dados disponibilizados pela Sedhast, o Mais Social já beneficiou cerca de 87 mil famílias sul-mato-grossenses. 

Equipes da Sedhast estão realizando o contato com os beneficiários, portanto é necessário aguardar a visita desses grupos de trabalho que estarão devidamente identificados e respeitando as normas de biossegurança adequadas ao atual momento de pandemia.

Serviço:

Dúvidas sobre o Mais Social podem ser sanadas pelo telefone 3368-9000.

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estragos

Tempestade derruba árvores, destelha casas e deixa vários bairros sem luz em Campo Grande

Temporal foi acompanhado de queda de granizo e rajadas fortes de vento; alerta permanece para esta sexta-feira

10/09/2026 18h11

Um letreiro do Fort Atacadista caiu sobre a Avenida Ernesto Geisel

Um letreiro do Fort Atacadista caiu sobre a Avenida Ernesto Geisel Foto: Reprodução

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O temporal previsto pela meteorologia chegou a Campo Grande chegou no fim da tarde desta quinta-feira (10), acompanhado de granizo, fortes rajadas de vento e chuva intensa, que causaram diversos estrados na cidade.

A mudança no tempo foi rápida, com nuvens carregadas encobrindo o céu acompanhada da ventania e, na sequência, veio a chuva de forte intensidade e a queda de granizo. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas de vento chegaram a 83,88 km/h por volta das 18h.

Em poucos minutos,  alguns transtornos já foram registrados, como semáforos desligados, queda de energia em diversos bairros e alagamentos. 

 Nas redes sociais, há registro de destalhamento de casas e comércio.

Na Esplanada Ferroviária, parte do Armazém Cultural foi totalmente destelhado.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Universitário, parte do teto de vidro desabou durante a tempestade e parte da estrutura caiu na área da recepção. Informações iniciais são de que nenhum paciente foi atingido.

Queda de árvore ocorreu em vários locais, dentre eles, houve registro na Avenida Capital, Avenida Bandeirantes, Avenida Hiroshima, dentre outros. 

No Fort Atacadista da Avenida Ernersto Geisel, no shopping Norte Sul Plaza, um letreiro caiu sobre a avenida, ficando atravessado sobre a via. Não há informação de vítimas.

 Em nota, a concessionária de energia elétrica, Energisa, infomou que há várias demandas pela cidade e que as equipes já foram acionadas e estão nas ruas.

Alerta

O risco de tempestade ja havia sido alertado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pela Defesa Civil Municipal.

Nesta quinta, o risco aumentou e o alerta evoluiu para laranja, com vigência para até às 23h59 desta sexta-feira (11).

Conforme o comunicado, há riscos de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, ou de 50 a 100 milímetros em um único dia, além de ventos intensos. O risco de corte de energia, estrago em plantações, quedas de árvores e alagamentos também aumentou em decorrência da atualização do aviso. 

 A orientação é que caso seja atingido por alguma intempérie, a população acione a Defesa Civil através do contato 199, ou solicitar serviços, como a remoção de árvores pelo 156. 

 Nos casos em que a queda total ou parcial da árvore acontecer sobre a fiação e houver riscos de o imóvel ou planta estar eletrificada, o contato deve ser feito ao 193.

Operação Resgate VI

Seis trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em MS

Força-tarefa nacional foi coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego

10/09/2026 17h45

Foto: Divulgação

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Seis trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em propriedades rurais de Corumbá e Jardim, durante a Operação Resgate VI, força-tarefa nacional coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os resultados da ação foram divulgados nesta quinta-feira (9).

Em Mato Grosso do Sul, as fiscalizações foram realizadas entre 27 de julho e 30 de agosto, com diligências em quatro propriedades rurais de Campo Grande, Bela Vista, Jardim e Corumbá. 

Em Corumbá, três trabalhadores foram encontrados em situação análoga à escravidão em uma propriedade localizada na zona rural do município. O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) realizou, em 19 de agosto, uma audiência extrajudicial com o empregador para buscar a garantia dos direitos das vítimas.

Não houve acordo durante a audiência, mas, posteriormente, o representante jurídico do empregador informou interesse em buscar uma solução extrajudicial para o caso.

Em Jardim, outras três pessoas foram resgatadas. Após a fiscalização, foram firmados três Termos de Ajuste de Conduta (TACs), que determinaram o registro dos trabalhadores, o recolhimento do FGTS, a adequação das condições de trabalho e o pagamento das verbas rescisórias.

Os acordos também estabeleceram o pagamento de indenizações por danos morais individuais às vítimas, além de indenização por dano moral coletivo.

Além das medidas relacionadas aos empregadores, os trabalhadores resgatados foram encaminhados às Secretarias de Assistência Social de Corumbá e Jardim. O objetivo é garantir acesso aos serviços públicos e oferecer suporte na busca por novas oportunidades de trabalho.

A força-tarefa em Mato Grosso do Sul contou com a participação do MPT-MS e apoio da Polícia do Ministério Público da União (MPU), da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar Ambiental (PMA).

Nacional

No país, a Operação Resgate VI realizou 231 ações fiscais e resgatou 479 trabalhadores. Entre os estados do Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul teve o maior número de resgates, seguido por Mato Grosso, com dois, e pelo Distrito Federal, com um.

Segundo o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, o resultado demonstra a necessidade de manter uma atuação permanente e articulada das instituições para combater o trabalho escravo contemporâneo.

O coordenador da Conaete do MPT-MS, Paulo Douglas Almeida de Moraes, destacou que o perfil das vítimas identificado no estado envolve trabalhadores encontrados em propriedades rurais isoladas e inseridos em ciclos de vulnerabilidade social que, em alguns casos, começam ainda na infância.

Para o procurador, o trabalho análogo à escravidão não deve ser tratado como um episódio isolado, já que a exploração está relacionada à vulnerabilidade dos trabalhadores e à informalidade utilizada para reduzir custos e ampliar a margem de lucro.

 

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