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Nasa descobre sistema estelar com sete exoplanetas, e eles podem ter água

Condições de alguns deles podem ser favoráveis para água

UOL NOTÍCIAS

22/02/2017 - 15h26
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"Não, nós não encontramos ETs, mas nossa descoberta pode ajudar na busca da vida fora do nosso Sistema Solar." A descoberta anunciada pelo ESO (Observatório Europeu do Sul) não é aquela que buscamos há tanto tempo, mas mantém nossa esperança. 

Sete exoplanetas foram descobertos orbitando uma estrela próxima, a cerca de 39 anos-luz de distância, de acordo com comunicado feito pela Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) nesta quarta-feira (22). E as condições de alguns deles podem ser favoráveis para água em estado líquido.

A estrela anã que fica no centro desse sistema estelar, como se fosse o nosso Sol, é chamada de TRAPPIS-1, e é um pouco maior que Júpiter (o planeta é cerca de 12 vezes maior que a Terra).

Estimativas iniciais sugerem que os novos planetas têm massas semelhantes à da Terra e composições rochosas. Para você ter uma ideia, os maiores exoplanetas, o primeiro (por ordem de proximidade da estrela) e o sexto, são 10% maiores que a Terra. Já os menores, o terceiro e o sétimo (o mais distante da estrela), são 25% menores que nosso planeta.

ÁGUA

As análises, publicadas na Nature, indicam que em ao menos seis deles as temperaturas na superfície devem variar entre 0ºC e 100ºC, mas não é possível confirmar que exista água em estado líquido. Ainda é preciso buscar por mais dados.

"Com as condições adequadas da atmosfera, pode ter água em qualquer um dos desses sete planetas. Principalmente em três deles, que estão em localizações privilegiadas", explicou Zurbuchen, durante anúncio.

As hipóteses mostram que talvez nos três mais próximos da TRAPPIS-1 seja muito quente para água ficar líquida e não evaporar. No mais distante, é possível que exista gelo. Mas três exoplanetas (o quarto, quinto e o sexto) são os com maior probabilidade de ter vida fora da Terra, por estarem em uma zona habitável com possíveis oceanos.

Cientistas vão continuar estudando o solo e também a atmosfera, para ver se é possível encontrar água e sinais de vida.

CURIOSIDADE

Durante a pesquisa, os astrônomos também descobriram características importantes e curiosas sobre os sete exoplanetas.

Por exemplo, os cientistas afirmam que se você puder ficar na superfície de um dos mundos e de olhos no céu, você verá os outros seis planetas maiores do que nós, terráqueos, vemos a Lua.

Os sete planetas são tão próximos que viagens interplanetárias seriam feitas em dias, e não em meses ou anos como acontece no nosso sistema.

Outra característica é que a iluminação dos planetas deve ser semelhante à que temos em Vênus, Terra ou Marte.

Além disso, é possível que alguns, se não todos os planetas, estejam sempre com a mesma face virada para a estrela, um fenômeno chamado de "tidal locking", como acontece com a Lua em relação à Terra.

O planeta mais próximo da TRAPPIS-1 demora apenas um dia e meio para orbitar a estrela. Lembre que a Terra demora 365 dias para dar toda a volta no Sol.

A DESCOBERTA

Em maio de 2016, Michael Gillon e sua equipe encontraram três exoplanetas girando em torno de uma estrela anã, na constelação de Aquário. Empolgados com a novidade, os cientistas realizaram uma campanha de monitoramento da estrela a partir do solo e do espaço para saber mais sobre os planetas.

Na Terra, a pesquisa usou observações do instituto STAR, na Universidade de Lieja, na Bélgica, o telescópio de Liverpool, operado pelo Instituto de Pesquisa de Astrofísica da Universidade John Moores, na Inglaterra e do Very Large Telescope do ESO, no Chile.

No espaço, o grande aliado foi o telescópio espacial da Nasa chamado Spitzer, que observou a TRAPPIS-1 por 21 dias em 2016 e conseguiu 500 horas de material.

Os astrônomos analisaram as variações no brilho da estrela e anotavam de quanto em quanto tempo havia uma sombra, momento em que um exoplaneta estava passando pela estrela anã.

Com os dados recolhidos, já foi possível saber o tempo de translação, a distância da estrela, a massa e o diâmetro de alguns dos sete exoplanetas. 

Os astrônomos afirmam que informações adicionais são necessárias para caracterizar com mais detalhes os novos planetas, particularmente o sétimo (o mais distante da estrela), que só foi registrado pelo Spitzer uma vez, e ainda não foi possível descobrir seu período orbital e sua interação com os outros exoplanetas. 

SOLIDARIEDADE

Asilo promove bazar com centenas de itens a partir de R$ 5

Roupas, calçados e acessórios estarão à venda no local

01/06/2026 11h15

Casacos e demais roupas estarão disponíveis para venda

Casacos e demais roupas estarão disponíveis para venda DIVULGAÇÃO/Asilo

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Asilo São João Bosco promove o bazar “Saldão do Bem”, em 10 de junho de 2026, das 8h às 17h, na avenida José Nogueira Vieira, número 1900, bairro Tiradentes, em Campo Grande.

Roupas, calçados e acessórios estarão à venda no local com preços a partir de R$ 5,00. O valor da arrecadação será destinado integralmente a despesas da instituição, como água, luz, alimentação, medicamentos, fraldas, produtos de higiene e outros cuidados com os idosos.

Portanto, dá para adquirir itens lindos e ainda ser solidário ao mesmo tempo.

O evento também pretende incentivar a população a conhecer de perto o trabalho desenvolvido pelo asilo, que atua no acolhimento de idosos em situação de vulnerabilidade social, há décadas, em Campo Grande.

ASILO SÃO JOÃO BOSCO

Asilo São João Bosco foi fundad em 23 de outubro de 1923 em Campo Grande (MS).

É uma instituição filantrópica de longa permanência para idosos em situação de vulnerabilidade social.

Oferece acolhimento integral, assistência médica, psicológica, fisioterapia, nutrição e atividades sociais para cerca de 90 idosos.

O asilo recebe eventualmente repasse financeiros da Prefeitura de Campo Grande e Governo de Mato Grosso do Sul.

CLASSIFICAÇÃO MUNDIAL

Na contramão do País, UFMS melhora 20 posições em ranking global de universidades

Com queda de desempenho e perda de posição de 45 das 52 instituições brasileiras, UFMS saiu da trigésima terceira para a 32ª colocação no ranking nacional

01/06/2026 11h11

Até 2025 a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) apareceu em 1.367° lugar no ranking mundial

Até 2025 a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) apareceu em 1.367° lugar no ranking mundial Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Conforme divulgado nesta segunda-feira (1° de junho) pelo chamado Centro de Classificação de Universidades Mundiais (do inglês Center for World University Rankings, sigla CWUR), a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) aparece indo na contramão do País e sendo uma das cinco únicas que avançaram no comparativo anual, melhorando 20 posições no ranking global. 

Organização que oferece serviços de consultoria a governos e universidades para aprimorar os resultados educacionais e de pesquisa, o CWUR publica desde 2012 esse que é o único ranking acadêmico de universidades globais. 

Em resumo, o ranking avalia a qualidade do ensino, a empregabilidade, a qualidade do corpo docente e a pesquisa "sem depender de pesquisas ou dados fornecidos pelas universidades", explica o Centro. 

Historicamente, esse que hoje é o maior ranking acadêmico de universidades globais começou medindo as 100 melhores instituições do mundo. Com origem na Arábia Saudita, na província de Meca, logo em 2014 a lista ampliou-se para as mil melhores e em 2019 já “ranqueava” o Top2000, entre aproximadamente 21 mil nomes analisados. 

Nesse sentido, até 2025 a Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) apareceu em 1.367° lugar no ranking mundial, subindo exatas 20 posições na listagem divulgada de 2026 divulgada hoje (1°)

Além disso, a melhora da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul também se dá internamente pois, além da queda de desempenho e perda de posição de 45 das 52 universidades brasileiras, a UFMS saiu da trigésima terceira para a 32ª colocação no ranking nacional. 

Desempenho nacional

Semelhante à Mato Grosso do Sul, apenas outras quatro universidades brasileiras avançaram no ranking global, com estabilidade de outras duas, enquanto as demais perderam posições entre as 21.291 instituições avaliadas ao redor do globo. 

Para selecionar as duas mil melhores instituições do mundo, o CWUR emprega uma metodologia que analisa 81 milhões de pontos de dados e indicadores objetivos com base em dados, que estão distribuídos em quatro áreas. 

Medindo pontos como o desempenho dos estudantes e atividade científica, itens como empregabilidade e educação (25% cada), medem o sucesso acadêmico e profissional, respectivamente, de cada um dos ex-alunos em relação ao tamanho da universidade. 

Enquanto qualificação dos professores, o chamado corpo docente, concentra 10% do total, sendo calculado de acordo com o total de professores que receberam reconhecimentos acadêmicos, pesquisa, por sua vez, aparece como o pilar mais decisivo e concentra 40% da pontuação final,

Pesquisa, cabe esclarecer, é subdividida em quatro métricas de dez pontos percentuais cada: 

  • Volume total de artigos produzidos; 
  • Número de publicações em periódicos de primeira linha
  • Nível de influência das respectivas revistas
  • Quantidade total de citações expressivas alcançadas pelos estudos da instituição 

Justamente o recuo das instituições do Brasil se dá em função do rendimento em pesquisa, fator afetado pela concorrência acirrada de universidades estrangeiras melhores financiadas. 

Ranking global

Líder do País, a própria Universidade de São Paulo (USP) piorou sua marca e caiu uma posição, figurando atualmente em 119° lugar no ranking global graças às baixas em: educação, pesquisa e corpo docente.

Também piorou a renomada Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com 15 posições a menos no ranking, enquanto a Estadual de Campinas (Unicamp) caiu 10 colocações, ambas figurando respectivamente em 346ª e 379ª no comparativo global. 

Mesmo com a queda de boa parte das instituições nacionais, o Brasil segue líder da região e figurando nas 10 primeiras posições da América Latina e Caribe. 

Porém, no topo global, oito das dez primeiras posições são de universidades estadunidenses, com Harvard sendo a top1 pelo 15° ano consecutivo, seguida pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (sigla em inglês MIT) e Stanford. 

O top 5 é completado por duas universidades britânicas, Cambridge e Oxford, no quarto e quinto lugares respectivamente, antes das demais dos Estados Unidos voltarem a completar o topo das dez melhores do mundo. 
 

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