Cidades

PADRÃO

Nova Carteira de Identidade começa a ser emitida em Mato Grosso do Sul

Novo RG permite inserir número de outros documentos, como CPF, CNH, título e carteira de trabalho

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Desde o início deste mês, o novo padrão de Carteira de Identidade está sendo emitido em Mato Grosso do Sul. Com a adoção do novo modelo, a partir de agora o solicitante pode informar sua condição de saúde, inserir número de outros documentos e optar pela inclusão de novo social sem alteração no registro civil.

O novo modelo traz dispositivos para aumentar a segurança contra a falsificação e contém mais informações, como registros do título de eleitor, numeração da Carteira de Trabalho e Previdência Social, certificado militar, Carteira Nacional de Habilitação, documento de identidade profissional e números de NIS/PIS/Pasep.

Além dos números de outros documentos, o solicitante também poderá informar suas condições de saúde, sendo necessário apresentar atestado médico ou documento oficial que comprove a condição particular de saúde que ele deseja inserir. Tipo sanguíneo, fator RH e símbolo de portador de necessidades especiais também poderá constar no documento.

Todas as informações são facultativas, ou seja, cada cidadão poderá optar por incluir os registros complementares que julgar necessários. 

Medida atende decreto federal que determina a obrigatoriedade na adoção do novo modelo de carteira de identidade. Prazo para que os estados se adequem é março de 2021, mas o governo de MS se antecipou.

“Embora a decisão tenha sido postergada para março de 2021, Mato Grosso do Sul já estava preparado para atender esse novo modelo e desde o dia 2 de março, adotou o novo padrão”, explica o diretor do Instituto de Identificação de Mato Grosso Sul, vinculado à Coordenadoria-Geral de Perícias da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Marcio Cristiano Paroba.

Pessoas que têm os RGs antigos não precisam trocar de documento, pois os mesmos continuam valendo. 

Para solicitar o documento, é necessário fazer o agendamento gratuito através do site da Sejusp. Primeira via é gratuita, enquanto para a segunda via é cobrada taxa.  Para ambas as vias é exigida apresentação de cópia da certidão de nascimento ou casamento. 

Do dia 2 até o dia 10 de março, 2.903 pessoas já solicitaram o novo documento, sendo quatro destes com o nome social. Conforme o governo, são expedidas 15 mil novas identidades por mês no Estado. 

Condenado

Ex-vereador é condenado a mais de 46 anos por abusar da própria irmã em MS

Crimes ocorreram ao longo de uma década, em Três Lagoas, desde a infância da vítima, e envolveram ameaças, violência e manipulação psicológica

23/04/2026 16h57

Foto: Divulgação

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O ex-vereador Wellington Ferreira de Jesus, conhecido como “Cascão”, foi condenado a 46 anos e três meses de prisão pelos crimes de estupro de vulnerável e estupro, cometidos contra a própria irmã, em Três Lagoas. A decisão judicial reconheceu a gravidade e a continuidade dos abusos, ocorridos ao longo de aproximadamente dez anos.

De acordo com denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, os crimes aconteceram entre 2013 e 2023. A vítima tinha apenas 10 anos quando o réu passou a conviver com sua família, estabelecendo uma relação de confiança que, segundo a investigação, foi utilizada para facilitar a prática dos abusos.

Conforme apurado, as violências tiveram início sem conjunção carnal e evoluíram, ao longo do tempo, para estupros cometidos mediante violência e grave ameaça, especialmente durante a adolescência da vítima.

Os crimes ocorreram tanto na residência da família quanto em outro imóvel onde o condenado morava com a avó, para onde a jovem era levada sob o pretexto de prestar cuidados.

O processo aponta ainda que o ex-vereador utilizava ameaças, manipulação psicológica e até presentes como forma de manter o controle sobre a vítima e garantir o silêncio. 

Em relatos, ele afirmava que não seria denunciado ou que não haveria credibilidade nas acusações por ser uma pessoa conhecida na cidade e por já ter exercido mandato público.

A Justiça considerou o depoimento da vítima consistente, coerente e em conformidade com provas testemunhais, documentais e laudos psicológicos.

Como consequência dos abusos, foram registrados graves danos emocionais, incluindo episódios de autolesão, tentativas de suicídio e a necessidade de acompanhamento psicológico especializado.

Sentença

Na sentença, o magistrado fixou a pena em 29 anos e 2 meses de reclusão por estupro de vulnerável, além de 17 anos e 1 mês por estupro, totalizando 46 anos e três meses de prisão. O condenado também foi sentenciado ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais à vítima.

O caso também evidenciou a atuação da rede de proteção de Três Lagoas, envolvendo forças policiais, Conselho Tutelar, Ministério Público e outras instituições.

Segundo a decisão, a responsabilização do autor reflete o esforço conjunto no enfrentamento de crimes dessa natureza, frequentemente marcados pelo silêncio, medo e dificuldade de comprovação.

Trajetória política

Wellington Ferreira de Jesus ganhou notoriedade no cenário político local ao se eleger vereador em 2016, com 962 votos.

À época, sua campanha chamou atenção pela simplicidade, marcada por uma carreata com carrinhos acoplados a uma bicicleta, estratégia que ajudou a projetar sua imagem junto ao eleitorado.

Posteriormente, ele tentou a reeleição nos pleitos de 2020 e 2024, mas não obteve sucesso. A condenação encerra um caso de grande repercussão no município e reforça a gravidade dos crimes apurados ao longo da investigação.

ALEMS

Assembleia reconhece calamidade pública em Dourados após 6,4 mil casos de Chikungunya

Com o reconhecimento da Alems, o município dispõe de maior flexibilidade orçamentária e financeira para o enfrentamento da doença

23/04/2026 15h30

Assembleia reconheceu estado de calamidade em Dourados com o aumento nos casos de Chikungunya

Assembleia reconheceu estado de calamidade em Dourados com o aumento nos casos de Chikungunya Wagner Guimarães

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) reconheceu o estado de calamidade no município de Dourados após o crescente número de casos de Chikungunya na cidade. A medida foi aprovada por unanimidade na manhã desta quinta-feira (23) e garante ao município maior flexibilidade financeira para a adoção de medidas urgentes e necessárias para o enfrentamento da doença. 

Com a aprovação, a medida tem durabilidade de 90 dias ou até que a situação de calamidade cesse. Durante a votação do projeto, o presidente da Alems, o deputado Gerson Claro (PP) lembrou que a situação já foi vivida na Pandemia e, por isso, é de extrema importância. 

O projeto foi votado em regime de urgência devido ao avanço da doença no Estado, principalmente em Dourados, especialmente nas áreas de aldeias indígenas. 

De acordo com o deputado Zé Teixeira (PL), são aproximadamente 14 mil pessoas na região indígena que não conta com coleta de lixo, o que contribui para a proliferação do mosquito. 

"Como que esse tanto de gente mora em uma pequena área e, claro, produz lixo e não tem coleta? Conversei com o prefeito Marçal Filho na semana passada e realmente está difícil. Estão adiando consulta de câncer para atender a Chikungunya. Conversei com o senador Nelsinho Trad, que reforçou o pedido da atuação da Força Nacional diante do avanço da doença, porque já saiu da reserva e atinge toda a cidade de Dourados. São R$ 7 milhões empenhados para a cidade que estão aguardando liberação", ressaltou.

Como medida de intensificação ao combate à doença, a Prefeitura de Dourados vem realizando um mutirão de limpeza na Reserva Indígena. Nos últimos três dias, já foram retiradas cerca de 20 toneladas de resíduos nas aldeias Bororó e Jaguapiru. 

Na última quarta-feira (22), as equipes iniciaram os trabalhos nas primeiras horas do dia na Aldeia Bororó e atuam simultaneamente na Aldeia Jaguapiru e na Comunidade Santa Felicidade. Com o uso de caminhões, maquinários e pás carregadeiras, o mutirão realiza limpeza porta a porta e em áreas consideradas críticas, como as margens do anel viário, garantindo a destinação adequada dos resíduos.

Desde 9 de março, mais de 1,1 mil toneladas de resíduos já foram recolhidos em diferentes regiões da cidade. A expectativa é manter o ritmo nos próximos dias, com ações concentradas nas áreas mais críticas.

"Estamos sentindo na pele e vendo que as pessoas demoram semanas e até anos para se recuperar. Elas terão dificuldades para trabalhar. Se não tivesse uma ação rápida poderemos ter uma população adoecia, sem condição de trabalho, que dá demanda para indústria, para o comércio, para o INSS, enfim, que desorganiza tudo. Já falamos com o Governo Federal, temos uma preocupação muito grande, porque há previsão de ao menos dois meses ainda de contaminação alta. Passamos caixa de som pedindo para cuidar da limpeza das casas, porque o mosquito transmite dengue e a Chikungunya, pedimos aos professores para reforçar essa conscientização", disse a deputada Gleice Jane (PT). 

Ela ainda complementou que o Governo Federal liberou mais R$ 2,3 milhões através da Defesa Civil e outros R$ 1,3 milhão pelo Ministério do Desenvolvimento Social para distribuir cestas básicas aos que não estão trabalhando, além de frascos de repelentes à população. 

O município também já havia declarado situação de calamidade pública e o Governo Federal reconheceu a situação de emergência em Dourados. 

Epidemia

Dourados registra 6.411 notificações da doença, com 2.204 casos confirmados, 4.959 prováveis, e 2.755 ainda em investigação. O município contabiliza oito mortes por chikungunya, sendo sete na Reserva Indígena.

Atualmente, 41 pacientes seguem hospitalizados com suspeita ou confirmação da doença. A taxa de positividade chega a 60,2%, indicador de que a maioria das pessoas com sintomas testadas tem diagnóstico confirmado.

Em nível estadual, Mato Grosso do Sul já soma 12 mortes por chikungunya em 2026, o que representa 63% dos 19 óbitos registrados em todo o Brasil neste ano.

A prefeitura reforça o alerta para que a população colabore, mantendo quintais limpos e livres de recipientes que possam servir de criadouro para o mosquito, medida considerada decisiva para conter a epidemia.

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