Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Nova ponte no Rio do Peixe vai demorar 1 ano e custar R$ 13,2 milhões

Obra foi contratada em caráter emergencial após queda da estrutura; enquanto isso, travessia segue com passarela provisória e rotas alternativas

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Mais de um mês após a queda da ponte sobre o Rio do Peixe, na MS-080, em Rio Negro, o Governo de Mato Grosso do Sul oficializou a contratação emergencial para reconstrução da estrutura. Publicação no Diário Oficial desta terça-feira (31) aponta que a nova ponte terá custo estimado de R$ 13,2 milhões e prazo de execução de até 360 dias.

A obra foi contratada junto à empresa Paulitec Construções Ltda. e inclui tanto a elaboração do projeto quanto a execução da nova estrutura. A medida ocorre após o reconhecimento da situação de emergência no município, decretada no fim de fevereiro.

Paralelamente, o Exército avalia a instalação de uma ponte provisória do tipo LSB (Ponte de Acesso Logístico), conhecida como “ponte de guerra”, que permite a retomada do tráfego.

O modelo metálico é utilizado em situações emergenciais e tem capacidade para suportar até 80 toneladas, podendo ser montado rapidamente. Conforme publicado na rede social do 9º Batalhão de Engenharia de Combate, a obra já foi iniciada e ontem (30), o 9º BE Cmb enviou mais uma parte do material para lançamento da ponte. Veja o vídeo abaixo: 

 

 

Relembre

A ponte cedeu na manhã do dia 22 de fevereiro, na altura do km 145 da MS-080, enquanto uma carreta realizava a travessia. Parte do veículo chegou a despencar no rio, ficando pendurado entre o asfalto e a água. Apesar do susto, ninguém ficou ferido.

De acordo com o governo do Estado, o desabamento foi causado pela combinação entre o excesso de peso do caminhão e o desgaste da estrutura, agravado pelo alto volume de chuvas registrado ao longo daquele mês. No início de fevereiro, Rio Negro foi atingido por cerca de 250 milímetros de chuva, o que já havia comprometido trechos da rodovia.

A MS-080 é uma das principais ligações da região, conectando Campo Grande a municípios como Rochedo, Corguinho e Rio Negro, além de ser rota importante para o escoamento da produção rural.

Desde a queda da ponte, o trecho permanece interditado para veículos. Motoristas passaram a utilizar desvios por rodovias como a BR-163, via São Gabriel do Oeste, e a BR-419, sentido Corumbá.

Também foram abertas rotas alternativas por estradas vicinais, permitindo apenas o tráfego de veículos leves. Caminhões seguem impedidos de circular pelo local, o que tem impactado diretamente produtores e o transporte de cargas.

Nos primeiros dias após o acidente, a travessia de pedestres passou a ser feita com o auxílio de barcos.

Já na última semana, o Exército Brasileiro instalou uma passarela provisória sobre o Rio do Peixe, permitindo a passagem a pé entre as margens. A estrutura foi montada por cerca de 20 militares e deve permanecer no local por até oito meses, funcionando das 6h às 18h.

Apesar da medida, a travessia segue limitada e não resolve o principal problema da região: o bloqueio para veículos.

Obra definitiva

Com a contratação emergencial publicada, a reconstrução definitiva da ponte entra agora na fase formal. O contrato prevê vigência de 360 dias a partir da assinatura.

Até lá, a população deve continuar dependendo de outras soluções, enquanto aguarda a liberação completa da rodovia.

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Antônio João

Avião realiza pouso forçado em lavoura perto da fronteira

A bordo estavam familiares do ex-prefeito de Ponta Porã, Landolfo Antunes

31/03/2026 10h30

Aeronave Cessna C210, prefixo PR-XIC, realiza pouso forçado após pane no motor

Aeronave Cessna C210, prefixo PR-XIC, realiza pouso forçado após pane no motor Arquivo

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Na manhã da última segunda-feira, dia 30, um avião de pequeno porte Cessna C210, prefixo PR-XIC, foi obrigado a realizar um pouso forçado em uma fazenda em Antônio João, situado a 58 quilômetros de Ponta Porã, ao que tudo indica a aeronave apresentou problemas mecânicos durante o voo. 

Entre os seis ocupantes da aeronave, estava uma bebê de dois meses, que era filho do piloto. Dentre as pessoas a bordo, apenas duas precisaram de atendimento médico no Hospital Municipal de Antônio João. Posteriormente o bebê foi encaminhado para o Hospital Regional de Ponta Porã. 

Antes de colidir com o solo, o piloto ainda tentou arremeter a aeronave, que é quando o avião está próximo ao solo e o piloto força os motores para retomar o voo, mas não teve sucesso, ao pousar, a aeronave ainda sofreu algumas avarias e teve seu trem de pouso danificado. 

De acordo com a delegada do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACO), uma pane no motor é a principal hipótese do que pode ter acontecido e forçado o pouso. 

A área onde tudo ocorreu, deverá permanecer isolada, para que a perícia possa realizar os trabalhos, os Técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, o Cenipa, também atuaram no local para apurar as causas do ocorrido. 
 

 

prejuízo

Drone de R$ 50 milhões cai durante exercício da FAB em Campo Grande

Aeronave não tripulada com cerca de uma tonelada caiu em área desabitada durante o treinamento, mas o local exato não foi informado pelos militares

31/03/2026 10h08

Drone que caiu tem em torno de 15 metros de comprimento e capacidade para ficar no ar durante até 30 horas ininterruptas

Drone que caiu tem em torno de 15 metros de comprimento e capacidade para ficar no ar durante até 30 horas ininterruptas

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Um drone de fabricação israelense que custou em torno de R$ 50 milhões caiu na semana passada próximo a Campo Grande durante o chamado Exercício Cooperación XI, que ocorreu entre os dias 16 e 27 reuniu cerca de 1,2 mil militares de 14 países na base da Força Aérea Brasileira (FAB). 

O incidente ocorreu na quarta--feira, dia 25, mas somente nesta segunda-feira (30) vieram a público as primeiras informações a respeito. Procurada pela reportagem do Correio do Estado nesta terça-feira (31), a FAB confirmou a ocorrência, mas repassou poucas informações. 

Em nota, informou apenas que "uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), da Força Aérea Brasileira (FAB), que participava do Exercício Cooperación XI, em Campo Grande (MS), colidiu com o solo, em região desabitada, na quarta-feira (25/03). Não houve feridos".

Além disso, informou que "o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) vai investigar os fatores contribuintes da ocorrência aeronáutica." O Cenipa é responsável por conduzir análises técnicas detalhadas, com foco na prevenção de novos incidentes, sem caráter punitivo.

Antes do início das atividades, a FAB havia informado que um drone RQ-900 seria utilizado durante as atividades, apontadas como sendo um dos principais treinamentos multinacionais da América Latina. 

O evento reuniu forças aéreas de diversos países sob coordenação do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA), com foco em operações combinadas de ajuda humanitária, busca e salvamento e resposta a desastres naturais.

Desenvolvido pela empresa israelense Elbit Systems, o Hermes 900 é classificado como um drone da categoria MALE (média altitude e longa permanência), sendo considerado um dos principais instrumentos de vigilância da FAB.

Com envergadura de aproximadamente 15 metros e peso máximo de decolagem superior a uma tonelada, o equipamento pode operar por mais de 30 horas contínuas, dependendo da missão.

Além disso, sua tecnologia embarcada permite o uso de sensores eletro-ópticos, radares de abertura sintética e sistemas avançados de inteligência. Dessa forma, o Hermes 900 é capaz de monitorar grandes áreas em tempo real, sendo essencial tanto para missões militares quanto para operações de apoio civil.

No Brasil, o drone é operado pelo Esquadrão Hórus (1º/12º GAV), sediado na Base Aérea de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Essa unidade desempenha um papel estratégico ao atuar em missões como vigilância de fronteiras, combate a ilícitos e apoio a ações de defesa civil.

Nos últimos anos, o Hermes 900 tem sido utilizado de forma intensiva em cenários reais, incluindo as enchentes que atingiram o Sul do país em 2024. Na ocasião, o equipamento contribuiu diretamente na localização de vítimas e no mapeamento de áreas isoladas, demonstrando sua importância em situações críticas.

A queda da semana passada não é um caso isolado.  Este é o segundo acidente envolvendo o modelo em menos de dois anos. Em maio de 2024, a aeronave FAB 7810 já havia sido perdida durante missões de busca e salvamento no Rio Grande do Sul.

Após aquele episódio, a FAB iniciou o processo de recomposição da frota por meio da aquisição de uma nova unidade, em parceria com a AEL Sistemas, responsável pela integração e suporte logístico dos drones Hermes no Brasil. Contudo, o novo equipamento ainda não foi entregue, o que agrava o cenário atual.

Como consequência direta, com a perda do FAB 7811, a FAB passa a contar com apenas uma aeronave Hermes 900 ativa, de matrícula FAB 7812. Essa redução drástica da frota levanta preocupações importantes sobre a capacidade operacional do país em áreas estratégicas.

Além disso, especialistas apontam que sistemas não tripulados de alta complexidade exigem manutenção especializada, reposição rápida e investimentos contínuos — fatores que nem sempre acompanham a demanda operacional de um país com dimensões continentais como o Brasil.

SILÊNCIO

No evento de encerramento dos treinamentos, no dia 27, os militares não fizeram nenhuma menção sobre o acidente. Em texto publicado no site da instituição, a FAB informou que o treinamento foi realizado pela primeira vez no Brasil e reuniu cerca de 18 meios aéreos, mais de 1.200 militares da Força Aérea Brasileira (FAB) e das Forças Aéreas ou equivalentes.

O evento atraiu militares da Argentina, Bolívia, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai, além de representantes da Marinha do Brasil (MB) e do Exército Brasileiro (EB).

No decorrer do treinamento, foram realizados cerca de 70 voos para missões simuladas de combate a incêndios, busca e salvamento e evacuação aeromédica, evidenciando a intensidade e a efetividade das ações conduzidas durante o adestramento.

O intuito, segundo a FAB, foi aprimorar a coordenação de apoio mútuo, melhorar procedimentos de Comando e Controle (C2) das Operações Aeroespaciais em resposta a incêndios e fortalecer a capacidade de coordenação do país afetado diante de desastres naturais ou antrópicos.

A cerimônia de encerramento foi presidida pelo Diretor do Exercício e Comandante da BACG, Brigadeiro do Ar Newton Abreu Fonseca Filho, e contou com a presença de Oficiais Superiores das Forças Armadas e Representantes das Delegações de Nações Amigas que participaram do treinamento. Na ocasião, foi realizada a entrega de diversas homenagens e lembranças a militares e Forças Aéreas das Nações Amigas que se destacaram durante o Exercício. 

“Ao longo desses dias, testemunhamos não apenas a execução de um Exercício operacional, mas também a materialização de um propósito maior: fortalecimento da cooperação internacional em apoio à assistência humanitária, resposta a desastres e integração entre Nações que compartilham valores comuns de solidariedade, profissionalismo e compromisso. As conquistas institucionais e operacionais são inegáveis. Aperfeiçoamos os procedimentos, reforçamos a doutrina, testamos as capacidades, identificamos oportunidades de melhoria e, acima de tudo, fortalecemos. Cada missão realizada, cada planejamento conjunto e cada desafio superado contribuíram para elevar nosso nível de prontidão, mesmo diante de adversidades e dificuldades”, pontuou o Brigadeiro do Ar Newton.

(Com informações do site Click Petróleo e Gás)

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