Cidades

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Novas instituições recebem queixas de ex-alunos da Gama Filho e da UniverCidade

Novas instituições recebem queixas de ex-alunos da Gama Filho e da UniverCidade

AGÊNCIA BRASIL

18/05/2014 - 17h00
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Salas lotadas, disciplinas sem ementas, falta de aulas práticas e perda de bolsas de estudo são alguns dos problemas relatados à Agência Brasil por ex-estudantes da Universidade Gama Filho e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), descredenciados pelo Ministério da Educação (MEC) no início do ano. "Na quinta-feira, fizemos prova e tinha cadeira pra fora da sala. Faltam ementas de disciplinas, não tem como o aluno se preparar", relata a estudante de medicina Ana Flávia Hissa, ex-diretora do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Gama Filho.

Ana Flávia optou pela transferência assistida e estuda na Universidade Estácio de Sá. O maior problema do curso de medicina, segundo ela, é a falta de prática. "Estamos esperando uma decisão há um mês. O que nos dizem é que não tem hospital que comporte todos os alunos", diz. "Chegaram a propor que a prática seja de 15 em 15 dias. Na Gama Filho, tinha matéria com prática diária. Não dá para fazer medicina e só tocar um paciente de 15 em 15 dias".

Estudante da Veiga de Almeida, Domingas Pimentel, que cursa fisioterapia, queixa-se das dificuldades em acompanhar as aulas. "As [turmas] que nos colocaram têm aulas desde fevereiro, desde antes de entrarmos. Prometeram reposição das aulas, mas até agora não foi agendada. Tenho que me virar".

Juntas, as instituições descredenciadas tinham 10,8 mil alunos. O Ministério da Educação lançou editais para selecionar universidades que incorporassem os estudantes. Foram escolhidas a Universidade Estácio de Sá, Universidade Veiga de Almeida e Faculdade de Tecnologia Senac Rio (Fatec). Os editais previam uma série de condições construídas com os ex-alunos. Entre elas, a prática de medicina, o aproveitamento de matérias cursadas e a manutenção das bolsas de programas federais e institucionais.

O estudante de jornalismo da Veiga de Almeida Rafael Lima era bolsista integral na Gama Filho. Na nova instituição, recebeu dois boletos com o valor R$ 1.250 e o nome não consta nas listas de chamada dos professores. "Meu pai era funcionário e eu tinha bolsa de 100%. A Veiga prometeu continuar com as bolsas. Já levei meus documentos duas vezes e sempre dizem que vão analisar."

Os estudantes reclamam também que estão tendo que cursar disciplinas que já fizeram, porque não têm os documentos que provam o histórico. Para buscar melhorias, um grupo de estudantes deve chegar a Brasília na quinta-feira (22), para tentar se reunir com o MEC e com parlamentares.

Em nota, a Veiga de Almeida diz que todas as bolsas estão sendo mantidas, conforme o acordado com o MEC e que, em caso de dúvidas, o estudante pode solicitar esclarecimentos pelo e-mail [email protected].

A Estácio de Sá diz que a organização das turmas "está sendo aperfeiçoada com a contratação de novos docentes e a conclusão das obras de infraestrutura do campus". Sobre as aulas práticas, diz que estão sendo feitos "grandes esforços e tratativas com os órgãos de saúde nas esferas federal, estadual e municipal para receber o grande quantitativo de alunos, o que implica grande complexidade e alguma demora no processo".

Procurado pela Agência Brasil, o MEC diz que uma comissão de acompanhamento monitora permanentemente a transferência assistida e que uma comissão de especialistas faz avaliações nos locais. “[Quando há problemas], o Consórcio vencedor da licitação é acionado, para que seja verificada a origem das dificuldades e possibilidades de solução. Vale registrar que muitos desses problemas são decorrentes da falta de documentação acadêmica dos alunos, que ainda não foi disponibilizada pelos antigos mantenedores", informa a pasta.

Sobre a questão da entrega dos documentos, o MEC diz que está adotando "as medidas cabíveis para que todo o acervo acadêmico seja entregue às instituições receptoras dos estudantes".

FÉ E DEVOÇÃO

Fiéis celebram São Carlo Acutis em santuário onde ocorreu milagre em Campo Grande

Celebrações nesta segunda-feira (12) marcam os 20 anos da morte do jovem italiano e reúnem devotos para missas, orações e veneração de relíquias

12/10/2026 12h15

Fiéis participam das celebrações em homenagem a São Carlo Acutis no santuário de Campo Grande, local do primeiro milagre reconhecido pela Igreja Católica por intercessão do jovem italiano

Fiéis participam das celebrações em homenagem a São Carlo Acutis no santuário de Campo Grande, local do primeiro milagre reconhecido pela Igreja Católica por intercessão do jovem italiano Divulgação

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Fiéis se reúnem nesta segunda-feira (12) no Santuário Arquidiocesano Nossa Senhora Aparecida e São Carlo Acutis, no Jardim Marabá, em Campo Grande, para celebrar a memória do jovem italiano que se tornou o primeiro santo da geração millennial. A data marca os 20 anos de sua morte e tem significado especial para a Capital, onde ocorreu o primeiro milagre reconhecido pelo Vaticano e atribuído à sua intercessão.

A programação religiosa começou às 6h, com a Hora da Graça dedicada ao santo, seguida de um café da manhã partilhado, às 7h. Às 8h30, os devotos participaram de uma missa em homenagem a Carlo Acutis, dando continuidade às atividades que integram a 36ª Festa da Padroeira e São Carlo Acutis.

Um dos momentos de destaque é a veneração do pulôver azul utilizado pelo jovem italiano em vida. A peça, doada por sua mãe, Antonia Salzano, permanece exposta para visitação dos fiéis das 8h30 às 17h.

Além das celebrações religiosas, o santuário recebe devotos que buscam agradecer por graças alcançadas e renovar a fé. O local se tornou referência para peregrinos após o reconhecimento do milagre ocorrido na Capital, que contribuiu para a beatificação de Carlo Acutis, em 2020.

A programação também prevê missa no rito tridentino, às 11h, e atividades dedicadas a Nossa Senhora Aparecida durante a tarde. Às 17h30, está prevista uma procissão com a imagem da padroeira do Brasil, seguida de missa solene, às 18h, e coroação da imagem no santuário.

Milagre na Capital

A ligação de Carlo Acutis com Mato Grosso do Sul começou em 12 de outubro de 2013, quando Matheus Lins Vianna, então com três anos, participou de uma celebração religiosa na comunidade.

O menino sofria de pâncreas anular, uma anomalia congênita que provocava vômitos frequentes e dificuldades de alimentação. Durante a celebração, a criança tocou uma relíquia de Carlo Acutis e pediu para parar de vomitar.

Segundo os relatos apresentados à Igreja Católica, Matheus voltou a se alimentar normalmente após o episódio. Exames posteriores não identificaram mais a alteração anteriormente diagnosticada.

O caso passou por investigação e foi reconhecido pelo Vaticano como milagre atribuído à intercessão de Carlo Acutis, permitindo sua beatificação em outubro de 2020.

A canonização ocorreu em 7 de setembro de 2025, durante cerimônia presidida pelo papa Leão XIV, no Vaticano, após o reconhecimento de um segundo milagre, relacionado à recuperação de uma jovem da Costa Rica que sofreu um grave acidente.

Em 12 de outubro de 2025, a antiga Capela Nossa Senhora Aparecida, ligada ao primeiro milagre, foi elevada à condição de santuário arquidiocesano dedicado à padroeira do Brasil e a São Carlo Acutis.

Santo da geração millennial

Nascido em Londres, em 1991, e criado em Milão, na Itália, Carlo Acutis ficou conhecido por utilizar a internet como instrumento de evangelização.

Apaixonado por informática, o adolescente desenvolveu um site para divulgar milagres eucarísticos reconhecidos pela Igreja Católica, aproximando a fé do universo digital.

Carlo morreu em 12 de outubro de 2006, aos 15 anos, vítima de leucemia. Sua trajetória de devoção e solidariedade fez com que se tornasse uma referência religiosa, especialmente entre os jovens.

No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou, em abril deste ano, a transferência de sua memória litúrgica para 13 de outubro, para evitar a coincidência com a solenidade de Nossa Senhora Aparecida. Em Campo Grande, no entanto, as homenagens aos dois santos foram mantidas nesta segunda-feira (12).

O santuário está localizado na Rua Ismael Silva, nº 10, no Jardim Marabá.

12 de outubro

Fé e devoção levam multidão em procissão na BR-163 em Dourados

Organizadores projetaram público de 50 mil pessoas nas celebrações religiosas e 20 mil romeiros em caminhada pela rodovia

12/10/2026 12h15

Milhares de romeiros em procissão da BR-163

Milhares de romeiros em procissão da BR-163 Foto: Clara Medeiros/Dourados News

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Milhares de católicos participaram da 27ª Romaria de Nossa Senhora Aparecida, na manhã desta segunda-feira (12), em uma procissão de oito quilômetros, entre os KM-265 e KM-273 da BR-163, em Dourados.

De acordo com estimativa realizada pela Motiva Pantanal, 20 mil romeiros caminharam de Dourados até o Santuário Diocesano, localizado na Vila São Pedro.

A pé ou de carro/moto, peregrinos passaram pelas margens da BR-163 em devoção à Nossa Senhora Aparecida.

Devotos aproveitaram a ocasião para agradecer pelas graças alcançadas, cumprir promessas e pedir proteção e bênçãos.

Segundo os organizadores, no total, 50 mil pessoas teriam participado das celebrações religiosas.

Neste ano, não houve a tradicional peregrinação de Nossa Senhora Aparecida na rodovia. A imagem da padroeira estará no Santuário. O tema deste ano é "Com Maria, ser comunidades acolhedoras, rumo ao Jubileu dos 70 anos".

Para garantir mais segurança aos participantes, a Motiva Pantanal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) realizaram uma operação especial de sinalização, monitoramento e orientação ao tráfego no trecho, com apoio da Guarda Municipal de Dourados, Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS), Polícia Militar Rodoviária (PMR), Corpo de Bombeiros (CBMMS), Polícia Militar (PMMS) e Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) de Dourados.

“A Romaria de Nossa Senhora Aparecida é um momento muito especial para milhares de pessoas e exige uma operação planejada para conciliar a caminhada dos fiéis com a circulação de veículos. Nosso trabalho é oferecer as melhores condições de segurança durante todo o percurso. Por isso, orientamos os motoristas a reduzirem a velocidade, respeitarem a sinalização e seguirem as orientações das equipes. Aos romeiros, pedimos que permaneçam nas áreas delimitadas e evitem travessias pela rodovia”, destacou o gerente de Operações da Motiva Pantanal, Fábio Oliveira.

A operação contou com pontos de orientação nas rotatórias localizadas nos KMs 265, 267, 270 e 273 da BR-163/MS.

PROGRAMAÇÃO

A programação do Santuário Diocesano incluiu procissão, caminhada, romaria, oração e missa. Confira:

  • 5h30: Celebração da primeira Santa Missa e Recitação do Santo Terço
  • 7h: Acolhida dos romeiros; início do atendimento de confissões; louvor e adoração
  • 8h: Terço Meditado; chegada e acolhida solene da imagem de Nossa Senhora Aparecida
  • 10h: Santa Missa Solene; cerimônia de Coroação de Nossa Senhora

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