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Número de mortos pelo terremoto passa de 700

Número de mortos pelo terremoto passa de 700

Redação

01/03/2010 - 04h35
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A presidente do Chile, Michelle Bachelet, disse ontem que o número de mortos pelo terremoto de 8,8 graus na escala Richter, que atingiu o país na madrugada de sábado, chegou a 708, mas pode aumentar. Além disso, há centenas de feridos em hospitais da região. “A catástrofe é enorme”, disse Bachelet que percorreu, de helicóptero, algumas das regiões atingidas pelo sismo, para conhecer a extensão da tragédia, que começou agora a ficar mais clara. “Há um número que eu diria crescente de pessoas desaparecidas”, acrescentou. Após ondas de saques, Bachelet anunciou ontem acordo com as principais redes de supermercados do país para a entrega gratuita de produtos de primeira necessidade nas regiões de Maule, Bio-Bio e alguns setores da Araucânia. Também ontem, o governo decretou toque de recolher na cidade de Concepción, em Bio-Bio, e Maule, focos de saques, segundo a televisão estatal. O Chile calcula os estragos provocados por um dos maiores terremotos da história, que deixou 2 milhões de desabrigados, além de vários alarmes para tsunamis, inclusive no Japão, do outro lado do oceano Pacífico. Cerca de 1,5 milhão de casas foram afetadas pelos tremores, que também foram sentidos no Brasil. As autoridades declararam parte do país como zona de catástrofe. Os danos foram mais graves em Concepción, a segunda maior cidade do país e a 500 quilômetros de Santiago, onde o terremoto derrubou casas e pontes, e apenas chamas dos incêndios iluminavam a madrugada de ontem. Bachelet disse que se avalia o dano estrutural causado pelo tremor e especialistas vão avaliar a segurança de prédios afetados. A presidente disse também que foi criada uma conta para doações de pessoas e de organismos internacionais. Mais de 60 réplicas do sismo de magnitude 8,8, que atingiu o centro e o sul do país sul-americano no sábado, deixaram milhões de chilenos atentos durante toda a noite. Centenas de pessoas dormiram em colchões e cadeiras de plástico nas ruas do centro de Santiago, com medo de outro terremoto, como o que demoliu edifícios e hospitais, quebrou pontes e virou automóveis como se fossem brinquedo. Uma forte réplica do terremoto estremeceu edifícios na capital chilena na manhã deste domingo, disseram testemunhas. Não há informações sobre novas vítimas ou danos a prédios ou casas. Segundo a presidente, trabalha- se para restabelecer a energia elétrica. O governo diz ainda que o problema da eletricidade é por falta de distribuição, e não de geração. Quanto à distribuição de água, afetada pela falta de energia, Bachelet afirma que são utilizados caminhões para enviar água às zonas afetadas. Exército Bachelet colocou ontem duas regiões no Sul do país sob a responsabilidade do exército. “Nós estamos enfrentando uma catástrofe inimaginável, que irá requerer um esforço enorme de reservas”, disse Bachelet em discurso transmitido pela televisão. A presidente assinou um decreto que coloca sob responsabilidade do exército as regiões de Maule e Bio-Bio por trinta dias. Haverá um reforço imediato das forças armadas e da polícia nessas regiões, disse Bachelet. “Elas terão a missão de manter a ordem pública e agilizar a entrega dos suprimentos de emergência e da assistência” às vítimas, disse Bachelet. Cada general foi designado para uma região. Algumas garantias constitucionais foram suspensas com o decreto, por exemplo, uma que não permite que o exército detenha pessoas. Brasileiros O Ministério das Relações Exteriores informou, por meio de nota, que foram restabelecidas as comunicações com a embaixada brasileira em Santiago, capital do Chile. O atendimento aos brasileiros no país está sendo feito na embaixada. Até ontem, o ministério não foi informado sobre a existência de brasileiros entre os mortos pelo terremoto. As instalações do consulado- geral foram afetadas e o prédio está interditado pela Defesa Civil do Chile. Na nota, o ministério afirma que “o governo brasileiro segue, com preocupação, o desenvolvimento dos acontecimentos”.

Indenização

TJMS condena réu por injúria racial a pagar indenização por danos morais em MS

Por maioria de votos, a 1ª Câmara Criminal definiu a indenização em R$ 1,5 mil

08/06/2026 18h29

Foto: Divulgação / MPMS

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) reformou uma sentença de primeira instância e determinou o pagamento de indenização por danos morais a uma vítima de injúria racial em Ribas do Rio Pardo. A decisão foi proferida pela 1ª Câmara Criminal após recurso apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que defendeu a necessidade de reparação civil pelos danos causados à ofendida. Por maioria de votos, a 1ª Câmara Criminal definiu a indenização em R$ 1,5 mil.

O réu já havia sido condenado pela 2ª Vara de Ribas do Rio Pardo pelo crime de injúria racial, previsto no artigo 2º-A da Lei nº 7.716/89, com agravante de reincidência. No entanto, a sentença original não fixou valor mínimo para reparação dos danos sofridos pela vítima.

Diante da omissão, o promotor de Justiça George Zarour Cezar recorreu ao TJMS, sob argumento de que a conduta criminosa ocorreu no ambiente de trabalho da vítima e representou uma grave violação à sua dignidade, justificando a aplicação da indenização prevista no artigo 387, inciso IV, do Código de Processo Penal.

Ao analisar o caso, o relator do recurso, desembargador Lúcio R. da Silveira, acolheu os argumentos do Ministério Público e aplicou o entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Tema Repetitivo 983.

Segundo o acórdão, o dano moral em casos de injúria racial decorre automaticamente da própria prática do crime, dispensando a apresentação de provas específicas sobre o sofrimento ou abalo psicológico da vítima.

A decisão também afastou a necessidade de que o Ministério Público apresente previamente um valor exato para a indenização na denúncia. Conforme o entendimento adotado, basta que exista pedido expresso de reparação para que o juiz possa fixar o montante na sentença, garantindo o direito de defesa do acusado.

Para os desembargadores, o valor atende aos critérios de proporcionalidade e razoabilidade, cumprindo tanto a função de compensar a vítima quanto o caráter pedagógico da condenação.

PEDÁGIO

Subprefeito de Anhanduí critica "tarifaço" de R$ 14 na BR-163

Em vídeo postado na rede social, Elenilton afirmou que o novo valor do pedágio pode dificultar o deslocamento de trabalhadores e prejudicar o desenvolvimento econômico do distrito

08/06/2026 18h15

Novo valor do pedágio pode dificultar o deslocamento de trabalhadores e prejudicar o desenvolvimento econômico do distrito

Novo valor do pedágio pode dificultar o deslocamento de trabalhadores e prejudicar o desenvolvimento econômico do distrito Gerson Oliveira

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O subprefeito de Anhanduí, Elenilton Dutra, utilizou as redes sociais para criticar o reajuste das tarifas de pedágio da BR-163/MS, previsto para entrar em vigor em agosto. Em vídeo publicado nesta segunda-feira (8), ele classificou o aumento como um “absurdo” e pediu apoio da população para pressionar autoridades federais em busca de alternativas que minimizem os impactos para os moradores do distrito.

A manifestação ocorre após a divulgação de que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recomendou reajuste médio de 41,63% nas tarifas cobradas pela concessionária Motiva Pantanal, responsável pela administração da rodovia. Em algumas praças, como a de Campo Grande, a tarifa para veículos de passeio poderá se aproximar dos R$ 15.

No vídeo, Elenilton destacou a situação dos trabalhadores que precisam se deslocar diariamente entre Anhanduí e Campo Grande.

“Como que um trabalhador que reside no Anhanduí consegue pagar um valor desse para ir e vir de Campo Grande, mais o combustível do seu carro ou da sua moto? Isso é piada. Nós não podemos nos calar”, afirmou.

Segundo ele, o aumento pode provocar impactos econômicos e sociais para o distrito, que fica localizado a cerca de 60 quilômetros da Capital.

“Estão isolando o Anhanduí de Campo Grande. Como vamos trazer empresas ou qualquer outra coisa para o distrito com um pedágio caríssimo desse jeito?”, questionou.

Durante a gravação, Elenilton também defendeu a criação de mecanismos que reduzam o custo para os moradores da região, como descontos ou benefícios específicos para usuários frequentes.

“Não importa se vocês gostam do Elenilton ou não. Vocês têm que gostar do Anhanduí. É pelo Anhanduí que estou lutando. Quero contar com o apoio de cada um para procurarmos nossa bancada federal e não deixar esse absurdo acontecer”, declarou.

Veja o vídeo completo: 

 

 

Reajuste supera pedido da concessionária

Conforme nota técnica da ANTT, a primeira revisão ordinária do contrato da BR-163 prevê reajustes que variam entre 40,54% e 44% nas nove praças de pedágio existentes ao longo dos 845 quilômetros da rodovia em Mato Grosso do Sul.

O percentual é superior ao solicitado pela própria Motiva Pantanal, que havia pedido aumento médio de 39,3%. Segundo a agência, o cálculo considera a recomposição monetária da tarifa pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a aplicação do chamado degrau tarifário previsto no contrato de concessão.

Entre os maiores reajustes previstos está o da praça localizada em Campo Grande, onde a alta deverá chegar a 43%. Em São Gabriel do Oeste, o aumento poderá alcançar 44%.

A previsão é de que os novos valores passem a ser cobrados a partir de 5 de agosto, após a conclusão dos procedimentos regulatórios da ANTT

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