Segundo dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgados na última sexta-feira (02), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em comparação com 2019, o número geral de óbitos em Mato Grosso do Sul aumentou em 47,8%.
No ano de 2019, atingiu-se a marca de 16.815 óbitos. Em 2020, ano em que a pandemia da Covid-19 teve início no Brasil, o número de óbitos aumentou em 13,3%. Em 2021, foram 24.852 óbitos, número que corresponde a um aumento de 47,8% em comparação com 2019, o ano pré-pandemia.
Na passagem de 2020 para 2021, o número de óbitos de homens pretos ou pardos aumentou 26,5%. Sendo 5.831 óbitos em 2020 e 7.379 óbitos em 2021. Entre os homens brancos, o aumento foi de 30,5%, sendo 4.848 óbitos registrados em 2020 e 6.329 em 2021.
Entre as mulheres pretas ou pardas, o número de óbitos correspondeu a um aumento de 37,0%. Foram 3.574 registros em 2020, e 4.897 em 2021. Entre as mulheres brancas, em Mato Grosso do Sul, o número de óbitos foi de 3.926 em 2020, e de 5.281 em 2021, correspondendo a um aumento de 34,5%.
Maior causa de óbitos
Ainda segundo o SIS, do IBGE, doenças infecciosas e parasitárias se tornaram a maior causa de óbitos no estado, devido a pandemia de COVID-19.
Entre 2010 e 2019, as duas principais causas de óbitos no Brasil e em Mato Grosso do Sul foram doenças do aparelho circulatório e neoplasias [tumores].
A situação foi modificada em 2020 e 2021, com a maior participação de algumas doenças infecciosas e parasitárias, tornando-se o segundo grupo de causas mais importantes em 2020 e o primeiro em 2021, um efeito da pandemia de COVID-19.
Em 2019, no estado, as doenças do aparelho circulatório corresponderam a 29,1% dos óbitos, as neoplasias a 17,2% e as doenças infecciosas e parasitárias apenas 3,8% do total. Por sua vez, em 2021, esses grupos de doenças alcançaram respectivamente 28,7%, 12,1% e 30,8%.
A análise da mortalidade causada pela pandemia de COVID-19 em Mato Grosso do Sul mostra um aumento de 204,5% nos óbitos entre 2020 e 2021. A maioria das mortes ocorreu entre homens, alcançando 56,1% e 55,8% respectivamente. A pequena queda indica uma maior participação feminina no segundo ano da pandemia, representando um aumento de 206% nos óbitos entre as mulheres. No estado, a taxa de letalidade por Covid-19 foi de 17,4%.
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