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Obra na ponte "gangorra" fecha estrada de acesso a Bonito neste sábado

Previsão é de que o tráfego seja reaberto a partir das 14 horas, mas em sistema de pare e siga e somente para veículos leves

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A ponte sobre o Rio Miranda, na MS-345, no distrito de Águas do Mirada, será interditada por completo neste sábado (23). A previsão é de que o tráfego seja restabelecido a partir das 14 horas. 

A interdição ocorre, segundo a Agesul, para execução de uma etapa essencial da obra de recuperação estrutural, que vai garantir mais segurança e estabilidade à travessia. Em setembro de 2024 a ponte ficou famosa nacionalmente por se transformar em uma espécie de gangorra quanto ocorria a travessia de caminhões pesados. 

A estrutura, na divisa dos municípios de Anastácio e Bonito, formava um degrau de até 48 centímetros quando caminhões pesados chegavam a uma das extremidades. E, por conta deste degrau, carros de passeio chegaram a estourar os quatro pneus por causa do impacto com este degrau na pista. 

Ainda de acordo com a Agesul, depois das 14 horas a ponte está liberada para o tráfego com as restrições que vinham sendo adotadas: tráfego sendo operado no sistema pare e siga, em meia pista e circulação na ponte limitada a veículos leves, caminhonetes e caminhões de pequeno porte, com peso máximo de até 10 toneladas, sendo permitida a passagem de um veículo por vez.

A interrupção temporária será necessária para a substituição do neoprene da cortina da ponte. Por questões de segurança, essa intervenção exige a suspensão momentânea do trânsito.

A Seilog reforça que a medida é indispensável para garantir a plena restauração da estrutura e permitir o avanço seguro de uma intervenção planejada com rigorosos critérios técnicos.

A obra de reforma está exigindo investimento inicial R$ 3.309.408,68 e inclui o recondicionamento de pontos estratégicos, reforço estrutural e adequações técnicas para restabelecer a estabilidade da ponte, construída pelo Exército Brasileiro em 1967, antes da pavimentação da rodovia.

Segundo o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, a obra foi pensada para recuperar completamente a estrutura e adequá-la à demanda atual da região. “É uma recuperação estrutural completa, feita com critérios técnicos rigorosos. Nosso objetivo é entregar uma ponte recondicionada, segura e preparada para atender a demanda atual e futura da região”, afirmou.

Embora a ponte seja antiga, a rodovia que encurta em cerca de 40 quilômetros a distância entre Campo Grande e Bonito foi recentemente pavimentada, com investimento R$ 340 milhões. Mas, a ponte não recebeu manutenção à época. Antes da pavimentação, a maior parte dos motoristas saía de Campo Grande e passava por Sidrolândia, Nioaque, Guia Lopes da Laguna (Jardim) e chegava a Bonito.

Depois da reforma, para encurtar o trajeto em cerca de 40 quilômetros, a rota passou a ser por Terenos, entrando à esquerda em Aquidauana e, alguns quilômetros depois, é necessário entrar à direita rumo ao distrito de Águas de Miranda e seguir até Bonito pela estrada.

 

Corrupção no Judiciário

Operação Ultima Ratio continua mesmo após "relatório final" da PF

Esquema de venda de sentenças em MS segue sob investigação em novo inquérito

23/05/2026 05h00

Operação Ultima Ratio foi desencadeada em outubro de 2024

Operação Ultima Ratio foi desencadeada em outubro de 2024 Marcelo Victor/Arquivo

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As investigações da Polícia Federal (PF) sobre o maior esquema de venda de decisões judiciais já descoberto em Mato Grosso do Sul continuam. O relatório final assinado pelo delegado Marcos André Araújo Damato, em 20 de março deste ano, diz respeito a apenas um dos inquéritos que envolvem a Operação Ultima Ratio: o de número 1.483.

Um outro inquérito, que apura desdobramentos do esquema de venda de sentenças envolvendo desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o de número 1.595, continua em andamento.

O indicativo de que as investigações prosseguem foi dado pelo próprio responsável pelo caso, o delegado Damato, que atua na Delegacia Especializada de Combate à Corrupção e Crimes Financeiros (Deccor) da Superintendência da Polícia Federal em Mato Grosso do Sul (PFMS).

“Considerando que os INQs [inquéritos] 1.483 e 1.595 possuem compartilhamento mútuo, procedemos à elaboração deste relatório final no primeiro, com a conclusão das investigações quanto aos crimes tratados em ambos os inquéritos com materialidade e autoria provada, em nosso entender, permitindo a propositura de ação penal pelo Ministério Público Federal [MPF], prosseguindo-se com as investigações pendentes no INQ 1.595”, explica o delegado, já no início do relatório final do inquérito 1.483.

O inquérito 1.595, conforme apurou o Correio do Estado, tem como alvo alguns dos desembargadores do esquema, mas não apenas isso: advogados e outros envolvidos que atuavam para facilitar a corrupção.

Alguns que são alvo da Operação Ultima Ratio chegaram a comemorar o fato de terem ficado de fora dos indiciamentos do inquérito 1.483. A hipótese é de que desconheciam que a investigação continua. É o caso da advogada Camila Cavalcanti Bastos, filha do desembargador Alexandre Aguiar Bastos.

“Virou a minha vida de cabeça para baixo. Meu nome e minha reputação foram manchados durante cerca de 18 meses. Eu falo que cumpri uma pena de 18 meses”, afirmou ao portal Top Mídia News, no mês passado.

O pai dela, Alexandre Aguiar Bastos, foi indiciado no relatório final do inquérito 1.483 por corrupção passiva. Ele é suspeito de se corromper em julgamentos que envolviam posse e propriedade de duas fazendas, Paulicéia e Vai Quem Quer.

Uso de dinheiro em espécie de origem ilícita: embora não seja um indiciamento formal por um artigo específico do Código Penal neste contexto, o relatório indica que o uso de grande volume de dinheiro em espécie por Alexandre Bastos, com origem desconhecida, é considerado produto da venda de decisões judiciais.

Neste relatório do inquérito, algumas das pessoas que foram alvo da primeira fase da Ultima Ratio não foram indiciadas, como o caso de Camila Bastos.

Além dela, também não foram indiciados no inquérito 1.483 os advogados filhos de Vladimir Abreu (outro desembargador indiciado), Marcos Vinícius Machado Abreu da Silva e Ana Carolina Machado Abreu da Silva; Mauro Boer; Divoncir Schreiner Maran Junior (filho de outro desembargador indiciado no mesmo inquérito); Diego Ferreira Rodrigues; Flavio Alves de Morais; e o lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, que é o alvo principal de outro inquérito, que apura venda de sentenças no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Os indiciados

O relatório final do inquérito 1.483 da Operação Ultima Ratio resultou no indiciamento de oito magistrados, sete deles desembargadores do Tribunal de Justiça.

Os desembargadores indiciados são Alexandre Bastos, Júlio Roberto Siqueira Cardoso, Vladimir Abreu da Silva, Sideni Soncini Pimentel, Sérgio Martins, Divoncir Schreiner Maran e Marcos José de Brito Rodrigues, todos pelo crime de corrupção passiva. Júlio Siqueira também foi indiciado por lavagem de dinheiro. O juiz de 1ª instância Paulo Afonso de Oliveira também foi enquadrado pela PF no crime de corrupção passiva.

Também foram indiciados os advogados Renata Gonçalves Pimentel, Rodrigo Gonçalves Pimentel, Emmanuelle Alves Ferreira da Silva, Fábio Castro Leandro, Julio Sergio Greguer Fernandes, Bruno Terence Romero, Fábio Pinto de Figueiredo e Gabriel Affonso de Barros Marinho.

Ainda foram indiciados Danillo Moya Jeronymo (ex-servidor comissionado do TJMS), Diego Moya Jeronymo (empresário), Everton Barcellos de Souza (empresário), Cláudio Bergmann (empresário), Darci Guilherme Bazanella Filho (herdeiro), Tatiele Toro Correia (herdeira), Nathalia Poloni Ney (interessada em fazendas), Paulo Ricardo Fenner (interessado em fazendas), Lydio de Souza Rodrigues (beneficiado por decisão), Percival Henrique de Souza Fernandes (empresário), Maycon Nogueira (tabelião), Leandro Batista dos Santos e Volmar Dalpasquale (empresário).

 

Futebol

City fará estátua de Guardiola e 'batizar' arquibancada com seu nome

Maior treinador da história do Manchester City, Pep Guardiola está encerrando o ciclo à frente do time principal

22/05/2026 23h00

Reprodução/AP

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Maior treinador da história do Manchester City, Pep Guardiola está encerrando o ciclo à frente do time principal em alta.

Nesta sexta-feira, o clube inglês anunciou em seu site uma dupla homenagem ao profissional que colocou a agremiação entre os grandes clubes da Inglaterra e da Europa.

Além de ganhar uma estátua, ele ainda vai dar seu nome a um setor das arquibancadas do estádio.

"O Manchester City tem o prazer de anunciar que a recém-desenvolvida e ampliada arquibancada norte do Etihad Stadium será batizada de "Arquibancada Pep Guardiola", diz parte do texto no canal oficial da agremiação.

A nota informa ainda que "a arquibancada está totalmente aberta pela primeira vez para o último jogo do treinador no comando do clube".

Neste domingo, o City encerra a sua participação na edição atual da Premier League enfrentando o Aston Villa".

O clube informou sobre a construção de uma estátua, que vai ficar localizada na entrada da arquibancada. O setor está sendo ampliado desde 2023 com mais sete mil lugares que vão ficar à disposição dos torcedores no Etihad Stadium.

"Eu disse há muito tempo que o Manchester City deveria ter à sua disposição as melhores pessoas, tando dentro como fora de campo. Durante dez anos, Pep Guardiola foi a personificação dessa ambição", afirmou o xeique Mansour bin Zayed al-Nahyan, proprietário do clube.

Guardiola desembarcou em Manchester em 2016 e, desde então, mudou o status do clube.

Neste período, conquistou 20 títulos e fez do City uma potência mundial ao ganhar uma Champions League e seis troféus da Premier League. Ele tinha vínculo até junho do ano que vem, mas decidiu antecipar a sua saída.

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